Governador de Alagoas vê “mordaça” em ação judicial movida por Rui Palmeira(PSDB)

GOVERNADOR CHAMA DE ‘CENSURA’ QUEIXA DE RUI À JUSTIÇA ELEITORAL
Publicado: 21 de setembro de 2016 às 01:55 – Atualizado às 08:17
RENAN FILHO INTERPRETA AÇÃO DE RUI CONTRA ABUSO DE PODER PELO SEU GOVERNO COMO ‘CENSURA’ (GUIA ELEITORAL)
Uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pelo candidato à reeleição a prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), denunciou à Justiça Eleitoral flagrantes de promoção do candidato Cícero Almeida, o Ciço (PMDB), com obras, ações instucionais e material de propaganda do Governo do Estado de Alagoas, além do uso de servidores públicos e secretários na campanha do peemedebista durante horário de expediente. Mas o governador Renan Filho (PMDB) e seu afilhado resolveram simplificar tudo como uma tentativa de “censura” por parte da ação judicial do tucano.O governador alagoano e o candidato do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) utilizaram o espaço das inserções da propaganda eleitoral gratuita na televisão para traduzir a denúncia de irregularidades como se fosse uma tentativa de Rui de ganhar a eleição “no tapetão”.

A tese tem o mesmo nível do ato do governador Renan Filho de tirar do horário de prestação de serviço público quase todos os secretários do Estado que ele costuma exaltar como “o mais pobre entre os mais pobres do Brasil”, com o objetivo de engrossar uma claque na convenção que lançou a candidatura de Ciço em 5 de agosto.

“O atual prefeito de Maceió entrou com uma ação na Justiça para tentar censurar a minha participação nessas eleições. Não vai conseguir. Todos têm o direito de declarar o seu voto, inclusive o governador do Estado. Cícero foi um dos melhores prefeitos que Maceió já teve. E quanto mais o prefeito for à Justiça para tentar me calar, mais eu vou para as ruas, para dizer ao povo de Maceió que o meu voto é Cícero”, diz o governador, em uma das peças da campanha de seu candidato, veiculada à exaustão a partir desta terça-feira (20).

EX-PREFEITO CÍCERO ALMEIDA

Reação a declínio

A eleição de Ciço é perseguida com tanto empenho, porque ela é peça fundamental do projeto dos Calheiros de reproduzir em Alagoas um processo similar à “sarneyzação”, implementada durante décadas no Maranhão. Na verdade, as eleições de 2018 estão em jogo nesta disputa.

A última pesquisa do Ibope, divulgada no dia 14, mostra que o líder Rui Palmeira subiu de 31% para 35% das intenções de voto do maceioense. Em segundo, Cícero Almeida caiu de 31% para 28%. Na simulação de 2º turno, Rui venceria Ciço com diferença de 13 pontos percentuais, de acordo com a pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) sob o número de protocolo AL-07132/2016, que ouviu 602 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro e tem margem de erro de 4 pontos.

No outro discurso produzido após o ingresso do novo marqueteiro de Ciço, Adriano Gehres, o candidato dos Renans lembra que Rui Palmeira venceu em 1º turno em 2012, após a cassação do registro da candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que agora é aliado de Rui Palmeira.

“Além das ações contra mim, ele tenta na Justiça calar o governador Renan Filho. Rui não quer que a população saiba que o governador melhor avaliado do Brasil apoia a nossa candidatura. Rui agride a democracia e tenta vencer no tapetão. Eleições se ganha nas ruas, com programas de governo, disputando voto a voto”, diz o candidato Ciço.

A denúncia de abuso

No último dia 14, Rui Palmeira denunciou à Justiça Eleitoral de Alagoas a presença ostensiva do candidato de Renan Filho em inaugurações e lançamento de projetos do Governo Estadual em Maceió, no período da pré-campanha; a ida de secretários e servidores para o lançamento da campanha do candidato do PMDB, em horário de expediente – noticiada em primeira mão pelo Diário do Poder –; bem como o uso de imagens da propaganda institucional do Estado de Alagoas na propaganda eleitoral de Ciço.

A ação pede a cassação do registro da candidatura de Ciço, bem como a intervenção do Ministério Público Eleitoral, com emissão de parecer sobre os fatos denunciados e afirma que Ciço “indiscutivelmente se apropriou de material propagandístico pago com dinheiro público com a finalidade de ver mais intenso o poder de sugestão da propaganda eleitoral de sua candidatura e, com isso, seduzir os eleitores maceioenses a granjear os votos”.

A ação pede ainda que o Estado se abstenha de praticar atos que possam desequilibrar a disputa. “Fica clara a ofensa do Estado de Alagoas ao convidar, com finalidade explicitamente eleitoreira, o Sr. José Cícero Soares de Almeida, pré-candidato à Prefeitura Municipal de Maceió, para comparecer às diversas inaugurações na capital alagoana, para as quais não concorreu direta ou indiretamente”, diz outro trecho da AIJE.

A assessoria de imprensa do candidato Ciço divulgou na noite desta terça que a juíza Maria Verônica Correia de Carvalho, da 2ª Zona Eleitoral da Capital negou pedido de liminar na ação do candidato à reeleição Rui Palmeira, para suspensão das propagandas institucionais do Governo de Alagoas.

Site Diário do Poder

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