EXCLUSIVO: 90,8% dos brasileiros rejeitam aumento de impostos em ajuste fiscal

Notícia Publicada em 17/06/2016 14:52

Segundo pesquisa feita para O Financista, é melhor o governo ter um plano B para o déficit

Lá vem o pato: Fiesp lidera campanha contra aumento da carga tributária (O Financista/Márcio Juliboni)
Lá vem o pato: Fiesp lidera campanha contra aumento da carga tributária (O Financista/Márcio Juliboni)

SÃO PAULO – Se depender do ânimo dos brasileiros, um eventual aumento da carga tributária para cobrir o rombo nas contas públicas está fora de cogitação. É o que mostra uma enquete do instituto Paraná Pesquisas, elaborada com exclusividade para O Financista. Das 2004 pessoas entrevistadas, 90,8% declararam-se contrárias a um aumento de impostos. Apenas 7,6% o apoiariam; outros 1,6% não souberam ou não responderam.

Até o momento, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) é a grande candidata a reforçar o caixa da União. Em vigor no Brasil entre 1997 e 2007, a CPMF foi extinta após um forte movimento de oposição, liderado por empresários que criticavam a elevada carga tributária do país. A presidente afastada Dilma Rousseff foi a primeira a considerar seriamente sua recriação, diante da explosão do déficit primário – a ponto de incorporar, em sua proposta orçamentária para 2016, uma previsão de, pelo menos, R$ 10 bilhões gerados pela contribuição.

O presidente em exercício Michel Temer mantém o discurso de que só pedirá à população que pague mais impostos, após cortar tudo o que puder de gastos. Entre as primeiras medidas nessa direção, estão a redução no número de ministério, a dispensa de funcionários comissionados, a aceleração do programa de concessões e o remanejamento de recursos, por meio da tão falada DRU (Desvinculação das Receitas da União).

Operação tapa-buraco

A questão é essencial para os rumos da economia. Temer já conseguiu que o Congresso aprovasse uma nova meta fiscal para 2016: um rombo de R$ 170,5 bilhões. Segundo a equipe econômica, isso dará liberdade para que o governo desengavete todos os esqueletos da gestão Dilma. A conta também desconsidera um eventual aumento de impostos. Mas, se ele vier, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não se dará ao luxo de esnobá-lo – ainda que praticamente o país todo esteja contra.

A pesquisa da Paraná Pesquisas foi realizada entre 11 e 14 de junho, em 162 municípios de 24 Estados. Foram entrevistadas pessoas maiores de 16 anos. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

O FINANCISTA

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