2016 foi um ano incrível para Andreia Horta

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Presta atenção
Até porque todo fim de ano balanços do tipo são sempre considerados, para Andreia Horta esse 2016 deve entrar com grande carinho na história da sua vida.

Entre tantos outros bons trabalhos, ela coroou a temporada com uma impecável atuação no filme da Elis. Um desempenho impressionante. Talento sobra.

 

 Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Globo separa protagonistas de “Liberdade, Liberdade”

A dupla Andreia Horta e Mateus Solano em cena de "Liberdade Liberdade"

A dupla Andreia Horta e Mateus Solano em cena de “Liberdade Liberdade”

Andreia Horta ainda não tem um próximo trabalho definido depois de fazer a Joaquina de “Liberdade, Liberdade”.

A teledramaturgia da Globo não confirma sua presença em “Pega Ladrão”, novela das 19h com estreia marcada para o segundo semestre de 2017.

Já a situação de Mateus Solano, que também esteve em “Liberdade, Liberdade”, é outra.

Ele, sim, está confirmado e já tem papel definido neste próximo trabalho da autora Cláudia Souto, com direção de Luiz Henrique Rios.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Com forte estafa, Andreia Horta é afastada de Liberdade, Liberdade.

Andreia Horta, com estafa, passou mal nas gravações de “Liberdade, Liberdade” na sexta-feira (24).

Por ordem médica vai ter que ficar uma semana fora das gravações, algo que já está obrigando o autor Mário Teixeira a reescrever vários capítulos.

Em “Liberdade, Liberdade”, Andreia é Joaquina, filha de Tiradentes, o herói da inconfidência mineira, personagem de intensa carga dramática e uma das mais presentes em toda a trama.

A atriz acabou sentindo os efeitos de todo esse volume de trabalho.

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Forte estafa afasta Andreia Horta de “Liberdade, Liberdade”

Andreia Horta, com estafa, passou mal nas gravações de “Liberdade, Liberdade” na sexta-feira (24).

Por ordem médica vai ter que ficar uma semana fora das gravações, algo que já está obrigando o autor Mário Teixeira a reescrever vários capítulos.

Em “Liberdade, Liberdade”, Andreia é Joaquina, filha de Tiradentes, o herói da inconfidência mineira, personagem de intensa carga dramática e uma das mais presentes em toda a trama.

A atriz acabou sentindo os efeitos de todo esse volume de trabalho.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Flávio Ricco libera novas notícias dos bastidores do seriado #LiberdadeLiberdade

 

Globo gerou para todas as praças, na madrugada de segunda para terça, o clipe de “Liberdade, Liberdade”, que estreia na próxima semana…
Andreia Horta, na preparação da sua personagem, procurou pinturas para ter ideias de como era o Brasil da época de Tiradentes…
… Também fez pesquisas para saber como eram as mulheres de Minas Gerais e teve aulas de tiro e esgrima, duas modalidades que nunca tinha experimentado.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Andreia Horta será filha de Tiradentes em novela: “Ela é incorruptível” #LiberdadeLiberdade

Giselle de Almeida
Do UOL, no Rio

28/03/2016

07h30

A atriz Andreia Horta é Joaquina, protagonista de “Liberdade, Liberdade”

Se Andreia Horta pudesse se transportar para outra época, gostaria de viver a efervescência da música clássica na Viena dos séculos 18 e 19, vivendo de concerto em concerto. Enquanto não existe máquina do tempo capaz de realizar esse desejo, a atriz de 32 anos faz uma viagem diária, nos Estúdios Globo mesmo, para os anos 1800 – é ela quem dá vida a Joaquina, a filha de Tiradentes de que pouco se tem notícia e que será a protagonista de “Liberdade, Liberdade”, novela das 23h que estreia dia 11 de abril.

Além da origem mineira, criadora e criatura têm ainda um forte ponto em comum, segundo Andreia: o senso de justiça. É por lutar por um país melhor que o diretor Vinícius Coimbra acredita que a personagem vai gerar identificação com o público.

“Ela vive num mundo muito mais selvagem do que hoje, e como ela estava fora há 20 anos quando volta para o Brasil, o olhar dela está muito puro, muito limpo. Infelizmente essa voz ativa dela ainda serve. O que a gente deseja é que ela desperte essa consciência nas pessoas. Ela não faz vista grossa para nenhuma impunidade, ela tem um caráter muito reto, é incorruptível. Se vê maus-tratos, ela fala. Ela diz: ‘Você não pode chamar de criada porque você não paga salário, ela é uma escrava’. Nada passa. Acho que ela é uma heroína porque faz o que deve ser feito”, afirma.

Na trama, escrita por Mario Teixeira e inspirada no livro “Joaquina, Filha do Tiradentes”, de Maria José de Queiroz, a protagonista é resgatada por Raposo (Dalton Vigh), simpatizante dos inconfidentes, depois da morte de seus pais, Tiradentes (Thiago Lacerda) e Antônia (Letícia Sabatella). Após 20 anos em Portugal, quando recebe o nome de Rosa (vivida por Mel Maia na infância), retorna a Vila Rica em 1808 e encontra um cenário de muita desigualdade social, miséria e violência.

João Cotta/TV Globo

Bertoleza (Sheron Menezes) e Joaquina (Andreia Horta) em cena de “Liberdade, Liberdade”

A atriz, que se diz “energizada” em viver uma figura feminina forte como esta – e tão pouco frequente na teledramaturgia brasileira -, ressalta, no entanto, que a luta de Joaquina não é necessariamente feminista.

“Eu me vejo dando voz a uma personagem incansável. Ela está à frente do tempo dela, as mulheres não saíam montadas a cavalo, não lutavam esgrima, não pegavam numa arma, a maioria não sabia ler. Ela é uma mulher de vanguarda, mas não é uma questão de gênero. Se Joaquina fosse um Joaquim, a voz dela seria tão potente quanto. Sendo uma mulher, fica muito claro o espanto alheio. As pessoas perguntam: ‘Como vai ficar sua reputação lutando desse jeito?’. Mas ela defende os desfavorecidos, diz que todo ser humano tem direito a um prato de comida e um lugar para morar. São questões mais primárias”, analisa.

Para se transformar nessa mulher, Andreia usa peruca, um adesivo com pelos nas axilas, dentes amarelados e unhas por fazer. Nenhum incômodo, ela garante, assim como a dor nos pulsos adquirida em aulas de esgrima, que achou tão fascinantes quanto as aulas de tiro. Mas tantas cenas de ação com as limitações do figurino revelaram à atriz que ela era mais “mulherzinha” do que imaginava.

Estevam Avellar/TV Globo

Bukassa Kabengele, Ricardo Pereira, Andreia Horta, Mateus Solano e Bruno Ferrari durante uma aula de esgrima para “Liberdade, Liberdade”

A vontade de ser outras surgiu ainda na infância – começou com grupo de teatro aos sábados, em Juiz de Fora (MG) e em peças montadas na escola, aos 8 anos. Cresceu quando remexia os livros do pai, que trocou a metalurgia pela dramaturgia, em São Paulo, e se profissionalizou na faculdade de Artes Cênicas.

“Na casa do meu pai, já tinha contato com [Constantin] Stanislavski, outros dramaturgos. Depois, revi algumas coisas e vi que haviam reverberado de alguma maneira. As pessoas diziam para ele: ‘Você está maluco!’. Ele tinha três filhos pequenos e criou a gente trabalhando com teatro-empresa. Tenho o maior orgulho”, lembra ela, que com 14 anos trabalhou numa empresa de mensagens por telefone e vendeu um livro próprio de poemas, independente, na época da faculdade.

“O livro me salvou durante um tempo. Meu pai e a mulher dele me ajudaram a bancar, e com lucro paguei tudo depois. Vendia na porta do banco, em pizzaria, na cara de pau”, conta ela, que escreve poesia até hoje.

A menina criada no interior, vendo novelas, está há dez anos na televisão – a estreia foi na minissérie “JK”, na Globo, seguida pelas novelas “Alta Estação” e “Chamas da Vida”, na Record, e a série “Alice”, na HBO. Morando no Rio todo esse tempo, diz que lida bem com o assédio, que aumentou ao fazer sua primeira novela do horário nobre, “Império” (“Quando você faz novela das oito todo mundo descobre seu sobrenome”). Mas confirma a imagem de reservada ao assumir, com muita resistência, o namoro com o apresentador de TV e ex-VJ da MTV Leo Madeira. E só, nenhum detalhe a mais, nem há quanto tempo estão juntos. “Isso é muito íntimo”, diz, entre risos envergonhados.

Reprodução/Instagram/hortaandreia

Andreia caracterizada como Elis Regina no filme “Elis”

Nem parece a mesma Andreia que minutos atrás falava com entusiasmo de encarnar a ídola Elis Regina no cinema, a mesma que a inspirou a cortar os cabelos curtinhos na adolescência. Nervosa é a palavra que ela, que ainda não viu o resultado final, usa para descrever a expectativa em relação à estreia, prevista para o segundo semestre.

E por pouco o projeto nem se realiza, já que a atriz estava escalada para ser a mocinha de “A Regra do Jogo”. Com a mudança de planos, por parte da Globo, pôde se dedicar como queria ao longa de Hugo Prata, do qual havia chegado a desistir, e em seguida viver Joaquina na TV. Tudo organizado pelo destino, ela diz.

“Viver Elis foi uma dança maravilhosa, e eu fiz questão de estar junto. Não me interessava que fosse uma imitação. Era o meu desejo que você enxergasse as duas, porque eu queria estar lá, junto, cantando ‘Fascinação’ (risos). Tinha um jeito muito específico de falar, e apesar de todo o trabalho que a gente levantou para encostar nela, na sonoridade, no jeito de andar, todo mundo sabe que sou eu. Acho isso muito bonito”, conta.

 

Flávio Ricco comenta a cenografia do seriado #LiberdadeLiberdade

Andreia Horta será a protagonista do seriado

 

Um trabalho que tem chamado atenção na Globo é a cenografia de “Liberdade, Liberdade”, próxima novela das 23 horas…
… Os seus responsáveis, segundo se informa, chegaram aos requintes na reconstrução do Brasil de 1792 a 1808…
… Assim como já chama atenção em todas as suas gravações, a elaboração dos figurinos…
… Em muitos casos houve a necessidade recorrer a um sistema especial para envelhecimento das roupas.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery