Merchandising na TV passa a sensação do qualquer jeito

Neste mesmo espaço, na última semana, foi destacado o crescimento de 15% no volume de ações de merchandising na TV comparado ao mesmo período do ano passado.

Fato salientado por ser um número bem significativo, mas também uma questão que, há muito tempo, faz por merecer maior aprofundamento, até pelo pouco caso que se observa em suas produções e exibições.

Salvo raras e honrosas exceções, a impressão é sempre no improviso, muitas vezes resumida a uma bancada xexelenta e duas pessoas enaltecendo as qualidades do produto. Uma pobreza que todos só têm a perder.

Por que não existe o empenho de se apresentar um trabalho melhor elaborado, inclusive em condições de se chegar a um efeito mais compensador? Uma iniciativa ou exigência que deveria partir das próprias TVs.

O improviso me faz lembrar a Record, de lá detrás, em seus tempos difíceis. Para levantar o dinheiro que ela tanto precisava, em várias ocasiões para honrar a folha de pagamento, foi inventada a fotografia de São Paulo, como fundo do cenário do “Programa Ferreira Netto”. Em cima de todos os prédios eram colocados “outdoors”, com marcas de cueca, whisky, café, pão de forma etc.

Pensando bem, considerando a questão da época, era até mais criativo e funcional que os de agora.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

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