“Conversa com Bial” é, antes de tudo, um programa inteligente

Ramón Vasconcelos/Globo

Estar à frente de um programa de entrevistas na televisão é saber conviver com desafios e imprevistos diários, muitas vezes impossíveis de serem contornados. Entre os principais, o convidado que não rende, outro que cancela em cima da hora e a dificuldade de extrair o que possa haver de novidade, tamanha a concorrência que hoje existe com outros tantos meios de comunicação. O Bial, no seu primeiro dia, antes de mais nada, revelou ao público o seu desejo de colocar no ar um programa inteligente. Foi sábia a iniciativa da sua produção em conseguir a presença da ministra Cármen Lúcia, uma figura que todos conhecíamos muito pouco além das suas atividades no Supremo Tribunal Federal . E uma conversa que, pelo menos no primeiro dia, mostrou o propósito de se colocar na contramão do que hoje existe na televisão – sem qualquer crítica a ninguém, que é o excesso de show e quase nada de conversa. A Globo, mais que qualquer outra emissora, pode se dar a este luxo de realizar um programa de maior qualidade, sem priorizar ou ter como principal finalidade a conquista de audiência. Para a televisão, como um todo, o “Conversa com Bial” pode ser avaliado como um avanço dos mais interessantes.

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

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