Atlético Paranaense 3 x 3 Palmeiras

Atlético-PR e Palmeiras protagonizam 3 a 3 emocionante e ruim para ambos

Com cinco gols, segundo tempo teve gol “cego”, polêmicas de arbitragem e empate aos 49. Times ganham um ponto cada e ficam longe do G-4 do Brasileirão

 

Atlético-PR e Palmeiras empataram em 3 a 3 nesta quarta-feira à noite, na Arena da Baixada, em Curitiba, com um segundo tempo polêmico e eletrizante, que teve cinco gols. O resultado, entretanto, foi ruim para as duas equipes, que se mantiveram na metade da tabela, longe do G-4 do Campeonato Brasileiro.

Pela 36ª rodada da competição nacional, no sábado, o Palmeiras recebe o Cruzeiro em sua arena, às 19h30. No domingo, no mesmo horário, o Atlético-PR visita o Sport na Ilha do Retiro.

Atlético-PR x Palmeiras Jackson (Foto: Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo)
Jackson corta o lábio ao fazer o segundo gol do Palmeiras
(Foto: Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo)

O jogo

Qualquer acerto pré-jogo foi desarrumado logo a um minuto e meio do primeiro tempo: Marcos Guilherme balançou as redes. Deveria ter mudado para melhor para o Atlético-PR, que não conseguiu manter a pressão. Para o Palmeiras, o efeito foi devastador. Desarrumado em campo, o time de Marcelo Oliveira só deu o primeiro chute a gol aos 39, com Rafael Marques.

No segundo tempo, os papéis se inverteram. Quem começou com tudo foi a equipe paulista: Robinho empatou aos oito minutos, após a bola bater no braço de Gabriel Jesus, que deu a assistência. Logo depois, Dudu e Cristaldo perderam chances incríveis. O jogo ficou mais aberto, com os paranaenses comandados por Cristóvão Borges chegando com mais perigo.

Aos 28, o Palmeiras virou o placar em uma jogada inusitada. Após cobrança de escanteio de Zé Roberto, Jackson cabeceou para as redes, mas não viu nem comemorou imediatamente o gol, pois bateu a cabeça com Ricardo Silva e caiu no gramado, de costas para a trave. Somente depois de receber atendimento médico, com o lábio sangrando, é que o zagueiro festejou timidamente com a torcida visitante.

Atlético-PR x Palmeiras Marcos Guilherme (Foto: Heuler Andrey/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo)
Jogadores do Atlético festejam o primeiro gol, de Marcos Guilherme
(Foto: Heuler Andrey/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo)

Se Ricardo Silva tinha acabado de entrar quando trombou com Jackson na virada alviverde, Ewandro protagonizou o empate rubro-negro logo depois de pisar no gramado, aos 38, em chute da entrada da grande área. Em seguida, quase marcou outro por cobertura. Mas o atacante fez mais…

Aos 41, virou o placar, agora a favor do Atlético-PR, com outra finalização da mesma posição. Os jogadores do Palmeiras reclamaram muito da jogada fatal, pois Ewandro foi lançado em cobrança de falta rápida, que surpreendeu a equipe alviverde.

Mas houve novo empate: aos 49, quando Jacskon já tinha sido expulso por dar uma cotovela em Ricardo Silva, Alecsandro fez o terceiro gol do Palmeiras. Na comemoração, Robinho foi reclamar com o juiz Dewson Freitas da Silva e também recebeu o cartão vermelho. Ufa… 3 a 3!

 

G1.COM.BR

Palmeiras 4 x 2 Flamengo

Vira, vira, vira… em jogo de seis gols, Palmeiras vence Fla e volta ao G-4

Mesmo sem ser brilhante, Alviverde aproveita erros em sequência da zaga rubro-negra e faz 4 a 2. Cariocas chegam a ficar em vantagem no placar, mas vacilam

