Bruno de Carvalho: “Estão quase a matar-me e a culpa é dos sportinguistas”

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Lisboa, 05/02/2018 – Bruno de Carvalho após falar aos sócios no auditório Artur Agostinho no estádio de Alvalade, sobre a sua continuidade na presidência do Sporting CP. (Filipe Amorim / Global Imagens)

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Presidente promoveu mais uma sessão de esclarecimento sobre a Assembleia Geral de dia 17, em que precisa de 75% dos votos em três pontos a votação, sob pena de se demitir no imediato.

Bruno de Carvalho promoveu esta segunda feira uma sessão de esclarecimento sobre a Assembleia Geral de dia 17, para a comunicação social, e voltou a garantir que se demite se os sócios do Sporting não aprovarem os três pontos que a direção do clube vai levar a votação.”Se sairmos saímos com tristeza, mas saímos garantidamente se não passarem os pontos”, disse o líder leonino, quer sentir o apoio dos sportinguistas.

E sem meias palavras avisou a nação leonina: “Ou os sócios dizem presente ou têm de contar com outras pessoas. Com os sportinguistas atrás darei tudo, sem eles atrás matam-me. Neste momento estão quase a matar-me e a culpa é dos sportinguistas. Preciso de militância e disse que não podia fazer um mandato como o primeiro.”

O presidente do Sporting pediu 75 % de aprovação. E se tiver 74%? “Demito-me. 25, 1% dos sportinguistas podem tirar-me de presidente. E não me recandidatar, ponto”, respondeu, antes de revelar que foi a mulher, Joana Ornelas, que o convenceu a recandidatar-se a uma segundo mandato, bem como algumas mensagens que recebeu de alguns atletas e treinadores.

Bruno de Carvalho voltou a dizer que não está agarrado ao poder e que nunca foi contra as críticas, mas sim contra os insultos. “A crítica bem feita, tem sido aproveitada. Muitas coisas foram corrigidas por comentários que me chegaram. Sou acusado de perseguir quem me critica. É assustador. Não podemos confundir crítica com calúnia, injúria e difamação. E criticaram-me este rótulo. Vivo disto, também sou humano”, desabafou.

Depois quando confrontado com a lista de Sportingados (sportinguistas aziados) a quem um dele chamou de lista de Schindler, explicou que é de facto “uma lista de Schindler”, que permite a 3,5 milhões perceberem a quem se refere: “Na sessão de esclarecimentos, de 46 convidados foram 5. É de coragem quem é acusado dizer quem são. Se aquelas 46 pessoas não gostam desta direção, seriam a plateia ideal para esclarecer as propostas. Gostei da expressão, a minha lista foi de Schindler, de facto. Mostrou frontalidade, não andei pelas costas a dizer coisas. Um clube da dimensão do Sporting não deve tolerar calúnia, injúria e difamação.”

O presidente do Sporting destacou ainda que é necessário implementar um regulamento disciplinar, pois não existe um no Sporting. “É uma vergonha não haver regulamento disciplinar. Lamento que uma coisa tão simples já tenha dado azo a programas e programas…”

Os três pontos que vão a votação na Assembleia Geral de dia 17 são: novos estatutos, regulamento disciplinar e continuidade ou não imediata dos órgãos sociais.

 

Diário de Notícias

PCP defende contribuições proporcionais dos Estados para orçamento da UE

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O eurodeputado comunista João Ferreira defendeu hoje que o necessário reforço do orçamento da União Europeia (UE) deve ser feito através das contribuições diretas e proporcionais dos estados-membros e não de outras novas receitas

“O reforço do orçamento comunitário deve resultar das contribuições dos estados-membros, tendo em conta o respetivo rendimento nacional bruto, ou seja, os que têm maior riqueza em termos relativos devem contribuir com uma parcela maior. É um pressuposto essencial para que o orçamento tenha a função redistributiva que tem de ter se queremos que contribua para uma efetiva coesão económica e social e não para o aumento das divergências no seio da UE”, disse.

O jornal diário Público noticiou hoje que o executivo socialista de António Costa defende novas fontes de financiamento das instituições europeias a serem criadas com impostos sobre plataformas digitais, indústrias poluentes e transações financeiras internacionais, nomeadamente para o reforço de investimento em segurança e defesa comuns.

“[Deve-se] afastar qualquer intenção de canalizar recursos para áreas associadas ao militarismo, ao desenvolvimento de exércitos ou indústria de armamento como está em cima da mesa em numerosas propostas. Deve servir para apoiar o investimento produtivo em cada país, a criação de emprego e serviços públicos de qualidade”, continuou o dirigente comunista.

O Governo português, segundo o Público, apoia também o aumento da participação de 1% para 1,2% do rendimento nacional bruto de cada Estado-membro para fazer face às necessidades financeiras, sobretudo no período ‘pós-Brexit’ (saída do Reino Unido), tal como defende a Comissão Europeia liderada pelo luxemburguês Jean-Claude Junker.

