Imóvel ‘à venda’ pelo governo foi doado em 1976, diz faculdade

Resultado de imagem para Feamig

Feamig afirma que Aureliano Chaves repassou à instituição terreno que o Estado apontou como seu

Alunos e professores da Faculdade de Engenharia de Minas Gerais (Feamig) receberam com surpresa a informação, publicada por O TEMPO, de que o prédio da instituição, localizado na Gameleira, região Oeste de Belo Horizonte, está na relação de imóveis considerados alienáveis pelo governo de Fernando Pimentel (PT). O Estado enviou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) uma relação com 1.205 propriedades estatais tidas como “sem uso” para serem colocadas à venda.

“Essa notícia caiu como uma bomba para os estudantes e os professores da unidade. Estamos vivendo um caos hoje, porque já tem alunos pedindo cancelamento e transferência. Isso é uma falta de respeito e uma irresponsabilidade do governo”, reagiu o advogado da Feamig, José Raimundo Martins, em entrevista.

O motivo da indignação dos membros da faculdade é o fato de que tanto o prédio quanto o terreno foram doados pelo Estado à instituição em 1976 pelo então governador Aureliano Chaves. A área doada possui 2.300 m². Em função da reação negativa dentro da comunidade da Feamig, o advogado avisou: “Estou com uma ação por danos morais pronta contra o Estado. Como pode um governo não ter controle sobre seus próprios imóveis?”, indagou Martins.

O governo de Minas foi novamente procurado nessa segunda-feira (8) pela reportagem para prestar esclarecimentos sobre a lista, porém voltou a negar informações sobre o assunto. “Todos os questionamentos e ajustes relacionados à lista de imóveis serão tratados nas comissões da Assembleia Legislativa de Minas Gerais”, disse uma nota assinada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Trâmite. Em março, o governador Fernando Pimentel e sua equipe econômica anunciaram o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa propondo a criação de seis fundos para aumentar o fluxo de caixa do Estado em R$ 20 bilhões. A medida mais polêmica que tramita é justamente a criação de dois fundos imobiliários interligados. Em um deles, o Estado colocaria cerca de 5.000 imóveis ocupados por órgãos públicos e, em outro, o valor da venda de 1.355 propriedades alienáveis. Com os dois fundos, a expectativa do governo é arrecadar R$ 4 bilhões.
Até agora, apenas uma lista de 1.205 imóveis alienáveis foi entregue à Assembleia para análise, sendo que parte deles segue ocupada por escolas, hospitais e postos policiais, entre outros. Para apagar o incêndio gerado pela lista, o líder do governo na Casa, deputado Durval Ângelo (PT), avisou que fará uma emenda ao projeto, garantindo que nenhum imóvel ocupado seja posto à venda.

“A emenda será apresentada no próximo dia 23, mesmo dia em que o projeto chega para votação em plenário”, garantiu o petista. Desde que chegou à Assembleia, o projeto deveria ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas, sem nenhum parecer, foi direto para a Comissão de Administração.

CIRCUITO DA LIBERDADE

Mistério persiste sobre prédios
Conforme O TEMPO revelou no último sábado (6), a lista de imóveis alienáveis do governo do Estado entregue aos deputados estaduais mineiros inclui dois terrenos localizados no entorno da praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital. Até agora, o indicativo exato de quais são os prédios constantes no material são desconhecidos pela população e pelos parlamentares que analisam o projeto de lei do governo.

O maior deles possui mais de 22 mil metros quadrados e, segundo medição feita pela reportagem, se aproxima da metragem do Palácio da Liberdade, sede histórica do governo de Minas e que ainda é utilizado pelo governador Fernando Pimentel (PT). A outra área, de cerca de 6.000 m², se aproxima do terreno ocupado pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), entidade filantrópica dirigida pela primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira.

No entanto, com a recusa do governo de informar exatamente quais imóveis estão sendo tratados como alienáveis, não é possível confirmar se esses são os espaços constantes na listagem.
Coube ao líder do governo na Assembleia Legislativa, Durval Ângelo (PT), negar que o Palácio da Liberdade será colocado à venda. “Na emenda que irei propor, serão poupados prédios em uso pelo serviço público e por filantrópicos. Somente aqueles ocupados por empresas (como são os casos de vários imóveis do complexo da Liberdade) poderão ser vendidos”, informou. A assessoria do Circuito Cultural Praça da Liberdade foi procurada, mas não se manifestou sobre o caso. (AD)

 

Site Minas de Verdade

Ministério dos Transportes proíbe volta de voos de grande porte à Pampulha

deputadoGustavoValadaresConfins

Portaria afirma que a mudança poderia causar queda de qualidade e de competitividade e consequente aumento de preços para o consumidor

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12/05) portaria que encerra a polêmica em torno dos aeroportos de Belo Horizonte. O texto define o uso do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como aeroporto da Pampulha, para voos regionais, executivos e serviços de taxi aéreo. Contrário à volta dos voos de grande porte para a Pampulha, o deputado Gustavo Valadares (PSDB) comemora a decisão e diz que agora as atenções devem estar voltadas à redução do tempo de deslocamento de Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins.

