É vaga ou nada

É vaga ou nada

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Os jogos de volta de uma repescagem para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 não podem ser mais tensos. Oito seleções europeias vão ter de lidar com toda essa pressão nesta terça-feira, com 90 minutos para decidirem se terão uma vaga na grande competição, ou se vão ter aceitar a derrota, pensando a longo prazo.

França e Romênia se complicaram ao perderem por dois gols de diferença nas respectivas visitas a Ucrânia e Grécia, e agora precisam se tornar os primeiros países da história das eliminatórias a superarem essa desvantagem caso queiram estar no próximo Mundial. Já a Islândia e os seus 320 mil habitantes continuam sonhando em participar da grande festa do futebol pela primeira vez, mas para isso a equipe precisará buscar a classificação na Croácia.

O dono da quarta e última vaga será definido no embate entre Suécia e Portugal. Cristiano Ronaldo garantiu a diferença mínima em Lisboa, e sua equipe agora tem de proteger esse placar nos domínios do atacante do Zlatan Ibrahimovic & Cia.

Em caso de empate no placar agregado, ao final do tempo regulamentar em todas as partidas, o primeiro critério serão os gols marcados fora de casa. Se a igualdade prosseguir, haverá prorrogação em dois tempos de 15 minutos e, havendo necessidade, decisão por pênaltis.

O jogo
França x Ucrânia, Paris, Stade de France, 19 de novembro de 2013, 21h (horário local)

Vinte anos após a surpreendente virada búlgara em Paris na última rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA EUA 1994, com um gol sofrido nos acréscimos que acabou derrubando a França, o país corre sérios riscos de não estar representado em gramados brasileiros. “É preciso acreditar, e acreditar fundo, para reverter a tendência”, repete o técnico dos Bleus, Didier Deschamps. “Todos precisarão estar unidos.”

O torcedor francês, anfitrião da UEFA Euro 2016,  ainda se pergunta se é necessário revolucionar tudo, mudar os jogadores, o sistema tático ou simplesmente as mentalidades, depois de ver a seleção patinar em Kiev. O atacante Franck Ribéry foi neutralizado com perfeição e o meia Paul Pogba não encontrou muitos espaços no setor ofensivo.

No jogo de ida, os ucranianos deram uma demonstração da solidez da sua defesa, que cedeu apenas quatro gols em todo o torneio classificatório. Por outro lado, o técnico Mikhail Fomenko precisará fazer mudanças expressivas com as suspensões do lateral Artem Fedetskyy e do zagueiro Oleksandr Kucher. Mas a margem de manobra dos franceses será pequena, já que eles não poderão partir em busca dos três gols de que necessitam e, ao mesmo tempo, se expor aos contra-ataques de Yevhen Konoplyanka e Andriy Yarmolenko.

E o que mais?
Suécia x Portugal
Os portugueses dominaram a partida em Lisboa em termos de oportunidades de gol e posse de bola, mas acabaram desperdiçando boas chances. Cristiano Ronaldo, que chegou a carimbar o travessão, foi o primeiro a dizer que que poderiam ter saído mais gols. “Construímos ocasiões para um resultado mais dilatado e agora temos de preparar a equipa para ganhar na Suécia”, disse o técnico de Portugal, Paulo Bento. Antes de se render ao gol de cabeça do atacante do Real Madrid, já aos 37 do segundo tempo, a Suécia se mostrou perigosa nos contra-ataques.

Em casa, porém, os suecos serão forçados a apresentar uma imagem mais ofensiva ou, pelo menos, oferecer bolas melhores para um Ibrahimovic que já marcou dez gols na Friends Arena desde que o estádio foi inaugurado há um ano. Além disso, a nação escandinava sabe que recuperar a desvantagem de um tento é algo perfeitamente possível para uma equipe que perdia de quatro com pouco mais de meia hora por jogar em Berlim antes de empatar com a Alemanha em outubro de 2012.