Quem vê o placar de 4 a 2 pode até pensar que foi um baile. Não foi, não. Mas os três pontos estão lá, na conta, e o Palmeiras está de volta ao G-4 do Brasileirão. Na manhã deste domingo, na Arena Palmeiras, o Alviverde saiu na frente do Flamengo, permitiu a virada, mas recuperou-se e conseguiu encerrar uma incômoda sequência de três derrotas. Jackson, Samir, contra, Dudu e Alecsandro marcaram os gols dos paulistas. Do lado rubro-negro, frustração. Principalmente pelo fraco desempenho defensivo. Quando o time esteve em vantagem no placar e jogava melhor, as falhas individuais pesaram. A zaga formada por César Martins e Samir vacilou em sequência e comprometeu. O meia Ederson, que entrou no intervalo, marcou os dois gols dos cariocas, mas isso não bastou. Foram 37.739 pagantes e renda de R$ 2.908.585,00.

Alecsandro, Palmeiras x Flamengo (Foto: Marcos Ribolli)
Subiu! Alecsandro, ex-Flamengo, fecha a goleada por 4 a 2 sobre o Rubro-Negro na Arena
(Foto: Marcos Ribolli)

Com o resultado, o Palmeiras sobe para o quarto lugar, com 31 pontos, e está na zona de classificação para a Libertadores. No entanto, pode ser ultrapassado por Fluminense e Sport no complemento da rodada. Já o Flamengo tem 23, em 13º, e pode perder uma posição para o Cruzeiro. Na quarta-feira, as equipes entrarão em campo nos jogos de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O Palmeiras recebe o Cruzeiro, na Arena, às 22h. No mesmo horário, o Flamengo enfrenta o Vasco no Maracanã. Pelo Brasileiro, os times voltam a jogar no domingo. Os cariocas recebem o São Paulo, às 16h, no Rio. O Alviverde visita o Atlético-MG, às 18h30, no Independência, em Belo Horizonte.

Vantagem verde, e rubro-negros na bronca

O Flamengo deu uma surra no Palmeiras no primeiro tempo. Mas só na posse de bola. Num determinado momento da etapa inicial, a vantagem rubro-negra ficou em 78% contra 22% do Alviverde. Mas o placar parcial apontou vitória dos paulistas: 1 a 0. Arma dos palmeirenses e carma dos cariocas, a bola aérea acabou sendo fundamental nos primeiros 45 minutos. Aos cinco, Zé Roberto cobrou escanteio, os zagueiros do Flamengo não subiram, e o zagueiro Jackson cabeceou com liberdade. A partir dali, o Rubro-Negro controlou o jogo, mas teve muita dificuldade de criação. Os jogadores do Fla foram para o intervalo na bronca com a arbitragem. Eles pediram dois pênaltis. Um sobre Pará, derrubado na área por Andrei Girotto, e outro sobre Guerrero, que caiu após disputa com o goleiro Fernando Prass. Foram dois lances polêmicos.

Vira daqui, vira de lá

Na segunda etapa, o Flamengo transformou posse de bola em gols. E marcou duas vezes. O meia Ederson, que entrou no intervalo, colocou o Rubro-Negro em vantagem, aos cinco e aos 11. O empate verde foi rápido. Um minuto depois, Samir, em tarde muito ruim, fez contra. A virada também não demorou. Dudu, aos 20, fez o 3 a 2. Aos 25, em novo vacilo da zaga do Flamengo, Alecsandro, ex-rubro-negro, fez o quarto.

Ederson, Palmeiras x Flamengo (Foto: Marcos Ribolli)
Braços abertos! Ederson festeja gol de cabeça no jogo, mas não bastou para o Fla vencer
(Foto: Marcos Ribolli)

Num dia em que a vitória foi conquistada muito mais na base da vontade, o veterano meia Zé Roberto teve participação decisiva. No primeiro gol, cobrou o escanteio na cabeça de Jackson. No terceiro, o da virada, iniciou a jogada que resultou no gol de Dudu.

