Belo Horizonte sofreu transtorno com as chuvas desta quarta-feira(25/10)

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Vias alagadas, quedas de árvore – com pelo menos uma pessoa ferida com gravidade em uma delas – e trânsito caótico no fim da tarde de segunda-feira. Se as duas horas de chuva acompanhada de rajadas de vento de ontem foram suficientes para espalhar transtornos por Belo Horizonte, significaram muito pouco para uma cidade cujo abastecimento público de água vem de uma crise que se agravou em 2014 e ainda deve persistir pelos próximos anos. A previsão é da própria Copasa, que responde pelo saneamento na capital e em outros 629 municípios do estado, ao admitir que a estação das águas deve dar um refresco aos reservatórios, mas não afastará de vez o cenário de escassez hídrica em Minas, especialmente no interior.

Na capital, a precipitação de ontem trouxe um alívio apenas para as altas temperaturas. Segundo o diretor de Operação da Copasa, Gilson Queiroz, a região metropolitana acumula apenas 55% da média histórica de precipitação neste ano. A situação é ainda mais crítica em outras cidades do estado, principalmente no Norte de Minas, que sofrem com a falta de abastecimento. O gestor informa que cerca de 15% dos municípios enfrentam escassez hídrica – o que corresponde a 95 cidades. Alvo de críticas nos lugares que passam pelas maiores dificuldades, a estatal entende que setores como agricultura e mineração também devem ser responsabilizados pela crise.

A cobrança à concessionária veio também da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que exigiu explicações sobre os investimentos em infraestrutura, a falta de água e seu impacto na vida de cidadãos de vários municípios. “A empresa tinha que ter se planejado, feito obras, investimentos. Não admitimos o sucateamento de mais uma empresa mineira”, disse o autor do requerimento, deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB). Para ele, é inadmissível que a Copasa não tenha se preparado para a crise hídrica. O encontro reuniu ainda prefeitos de municípios como São Sebastião do Paraíso, Carmo do Rio Claro e Alpinópolis, no Sul de Minas, além de Bom Despacho e Arcos (Centro-Oeste).

No encontro, representantes das cidades ameaçaram acionar a Justiça e romper o contrato com a companhia de abastecimento, diante do descontentamento com os serviços prestados. O prefeito de Bom Despacho, Fernando José Castro Cabral, foi um deles. Ele contou que a conclusão de obra para tratamento de esgoto na cidade está atrasada há sete anos. “Vinte e cinco por cento do esgoto do município é lançado no rio. Estamos causando um problema ambiental sério para a cidade vizinha de Martinho Campos, que precisa tratar a água a um custo alto”, relatou. José Castro Cabral pede o desligamento da concessionária, caso “não se torne uma empresa séria e responsável”. Em setembro, a prefeitura decretou intervenção na Copasa diante do desabastecimento de água que afeta a cidade de cerca de 50 mil habitantes há semanas.

OUTROS CULPADOS O diretor de Operação disse que a concessionária trabalha para resolver os diversos problemas identificados pelos prefeitos, enquanto lida com situações como aquela que é considerada a pior crise no setor da história de Belo Horizonte. “Neste momento, sofremos com um período de seis anos de redução de chuva. E isso está causando o problema de escassez. A empresa não fabrica água, ela coleta da natureza, trata e abastece. Agora, nós estamos sem água na natureza. Estamos disputando água com setores como agricultura, mineração e produção industrial – os grandes consumidores”, disse o diretor. Ele propõe a divisão da responsabilidade pela situação atual no estado: “Nós investimos parte dos nossos recursos em preservação. Mas não pode ser só a Copasa. Se a empresa capta 6% da água do estado, ela deve investir proporcionalmente. A agricultura, que capta 70%, deveria fazer o mesmo”, comenta.

Para ele, é necessário fazer um grande pacto social para recuperação dos mananciais e preservação da água – desde o uso consciente dos moradores das cidades até o uso inteligente dos grandes consumidores. Ele também ressalta que a Copasa reduziu diretorias e cargos para minimizar custos e possibilitar investimentos.

