“Fantástico” pensa só nele e esquece o público da Globo

João Cotta/Globo/Divulgação

Chama atenção como o “Fantástico”, até na maneira de se apresentar, hoje está bem diferente. Antes, lá atrás, quando entrava depois de “Os Trapalhões”, o programa abria com matérias mais leves – circo, ciência ou educação, e o ser humano sempre como protagonista.

A mudança de público, com toda certeza, impunha este cuidado. Gradativamente, no decorrer das horas, vinham os assuntos mais sérios, denúncias, polícia, novos tratamentos etc.

Desde muito tempo também, o começo do “Show da Vida” se dá imediatamente após as “Vídeo Cassetadas” do “Faustão”, nos levando partir do pressuposto que a cabeça do telespectador também está em outra e merece um certo trato.

Só que domingo o programa abriu com tiroteio e um menino baleado na barriga da mãe. Depois, tráfico de drogas no aeroporto e a sempre tão esperada reportagem de bichos, só que com vários leões sufocando e matando um touro, inclusive com direito a close no no olho do bicho.

Um programa que não foi ruim. Ao contrário, mas com uma receita mal distribuída e até chocante em muito dos seus momentos. Num mês de julho, férias, crianças dormindo mais tarde, a pegada e a sensibilidade poderiam ser bem outras .

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

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