Visita de Obama ajuda retorno da Argentina aos mercados globais

Notícia Publicada em 23/03/2016 19:43

Mauricio Macri busca reaproximação com comunidade internacional

Obama vê Macri como um aliado depois de uma década em que os EUA foram ignorados em algumas partes da região (REUTERS/David Fernandez/Pool)
Obama vê Macri como um aliado depois de uma década em que os EUA foram ignorados em algumas partes da região (REUTERS/David Fernandez/Pool)

BUENOS AIRES – Barack Obama se tornou o primeiro presidente dos EUA a visitar a Argentina em mais de uma década quando Mauricio Macri busca uma reaproximação com a comunidade internacional depois de uma década de isolamento financeiro e diplomático.

Seu antecessor, George W. Bush, durante uma Cúpula das Américas realizada em Mar del Plata em 2005, foi esnobado pelo ex-presidente Néstor Kirchner e enfrentou o desprezo do então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e 30.000 manifestantes rejeitando sua defesa de um acordo de livre comércio regional. Macri, cuja vitória nas eleições de novembro terminou com 12 anos de governo de Kirchner e sua esposa, Cristina Fernández de Kirchner, está tentando reconstruir a reputação da Argentina no exterior, disse o Chefe de Gabinete Marcos Peña.

“Nosso primeiro objetivo é construir a confiança e claramente vemos como um voto de confiança que o presidente tenha vindo”, disse Peña em uma entrevista no palácio presidencial. O governo deve convencer os investidores de que desta vez “vai ser diferente do passado”.

A Argentina, que entrou em default em 2014 depois de se recusar a obedecer a uma decisão judicial de Nova York ordenando que pagasse o valor total aos holdouts de um calote de 2001 foi descrito pelo Tribunal de Apelações dos Estados Unidos em 2013 como “um devedor recalcitrante” e muitas vezes foi acusada de mudar as regras do jogo para os investidores.

Macri, que removeu os controles sobre o câmbio e as taxas de exportação da maioria dos produtos agrícolas, e está perto de fechar um acordo com os credores holdout liderados pela Elliott Management de Paul Singer, disse que espera que a mudança de direção da Argentina atraia US$ 20 bilhões em investimentos estrangeiros este ano.

Olhando para o norte

Obama vê Macri como um aliado depois de uma década em que os EUA foram ignorados em algumas partes da região pelo aumento do sentimento anticapitalista em países como Venezuela, Equador e Bolívia.

As relações com a Argentina eram tão ruins que em um ponto Cristina Fernández afirmou que havia planos para assassiná-la, dizendo que “se algo acontecer comigo, não olhem para o leste, olhem para o norte”.

“Para o governo argentino esta é uma visita que é transcendental para mostrar um perfil mais ocidental”, disse por telefone Juan Gabriel Tokatlian, professor de relações internacionais da Universidade Torcuato Di Tella, em Buenos Aires. “Também é transcendental para os EUA porque este é o primeiro governo na região a triunfar contra o que alguns têm apelidado de maré rosa”.

O sentimento anti-EUA na Argentina ainda é forte em meio à percepção de cumplicidade com a ditadura militar que governou o país de 1976 a 1983. Isso foi agravado pelo momento da viagem de Obama que cai no 40º aniversário do golpe militar. Em uma tentativa de amenizar a situação, o governo de Obama, a pedido do governo argentino, disse que vai desclassificar registros militares e de inteligência sobre o golpe.

Esperanças de negócios

A expectativa do governo argentino é de que a visita de Obama acelere uma onda de investimentos no país pode ser demasiado otimista, disse Tokatlian. Isso vai depender mais da capacidade de Macri de fechar o maior déficit fiscal em quase duas décadas e controlar a inflação de mais de 30%, disse ele.

A chanceler Susana Malcorra na segunda-feira procurou moderar as expectativas sobre a visita, dizendo que nenhum resultado imediato em termos de investimento deve ser esperado.