 

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Polícia Civil de Minas Gerais divulga quais bairros da capital têm mais furto de automóveis

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As ruas e avenidas do Bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste de Belo Horizonte, foram as mais visadas por ladrões de carros que atuam na capital mineira no mês passado, de acordo com a Polícia Civil. Mais de um veículo, em média, foi levado de seus donos a cada dia do mês no bairro, conforme a estatística que apontou 22 furtos e 13 roubos na área em setembro. O levantamento que aponta as 35 ocorrências traz os cinco bairros com maior número de furtos (o próprio Padre Eustáquio, Santa Efigênia, Centro, Cruzeiro e União) e os cinco com mais roubos (Castelo, Cachoeirinha, novamente Padre Eustáquio, Caiçara e Santa Amélia). Os dados mostram ainda que a Região Noroeste pode ser considerada uma espécie de área de risco para motoristas, pois nela também se destaca o Caiçara, além dos vizinhos Castelo (Regional Pampulha) e Cachoeirinha (Nordeste).

No mês passado, único que teve o ranking divulgado pela Polícia Civil, o Padre Eustáquio foi o líder geral, também ocupando a primeira posição nos furtos do mês, e o Castelo lidera em roubos – situação em que o veículo é levado com violência, muitas vezes com uso de arma de fogo. Em meio à pressão que indica mais de 40 automóveis levados por dia em Belo Horizonte, ou um a cada 35 minutos, segundo dados da Polícia Militar, autoridades de segurança defendem a regulamentação urgente da lei nacional sobre desmontagem de veículos, principalmente diante da percepção de que os desmanches ilegais têm migrado para o interior, onde a fiscalização é mais frágil.

Os dados de furtos e roubos por bairros referentes ao mês passado foram divulgados pela Polícia Civil durante audiência pública convocada pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, presidida pelo deputado Sargento Rodrigues. O delegado Rafael Lopes Azevedo, que comanda a Delegacia Especializada de Investigação em Furtos e Roubos de Veículos Automotores, e o capitão Carlos Eduardo Lopes, da Diretoria de Apoio Operacional da PM, apresentaram dados divergentes sobre o problema (veja quadro). Porém, nas duas fontes é possível observar praticamente uma estagnação nos roubos no período entre janeiro e setembro e uma redução em torno de 7% nos furtos. Nesse último caso, a situação é mais preocupante, já que, enquanto os roubos de forma geral têm seguido tendência de queda na capital, o mesmo não ocorre quando o alvo são os veículos.

 

Crédito: Arte EM

Crédito: Arte EM

Segundo o delegado Rafael Azevedo, diretamente envolvido com o assunto nos últimos dois anos, apontar razões efetivas para o Padre Eustáquio e bairros vizinhos serem destaque nos furtos e roubos de veículos é difícil, pois tudo acaba no campo da suposição. A única questão que ele aponta é um conjunto de rotas de fuga, que no caso do bairro campeão de ocorrências incluem o Anel Rodoviário, a Via Expressa e o corredor formado pelas avenidas Pedro II e Tancredo Neves, que podem garantir saída rápida da área após os crimes, inclusive rumo a outras cidades da Grande BH, como Contagem. O policial destaca que, em geral, o roubo de carros é uma modalidade de crime que encontra grande “oferta” de alvos, diante de uma frota que cresce continuamente, além de servir como ponte para outros crimes. “É um roubo visto pelo criminoso como mais fácil e com maior lucratividade. O ladrão, antes de assaltar uma pessoa ou empresa, precisa de um carro, que geralmente estará clonado. É por isso que essa modalidade, quando não é o fim da ação criminosa, é o meio”, diz o delegado.

Já o capitão PM Carlos Eduardo Lopes diz que, após o furto ou roubo de um carro, normalmente os ladrões encontram várias possibilidades para fugir. “São muitas rotas. Às vezes, esse automóvel é escondido em uma garagem, às vezes levado para outro local, e, em muitos casos, é desmanchado bem rápido, dificultando a fiscalização”, afirma. Segundo o militar, está em testes na área do 34º Batalhão, unidade que faz o policiamento justamente da Região Noroeste de BH, um projeto para tentar reduzir esse tipo de crime. A iniciativa aposta em dois pilares: o posicionamento de viaturas por meio de GPS e a leitura de placas de veículos com câmeras que conseguem identificar se há algum impedimento relacionado à placa. O objetivo é que a viatura que esteja mais bem posicionada no momento faça a abordagem, seguida de um plano de cerco e bloqueio.

