O PT quebrou Minas Gerais- Servidores da segurança cobram explicações sobre atraso de salários

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Categoria, que está desde janeiro com os vencimentos parcelados, participou de audiência pública na Assembleia e criticou a ausência de representantes do governo Pimentel

Mais de 600 servidores da segurança pública de Minas Gerais se reuniram no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na tarde desta quarta-feira (19/10), para debater a situação salarial dos trabalhadores do estado. Com atrasos, escalonamentos e incertezas quanto ao 13º, os servidores foram à reunião da Comissão de Segurança Pública buscando por respostas dos secretários de Fernando Pimentel, do PT, que, apesar de convidados para a reunião, não compareceram e nem enviaram representantes. A audiência foi solicitada pelo deputado Sargento Rodrigues (PDT), presidente da comissão.

“Policiais e bombeiros militares, policiais civis e agentes penitenciários e socioeducativos vieram até a casa do povo, na comissão existente para discutir a segurança pública do estado. Muitos vieram de cidades distantes em busca de um diálogo com o governo, que não se deu sequer ao trabalho de enviar um secretário capaz de dialogar com a categoria. O descaso com a segurança pública e com os servidores é claro e lamentável”, reforçou Rodrigues. Foram convidados para o debate os secretários Helvécio Magalhães, de Planejamento e Gestão, e José Afonso Bicalho, da Fazenda, além dos chefes da polícia militar, civil e do Corpo de Bombeiros. Nenhum deles compareceu.

Os servidores estaduais mineiros estão desde janeiro deste ano com salários atrasados e parcelados. A situação continuará assim pelo menos até dezembro, conforme anunciado pelo governo de Pimentel no começo de outubro. A nova escala de pagamento empurra para o dia 14 de novembro o crédito da primeira parcela dos salários, ou a parcela integral de quem recebe até R$ 3 mil. As demais parcelas serão pagas nos dias 18 e 23. Em dezembro as datas do escalonamento serão 12, 19 e 21. O novo cronograma gerou ainda mais incertezas ao servidor pois não prevê o pagamento do 13º, tampouco estima datas para os salários a serem pagos em janeiro, referentes a dezembro.

Em menos dois anos de governo do PT em Minas, ficou claro que Pimentel optou por sacrificar o funcionalismo público, deixando para os servidores o ônus da sua falta de gestão. Isso porque o governo insiste em manter o atraso no salário dos servidores mesmo tendo registrado uma arrecadação positiva. De janeiro a junho deste ano, as receitas somam R$ 38,7 bilhões e a previsão atualizada de arrecadação até o final do ano é de R$ 83,7 bilhões, o que significará um incremento de 9,93% na comparação com o ano anterior, índice superior à inflação prevista.

Além disso, o governo vem economizando cerca de R$ 300 milhões mensais com o não pagamento da dívida pública de Minas, após o benefício da renegociação concedido pelo governo federal.

O Sargento Alexandre Rodrigues, presidente da Associação dos Servidores do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Minas Gerais (ASCOBOM), contou da frustração e dos impactos da falta de gestão estadual. “É criminoso o que este governo está fazendo com a segurança pública. Numa oportunidade que tive de me encontrar com o governador, ele me disse que eu não devia me preocupar, que ele iria ‘ouvir para governar’. Mas até agora o governador não nos ouviu em absolutamente nada. E isso impacta na segurança do estado, na vida dos servidores e nas nossas famílias. Eu estou aqui hoje representando e lutando pela minha família, pelos direitos da minha família”, destacou.

Ao final, Sargento Rodrigues apresentou requerimento para que seja enviado ofício ao governador informando a indignação de todos os servidores da área da defesa social, afirmando que a audiência pública foi o último aviso para que o governo do Estado se manifeste sobre os três pontos: pagamento integral no 5º dia útil, a data-base dos servidores e o pagamento do 13º salário. A categoria volta a se reunir em uma assembleia conjunta no dia 8/11, às 14h, na ALMG e, caso o governo não se manifeste, o encontro trará definições sobre uma paralisação de toda a área de segurança pública.

 

Site Minas de Verdade

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