Fui chamada de corna até a hora do tiro, diz suspeita de matar manicure

Jovem disse que vítima tinha relacionamento com marido dela há 4 anos.
Crime aconteceu no dia 16 de janeiro de 2016 em Campo Grande.

Bandeira do estado deMato Grosso do Sul

Gabriela é a principal suspeita de matar a manicure Jenifer em janeiro de 2016 (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
Gabriela é a principal suspeita de matar a manicure Jenifer em janeiro de 2016 (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

Acusada de matar a manicure Jennifer Nayara Guilhermete de Morais, de 22 anos, Gabriela Antunes Santos, de 20 anos, chorou durante depoimento na tarde desta quinta-feira (2). Ela alegou ter sido chamada de “corna” até o momento de atirar na vítima. Segundo a jovem, a intenção era de somente raspar a cabeça da vítima com uma máquina de cortar cabelo, após descobrir um relacionamento de 4 anos entre Jennifer e o seu companheiro. A audiência foi no Fórum, em Campo Grande.

manicure foi encontrada morta em cachoeira de Campo Grande (Foto: Reprodução/ TV Morena)
Manicure foi encontrada morta em cachoeira de
Campo Grande (Foto: Reprodução/ TV Morena)

“Estava na minha conveniência quando uma pessoa chegou e disse que estava a caminho do motel com um amigo do Alisson, que é o meu marido. Ele, por sua vez, iria com a Jennifer para o mesmo local. Foi quando descobri o relacionamento entre eles e comecei a trocar mensagens com a Jennifer”, disse Gabriela.

Em seguida, Gabriela comentou que teve uma discussão com o marido e até a sogra dela propôs uma viagem de reconciliação. “Eu estava cansada de amigas falsas que mantém amizade só pra dar em cima do nosso marido. Nesse dia, 14 de janeiro deste ano, fiz uma postagem no Facebook e ela (Jennifer) se sentiu diretamente ofendida”, comentou.

Na mesma data, Gabriela diz que ambas tiveram uma conversa por telefone e optaram por marcar um encontro pessoal para “resolver a situação”. “Ela aceitou conversar comigo, mas disse que se eu fosse na casa dela iria inverter toda a situação e ainda dizer que era o meu marido quem estava rondando a porta da casa dela. O marido dela, conhecido como Pedrão, está preso por tráfico de drogas e ela falou que ele nos mataria”, relembrou no depoimento.

Após combinar o encontro, no dia 16 de janeiro de 2016, Gabriela diz que estava a caminho da academia, quando deixou uma adolescente trocando mensagens com a vítima e foi buscar um carro no lava-jato do marido, que também tinha comércio de carros usados. “Eu peguei um dos carros, voltei em casa e fui com a menor e mais a Emily ao encontro da Jennifer. Ela estava fazendo uma sobrancelha em uma casa no bairro Vida Nova, quando eu fui ao encontro dela”, explicou.

Assim que a vítima saiu da casa, conforme o depoimento da Gabriela, ambas ficaram circulando por um período, até chegarem a avenida Euler de Azevedo, próximo a um supermercado. “Ela foi a todo momento falando que realmente estava com o meu marido. Nós fumamos maconha dentro do carro e ela falava corna mãe, corna filha, pelo fato dela também ter ficado com o meu padrasto uma vez”, afirmou.

O percurso continuou até elas entrarem na estrada que dava acesso a cachoeira, conhecida como Inferninho. “Eu havia pego a máquina de cortar cabelo da Emily emprestada, apenas para raspar a cabeça dela e dar um susto. Mas, em nenhum momento, ela me pediu desculpas e ainda ficava dizendo que era gostoso ficar com o meu marido. No calor da emoção, eu levei uma arma na cintura, atirei nela e saí correndo, assim como as minhas amigas”, falou.

Ex-marido de acusada negou participação na morte de manicure (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Ex-marido de acusada negou participação na morte
de manicure (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

Ao todo, os depoimentos das testemunhas de defesa, autora e coautora do crime duraram cerca de 4 horas. “A Jennifer era minha amiga desde os 11 anos, de dormir uma na casa da outra. Eu não desconfiava do envolvimento deles, mesmo porque eles não deram nenhum sinal e ela frequentava minha casa e a conveniência para tomar cerveja e jogar sinuca”, garantiu.

Sobre o fato de atear o corpo da jovem em um precípio, ela diz que o fato ocorreu ali porque foi onde Gabriela estacionou o carro. “Eu coloquei 3 balas no revólver e cheguei a atirar para o alto, falando para ela pedir desculpas, mas isso não aconteceu. Eu então atirei nela e sai correndo”, disse.

Entenda o caso
Jeniffer foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, com marcas de tiro em uma cachoeira do córrego Céuzinho, em Campo Grande.

De acordo com as investigações, Gabriela, que era amiga de infância da manicure, teria ligado para vítima dizendo que as duas precisavam conversar. Segundo a polícia, Gabriela já estava com a adolescente de 16 anos no carro, pegou Emilly em casa e só depois buscou a vítima.

Todas foram até o local do crime. Lá, a manicure foi executada. O tiro teria partido de uma arma de Gabriela, Emilly teria ajudado e a adolescente ficado no carro. Ainda de acordo com a polícia, durante o trajeto do local de trabalho de Jeniffer até a cachoeira, todas as mulheres fumaram maconha, inclusive a vítima.

 

G1;COM.BR

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