Em sessão tensa, relatório da CCJ que nega processo contra Pimentel é lido na Assembleia

Deputados estaduais tomam posse na Assambleia Legislativa de Minas Gerais (Foto: Raíla Melo/ ALMG)

Deputados estaduais tomam posse na Assambleia Legislativa de Minas Gerais

(Foto: Raíla Melo/ ALMG)

Comissão da ALMG aprovou na semana passada parecer do relator que recusa pedido do Superior Tribunal de Justiça

Com sessão tensa, o relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre a autorização ao processo judicial contra o governador Fernando Pimentel (PT) foi recebido e lido na tarde desta quarta-feira. O texto, de autoria do deputado Rogério Correia (PT) foi aprovado na última sexta-feira e nega a autorização para investigar o governador.

A partir da leitura, o relatório será publicado no diário do Legislativo de será discutido em plenário antes de ser votado.

Durante a leitura, feita pelo 1º secretário, deputado Ulysses Gomes, manifestantes protestavam nas galerias. A sessão chegou a ser suspensa por alguns minutos devido o tumulto. O deputado João Leite (PSDB), que faz oposição ao governador, tentou suspender a sessão. “Eu não estou ouvido a leitura”, gritava ao fundo.

Logo após a leitura do parecer do relator a sessão foi encerrada pelo 1º vice-presidente Hely Tarqüínio (PV) por falta de quórum. Sobre a negativa de conceder a fala aos parlamentares durante a leitura do texto, ele afirmou que o procedimento estava de acordo com o que havia sido acordado anteriormente com os lideres. “Não concedemos a palavra de ordem aos parlamentares devido a situação do plenário e também porque alguns deputados não se comportaram de forma correta com o que havia sido combinado”, afirmou.

A oposição informou que vai apelar ao Judiciário para tentar barrar a tramitação do requerimento do STJ para processar Pimentel.

A Procuradoria-Geral da República apresentou segunda denúncia contra Pimentel, no âmbito da Operação Acrônimo. O empresário Marcelo Odebrecht também foi denunciado. A denúncia relaciona ainda outras quatro pessoas, entre eles o empresário Benedito Oliveira, que afirmou em delação premiada que a Odebrecht repassou R$ 12 milhões a Pimentel.

 

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