Romênia x Grécia
A tarefa promete ser delicada para os romenos, derrotados por 3 a 1 na Grécia, com o desfalque do zagueiro Vlad Chiriches, jogador do Tottenham. Agora, o técnico Victor Piturca será obrigado a assumir mais riscos no setor ofensivo. Mas ele sabe que a missão é possível graças ao importante gol marcado em Atenas, e não esqueceu de lembrar os jogadores da vitória bósnia por 3 a 1 contra os gregos na fase de grupos. Contudo, a seleção helênica é especialista em defender resultados e, mais experiente, busca uma terceira participação em Mundiais.

Islândia x Croácia
A Croácia não conseguiu encontrar referências no setor ofensivo desde o começo da campanha nas eliminatórias, apesar de contar com diversos talentos individuais de destaque. De fato, os 12 gols marcados na fase de grupos explicam as dificuldades encontradas na última sexta-feira, diante de uma valente Islândia que manteve o placar zerado com um homem a menos e que não deixou de acreditar.

Nomes como Mario Mandzukic, Danijel Pranjic e o brasileiro naturalizado Eduardo não chegaram a apresentar o seu melhor futebol, apesar das boas jogadas criadas por Luka Modric. Já os islandeses, que buscam a classificação inédita para a Copa do Mundo da FIFA, demonstraram um impressionante espírito de união. “A atuação defensiva no segundo tempo foi absolutamente fabulosa”, avaliou o técnico sueco Lars Lagerbäck, cuja Islândia terminou na segunda colocação do Grupo E atrás da Suíça. “O empate sem gols teve sabor de vitória, considerando as circunstâncias.”

 

 

Fique de olho
Titular da meta da Islândia desde o dia 6 de setembro de 2011, Hannes Thór Halldórsson provou o seu talento no primeiro jogo contra a Croácia fazendo diversas defesas decisivas. Eleito o melhor jogador do seu país pelos colegas de profissão em 2011, o goleiro de 29 anos do Reykjavik disputou uma única partida por clubes do exterior, durante uma curta passagem pela Noruega. Bastante à vontade nas bolas aéreas e seguro nas suas intervenções, o atleta de 1,93 metro de altura sofreu apenas 15 gols nos dez jogos da primeira fase das eliminatórias, e boa parte do destino da Islândia estará nas suas mãos em Zagreb.

O número
60 — A seleção ucraniana não foi vazada em 60% dos 20 jogos que disputou ultimamente. Além disso, a última derrota da Ucrânia por pelo menos três gols de diferença aconteceu no dia 6 de setembro de 2011, por ocasião de um amistoso na República Tcheca perdido por 4 a 0.

O que eles disseram
“Quando recuperávamos a bola, não tínhamos a qualidade de que precisávamos. Se devemos aproveitar mais o Zlatan, precisamos conseguir trabalhar os passes. Houve muitos lançamentos longos”,  Erik Hamren, técnico da Suécia

Dê a sua opinião
Será que franceses e romenos conseguirão tirar a diferença de dois gols aberta por ucranianos e gregos?

 

FIFA.com

Cuatro equipos en busca de una gesta

Cuatro equipos en busca de una gesta

© AFP

Los cuatro partidos de vuelta de la repesca de la competición preliminar de la zona europea para la Copa Mundial de la FIFA 2014™ tienen un denominador común: la necesidad de una gesta para los equipos locales. Así, Francia y Rumania, que cayeron por una diferencia de dos goles en la ida, tendrán que convertirse en las primeras selecciones en la historia de la repesca que remontan esa desventaja. Islandia, por su parte, sueña con representar a sus 320.000 habitantes por primera vez en una fase final mundialista.

Por último, las proezas son prácticamente la especialidad de dos astros como el sueco Zlatan Ibrahimovic y el portugués Cristiano Ronaldo, aunque únicamente uno de ellos viajará a Brasil.

