Empregados da Caixa começam a cobrir rombo bilionário em fundo de pensão

Notícia Publicada em 08/06/2016 08:19

Cobrança está sendo feita, por enquanto, apenas dos participantes do plano batizado de REG/Replan Saldado

O rombo nos fundos de pensão de empresas estatais, incluindo a Funcef, foi investigado por uma CPI criada no Congresso (Reuters/Pilar Olivares)
O rombo nos fundos de pensão de empresas estatais, incluindo a Funcef, foi investigado por uma CPI criada no Congresso (Reuters/Pilar Olivares)

RIO DE JANEIRO – A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, começou a cobrar dos seus participantes uma taxa adicional para cobrir o déficit de R$ 2,3 bilhões registrado em 2014. Em maio, 57 mil participantes do fundo começaram a pagar uma tarifa adicional de 2,73% sobre suas contribuições – para os já aposentados, isso significa receber 2,73% a menos nos benefícios. Essa cobrança adicional deve durar 17 anos, e o temor dos participantes é que novas tarifas extras cheguem, já que as previsões são de que a Funcef tenha registrado um novo déficit de R$ 5 bilhões em 2015. A Caixa também elevou seus aportes no fundo.

 

A cobrança está sendo feita, por enquanto, apenas dos participantes do plano batizado de REG/Replan Saldado, o maior e mais antigo da Funcef. Além dele, o fundo de pensão tem outros dois planos previdenciários. Em nota, a Funcef já indicou que “outros planos poderão ser submetidos a equacionamento no exercício de 2017”.

O rombo nos fundos de pensão de empresas estatais, incluindo a Funcef, foi investigado por uma CPI criada no Congresso, e que terminou com o indiciamento de 145 pessoas, suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção. Entre os investimentos considerados suspeitos, e do qual a Funcef participou, estava a Sete Brasil, empresa criada para administrar sondas de perfuração da Petrobras, e que depois foi envolvida na Operação Lava Jato. A Funcef reconheceu uma perda de R$ 1,3 bilhão apenas com esse investimento.

Aportes extras

No mês passado, no total, os participantes do fundo REG/Replan colocaram R$ 7,3 milhões a mais no plano. Já a Caixa elevou seu aporte em R$ 6,2 milhões. Apesar disso, a Caixa deixou de aportar mais de R$ 1 milhão referentes aos beneficiários do plano. O aporte foi suspenso pelo Ministério do Planejamento com base em parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), que está sendo contestado pelos aposentados.

Aos participantes, o fundo de pensão já alertou que o valor da contribuição será revisto anualmente. “Havendo fatos relevantes de alteração na composição da massa de participantes e assistidos, caberá avaliação em período inferior”, diz o comunicado encaminhado aos participantes no último mês. O fundo informa ainda que a contribuição é uma resposta a “adversidades”.

A Funcef confirmou a arrecadação de cerca de R$ 13 milhões em maio, “conforme previsto”. O montante será utilizado, de acordo com o fundo, na aquisição de títulos públicos federais de longo prazo, “de acordo com a atual política de investimento da Funcef”.

(Por Antonio Pita)

 

O FINANCISTA

Sem apoio político, Ceará desiste do patrocínio da Caixa

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O sonho de ter o patrocínio mais badalado do país acabou. Internamente, a diretoria do Cearáencerrou a busca para conseguir a parceria com a Caixa. O motivo, apenas um: falta de apoio político.

Uma fonte dentro de Porangabuçu informou que a diretoria tinha prazo até o dia 15 de março para resolver a questão. No entanto, mesmo depois de solicitar apoio de vários deputados para conseguir uma audiência com a cúpula da Estatal, o clube esperou até esta sexta-feira, 20, mas não obteve resposta de nenhum parlamentar em Brasília.

Vale ressaltar que o Ceará conseguiu, ainda ano passado, as certidões negativas de todos os seus débitos fiscais. Pagou quase R$ 2 milhões para estar limpo e aguardava ansiosamente pelo patrocínio da Caixa. Só que não houve contato, nem audiência com representantes do banco.

Sem patrocinador máster desde a saída da Quartzolit, em janeiro, o clube já começou a procura por um novo parceiro para a parte nobre de seus uniformes.

Algumas empresas já foram sondadas, mas a diretoria do Ceará quer um patrocínio que possa dar suporte financeiro à altura da exposição que o time oferece. Neste ano, além das semifinais do Estadual, o time alvinegro vai disputar as quartas de finais da Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e a Série B do Brasileiro.