Rastrear peças é aposta da polícia

Grande aposta da Polícia Civil para frear o comércio de peças de desmanches ilegais de veículos, a regulamentação da Lei Federal 12.977/2014 está em andamento em Minas, segundo o delegado Rafael Azevedo, chefe da Delegacia Especializada de Investigação em Furtos e Roubos de Veículos Automotores. Segundo ele, foi publicada em junho uma portaria para credenciar empresas que estarão aptas a fazer o desmonte e a comercializar peças usadas. “A próxima portaria será para credenciar empresas que vão fornecer as etiquetas. A fiscalização só se efetivará quando as etiquetas estiverem disponíveis para compra. A lei prevê a etiquetação das peças mais relevantes. No caso de um veículo automotor, são 49”, diz o policial.

O delegado aponta que a quantidade de desmanches diminuiu na capital mineira, apesar de o comércio de produtos com origem duvidosa continuar a ocorrer. Ele destaca que toda a semana a delegacia desenvolve duas operações, com média de oito flagrantes e cumprimento de cinco mandados de busca. Porém, diante do cerco criminosos estão levando carros roubados ou furtados para desmanche no interior do estado, devolvendo para a Grande BH pacotes com peças prontas para venda, cuja procedência não é possível rastrear. “Esse deslocamento até o interior já dificulta nossa ação efetiva. Mas estamos reunindo informações e estudando esse novo fenômeno. Isso é uma saída que eles acharam para driblar a fiscalização, porque aqui é muito maior que no interior”, afirma o delegado.

Ao final da audiência pública na Assembleia Legislativa que discutiu a questão de furtos e roubos de veículos na capital, o deputado Sargento Rodrigues, presidente da Comissão de Segurança Pública, encaminhou requerimento para as polícias Civil e Militar pedindo mais ações integradas para resolver o problema. Para o parlamentar, há iniciativas das duas instituições, mas a impressão é de que elas não conversam entre si para trocar informações. “Não se pode ter duas polícias desencontradas, que não se acertam primeiro no número de dados. Um dos requerimentos é nessa linha, pois claramente falta por parte da Polícia Civil e da Polícia Militar reuniões de planejamento conjunto, com trocas de informações da área de inteligência e execução de operações conjuntas”, sustenta. O segundo requerimento foi encaminhado pela comissão ao Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG), para acelerar os procedimentos de regulamentação da lei dos desmanches, permitindo que a fiscalização se torne mais efetiva. O Estado de Minas procurou a Secretaria de Estado de Segurança Púbica para se pronunciar sobre as críticas à integração entre as polícias, mas a pasta não se manifestou.

 

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A cada 12 minutos, uma pessoa é roubada na capital mineira

Com 131,2 mil registros no estado, 48,8 mil deles somente em BH, roubos puxaram crimes com uso de força em Minas em 2016. PM diz que dados preliminares já indicam recuo no primeiro trimestre

A cada quatro minutos, uma pessoa tem um objeto ou bem levado por bandidos em Minas Gerais mediante violência, enquanto em Belo Horizonte isso ocorre a cada 12 minutos. O cenário dos roubos no estado e na capital mineira em 2016, revelado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) quatro meses e meio depois de o ano ter sido fechado, mostra que esse tipo de crime mais do que dobrou em cinco anos em Minas e em BH. Na capital, dados de 2012 mostram que naquele ano os belo-horizontinos foram vítimas de 23,1 mil assaltos, número que cresceu 102,5% e bateu em 46,8 mil casos em 2016. Ampliando a área de abrangência para os 853 municípios do estado, enquanto em 2012 foram 60 mil roubos, no ano passado o número cresceu 118,5%, chegando aos 131,2 mil registros. Outra situação revelada pelos dados atualizados de 2016 diz respeito a um aumento ligeiro de homicídios tanto em BH quanto em Minas, após dois anos de queda nos registros desse tipo de crime. (Veja quadro)

No comparativo somente em relação ao ano anterior, 2015, também constata-se o crescimento dos crimes violentos em Minas e Belo Horizonte. No estado, foram 145.185 ocorrências do tipo em 2016, contra 128.336 do ano anterior, aumento de 13,1%. Na capital, houve 48.904 registros no ano passado, contra 44.361 de 2015, elevação de 10,2%. São considerados crimes violentos nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública estupro, tentado ou consumado, homicídio, também tentando ou consumado, roubo, extorsão mediante sequestro e sequestro e cárcere privado.