“A visita do presidente Obama é muito importante para nós porque mostra o interesse e a prioridade que o governo dos EUA colocou sobre o presidente Macri”, disse Malcorra em uma conferência de imprensa em Buenos Aires. “Eu sempre gosto de desmistificar essas visitas, porque não vai ser com a presença do presidente Obama que tudo será milagrosamente resolvido. É o começo de uma jornada, mas é um começo muito auspicioso”.

(Por Charlie Devereux)

VA

 

O FINANCISTA

Barack Obama chega à Argentina para reiniciar relações após anos de tensões

Notícia Publicada em 23/03/2016 11:20

Visita de dois dias marca uma reaproximação depois de anos de relacionamento azedo e é um sinal de apoio às reformas de Macri

Líder dos EUA irá conversar com Macri e depois ambos darão uma coletiva de imprensa conjunta (Juan Mabromata/AFP)
Líder dos EUA irá conversar com Macri e depois ambos darão uma coletiva de imprensa conjunta
(Juan Mabromata/AFP)

BUENOS AIRES – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à Argentina nesta quarta-feira para reiniciar as relações diplomáticas e fortalecer os laços comerciais com um país que era parte do bloco de esquerda da América do Sul até o presidente Mauricio Macri, visto como simpático ao mercado, assumir o poder em dezembro passado.

A visita de dois dias de Obama marca uma reaproximação depois de anos de relacionamento azedo e é um sinal de apoio às reformas de Macri, que acenam aos investidores e objetivam abrir a terceira maior economia latino-americana.

Obama e sua família pousaram em Buenos Aires pouco depois das 13h (horário local) e foram recebidos pela ministra das Relações Exteriores argentina, Susana Malcorra, para em seguida serem levados para a residência do embaixador norte-americano.

O líder dos EUA irá conversar com Macri na manhã desta quarta-feira (23) e depois ambos darão uma coletiva de imprensa conjunta. Obama também irá depositar uma coroa de flores na Catedral Metropolitana de Buenos Aires, onde o papa Francisco rezou uma missa, e se encontrar com jovens empreendedores antes de comparecer a um jantar de Estado.

O presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, também visitaram a Argentina recentemente, mostrando rapidez em buscar um líder sul-americano cuja antecessora forjou laços mais fortes com Venezuela, Irã e China.

“É bom que Obama esteja visitando. Não foi a coisa certa nos isolarmos em um sistema à la (Hugo) Chávez”, disse Claudio Mazzakalli, chaveiro de 32 anos, referindo-se ao falecido presidente socialista venezuelano.

Em seus primeiros 100 dias no cargo, Macri anulou controles de capital e de comércio, cortou subsídios energéticos exagerados e fez um acordo de acerto de dívidas com credores dos EUA. Autoridades norte-americanas dizem que Obama ficou impressionado com o ritmo das reformas.

Mesmo assim, Macri ainda tem que lidar com uma inflação de dois dígitos, um deficit fiscal crescente e uma escassez de moeda morte.

Atrair investidores estrangeiros é um ponto central de sua estratégia para ressuscitar a economia enfraquecida do país, e Obama chega com uma grande delegação de empresários a reboque.

(Por Hugh Bronstein e Richard Lough)

 

O FINANCISTA

Obama encerra visita a Cuba com encontro com dissidentes, beisebol e esperança

Notícia Publicada em 22/03/2016 10:28

Presidente dos Estados Unidos irá se dirigir ao povo de Cuba em um discurso no Grande Teatro de Havana que será transmitido ao vivo

Obama parte para uma visita de dois dias à Argentina após o jogo (Nicholas Kamm/AFP)
Obama parte para uma visita de dois dias à Argentina após o jogo (Nicholas Kamm/AFP)

HAVANA – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá se encontrar com dissidentes cubanos nesta terça-feira (22) e assistir a um jogo de beisebol com o presidente da ilha comunista, Raúl Castro, depois de fazer um discurso que irá encerrar sua viagem histórica com uma visão esperançosa das futuras relações entre os dois países.