Em sua segunda partida pelo Rubro-Negro, Ederson começou no banco, entrou no lugar do volante Jonas no intervalo e marcou dois gols. O camisa 10 começa a evoluir na parte física e ganha ritmo de jogo. Ainda falta entrosamento com os companheiros.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Renato Maurício Prado comenta Brasil de Pelotas 1 x 2 Flamengo

O gol que sofreu, já nos acréscimos, impedindo a classificação automática para a próxima fase da Copa do Brasil fez a torcida do Flamengo ir dormir de cabeça inchada, apesar da vitória por 2 a 1 sobre o Brasil de Pelotas.
Natural, uma vez que, com uma atuação segura, o rubro-negro chegara aos 2 a 0 – um gol de Alecsandro, no primeiro tempo, e outro de Pará, no segundo – e parecia ter a situação sob controle, quando o mesmo Pará cometeu uma falta boba discutível, no bico da área, já ao apagar das luzes e, na cobrança, o time da casa descontou, tornando necessária a realização da segunda partida, no próximo dia 18, no Maracanã.
O balanço final do jogo entretanto não foi ruim para os cariocas. Com uma visão mais otimista, é possível ressaltar a importância de uma rara vitória no Sul (não custa lembrar a derrota do time de Zico, contra o mesmo adversário, há 30 anos) e mais uma boa atuação de Marcelo Cirino e Canteros, além das boas entradas de Arthur Maia e Jonas (este, estreando, no Fla).
O time atual do Flamengo está longe de ser um esquadrão capaz de lutar pelo próximo título a brasileiro, mas parece que vai se acertando aos poucos e o toque de bola demonstrado esta noite (curiosamente mais em seu próprio campo do que no do rival) dá a esperança de que o ano, pelo menos, não seja de sobressaltos e se vierem mais uns dois ou três reforços de qualidade, quem sabe, pode ser possível até que haja alguma alegria.
Com o time atual é possível até que o bicampeonato carioca seja conquistado. Mas daí pra frente, glórias só se vierem reforços nas laterais (a saída de Leonardo Moura e a contusão de Anderson Pico tornaram o elenco carente nestas posições), no meio-campo (um armador de peso) e, se possível, no ataque (mais um artilheiro).

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 26.2.2015

Renato Maurício Prado comenta Bangu 0 x 3 Botafogo e Flamengo 5 x 1 Cabofriense

Botafogo e Flamengo fizeram a alegria de suas torcidas nesta quarta-feira. O Glorioso, à tarde, sapecou três (a zero)  no Bangu, e o Mais Querido, à noite, fez cinco (a um) na Cabofriense.

Deram show de bola? Acho um exagero soltar foguetes porque, como se sabe, o Estadual do rio, faz tempo, não serve de parâmetro pra nada.

De qualquer forma, Botafogo e Flamengo mostraram boa evolução no entrosamento de seus times, que estão sendo profundamente reformulados. Se vão ser fortes o suficiente para enfrentar a dura campanha do Brasileiro é outra história. Particularmente, ainda acho que ambos precisam de reforços. Inclusive o alvinegro, para a série B. Mas, bem ou mal a base das duas equipes vai sendo montada.

No Flamengo, os destaques da vitória foram Canteros e Arthur Maia (que vão garantindo ao rubro-negro um mínimo de inteligência no meio-campo e bons passes na passagem da defesa para o ataque). Marcelo Cirino também foi bem, voltando a marcar, algo que Eduardo da Silva igualmente fez, ao entrar já na metade do segundo tempo, confirmando a sua incrível vocação de artilheiro. Os outros gols foram de Samir (de cabeça), Everton e Alecsandro.

No Botafogo, quem se destacou foi a dupla Bill e Jobson. Foram deles os gols (dois de Bill, um de Jobson). Mas, como de hábito, apesar do triunfo fácil, o técnico Renê Simões viu defeitos no seu time e só elogiou a seguda etapa. Cá entre nós, está correto. Se quiser disputar bem a segundona e voltar para a primeira com o título da série B, há que ser exigente mesmo. Até porque qualidade não é produto de sobra no seu elenco.