 

Mário Kempes – Diário do Nordeste – 20/03/2015

Deputado Federal José Guimarães poderá ajudar o Ceará a conseguir o contrato com a Caixa

Brasão 1969Ceará Sporting Club / 1970 - 2003Ceará Sporting Club / 2003 - hoje

Caixa
A cúpula do Ceará já solicitou ao Deputado Federal José Guimarães (PT/CE) para intervir e buscar a solução e, enfim, o clube acertar o contrato com a Caixa. Depois de o banco estatal anunciar que vai continuar patrocinando times de futebol, agora é a vez de saber até quando o prestígio político cearense pode contribuir para um clube do Estado conseguir o patrocínio mais cobiçado do Brasil.

 

Mário Kempes – Diário do Nordeste – 15/03/2015

Esporte Interativo fatura 20% a mais com Copa do Nordeste neste ano

Exibidora nacional da competição, o Esporte Interativo se deu bem em faturamento com a Copa do Nordeste.

Segundo divulgado pela emissora, em 2015 há 14 marcas patrocinando o evento, um aumento de 20% em relação a edição de 2014 em faturamento.

Itaipava, Caixa, Rede, Gillette, Germed, Pitu, Subway, Midea, HapVida, Fisk, Maratá, Lupo, Penalty e Elsys são as marcas que apoiam a edição atual do campeonato. Como diferencial, as empresas têm apostado em ações.

A Midea, por exemplo, presenteou os revendedores da marca com um Dia de Craque. A iniciativa permitiu que os convidados vivessem a experiência de ser um jogador.

A Copa do Nordeste é transmitida para todo Brasil exclusivamente pelo E+I. A Rede Globo também tem direitos para transmitir a competição, mas somente na região Nordeste. Para a transmissão, o canal recebe o patrocínio de Caixa, Rede, Sportingbet, Refri Indaiá e Gillette.

Recentemente, o Esporte Interativo foi adquirido pela Turner, braço televisivo da Warner. O canal se prepara para exibir com exclusividade, a partir da próxima temporada, a Liga dos Campeões da Europa, o maior torneio interclubes do mundo.

 

NaTelinha

Samsung ou LG pode virar parceiro do Ceará em 2015

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O Ceará pode ter mais um parceiro para a temporada 2015. Apesar de o clube manter esperança de fechar contrato com a Caixa, a diretoria alvinegra corre atrás de novos patrocínios.

Caso a negociação com o banco estatal não tenha êxito, os dirigentes do clube já tentam se antecipar para não ficarem no “prejuízo”. Assim, além da Quartzolit, que já sinalizou desejo de renovar por mais um ano, a LG ou Samsung seria o segundo nome forte para virar parceiro em Porangabuçu.

Ao Blog, um dirigente da cúpula do Ceará confirmou que uma empresa cearense está em negociação com as duas marcas sul-coreanas para uma delas fechar parceria em 2015 com o time alvinegro.

De acordo com o diretor, o objetivo é ter pelo menos duas ou três marcas fortes no clube na próxima temporada. Seja estampando o nome nas camisas, seja em projetos com as categorias de base no CT Luís Campos.

 

Blog do Mário Kempes – Diário do Nordeste – 16/12/2014

Ceará espera agenda política por patrocínio da Caixa, mas pode ficar com Quartzolit

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A diretoria do Ceará aguarda apenas a agenda política para se reunir com a cúpula da Caixa para, enfim, viabilizar o patrocínio na parte nobre das camisas para a temporada 2015. O clube alvinegro já está com todas as certidões negativas de tributos em mãos.

A expectativa é para que deputados cearenses com trânsito livre no banco estatal acertem a reunião ainda neste mês para os dirigentes do Ceará ouvirem a proposta da Caixa com valores e tempo de contrato.

No encontro acontecido em maio deste ano, quando Fortaleza e Ceará estiveram presentes e “acertaram” a parceria, não foi revelado nada de quantia e muito menos período do vínculo da publicidade.

Vale lembrar que o Ceará encerra em janeiro os contratos com a Weber Quartzolit e Cimento Apodi. No entanto, as duas empresas já deram sinal verde de que querem renovar por mais um ano seus respectivos patrocínios.

A diretoria do Ceará, contudo, deve esperar até a primeira quinzena de janeiro de 2015 para fechar com a Caixa. Caso contrário, acerta com seus dois parceiros atuais e vai tentar abrir uma brecha no contrato para, caso a Estatal feche patrocínio, tanto a Quartzolit, quanto o Cimento Apodi não sejam prejudicados.

As duas empresas, juntas, rendem cerca de R$ 90 mil por mês ao Ceará. Já a Caixa paga ao ABC, América/RN e Paraná, clubes que disputaram a Série B do Brasileiro: R$ 2 milhões. Já o Atlético/GO, na mesma divisão, embolsa R$ 2,4 milhões. Enquanto Figueirense e Chapecoense, ambos, na Série A, recebem: R$ 4,5 milhões e R$ 4 milhões respectivamente.

 

Blog do Mário Kempes – Diário do Nordeste – 09/12/2014