Especialista ouvido pela reportagem do Estado de Minas acredita que essa situação verificada nos roubos é motivada por uma soma de problemas: o poder público não consegue combater a criminalidade e a crise econômica aumenta a marginalidade, pois os ladrões buscam dinheiro fácil e rápido em um contexto de falta de trabalho formal. Porém, a Polícia Militar garante que a população flutuante de grandes eventos como o carnaval, que vem crescendo nos últimos cinco anos em BH e alcançou um público de 3 milhões de pessoas em 2017, deve ser considerada para entender esse fenômeno. Sem revelar números, o major Flávio Santiago, que é assessor de imprensa da corporação, afirma que o primeiro trimestre deste ano já traz uma redução nos casos de roubo no estado, segundo dados preliminares.

Os dados da Sesp normalmente são divulgados mensalmente até por volta do dia 20 do mês seguinte, mas ao fim de cada ano a pasta demora mais tempo para consolidar todas as estatísticas. Os números de 2016 mostram que, entre as regiões integradas de segurança pública, Belo Horizonte ocupou o primeiro lugar de roubos de forma disparada, com os 46,8 mil registros. Logo depois vem a região de Contagem, que inclui cidades como Betim e Ibirité, todas na Grande BH, com 26.634 assaltos. Em terceiro lugar aparece a região centralizada em Divinópolis, com 50 cidades da Região Centro-Oeste, que teve mais de 7 mil roubos no ano passado. A região integrada em Minas Gerais com menos roubos é a de Barbacena, no Campo as Vertentes, que engloba 61 cidades e teve 1 mil roubos em 2016.

O advogado criminalista e mestre em ciências penais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Warley Belo destaca que um fator muito importante para entender um aumento de mais de 100% nos assaltos na capital e no estado nos últimos cinco anos é o aumento do desemprego, causado pela crise econômica. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2012, a taxa de desemprego no Brasil era de 5,5%. Hoje, esse número subiu para 13,7%, com base no primeiro trimestre de 2017. O especialista lembra que na Grande BH são cerca de 700 mil pessoas sem trabalho e 2,5 milhões na mesma situação em Minas. “O assaltante quer fazer um dinheiro rápido normalmente para comprar roupas, drogas, ir em uma festa, viajar e demais coisas de tiro curto”, afirma.

Em outra frente, Warley lembra que melhorias no policiamento, com um aparelhamento melhor das polícias, certamente traria redução desses dados, mas o problema está longe de ser resolvido apenas por essa vertente. “O índice de reincidência de pessoas que estão presas é muito grande. O que significa que a prisão não resolve o problema. O próprio poder público cria o aumento da criminalidade”, afirma. Para o especialista, o próprio estado admite que não tem condições de resolver o problema sozinho quando tenta aumentar seus laços com a sociedade, fomentando a criação de redes de vizinhos, de comerciantes e incentivando o aumento da vigilância privada, com a instalação de câmeras de monitoramento e segurança privada.

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PREVENÇÃO

O major Flávio Santiago, que é o assessor de imprensa da Polícia Militar, destaca que a corporação está investindo em operações focadas na prevenção do roubo a transeunte, já que o uso em larga escala de smartphones é o principal atrativo para os bandidos que praticam essa modalidade. Porém, o militar acredita que o mais importante para entender o aumento dos roubos é reconhecer a influência da população flutuante no estado nos últimos cinco anos, em eventos como as copas do Mundo e das Confederações, Olimpíada do Rio de Janeiro e o carnaval, que teve 3 milhões de pessoas em BH neste ano, conforme o militar. “Se você tem um número majorado de pessoas no estado, com Belo Horizonte sempre carreando, você tem um aumento de delitos em número absoluto, mas que não representa efetivamente um aumento proporcional. Cada roubo é um caso importante para nós, mas não podemos desatrelar a análise científica em relação a variáveis que são importantes”, afirma o porta-voz da PM.