Do jeito que a coisa vai, tudo indica uma semfiinal com os quatro grandes. Aí, sim valerá a pena. Até lá, estamos vendo apenas jogos-treinos da pré-temporada.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 12/02/2015

São Paulo 2 x 2 Flamengo

2 x 2

24ª RODADA
SÃO PAULO E FLAMENGO EMPATAM EM NOITE DE FRUSTRAÇÕES NO MORUMBI
Rubro-Negro deixa o campo reclamando bastante da arbitragem, por causa de cartões e a marcação de dois pênaltis. Rogério Ceni tem noite de vilão
A vida de um ídolo não é fácil. Nos seus ombros, caem glórias e tragédias. A quarta-feira, desta vez, foi trágica para Rogério Ceni no Morumbi. Personagem principal do confronto entre São Paulo e Flamengo, o goleiro do clube paulista fez um gol em cobrança de pênalti, perdeu outra, defendida por Paulo Victor, e ainda falhou no gol de Everton. Nas alternativas do jogo, o clube carioca ainda esteve à frente no placar, com um jogador a mais em campo, mas viu Luís Fabiano garantir o empate em 2 a 2, aos 45 minutos do segundo tempo de um jogo novamente marcado por polêmica: o Rubro-Negro deixou o campo reclamando bastante da marcação dos dois pênaltis a favor do Tricolor – o segundo um erro clamoroso do árbitro Andre Luiz de Freitas – e a distribuição de cartões.
vida de um ídolo não é fácil. Nos seus ombros, caem glórias e tragédias. A quarta-feira, desta vez, foi trágica para Rogério Ceni no Morumbi. Personagem principal do confronto entre São Paulo e Flamengo, o goleiro do clube paulista fez um gol em cobrança de pênalti, perdeu outra, defendida por Paulo Victor, e ainda falhou no gol de Everton. Nas alternativas do jogo, o clube carioca ainda esteve à frente no placar, com um jogador a mais em campo, mas viu Luís Fabiano garantir o empate em 2 a 2, aos 45 minutos do segundo tempo de um jogo novamente marcado por polêmica: o Rubro-Negro deixou o campo reclamando bastante da marcação dos dois pênaltis a favor do Tricolor – o segundo um erro clamoroso do árbitro Andre Luiz de Freitas – e a distribuição de cartões.

Com o resultado, o São Paulo ficou com 43 pontos e viu não apenas o Cruzeiro – que derrotou o Coritiba – se distanciar ainda mais na ponta, abrindo nove pontos de vantagem, mas também perdeu a vice-liderança para o Inter, que chegou aos 44 pontos após bater o Criciúma. O Tricolor Paulista agora recebe o Fluminense, sábado, às 21h (de Brasília), no Morumbi. O Flamengo soma 31 pontos, estaciona na 10ª posição e emplaca o terceiro empate seguido na competição e a 100ª rodada consecutiva fora do G-4.

Alecsandro Flamengo x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Alecsandro se revolta com arbitragem após receber o terceiro amarelo (Foto: Marcos Ribolli)

Tricolor começa a mil por hora

Como se esperava, o jogo começou com domínio completo do São Paulo. O quarteto ofensivo do time procurou se encontrar em campo para criar as jogadas, e Ganso, quando teve espaço, achou a tabela com Pato, que sofreu pênalti ao ser derrubado por Márcio Araújo. O lance, bem difícil, foi marcado pelo árbitro Andre Luiz de Freitas apenas com a intervenção do assistente Elmo Alves Resende Cunha. Rogério Ceni cobrou e abriu o placar, aos 17 minutos.

O Flamengo chegou a dar a impressão de que poderia se desequilibrar. No entanto, o técnico Vanderlei Luxemburgo decidiu investir nas costas do lateral-direito Auro, de apenas 18 anos. Deu resultado. Gabriel fez boa jogada em contra-ataque e chutou fraco, mas Rogério Ceni foi mal e deu rebote para Everton, que empatou o jogo aos 35. A virada poderia ter acontecido em mais dois lances pelo mesmo lado do campo, em cruzamentos perigosos de João Paulo, mas o primeiro tempo acabou mesmo 1 a 1.

Rogério Ceni e Paulo Victor Flamengo x São Paulo (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)
Paulo Vicor cai no canto certo para defender a cobrança de Ceni (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)

Árbitro vê pênalti em bola na mão fora da área

Na volta do intervalo, os times mal tinham tido tempo para entender o que acontecia em campo quando o árbitro marcou pênalti num toque de mão involuntário de Samir, que estava fora da área. Na cobrança, aos dois minutos, Rogério Ceni chutou no canto esquerdo de Paulo Victor, que caiu para fazer a defesa. Na sequência da jogada, Everton quase marcou do meio do campo.

O São Paulo não tinha mais o completo domínio do jogo, como havia acontecido no primeiro tempo, mas ainda teve suas chances, uma delas com Pato, que Cáceres salvou. Pelos pés de Everton, o Flamengo levou perigo algumas vezes no ataque. E foi por uma falta violenta sobre o camisa 22 que Michel Bastos foi expulso aos 28 minutos.

A pressão passou a ser rubro-negra. Canteros recebeu uma bola livre diante de Rogério Ceni, mas o impedimento foi marcado, equivocadamente. Ainda assim, veio a virada, aos 42, com Alecsandro marcando de cabeça. No entanto, mesmo tendo um jogador a menos, o Tricolor partiu para cima, e Luis Fabiano aproveitou a falha da defesa adversária para fechar o placar em 2 a 2, três minutos depois.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Após perder pênalti, levar frango e tomar gol de Alecsandro, Ceni anuncia aposentadoria aos 77 anos

Rogério Ceni chorou ao se despedir dos companheiros no vestiário (Foto: Denis)

Rogério Ceni chorou ao se despedir dos companheiros no vestiário
(Foto: Denis)

O hat-trick de Rogério Ceni contra o Flamengo provocou um desastre… para os adversários. Após levar um gol de Alecsandro, frangar e perder um pênalti, o goleirão de hóquei decidiu antecipar sua aposentadoria, aos 77 anos. Na carreira do goleiro, de tudo um pouco: títulos, brigas, gols, polêmicas e frangos. E foram muitos frangos! Rogério Ceni ficou marcado por ser um goleiro que toma gols engraçados, seja dando cortadas na bola, seja estando impedido no ataque. Mas a tortura acabou.

“Todos nós temos de saber a hora de parar. Eu tive uma noite daquelas. Vai ser impossível de esquecer, porque levar frango, perder pênalti e no finalzinho sofrer um gol do Alecsandro é muito duro. Não é qualquer um que suporta. Esse jogo foi o maior sinal de que chegou a hora de me aposentar mesmo”, disse com exclusividade para o Olé do Brasil.

Muricy Ramalho também conversou com a reportagem. O treinador lamentou o anúncios, mas disse confiar na decisão do mão de alface: “O Ceni sabe o que faz né meu. O cara sabe o que é futebol, até porque jogou com o Charles Miller e o Paulo Baier quando o esporte chegou aqui. Com certeza ele está fazendo a escolha certa”, disse. Segundo o Data Olé, foram quase 57 anos como goleiro do São Paulo e no mínimo 3 perus para cada gol marcado pelo Tricolor.

Com a aposentadoria, o São Paulo desmancha o trio composto por Pato no ataque, Ganso no meio e Frango no gol.

 

Palmeiras 2 x 2 Flamengo

 2 x 2 

22ª RODADA
COM DIREITO A POLÊMICA, PALMEIRAS E FLA EMPATAM, E VERDÃO ENTRA NO Z-4
Um tempo para o Flamengo, um tempo para o Palmeiras, e tudo igual no placar do Pacaembu. Em mais um jogo com arbitragem polêmica, cariocas e paulistas empataram por 2 a 2 na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Brasileirão. Pior para o Verdão, que entra na zona de rebaixamento e volta para casa ainda de cabeça cheia, questionando um toque de mão de Eduardo da Silva no segundo gol rubro-negro, marcado por Alecsandro, e um pênalti não marcado em Henrique. Canteros abriu o placar para os visitantes, enquanto Diogo e Victor Luis fizeram a festa dos palmeirenses, que não pouparam as gargantas para apoiar a equipe. Valdivia foi expulso.