En caso de empate entre dos conjuntos al término del tiempo reglamentado, los goles marcados fuera de casa inclinarán la balanza. Si aun así se mantiene la igualdad, se jugará una prórroga con dos partes de quince minutos, a la que seguiría eventualmente una tanda de penales.

El partido destacado
Francia-Ucrania (2-0 en la ida), Estadio de Francia (París), 19 de noviembre de 2013, 21:00 (hora local)

Veinte años después de la derrota ante Bulgaria (1-2) que les cerró las puertas de la edición de EEUU 1994, los Bleus vuelven a estar entre la espada y la pared, antes de organizar la Eurocopa 2016. “Hay que tener fe, y mucha, para darle la vuelta al marcador. Todo el mundo tendrá que estar unido”, repite sin cesar Didier Deschamps. ¿Hay que revolucionarlo todo, sustituir a los futbolistas y el sistema de juego, o simplemente cambiar la mentalidad? Esas son las principales preguntas que surgen tras un encuentro de ida en el que una Ucrania agresiva y voluntariosa doblegó a los franceses, cuyo 4-2-3-1 parece haber quedado de repente desfasado. Los ucranianos neutralizaron perfectamente a Franck Ribéry, y Paul Pogba, que brilla en el ataque del Juventus, apenas encontró espacios arriba. En la ida, el cuadro local hizo gala de la solidez de su defensa, que solamente ha recibido cuatro goles en toda la competición preliminar. Sin embargo, Mikhail Fomenko deberá reconstruir a la mitad de esa retaguardia, por las sanciones del lateral Artem Fedetskyy y el central Oleksandr Kucher. El margen de maniobra es escaso para Francia, que tendrá que atacar y al mismo tiempo evitar exponerse a los contragolpes de Yevhen Konoplyanka y Andriy Yarmolenko.

La previa 
Suecia-Portugal (1-0 en la ida)

Los portugueses dominaron el duelo de ida en ocasiones y posesión del esférico, aunque fallaron en la definición. Cristiano Ronaldo fue el primero en lamentarlo. También lo reconoció el seleccionador luso, Paulo Bento: “Es evidente que nos faltó eficacia en las situaciones que logramos crear”. Sueciaofreció durante muchos minutos la imagen de una formación perfectamente organizada, bien ubicada y peligrosa en el contraataque, antes de hacer agua ante el ímpetu de CR7. Ahora, en su campo, los escandinavos están obligados a desplegar un fútbol más ofensivo, o al menos proporcionar más balones que pueda aprovechar un Zlatan Ibrahimovic que se siente como pez en el agua en el Friends Arena, donde ha firmado ya diez goles desde su inauguración, hace un año. Y además, en Estocolmo se considera que una desventaja de un solo tanto es perfectamente asequible para un equipo que remontó cuatro en media parte en Alemania (4-4 en Berlín, en octubre de 2012).

Rumania-Grecia (3-1 en la ida)
Rumania afronta un choque complicado, tras ser incapaz de resistir ante su adversario en Grecia, donde echó de menos al zaguero del Tottenham Vlad Chiriches. Victor Piturca está ahora obligado a asumir más riesgos en ataque, procurando no desguarnecer a la vez demasiado su defensa. El técnico sabe que es posible conseguirlo, gracias al gol anotado a domicilio, y no deja de hablar a sus discípulos de la victoria de Bosnia-Herzegovina sobre Grecia (3-1) en la liguilla. Pero el combinado heleno, especialista en conservar un resultado, tiene más experiencia, y buscará con tranquilidad su tercera participación en un Mundial.

Islandia-Croacia (0-0)
Desde el comienzo de la competición preliminar, Croacia no consigue carburar en ataque, a pesar de contar con individualidades de primera categoría. Su balance de doce goles en la fase de grupos explica las dificultades que encontró el viernes 15 de noviembre ante una Islandia valiente y perfectamente organizada, que no bajó los brazos en ningún momento, ni siquiera con un hombre menos. En su estreno como seleccionador, Niko Kovac no pudo más que constatar la parsimonia en el primer tiempo de su equipo, que no aprovecharía luego su superioridad numérica. Figuras de la talla de Mario Mandzukic, Danijel Pranjic o Eduardo no llegaron a asentarse sobre el campo, incluso con los pases de calidad que les suministró Luka Modric. En cambio, los islandeses, que tienen la posibilidad de clasificarse para el primer gran torneo internacional de su historia, exhibieron un asombroso espíritu de equipo. “El rendimiento defensivo en el segundo periodo fue absolutamente fabuloso. Un empate a ceros en estas circunstancias es como una victoria”, analizó Lars Lagerbäck, seleccionador de Islandia, segunda del Grupo E, detrás de Suiza.

Jugador a seguir
Hannes Thór Halldórsson
, de 29 años y 1,93 m de estatura, guardameta de la selección islandesa desde el 6 de septiembre de 2011, se lució en la ida frente a Croacia, al protagonizar varias intervenciones decisivas. El arquero del KR Reikiavik, elegido mejor futbolista de Islandia por sus compañeros en 2011, ha realizado toda su carrera en su país, excepto una pequeña cesión de un partido en Noruega. Se encuentra muy cómodo en las jugadas aéreas y seguro al atrapar el balón, y solo recibió 15 goles en los diez encuentros de la fase de grupos. De sus guantes depende gran parte del destino de Islandia.

Números que hablan
60%:
 el porcentaje de partidos en los que Ucrania no recibió goles en sus 20 últimos compromisos. Además, su última derrota por una diferencia de al menos tres tantos se remonta al 6 de septiembre de 2011, en un amistoso en la República Checa (4-0).

La frase
“Cuando recuperábamos la pelota, no teníamos la calidad que nos hacía falta. Aunque tenemos que utilizar más a Zlatan, hay que conseguir hilvanar pases. Hubo demasiados balones largos”. Erik Hamren, seleccionador de Suecia.

¡Que se oiga tu voz!
¿Pueden remontar Francia y Rumania una desventaja de dos goles?

 

FIFA.com

Didier Deschamps: Ukraine are a solid side

Deschamps: Ukraine are a solid side

© AFP

France coach Didier Deschamps admitted that his team couldn’t cope with the physical approach of their opponents after Les Bleus lost 2-0 to Ukraine in their FIFA World Cup European zone play-off first leg on Friday. The result in Kiev’s Olympic Stadium left France in a desperate situation ahead of next Tuesday’s decisive return match at the Stade de France with a place in next year’s finals in Brazil at stake.

A well-organised Ukraine suffocated France’s main attacking threat in Franck Ribery and took a deserved second-half lead through Roman Zozulia before Andriy Yarmolenko made it 2-0 from the penalty spot late on.

“The first half was quite even. We had chances in the second half but getting the first goal gaveUkraine energy,” said a despondent Deschamps. “It is confirmation that this team are not easy to play against. They are committed but have quality too. We have to congratulate them. They are in a favourable position. It is up to us to recover well and try to turn things around.”

They are committed but have quality too. We have to congratulate them.

Didier Deschamps, France coach

 

“We struggled because of their commitment. Ukraine defended aggressively and committed fouls. They are a solid side. They knew that the danger would come from Franck Ribery’s (left) flank. He was fouled a lot and had very little space in which to express himself. We tried to respond to their physicality. Things went in their favour but it was nothing to do with fear on our part. They restricted us going forward and then got the ball forward quickly themselves.”

France’s misery was compounded when Arsenal defender Laurent Koscielny was sent off at the end after raising his hands to Ukraine centre-back Oleksandr Kucher, who was himself shown a red card just before the end.

That means Deschamps will need to make changes to his defence for the return leg with Koscielny now automatically suspended, and the France coach was disappointed to see one of his players losing their cool in such fashion.

“He was frustrated after the penalty and let the situation get the better of him,” Deschamps said. “Part of playing at the highest level is being able to resist provocation and knowing how to keep your calm.”

 

FIFA.com