Depois de um dia de trocas de farpas com o líder cubano a respeito de direitos humanos, Obama irá se dirigir ao povo de Cuba em um discurso no Grande Teatro de Havana que será transmitido ao vivo pela mídia estatal para toda a ilha caribenha.

Obama, cujo segundo mandado termina em janeiro, também irá se reunir com líderes da sociedade civil na embaixada dos EUA como forma de enfatizar seu alerta a Raúl de que a falta de melhorias na questão dos direitos humanos em Cuba irá prejudicar os esforços que podem levar à suspensão do embargo econômico norte-americano, que já dura décadas.

A Casa Branca não divulgou uma lista dos líderes ativistas que Obama pretende encontrar.

Raúl se mostrou contrariado durante uma rara coletiva de imprensa na segunda-feira quando um jornalista dos EUA lhe indagou sobre a detenção de opositores políticos. Ele negou tais práticas e exigiu uma lista de exemplos. A Casa Branca disse já ter compartilhado muitas listas do tipo com o governo cubano.

O encontro de Obama com dissidentes sublinha as tensões ainda existentes entre os ex-inimigos da Guerra Fria, apesar da reaproximação iniciada em 2014, que levou à antes impensável chegada do avião presidencial Air Force One ao solo cubano.

A reunião também reflete a necessidade de Obama de convencer seus críticos em casa de que sua visita, a primeira de um mandatário norte-americano em 88 anos, não será usada para fortalecer o governo de Raúl.

É frequente Obama se reunir com líderes da sociedade civil em suas viagens ao exterior, especialmente em países como a China, onde Washington também expressou preocupações em relação aos direitos humanos.

Além do encontro, assessores dizem que Obama planeja usar seu discurso para oferecer uma visão de relações mais amistosas mesmo depois que ele deixar o Salão Oval. “É o tema certo para dar um passo atrás e falar ao povo cubano, e quero dizer todo o povo cubano”, disse o vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, na segunda-feira.

Obama encerra a visita com um jogo de beisebol. Ele e sua família, que o acompanha na viagem, irão se juntar a Raúl para assistir a uma partida de exibição d entre o time norte-americano Tampa Bay Rays e a seleção cubana.

A Casa Branca quer que o evento enfatize os laços em comum entre cubanos e norte-americanos, e irá criar uma imagem dos dois líderes desfrutando de um passatempo para coroar a viagem.

Obama parte para uma visita de dois dias à Argentina após o jogo.

(Por Jeff Mason e Matt Spetalnick)

(Reportagem adicional de Dan Trotta e Frank Jack Daniel)

 

O ANTAGONISTA

Obama abordará temas polêmicos com Raúl Castro durante visita histórica a Cuba

Notícia Publicada em 21/03/2016 10:19

Obama irá pressionar presidente cubano a realizar reformas econômicas e democráticas, mas também irá ouvir queixas sobre sanções econômicas

Obama e Raúl farão sua quarta reunião, provavelmente a mais substancial, no Palácio da Revolução (YAMIL LAGE/AFP)
Obama e Raúl farão sua quarta reunião, provavelmente a mais substancial, no Palácio da Revolução
(YAMIL LAGE/AFP)

HAVANA – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, trocará os passeios turísticos pelos assuntos de Estado nesta segunda-feira (21), segundo dia de sua visita histórica a Cuba, e irá pressionar o presidente cubano, Raúl Castro, a realizar reformas econômicas e democráticas, mas também irá ouvir queixas sobre a manutenção das sanções econômicas norte-americanas.

Obama e Raúl farão sua quarta reunião, provavelmente a mais substancial, no Palácio da Revolução, onde Raúl e seu irmão mais velho e antecessor, Fidel Castro, mantiveram viva a resistência de Havana à pressão dos EUA durante décadas.

Uma visita de um presidente dos Estados Unidos ao coração do poder cubano seria impensável antes da reaproximação operada por Obama e Raúl 15 meses atrás, quando concordaram em encerrar uma disputa nascida na Guerra Fria que durou cinco décadas e continuou mesmo após o fim da União Soviética.

Os dois líderes têm diferenças profundas para debater enquanto tentam reconstruir a relação bilateral.

Em casa, críticos de Obama querem que ele pressione o governo comunista de Raúl a permitir a dissidência política e abrir mais sua economia estatal de perfil soviético.

Seus assessores disseram que Obama irá incentivar a adoção de mais reformas econômicas e de mais acesso à Internet para os cubanos.

“Uma das coisas que estaremos anunciando aqui é que o Google tem um acordo para começar a disponibilizar mais acesso a Wi-Fi e Internet de banda larga na ilha”, disse Obama à rede de televisão ABC News em uma entrevista exibida nesta segunda-feira. Ele não deu maiores detalhes, e não foi possível falar com representantes do Google de imediato.

O governo Obama espera ver mudanças também no congresso do Partido Comunista no mês que vem, mas duvida de qualquer abertura política.

Mesmo assim, Obama prometeu conversar sobre liberdade de expressão e de reunião em Cuba. “Irei abordar estes temas diretamente com o presidente Raúl”, afirmou o mandatário ao grupo dissidente Damas de Branco em uma carta de 10 de março.

Raúl já afirmou que Cuba não irá romper com sua revolução de 57 anos, e autoridades governamentais disseram que os EUA precisam encerrar seu embargo econômico e devolver a base naval da Baía de Guantánamo a Cuba para que as duas nações possam usufruir de relações normais.

(Por Daniel Trotta e Matt Spetalnick)

 

G1.COM.BR

Obama viaja para fazer visita histórica a Cuba

HAVANA – O presidente Barack Obama se prepara para fazer história com a visita que se inicia na tarde deste domingo em Cuba, um dos últimos redutos do comunismo e país com o qual deseja virar a página depois de mais de cinco décadas de antagonismo.

Quando aterrissar no aeroporto José Martí de Havana, com sua esposa Michelle e suas duas filhas, Obama se converterá no primeiro presidente dos Estados Unidos a pisar em solo cubano depois de 88 anos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (REUTERS/Jonathan Ernst)

Seus objetivos são dois: encontrar o povo cubano e consolidar a nova relação com o presidente Raúl Castro, mais um episódio da espetacular aproximação iniciada em dezembro de 2014.

A visita, que se estenderá até terça, quando Obama viajará para a Argentina, também servirá para que o presidente americano reforce a imagem de um Estados Unidos diferente à de um país que por décadas promoveu intervenções e considerou a América Latina seu quintal.

E no último ano de sua segunda presidência, Obama quer assegurar-se de que seus avanços em Cuba não revertam, seja quem for a assumir a Casa Branca no próximo ano.

Obama, que também se reunirá com dissidentes e atores da vida econômica, dirigirá na terça-feira um discurso a todos os cubanos através da rádio e da televisão, como em 17 de dezembro de 2014, quando anunciou a partir da Casa Branca a aproximação entre os dois países hostis.

“Consideramos este discurso um momento único na história de nossos dois países”, explicou Ben Rhodes, assessor próximo do presidente americano, que dirigiu durante 18 meses as negociações secretas com Havana.

Uma visita em família pela cidade velha, homenagem ao pai da independência José Martí na praça da Revolução, partida de beisebol: a viagem de três dias também estará repleta de eventos simbólicos e imagens fortes.

A chegada do primeiro presidente negro dos Estados Unidos – 30 anos mais jovem que Raúl Castro – também terá um impacto particular no seio da comunidade afrocubana, notoriamente subrepresentada entre a elite política cubana.

A aposta da Casa Branca é estabelecer vínculos suficientes, apesar do embargo econômico que o Congresso se nega por enquanto a revogar.

“Queremos que este processo de normalização seja irreversível”, destacou Ben Rhodes, que insiste no impacto das políticas já empreendidas: facilitação das viagens, flexibilização das restrições comerciais.

Aos que o criticam por não ter conseguido concessões reais por parte do regime castrista, em particular em matéria de direitos humanos, o presidente americano promete discussões francas, reconhece que as mudanças levarão tempo e insiste na necessidade de romper com o isolamento, que considera estéril.

Durante o restabelecimento das relações diplomáticas no verão de 2015, Obama lembrou – para destacar o caráter anacrônico da política em vigor – que elas foram suspensas por Dwight Eisenhower em 1961, no ano em que ele nasceu.

 

O FINANCISTA

Obama firma novas sanções contra Coreia do Norte

Sanções afetam setores energético, financeiro e de transporte marinho.
Aprovadas pela ONU, medidas são resposta a testes nucleares.

Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte, se reúne com cientistas em campo de pesquisas de armas nucleares; a foto sem data foi divulgada nesta quinta-feira (9) pela agência KCNA (Foto: KCNA / AFP)
Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte, se reúne com cientistas em campo de pesquisas de armas nucleares; a foto sem data foi divulgada no dia 9 de março pela agência KCNA (Foto: KCNA / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quarta-feira (16) um decreto autorizando a adoção de novas sanções contra a Coreia do Norte, no momento em que Pyongyang multiplica suas ameaças e anuncia a condenação de um estudante americano.

Estas sanções, que têm o aval da ONU, afetam o setor energético, financeiro e de transporte marítimo da Coreia do Norte, destacou a Casa Branca.

“Estas medidas não afetam o povo norte-coreano, e sim o governo”, assinalou o presidente americano.

Obama considerou a decisão como uma resposta apropriada ao teste nuclear – o quarto desde 2006 – e aos lançamentos de mísseis realizados pela Coreia do Norte nos dias 6 de janeiro e 7 de fevereiro, respectivamente, que segundo Washington constituem uma violação das resoluções da ONU.

No início de março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs uma nova série de duras sanções contra Pyongyang devido aos últimos testes nucleares e de míssil balístico.

Esta resolução foi apresentada pelos Estados Unidos e adotada por unanimidade, incluindo a China, aliada do regime norte-coreano.

Obama considerou a decisão como uma resposta “firme, unida e apropriada” ao teste nuclear e aos lançamentos dos mísseis, que violaram as resoluções da ONU.

Nesta quarta-feira, o estudante americano Otto Warmbier foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte por crimes contra o estado por ter roubado material de propaganda.

Segundo a imprensa oficial norte-coreana, o estudante confessou ter roubado uma peça de propaganda política em uma área reservada aos empregados do hotel de Pyongyang onde estava hospedado como parte de uma excursão.

G1.COM.BR

North Korea denounces Barack Obama for military tensions

North Korea fiercely accused the Obama administration Thursday of deliberately raising tensions on the Korean Peninsula, while refraining from criticizing South Korea.

Recounting security-related events in Korea this year, the Korean Central News Agency claimed a military crisis has returned to Korea due to Washington’s “hostile policy” on Pyongyang.

“The current U.S. administration’s policy on the DPRK and its implementation is the most hostile and ferocious in the history (of the U.S. government),” it said. The DPRK stands for the Democratic People’s Republic of Korea, the communist nation’s official name.

The state-controlled mouthpiece warned that if the U.S. sticks to its existing stance, it will face the North’s “response beyond imagination.” It did not elaborate.

The KCNA argued that the U.S. was behind the August landmine incident along the inter-Korean border that maimed two South Korean soldiers.

The two Koreas were in sharp military stand-offs amid concerns about the possibility of an armed clash, though they averted the crisis through marathon talks between the top officials of the two sides.

The KCNA said the South’s military initially admitted that the blast was an accident involving landmines washed away by rain, but it later blamed the North at the instruction of the U.S. authorities. (Yonhap)

 

Source : The Korea Herald