Os números mostram que o percentual do crescimento dos roubos diminuiu em 2016. Em BH, por exemplo, de 2014 para 2015 houve um aumento que alcançou 22,76%. De 2015 para 2016, o crescimento foi de 10,71%. Mesma situação foi vivenciada no estado, com um aumento percentualmente menor no ano passado do que em 2015.

OUTROS CRIMES Minas Gerais registrou ainda ligeira redução dos casos de estupro (-1,1%), de extorsão mediante sequestro (-1,1%) e de sequestro e cárcere privado (-2,1%) na comparação de 2015 com 2016. Em Belo Horizonte, as ocorrências aumentaram 3,2%, 12,8% e 3% no mesmo período, respectivamente.

ENQUANTO ISSO…
…homicídios voltam a subir

Depois de dois anos de queda, o número de pessoas assassinadas em Minas Gerais e também em Belo Horizonte voltou a subir. Em Minas, 4.194 pessoas foram assassinadas no ano passado, contra 4.176 em 2015. Na capital, foram 615 em 2016, contra 609 do ano anterior. Em Belo Horizonte, os meses críticos do ano passado foram março, com 63 óbitos, e abril, com 60. Dezembro, mês que ficou pendente da divulgação dos dados, teve 49 homicídios. Segundo a Polícia Militar, ações que visam à retirada das armas de fogo de circulação são as principais formas de atuação contra esse tipo de crime, já que 60% a 70% dos casos têm relação com o tráfico de drogas.

 

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Sem dinheiro, dois hospitais de Belo Horizonte podem parar atendimentos

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No final do século XIX, após dois anos da inauguração de Belo Horizonte, é instalada a primeira instituição de saúde da cidade. Nas esquinas da rua Ceará e avenida Francisco Sales, na região Centro-Sul da capital, um pequeno pavilhão deu início à Santa Casa. Hoje, o espaço abriga uma estrutura com 13 andares e outros nove prédios anexos, se tornando a terceira unidade do país em quantidade de atendimentos realizados pelo SUS.

Do outro lado da cidade, na região Noroeste, o Hospital Alberto Cavalcanti se tornou referência em tratamentos oncológicos. Inaugurado em 1936 como Sanatório de Minas Gerais, a entidade já foi o mais moderno centro para casos de tuberculose do Brasil. Apesar da importância histórica e relevância para a saúde pública em Belo Horizonte, as duas unidades passam por uma das piores crises desde a fundação e correm o risco de fechar por falta de recursos do governo.

Na Santa Casa, o rombo causado pelos repasses atrasados chegou a R$ 27 milhões. Dos mais de mil leitos que estavam em funcionamento, cerca de 450 já deixaram de receber pacientes. De acordo com o provedor da unidade, Saulo Coelho, os atendimentos podem ser suspensos nos próximos 60 dias. “Se não chegarem novos recursos e um acerto das dívidas pendentes, vamos fechar. Não é possível a entidade ficar aberta sem remédio e insumos necessários para um bom atendimento à população. E quando vamos dialogar, cada esfera [federal, estadual e municipal] fala que o problema é do outro”, enfatizou.

A entidade já anunciou que dará férias coletivas para 500 funcionários – mais de 10% dos 4,7 mil. “Temos lutado para manter os salários em dia, mas se não houver uma mudança não conseguiremos arcar com tantos custos”, explicou. O provedor não descartou que demissões ocorram nas próximas semanas. “As unidades de saúde de BH já não têm espaço para atender. E a Santa Casa responde por 20% de toda a demanda”.

‘Sucateamento’

Equipamentos parados e falta de profissionais especializados. Serviços e exames oncológicos prejudicados. No Hospital Alberto Cavalcanti, os equipamentos de tomografia e mamografia não são utilizados por falta de um médico para emitir laudos. Já o aparelho de radioterapia precisa de manutenção. “O hospital entrou em um processo de sucateamento. O governo parou de investir e a mão de obra não é reposta. Sem os equipamentos, precisamos transferir os pacientes para outras unidades”, contou o diretor da Asthemig (Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais), Marcelino dos Santos.