A entrada do chileno, por sinal, foi determinante para que o Palmeiras ganhasse sobrevida. Polêmicas à parte, o Flamengo conseguiu dominar as ações na etapa inicial e usou a situação delicada do rival a seu favor. Bem postado, o Rubro-Negro apostou na velocidade do contragolpe e abriu vantagem. A saída de Cáceres no intervalo, entretanto, desmontou o setor defensivo. Com a inteligência de Valdivia, o Verdão reagiu e pressionava, até que o camisa 10 pisou em Amaral após cometer falta e colocou tudo por água abaixo. Tudo isto para um público de 20.587 pessoas (19.350 pagantes), que gerou uma renda de R$ 464.752,50.

Com o empate, o Palmeiras é o 18º colocado, com 22 pontos, e encara o Goiás, domingo, às 18h30m (de Brasília), no Serra Dourada. Já o Flamengo pulou para 29 pontos, se manteve na décima posição, e terá pela frente o clássico com o Fluminense, também no domingo, às 16h, no Maracanã.

Com nova polêmica, Fla larga na frente

Palmeiras x Flamengo - Alecsandro (Foto: Agência Estado)
Alecsandro e Léo Moura comemoram o segundo gol do Flamengo (Foto: Agência Estado)

O Flamengo entrou em campo como franco-atirador. Em situação bem mais tranquila no Brasileirão, deixou a bola com o Palmeiras, à espera de espaços para contra-atacar diante de um rival pressionado. E a estratégia deu certo. Logo aos 12 minutos, João Paulo apareceu bem pela esquerda e cruzou para trás. Juninho se atrapalhou todo e foi desarmado por Canteros, que limpou a jogada e chutou bonito para abrir o placar. Era tudo que os cariocas queriam, e a pressão sobre o Verdão aumentava a cada toque na bola, com direito a vaias.

Organizado, o Rubro-Negro seguia apostando na velocidade, e aos 31 já tinha 2 a 0 no placar. Em raro avanço ao ataque, Léo Moura descolou lindo passe para Eduardo da Silva. O croata dividiu com Deola, contou com a ajuda do braço para levar a melhor e tocou para Alecsandro escorar de cabeça. Nova polêmica envolvendo o Fla. E não parou por aí, antes do fim da etapa inicial, João Paulo deu tranco em Henrique no ar dentro da área. Os paulistas pediram pênalti, ignorado pelo gaúcho Anderson Daronco.

– Para ser sincero, a bola pegou de raspão (na mão), mas não tive a intenção. É do futebol. Se o árbitro quisesse, dava, mas não deu e faz parte. A vitória é merecida – disse Eduardo da Silva na descida para o vestiário sobre o lance do gol.

Valdivia faz o Palmeiras reagir, mas é expulso

Palmeiras x Flamengo (Foto: Marcos Ribolli)
Victor Luís corre para a torcida: alegria pelo empate após estar 2 a 0 atrás (Foto: Marcos Ribolli)

 

Com a corda no pescoço, o Palmeiras se jogou para cima do Flamengo no segundo tempo e conseguiu, logo aos dois minutos, o que precisava: um gol para incendiar a torcida e mudar o astral do time. Após chutão de Lúcio, Diogo ganhou de Léo Moura e tocou no canto de Paulo Victor para voltar a balançar as redes depois de mais de um ano – o último tinha sido contra o Fluminense, em 14 de setembro do ano passado. Sem Cáceres, substituído por Amaral no intervalo, o Rubro-Negro se perdeu defensivamente, recuou e chamou o rival para o seu campo. O Verdão pressionou e empatou aos 21, quando Valdivia tocou para Victor Luís, que ganhou de Luiz Antonio e encheu o pé. Gol, sem chances para Paulo Victor.

Os paulistas se mantinham no campo de ataque, até que o chileno mostrou o seu conhecido destempero, pisou em Amaral em disputa de bola e foi expulso. A partir daí, o empate passou a ser lucro. O Fla até assustou com Élton e Alecsandro, mas ninguém foi capaz de tirar o 2 a 2 do placar. Melhor para os cariocas, sete pontos acima da zona de rebaixamento, onde agora está o Verdão.

 

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