Delatora acusa mulher de Fernando Pimentel de embolsar sobra de campanha

De acordo com a delação de Danielle Fonteles, da agência Pepper, parte do dinheiro recebido durante a campanha foi para a mulher de Pimentel

A mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é acusada de ser a destinatária de sobras da campanha do petista em 2010, quando concorreu ao Senado. Segundo Danielle Fonteles, que fez delação premiada, a jornalista Carolina Oliveira recebeu mais de R$ 100 mil de sua empresa, a agência Pepper – incluindo aí dinheiro de campanha. Essa empresa prestava serviços para o PT e, em 2010, fez a campanha digital de Pimentel.

A Polícia Federal já descobriu, na Operação Acrônimo, que a Pepper recebeu caixa dois na campanha de 2010. Funcionava assim: empresas interessadas em doar para Pimentel às escuras bancavam o pagamento direto à Pepper, que havia sido contratada pela campanha. Era uma maneira de financiar Pimentel sem prestar contas à Justiça Eleitoral.

Segundo a delação, parte do dinheiro que a empresa recebeu na campanha foi usada para bancar despesas de Carolina Oliveira, em 2011. Carolina Oliveira recebia uma comissão por empresas indicadas, o que ela confirma. A PF agora investiga se Carolina usava o cargo do marido, então ministro do Desenvolvimento, para se aproximar de empresas e, com isso, ganhar comissões. Foram diversos pagamentos fracionados, sobretudo com contas pessoais da primeira-dama. Houve, ainda, dinheiro vivo.

Como ÉPOCA revelou, a Pepper já havia admitido que pagou despesas de cartão de crédito de Carolina Oliveira. Uma tabela apreendida pela polícia na casa de Pimentel, em Brasília, já mostrava a parceria entre a empresa e a primeira-dama, em valores similares aos citados por Danielle Fonteles.

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A primeira-dama de Minas Gerais, a jornalista Carolina Oliveira, teve uma ascensão meteórica desde que se aproximou de Fernando Pimentel (PT), atual governador e ministro forte do governo Dilma. De assessora de imprensa com salário de R$ 4 mil, Carolina passou a ter uma vida de luxo, com direito a jatinhos pagos por empresário e hotéis cinco estrelas. Ela é triplamente acusada. Primeiro, a PF descobriu que o consultor Mário Rosa pagava R$ 75 mil mensais a ela, enquanto ele prestava serviços a empreiteiras interessadas na atuação de Fernando Pimentel como ministro. Há, ainda, os relatos de Benedito de Oliveira Neto, o Bené, outro que fez delação. Ele bancava despesas do casal, como uma viagem a Miami.

Procurado, o advogado de Carolina Oliveira, Pierpaolo Cruz Bottini, disse que ela “recebeu da Pepper por serviços efetivamente prestados, registrados em nota fiscal, declarados em Imposto de Renda, em valores compatíveis com o mercado”. “Todos os documentos estão juntados na investigação e a jornalista continua à disposição para esclarecer os fatos”, diz o advogado.

 

Site Minas de Verdade

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