Segundo o diretor da associação, a direção chegou a afirmar que a unidade seria fechada e que os procedimentos seriam transferidos para o Hospital Júlia Kubistchek, localizado a mais de 12 km de distância. “Atendemos até pacientes do interior e o seu fechamento iria sobrecarregar ainda mais os demais hospitais da cidade”, enfatizou. Só nos serviços de urgência e emergência, o hospital atende mais de 200 pessoas por dia, além de centenas de diagnósticos de câncer e outras doenças de alta complexidade. “Como não conseguimos usar muitos equipamentos, o atendimento acaba sendo incompleto”, finalizou.

Dívida de R$ 2,6 bilhões

Os problemas financeiros atingem toda a rede pública de saúde em Minas. Até o final de abril, a Secretaria de Estado de Saúde acumulava dívida de R$ 2,6 bilhões para fundos municipais, hospitais e entidades – 57,7% de todo o orçamento no ano passado. A pasta disse que “aguarda disponibilidade financeira”.

Como respondeu o governo?

Sobre a Santa Casa, a Secretaria de Estado de Saúde informou que “encaminha os recursos para o município, responsável por definir os valores que serão disponibilizados para cada instituição”. A pasta disse ainda que está conferindo “cada valor informado por Belo Horizonte para que possa ter ciência do que realmente está pendente de pagamento”. A Secretaria Municipal de Saúde alegou que o problema da Santa Casa não é diferente de outros hospitais do país, que “também tem dificuldade com financiamento do SUS”.

Já a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) negou qualquer decisão de fechar o Hospital Alberto Cavalcanti, porém entende que “é preciso encontrar a alternativa apropriada para o futuro” da entidade. De acordo com a fundação, a unidade apresenta graves problemas estruturais que impedem grandes reformas físicas. Sobre a falta de profissionais, o órgão alegou que está negociando com a Secretaria de Planejamento a possibilidade de novas contratações para completar a equipe de operações dos aparelhos. Porém, “a Lei de Responsabilidade Fiscal impõe restrições” para que outros funcionários sejam chamados.

 

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O PT quebrou Minas Gerais- Roubos na capital dobram em 4 anos

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Com aumento de aproximadamente 100% em cinco anos, crimes contra o patrimônio em BH multiplicam histórias de pessoas atacadas por ladrões, algumas mais de uma vez no período

Em 2012, quando trabalhava em uma farmácia, Sebastiana do Carmo Cunha, hoje com 50 anos, foi rendida por dois assaltantes. “Estavam armados, trancaram cinco funcionários no banheiro e me mandaram recolher o dinheiro do caixa. Levaram também meu celular, me ofenderam e me jogaram no chão. A PM chegou, houve troca de tiros. Passei noites sem dormir, à base de remédios”, lembra. No ano passado ela voltou a ser atacada por um criminoso armado: “Voltava do serviço. O rapaz me jogou no chão, levou meu dinheiro e, novamente, meu telefone. Por medo, saí do emprego”. Tiana, como é chamada por familiares e amigos, faz parte de uma estatística assustadora. O total de crimes violentos contra o patrimônio em Belo Horizonte quase dobrou de 2012 – quando ela foi assaltada pela primeira vez – a 2016, ano em que foi vítima do segundo roubo. Nestes cinco anos, segundo balanço da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o número de crimes contra o patrimônio passou de 23.186 ocorrências para 43.120 registros, aumento de 86%.

O indicador, porém, é maior, pois o balanço de todo o ano passado não foi fechado pela Sesp. Refere-se ao acumulado de janeiro a novembro. O dado referente a dezembro, inicialmente com previsão de divulgação em fevereiro, só deve ficar pronto no fim deste mês. Mas, levando-se em conta os 334 dias de janeiro a novembro, a média foi de 129 casos diários. Em 2012, a média diária era de 63,5.

