Fernando Pimentel reforça aviso à base: apenas governará com os fiéis

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04 de novembro de 2016 às 11:47am

Enquanto a oposição se organiza para mobilizar a opinião pública e, por ela, constranger deputados estaduais, o governador Fernando Pimentel (PT) já emitiu sinais de que, daqui pra frente, só governará com os aliados. Ou seja, a infidelidade será punida entre os 55 aliados que ficarem contra ele na votação, na Assembleia Legislativa, sobre o pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar o governador por denúncias de irregularidades no período em que foi ministro do Desenvolvimento (2011/2014).

Na última terça (1º), por exemplo, o presidente da Cemig, Mauro Borges, divulgou a circular DPR-H-68/2016 pela qual oficializa o afastamento de outros dois diretores da estatal: Eduardo Vasconcelos, da Diretoria de Gestão Empresarial; e Ricardo Charbel, da Diretoria de Distribuição e Comercialização. De acordo com o comunicado, o próprio Mauro Borges responderá pela primeira diretoria vaga e o diretor de Relações Institucionais e Comunicação, Luís Fernando Paroli Santos, pela segunda. Dizem na Cemig, que o primeiro seria indicação do vice-governador Antônio Andrade (PMDB), que, por conta do processo, está rompido com o governador.

As medidas foram anunciadas depois das eleições municipais e guardam correspondência com decisão anterior, quando Pimentel demitiu outros dois nomes indicados por Antônio Andrade: o vice-presidente da Cemig, Mateus Moura, e Flávio Menicucci da chefia do Departamento de Obras Públicas. Eles estariam conspirando pelo afastamento de Pimentel. O recado chegará, agora, aos deputados junto com a síntese da defesa do governador.

Segredo parcial de justiça
Ainda ontem, a oposição divulgou site com as denúncias, divulgadas pela imprensa da Operação Acrônimo, que investiga irregularidades em campanhas eleitorais das quais o governador é um dos acusados, mas não integra a denúncia objeto do pedido do STJ. E mais, os integrantes da oposição acusam o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PMDB), de colocar em segredo de justiça partes do processo que tramita no STJ, mas o acesso parcial teria sido estabelecido pelo próprio tribunal.

Defesa chega na próxima quarta
Na próxima quarta-feira (9), o governador apresentará sua defesa à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que, nesse dia, fará a segunda reunião das 15 que poderá ter para aprovar parecer sobre o caso e remetê-lo ao plenário. Apesar do prazo de 30 dias, previsto para 23 de novembro, Adalclever convocará reuniões extras em feriados e finais de semana para cumprir os prazos. A oposição está chiando contra a pressa e o modelo de votação escolhido, o do painel eletrônico, em vez de declarado ao microfone.

Regras da maioria
O protesto da oposição é legítimo e democrático, assim como também é a maioria estabelecer o rito e o ritmo da votação. ‘Lambari é pescado e o jogo é jogado’ – foi assim em outros governos e o será também no atual. Em 88/89, os vários pedidos de impeachment contra o então governador Newton Cardoso (PMDB) foram todos arquivados sem sequer chegar ao plenário. Pedidos de CPIs nos governos tucanos foram todos recusados sem embaraços. Cabe a Pimentel apresentar uma defesa que, muito além da cobrança de apoio político, convença os deputados e a sociedade de sua inocência.

 

Site Minas de Verdade

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