Inconsequente volta ao passado do SBT apresenta sérios prejuízos

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Lembro que, há quase 20 anos, em uma reunião com um grupo de publicitários, num estúdio da Anhanguera –hoje o do Ratinho–, ao ser questionado sobre as frequentes mudanças na programação do SBT, Silvio Santos respondeu, curto e grosso, que a televisão era dele e ele fazia o que bem entendia. Indelicadeza à parte, foi também o mais sincero possível.

Naquela ocasião, como já não havia a pretensão de concorrer com a Globo, o risco de perder o segundo lugar, mesmo com todas as mexidas, não existia. A Record não era nem uma sombra do que depois ela veio a se tornar.

A concorrência mais forte, que logo em seguida passou a existir, mostrou ao assustado SBT a necessidade de estabilizar a sua programação e se comportar de maneira diferente, para readquirir a confiança do público e mercado anunciante.

Hoje, no entanto, já se observam perigosas tentativas de retomar a antiga prática, com frequentes mexidas que só têm conturbado a boa ordem dos trabalhos. A lição do passado, como os maus resultados começam a demonstrar, ao que parece, foi esquecida.

Senão vejamos

Como é possível entender, sem ser como mais uma irresponsabilidade, essa brincadeira das manhãs? Qual outra televisão se permitiria a ser tão inconsequente, a ponto de colocar um jovem inteiramente despreparado no comando de um telejornal com duas horas de duração? Qual o propósito disso sem ser achincalhar?

 

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

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