“Esse aumento deve ser garantido a partir do aumento das contribuições diretas de cada Estado para o orçamento e não através de outras, ditas receitas próprias, em que qualquer uma delas pode, direta ou indiretamente constituir receitas nacionais”, insistiu João Ferreira.

Para o também vereador lisboeta, “os países não ganham todos por igual com o mercado interno e as políticas comuns, uns beneficiam mais e outros menos” e “é justo que isso se repercuta de forma a que os países com maior rendimento contribuam proporcionalmente mais”, pois, “sem a função redistributiva só teremos aumento de divergência, sobretudo desde a adesão ao euro, em lugar de aumentar convergência”.

 

Diário de Notícias

Marcelo explica os três novos impostos europeus propostos pelo Governo

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Presidente diz que Governo quer evitar descida do orçamento comunitário, o que significaria menos dinheiro para Portugal

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que os três impostos europeus propostos pelo Governo visam compensar o risco de o orçamento comunitário baixar, considerando que “mais vale prevenir do que remediar”.

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita de mais de horas ao SISAB (Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas), em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a notícia avançada hoje pelo jornal Público, de que o Governo português vai propor a criação de três impostos europeus ao Conselho Europeu de dia 23 incidindo sobre plataformas digitais, empresas poluentes e transações financeiras internacionais.

“Eu explico qual é a ideia do Governo: vai haver mais despesas com novas políticas europeias (migrações, defesa, segurança) e vai haver menos receitas com o resultado do Brexit, a saída do Reino Unido”, começou por referir.

Há o risco, continuou o Presidente da República, de o “orçamento comunitário baixar, e se baixar isso significa menos dinheiro para a coesão e para a política agrícola comum, ou seja, menos dinheiro para Portugal”.

Não só o Governo português, mas também o francês, espanhol e italiano, de acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, “propõem novos impostos sobre determinado tipo de transações muito específicas, mas que podem dar receitas significativas, para compensar aquilo que se pode perder no orçamento comunitário”.

“E como mais vale prevenir do que remediar – e estamos a falar do orçamento a partir de 2020/2021 – esta proposta cabe no quadro para 2030, para o pós 2020. Daí o Governo avançar com ela para dar tempo para discutir, para ser aceite pelos outros países”, concordou.

O Presidente da República considerou que se “alguns estados-membros da União Europeia” disserem que “não há dinheiro, vamos o cortar o orçamento”, a posição portuguesa é contrária: “não é cortar, é aumentar o orçamento e para isso ter novas receitas para que o orçamento aumente”.

“São três impostos que têm a ver com realidades novas. Uma já antiga, sobre transações financeiras, outras novas, por exemplo as plataformas digitais, que correspondem a grandes negócios que estão a crescer na Europa e no mundo e que as receitas podem ser significativas”, detalhou.

Marcelo Rebelo de Sousa rejeitou que estes impostos sobre plataformas digitais possam afastar investimentos já que as receitas geradas são “de tal dimensão que o imposto é um pequeno imposto na taxa apresentada, mas que pode produzir receitas significativas”.

 

Diário de Notícias

Professor wants funding for postgraduate studies at universities

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By EREBIRI ZURENUOC

UNIVERSITY of Technology’s (Unitech) postgraduate school Dean Prof Shamsul Akanda wants to see some sort of funding made available to postgraduate students.
He said at present there was neither a national programme nor funding available for students pursuing Masters and or higher degrees.
Akanda spoke at Unitech’s postgraduate school orientation on Monday, with new and continuing students registering for Masters programmes.
Akanda emphasised that such programmes were a way ahead for the country’s development.
“There is a shortage of skilled manpower in all the sectors, including the academia,” Akanda said. “Postgraduate involves a lot of research.
“Research leads to innovation and innovation leads to sustainable economic development.
“If there is no research, there is no innovation and national development.
“We need skilled manpower not only for innovation but also skilled manpower to utilise this innovation for national development.”
Akanda said that although many students were selected under the programme, a lot of them usually did not register because of financial problems.
“This year we selected about 50 students for the programme but fewer than 50 per cent registered.
“The major problem is finance. This is a problem for all of us.”
Akanda said there was funding from the Department of Higher Education Research (DHERST) and Science or local MPs for undergraduate students but no funding or support existed for postgraduate programmes.
“The programme is funded through an inventory budget and there is not a supported budget for this programme,” he said.
“The government must provide some money for such programmes so that it can be developed to stand on its own feet.
“The situation is worse and the government, through DHERST, must organise a scholarship for postgraduate students. It should not only be for Unitech but also for other universities in PNG so that students can compete for scholarships.
Akanda thanked the Australian government for providing many scholarships for postgraduate students to study overseas but also asked if there was any option for funds to be made available to develop national programmes.

 

Source :  The National