Sebastiana Cunha é parte das duas estatísticas. Ao tocar no assunto, ela faz questão de dizer que se sente desprotegida. Em 2012, recorda que a dupla armada entrou na farmácia quando os funcionários já haviam abaixado as portas. O crime ocorreu à noite, num bairro na Região Noroeste cujo nome ela prefere não mencionar. Em 2016, se tornou vítima na Savassi, na Região Centro-Sul da capital, no período da manhã. “Eu havia largado o serviço (era cuidadora de idosos) às 7h”, conta. Receosa, Tiana deixou o emprego. Relembre: Assaltos com morte avançam 63% em Minas, aponta fórum de segurança

Histórias semelhantes podem ser contadas em todas as partes da capital. Formado em administração de empresas, Ângelo Antônio Nogueira de Souza, de 32, enfrentou a situação no ano passado. “Estacionei o carro, por volta das 19h de um domingo, na porta do prédio de minha noiva, no Conjunto Califórnia (Região Noroeste). Chegaram dois rapazes, um deles parecendo drogado, e anunciaram o assalto. Eles me empurraram e levaram o carro, o laptop e aparelhos de celular”, conta.

Segundo ele, o policial que atendeu a ocorrência havia dito que a dupla era suspeita de assaltar outras pessoas na mesma região. Poucos dias se passaram e uma reportagem na televisão chamou a atenção de Ângelo. Um dos criminosos que o abordaram morreu ao assaltar uma padaria e trocar tiros com um policial à paisana que lanchava no estabelecimento. Até hoje, confessa, o rapaz sente insegurança ao rodar pela região em que foi assaltado.

Graciana Pimentel, de 35, vítima de três roubos, enfrentou no primeiro uma situação parecida com a relatada por Ângelo. “Eu e meu namorado havíamos estacionado em frente à casa de minhã mãe, no Bairro Ipanema (Noroeste), e fomos abordados por dois rapazes armados, que levaram o carro. Depois, no Coração Eucarístico (mesma região), quatro rapazes me tomaram o celular. Por fim, no Padre Eustáquio (também Noroeste), novamente me levaram o carro”, enumera.

Na última ocorrência, em 2015, ela foi abordada por um homem com um facão. “Eu estacionei e o ladrão abriu a porta, me mostrou a arma e me mandou ficar calada. Desci e ele levou o carro e minha bolsa com dinheiro e vários documentos. Também o telefone, do qual eu tinha pago só quatro das 10 parcelas que financiei.”

 

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Qual é a distância entre Lagos(Nigéria) e Belo Horizonte? #TerçaDetremuraSdv

Distância de Lagos para Belo Horizonte
A distancia é 5943 km ou 3693 milhas ou 3209 milhas náuticas
A distância é a distância do ar teórica (distância ortodrómica). Voar entre aeroportos dos dois locais pode ser uma distância diferente, dependendo da localização dos aeroportos e via real escolhida.
Mapa – caminho mais curto entre Lagos e Belo Horizonte

Map – Shortest path between Lagos and Belo Horizonte

Lagos

Belo Horizonte

O mapa é usando uma projeção que faz a terra e oceanos muito mais amplo perto do pólo sul e pólos norte. O título / curso / rolamento durante um voo varia na maioria dos casos. Roteiro com base na imagem da NASA.

Lagos
Latitude: 6 ° 27 ‘Norte
Longitude: 3 ° 21 ‘do leste
posição inicial: 239.3 ° Oeste-sudoeste
título final: 245.3 ° Oeste-sudoeste

Belo Horizonte
Latitude: 19 ° 55 ‘Sul
Longitude: 43 ° 57 ‘Oeste
posição inicial: 65,3 ° leste-nordeste
título final: 59,3 ° leste-nordeste

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Homem é assassinado no bairro Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte

Vítima conversava com homem e ambos foram em direção a uma rua.
Pouco tempo depois, vítima voltou ferida e morreu na Praça Milton Campos.

Bandeira do estado deMinas Gerais

Um homem de 30 anos foi assassinado na madrugada deste domingo (12) no bairro Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, informou a Polícia Militar (PM).

Testemunhas contaram à PM que a vítima conversava com um homem negro, de estatura baixa e com manchas no rosto – e que ambos foram em direção à Rua Caetano Dias.

Pouco tempo depois, a vítima, bastante ferida e sangrando muito, voltou correndo em direção à Praça Milton Campos, onde caiu.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e constatou a morte.

A perícia da Polícia Civil disse que ele foi atingido várias vezes por um instrumento cortante. O corpo foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML).

Até a publicação desta reportagem, o suspeito não havia sido localizado.

 

G1.COM.BR