Valadares foi autor do requerimento que levou parlamentares à visita técnica nos aeroportos na última terça-feira (09/05) e já manifestou, em diversas oportunidades, ser contrário à intenção da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, da Infraero e do governo do Estado de retomar os voos interestaduais no Aeroporto da Pampulha.

O texto da portaria do Ministério dos Transportes leva em consideração fatores apontados pelo parlamentar como determinantes para a manutenção de voos de grande porte apenas no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins. O texto publicado no DOU considera que a mudança traria riscos de redução de opções de destinos conectados à Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), diminuição da competitividade entre empresas aéreas, degradação da qualidade no serviço prestado e consequente aumento dos preços das passagens.

“A ideia de voltar com voos de grande porte para a Pampulha é um retrocesso. O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins é hoje um dos maiores e mais modernos do país e isso traz melhores condições e custos para que os mineiros se liguem ao mundo e o mundo chegue a Minas. É preciso agora a ajuda de todos, inclusive dos que queriam a volta de grande voos à Pampulha, para pensarmos juntos em como reduzir o deslocamento a Confins. Temos que avançar”, reforçou Gustavo Valadares.

Desde 2005, o Aeroporto Internacional vem recebendo investimentos que o tornaram âncora para o desenvolvimento de Confins, Lagoa Santa e de todo o vetor norte da capital. Cerca de R$ 900 milhões foram investidos na ampliação e modernização de infraestrutura do terminal, o único internacional de Minas Gerais, que atende em média 22 milhões de passageiros por ano.

 

Site Minas de Verdade

Virgin Australia moving checkin terminal at Los Angeles Airport this weekend

A file image of a Virgin Australia Boeing 777-300ER at Los Angeles Airport.

Virgin Australia will move its checkin desks at Los Angeles Airport over the weekend, with its trans-Pacific alliance partner Delta Air Lines among a host of other carriers also shifting terminals in a big week of change at the airport.

Passengers checking in for Virgin Australia flights from Los Angeles to Brisbane, Melbourne or Sydney will have to head to Terminal 2 from Saturday May 13 (US time), from, Terminal 3 currently.

After check-in, passengers will need to walk around to Tom Bradley International Terminal (TBIT) for their flight. All Virgin Australia flights will continue to arrive and depart from TBIT.

Meanwhile, Delta Air Lines is relocating from Terminals 5 and 6 to Terminals 2 and 3 over the weekend, with the move having started on Friday May 12 and continuing over the the course of the following week.

Virgin said extra staff will be on the ground to assist with directions at Los Angeles airport, noting there was a bus service for connecting passengers.

“During this time, guests connecting between Delta Air Lines and Virgin Australia flights should see staff and information screens for up-to-date flight information,” Virgin said on its website.

“From 13 May, transfer buses will operate from Terminals 2 and 3 to connect guests to their Virgin Australia flights in TBIT. Guests should simply provide their boarding passes at the Bus Gates at Gate 35 (T3) and Gate 22 (T2).”

Delta is spending US$1.9 billion over the next seven years to upgrade Terminals 2 and 3, as well as its operations within the Tom Bradley International Terminal.

Flights on Virgin Australia’s other alliance partner Virgin America will commence at Terminal 6 on May 13, with operations at its existing home of Terminal 3 ending on May 12.

There are 21 airlines in total that are affected by terminal changes over the next week.

 

Source : Australian Aviation

Operação Lava Jato tira Celso Russomanno de programa da Record

O deputado Celso Russomanno (PRB-SP), acusado de ter recebido recursos não contabilizados para “a sua eleição para a Câmara Federal em 2010”, embora tenha saído candidato ao governo de São Paulo, foi afastado do “Hoje em Dia” da Record. O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizou a abertura de inquérito contra Russomanno, pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O deputado nega as acusações. Enquanto toda essa situação não se esclarecer, ele continuará fora do programa, com o quadro sobre defesa do consumidor. A Record, consultada, ficou em silêncio.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery