Deputado do AP pode ser cassado por faltar a sessões na Assembleia

Augusto Aguiar enfrenta processo que investiga ausências.
Investigação foi provocada por suplente; parlamentar diz ter 17 faltas.

Bandeira do estado do Amapá

Augusto Aguiar amapá deputado amapá assembleia do amapá (Foto: Divulgação/Decom/Alap)

Augusto Aguiar enfrenta processo que apura
ausências dele na Casa

(Foto: Divulgação/Decom/Alap)

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) apura se o deputado estadual Augusto Aguiar (PMDB) faltou a mais de um terço das sessões ordinárias da Casa em 2015. Em caso de comprovação das ausências, o parlamentar poderá ser cassado por ato da própria mesa, sem anuência do plenário da Alap.

O G1 apurou que o parlamentar ficou ausente em 56 sessões ordinárias, sendo que o máximo seria 42 das 127 reuniões no plenário da Assembleia do Amapá, o que corresponde a um terço. Augusto Aguiar contesta e diz ter 17 ausências.

O caso está sob relatoria da deputada Roseli Matos, segunda vice-presidente da Assembleia. Ela encaminhou a investigação à Procuradoria-Geral da Alap para emitir parecer sobre a situação do peemedebista.

“Tenho muito cuidado para emitir alguma opinião sobre isso antes de qualquer parecer. Mas o nosso regimento prevê sanções para esses casos e uma delas é a perda de mandato”, resumiu Roseli Matos.

De acordo com o regimento da Casa, o deputado deve comparecer a pelo menos um terço das sessões realizadas por ano. As ausências poderão ser justificadas posteriormente, mas cabe ao presidente da Casa de Leis decidir se aceita aboná-las.

No caso da presença, o parlamentar tem contabilizada a chamada na ordem do dia somente se permanecer no momento da votação, mesmo que ele tenha assinado o livro de frequência antes das deliberações.

“Eu não tenho medo porque estou com a consciência tranquila. Vou expor o meu livro, que mostra apenas 17 faltas, sendo que a maioria era em julho, quando não tem sessão. Se eu tiver essas faltas que falam, eu mesmo renuncio. Essa decisão será mais política do que técnica, mas não dependo de ninguém. Não acredito que o parlamento mereça ditadores”, comentou o parlamentar.

O processo contra Augusto Aguiar começou a tramitar em agosto de 2015 depois que o suplente dele, o ex-deputado Edinho Duarte, enviou ao presidente à época, Moisés Souza (PSC), um ofício questionando o número de faltas do peemedebista.

Na ocasião, o ex-presidente não teria abonado as faltas e as ausências estavam em 43. Aguiar fazia oposição ao então comandante do parlamento amapaense, afastado e destituído do cargo após a constatação de irregularidades na gestão da Casa de Leis.

Aguiar deixará a Mesa Diretora partir de 2017 depois de também romper com o novo presidente Kaká Barbosa (PT do B), reeleito para o cargo até 2019.

 

G1.COM.BR

Deputados propõem PEC que proíbe reeleição para presidência da Alap

PEC poderá valer para legislatura a partir de 2019 na Assembleia do Amapá.
14 deputados aderiram à proposta; ela precisa de 15 votos para ser aprovada.

Bandeira do estado do Amapá

Moisés Souza vai dividir presidência com Kaká Barbosa (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Moisés Souza (à direita) e Kaká Barbosa foram os últimos eleitos
(Foto: Abinoan Santiago/G1)

Um grupo de 14 parlamentares protocolou nesta quarta-feira (1º) na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe a reeleição do presidente da Casa.

A proposta foi apresentada um dia depois de Kaká Barbosa (PT do B) ser eleito para o biênio2017-2019, após a destituição de Moisés Souza do cargo em 31 de março.

Além de Kaká Barbosa, que aderiu à PEC, também assinaram os deputados Augusto Aguiar (PMDB), Antônio Furlan (PTB), Charles Marques (PSDC), Edna Auzier (PROS), Ericláudio Alencar (PDT), Jory Oeiras (PRB), Max da AABB (PMB), Mira Rocha (PTB), Pastor Oliveira (PRB), Paulo Lemos (PSOL), Pedro Da Lua (PSC) e Roseli Matos (DEM).

Na prática, a PEC altera o artigo 95 da Constituição do Estado do Amapá, mas o texto é restrito à vedação para eventuais candidaturas para um segundo mandato à frente do parlamento. O prazo continuaria de dois anos.

Para ser aprovada, a PEC precisa de 15 dos 24 votos. Antes de ser levada a plenário, ela vai ser lida três vezes em sessões e será avaliada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia.

Em caso de aprovação pelos deputados, a matéria terminará com uma prática comum de reeleição entre os presidentes que passaram pela Assembleia desde a promulgação da Constituição do Estado, em 20 de dezembro de 1991.

Além do atual presidente, Kaká Barbosa, outros seis gestores assumiram a Casa desde a primeira legislatura, iniciada em janeiro de 1991. Não se reelegeram para o cargo apenas os deputados Nelson Salomão e Lucas Barreto.

Moisés Souza e Jorge Amanajás, com três reeleições, cada, foram o que mais venceram disputas internas. Júlio Miranda e Fran Júnior tiveram dois mandatos.

 

G1.COM.BR

Moradores protestam por iluminação e segurança em bairro de Rio Branco

Moradores do bairro Irineu Serra protestaram na tarde desta quarta (1º).
Prefeitura diz que faz levantamento de custo para levar iluminação ao local.

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Moradores reivindicam iluminação e mais segurança no local (Foto: Aline Nascimento/G1)Moradores reivindicam iluminação e mais segurança no local
(Foto: Aline Nascimento/G1)

Um grupo de moradores do Bairro Irineu Serra realizou um protesto no início da noite desta quarta-feira (1º) contra a falta de iluminação e segurança no local. Os manifestantes reclamam ainda de um terreno baldio localizado às margens da estrada que seria utilizado como depósito de lixo e abrigo para usuários de drogas.

Segundo eles, a área seria do governo do Acre. Procurado pelo G1, o executivo estadual afirma que vai verificar junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE) se a área é pública ou de domínio privado.

Sobre a iluminação no local, a prefeitura disse que já tem conhecimento do problema e que a parte que está sem iluminação seria uma área de alta tensão e que não possui residências ao redor. O órgão afirmou que está fazendo levantamento de custo do material para instalar os equipamentos.

A Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sesp), disse que está marcada para quinta-feira (2) uma reunião com o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), responsável pela segurança na região, com representantes da comunidade. A Sesp ressaltou que o comandante do batalhão, major Edener Rocha, solicitou que as guarnições reforcem a fiscalização ostensiva no bairro.

“Esse terreno abandonado facilita para os assaltos e até fuga dos suspeitos. Eu mesmo já fui assaltado ano passado. Também tem muitos acidentes no local, no mais recente um dos envolvidos precisou amputar uma das pernas”, reclama o autônomo Widisney Oliveira, de 36 anos.

Oliveira diz ainda que a jornalista vítima de um sequestro relâmpago na noite de terça-feira (31) teria sido abandonada no terreno baldio. “As pessoas vêm para cá a noite usar drogas, ter relações sexuais. Aqui é ponto de muita coisa ruim”, lamenta o autônomo.

Moradora há 30 anos da região, a dona de casa Maria Lenir, de 44 anos, diz compartilhar da preocupação do vizinho. Maria confessa que vive com medo de ter a casa invadida e os pertences roubados.

“Ninguém sai de casa, todo mundo tem medo. Eu tenho medo também, não sei o que pode acontecer nessa parte que não tem luz, é uma escuridão. Teve morador que foi assaltado e depois se mudou daqui”, conta a dona de casa.

Crimes
Em março deste ano moradores do bairro Irineu Serra encontraram o corpo de Marcelo Augusto Fraga de Sales, de 20 anos. O cadáver apresentava quatro perfurações de arma de fogo, sendo uma no peito, duas no ombro direito e uma na caixa craniana.

A Sesp informou na época ao G1, que o jovem tinha passagem por roubo e tráfico de drogas no município de Plácido de Castro, a 95 quilômetros de Rio Branco.

Já no mês de maio um homem de 34 anos também foi encontrado na área morto com vários golpes de faca e um tiro. A família disse à reportagem que Cleison Moura da Silva teria sido atraído por uma mulher até o local do crime.

 

G1.COM.BR

Mulher chamada de ‘sapatão’ ganha direito à indenização no Acre

Moradora teria dito que vítima não podia assumir cargo por ser ‘sapatão’.
Vítima era candidata em eleições para Conselho Tutelar de Manoel Urbano.

Bandeira do Acre

Uma mulher, moradora do município de Manoel Urbano, distante 215 quilômetros de Rio Branco, deve receber uma indenização de R$ 3 mil após ser vítima de comentários homofóbicos. A advogada da vítima, Edilene da Silva Ad’vincola, conta que a agressora ia de casa em casa denegrindo a imagem da vítima e usando termos como “sapatão”. A vítima era candidata a uma vaga no Conselho Tutelar do município.

“Por ser um município pequeno, todo mundo acha que sabe da vida de todo mundo, essa senhora se aproveitou que ela [vítima] havia se candidatado para concorrer ao cargo de conselheira e disse que ela não servia para a função por causa da orientação sexual dela. Ela dizia mesmo que a vítima era ‘sapatão’ e que só ‘pessoas com família’, ou seja, um homem e uma mulher, na visão dela, deveriam ocupar o cargo”, conta.

Segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) a ré teria dito que a vítima “não teria capacidade ou moral para exercer o cargo por causa de orientação sexual”. A sentença foi publicada noDiário da Justiça.

Ao G1, a autora das ofensas, a professora Marta Melo, disse que já esteve em audiência com a vítima e negou que tenha tido algum tipo de comportamento preconceituoso em relação à orientação sexual da mulher.

“Respeito qualquer tipo de comportamento das pessoas, meu posicionamento foi em relação à maturidade dela e não sobre a orientação sexual. Falei sobre ela não ser casada, não ter filhos e, por isso, não ter experiência para lidar com adolescentes e crianças. Fiquei até surpresa disso ir parar na Justiça, pois nós nos dávamos bem”, esclareceu.

A reportagem também entrou em contato com a vítima, que não quis se identificar. A mulher diz que sofreu por causa da repercussão do caso e que tenta levar a vida da maneira mais discreta possível, justamente para evitar comentários preconceituosos. Ela finalizou dizendo que não quer mais comentar o processo.

Já a advogada de defesa afirma que a professora Marta usava o espaço que possuía em um programa de rádio para “atacar” a imagem da vítima. Ela destaca ainda que havia um pedido uma indenização no valor de R$ 8,8 mil, mas o juiz estipulou apenas R$ 3 mil após analisar a condição financeira da ré.

“A campanha contra a candidatura dela foi tão grande que não foi eleita. Não podemos mais tolerar esse tipo de agressão psicológica. Principalmente quando as pessoas almejam ocupar um cargo e aparece alguém dizendo que elas não podem porque não possuem família. Que tipo de conceito familiar elas têm?”, questiona.

Ré tem recurso negado
Após a sentença, a acusada entrou com uma apelação na Justiça, mas a 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis negou o pedido e manteve a condenação emitida pelo Juízo de 1º Grau inalterada. Segundo o TJ-AC, a apelante deve pagar a indenização por ter cometido o crime de ofensa à honra e imagem ao “proferir comentários discriminatórios sobre a orientação sexual da apelada”.

Em sua defesa, a professora afirmou mais uma vez acreditar “que a reclamante não possuía condições suficientes para a atribuição do cargo de conselheira tutelar”, porém, alegou que em nenhum momento “falou sobre a sexualidade da vítima com o intuito de denegrir a imagem dela”.

De acordo com o TJ-AC, o juiz de direito Alesson Braz, relator do recurso, rejeitou os argumentos da professora alegando que os depoimentos das testemunhas registrados nos autos do processo “foram uníssonos em destacar a conduta preconceituosa da parte reclamada para com a autora”.

Na decisão, o juiz destacou ainda “que o dano foi causado por manifestação notadamente discriminatória, atingindo indevidamente a orientação sexual da autora”, o que causou “evidente constrangimento, com violação aos atributos da personalidade”.

 

G1.COM.BR

Homem perde R$ 1 mil ao cair em golpe do falso promotor de Justiça

Vítima compareceu a lotérica em MS e depositou dinheiro para golpista.
Caso foi registrado em delegacia de Campo Grande.

Bandeira do estado deMato Grosso do Sul

Um homem de 34 anos teve o prejuízo de R$ 1 mil ao cair em um golpe na tarde desta quarta-feira (1°), em Campo Grande. A vítima, de acordo com o registro policial, recebeu uma ligação de um estelionatário que se identificou como “promotor de Justiça”. A pessoa dizia a ele que deveria depositar o dinheiro ou então o filho dele permaneceria preso.

Em seguida, a vítima foi até uma casa lotérica e fez o depósito, em nome de Cleiton Lopes do Nascimento. Ao constatar que tinha caído em um golpe, o homem compareceu à 2ª Delegacia de Polícia e registrou a ocorrência. O caso foi registrado como estelionato. A pena varia de 1 a 4 anos de prisão, além da multa.

G1.COM.BR

Filho de ex-governador de MT, médico paga R$ 528 mil de fiança e é solto

Rodrigo Barbosa estava preso suspeito de integrar esquema do pai.
Ele passará a usar tornozeleira eletrônica e deve seguir algumas regras.

Bandeira do estado deMato Grosso

Rodrigo da Cunha Barbosa foi preso durante operação policial em Cuiabá (Foto: Reprodução/TVCA)
Rodrigo da Cunha Barbosa foi preso em abril durante
operação (Foto: Reprodução/TVCA)

O médico Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), pagou fiança no valor de R$ 528 mil e deixou o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), nesta quarta-feira (1º). O pai dele também está preso desde setembro do ano passado. Rodrigo estava há mais de um mês preso por suspeita de participação em um esquema de fraudes fiscais, supostamente liderado pelo pai dele. Ele passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica e deve ter o passaporte recolhido em no máximo 24 horas após ser solto.

Ele é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como suposto arrecadador das propinas obtidas junto aos empresários envolvidos na quadrilha. O valor da fiança foi estabelecido pela juíza Selma Rosane dos Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e o comprovante de depósito da quantia foi apresentada à Justiça nesta quarta-feira (1º).

No entanto, foram estabelecidas algumas regras. Ele deve, por exemplo, comparecer mensalmente à Justiça para informar e justificar as atividades. Está proibido de frequentar os órgãos públicos, de manter contato com os demais acusados e com as testemunhas arroladas pelo MPE; de se ausentar do estado de Mato Grosso sem autorização da Justiça.

O MPE havia se manifestado contra a liberdade e o pagamento de fiança, mas a juíza analisou e fixou fiança.

No próximo dia 6, às 13h, ele deverá comparecer no Fórum de Cuiabá para audiência e colocação da tornozeleira eletrônica.

Rodrigo tinha sido preso na mesma operação, batizada de Sodoma, que prendeu o pai dele e dois ex-secretários de estado, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, em setembro do ano passado.

Segundo o MPE, o médico era usado pelo pai para arrecadar propinas e lavar o dinheiro em benefício do ex-governador. Tinha a tarefa de “identificar aliados e ‘fonte de receita’ para o grupo criminoso e arrecadar a parte da vantagem indevida que cabia a Silval Barbosa” nos casos em que a quadrilha cobrava propina em função de benefícios fiscais ou para autorizar adesões a pregões e contratos da Secretaria estadual de Administração (SAD).

A operação Sodoma, da Delegacia Fazendária (Defaz), investiga supostas fraudes cometidas na concessão de incentivos fiscais em troca de propina em Mato Grosso. Durante a primeira fase da operação, foram presos Silval Barbosa, apontado como chefe do esquema, e os ex-secretários de Fazenda e de Comércio, Minas e Energia do estado, Marcel de Cursi e Pedro Nadaf, respectivamente. Os três se encontram presos até hoje.

Rodrigo é filho de Silval com a ex-secretária de Assistência Social do estado, Roseli Barbosa, que também já foi presa, no ano passado, acusada de desviar R$ 8 milhões da pasta por meio de contratos superfaturados e fraudes em convênios com instituições sem fins lucrativos de fachada.Depois de uma semana, ela foi solta.

 

G1.COM.BR

Dez casarões devem ser demolidos em Cuiabá para obra do VLT e praça

Ao todo, 15 imóveis devem ser derrubados, mas 5 ainda estão ocupados.
Demolições estão previstas em projeto de implantação do VLT, na capital.

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Casarões antigos e desapropriados devem ser demolidos (Foto: Carlos Palmeira/ G1)
Casarões antigos e desapropriados devem ser demolidos (Foto: Carlos Palmeira/ G1)

A demolição dos imóveis e casarões antigos da ‘Ilha da Banana’, no Centro de Cuiabá, perto da Igreja do Rosário e São Benedito, deve começar na próxima semana. A derrubada desses prédios faz parte do projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cuja obra está parada desde dezembro de 2014. Também deve ser construída uma praça no local.

Ao todo, 15 casarões devem ser demolidos, sendo que 10, já desocupados e desapropriados, na próxima semana. Outros cinco ainda não tem data. O processo de desapropriação ainda tramita na Justiça.

 

Os trabalhos realizados entre a Prefeitura de Cuiabá e o governo do estado, por meio da Secretaria Estadual de Cidades (Secid), tiveram início em 2013.

 

A desapropriação dos imóveis no local começaram oficialmente em março deste ano após autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que também acompanha as questões relativas ao conjunto habitacional.

De acordo com a assessoria da prefeitura, o previsão é que a demolição comece na próxima semana. O processo deverá ter ajuda da Polícia Militar e da Defesa Civil.

Também fará parte dos trabalhos a Secretaria Municipal de Assistência Social, que deverá atuar em relação aos ambulantes e moradores de rua que usam o local como abrigo. A prefeitura deve fazem uma triagem e encaminhar essas pessoas para abrigos da capital.

Além da demolição, o município ficará responsável pela retirada dos entulhos e pela limpeza da área da Ilha das Bananas. A previsão é que o processo seja finalizado de 45 a 60 dias.

Segundo a Secid, as desapropriações estão sendo discutidas na Justiça e todos os donos estão sendo indenizados. Cinco casas ainda estão em litígio e o processo de demolição acontecerá nas propriedades sem impedimentos jurídicos.

Em relação à praça que deve ser construída no local, a pasta informou que o projeto está em fase de elaboração e que o planejamento deve ser concluído somente após a demolição dos casarões.

Embroglio jurídico
A demolição do espaço foi travada em 2013 após uma decisão judicial que impediu a desapropriação de um dos imóveis. À época, o juiz Roberto Teixeira Seror, da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública, argumentou que a propriedade era tombada pelo governo federal e não poderia ser destruída.

O magistrado havia afirmado que se o governo federal realmente tombou o imóvel, o governo do estado não poderia editar um decreto autorizando adesapropriação, pois isso implicaria em invasão à competência da União.

Após a decisão, a superintendente do Iphan à época, Marina Lacerda, negou o tombamento da casa dizendo que o Centro Histórico de Cuiabá não abrangia a região da Ilha da Banana. De acordo com ela, o imóvel, apesar de ser antigo e estar em uma área de ocupação tradicional, não se enquadrava nos parâmetros de tombamento e que, por isso, o local poderia ser demolido.

 

G1.COM.BR

Veto a estátuas de santos inspiradas na cultura pop divide opiniões em Goiás

Juiz proibiu esculturas onde são retratados ícones como Superman e Minnie.
Enquanto alguns criticam ideia, outros defendem trabalho feito por artista.

Bandeira de Goiás

A decisão da Justiça de proibir a artista Ana Paula Dornelas Guimarães de Lima, conhecida como Ana Smile, de 32 anos, de fazer esculturas de santos católicos inspirados na cultura pop está dividindo opiniões em Goiânia. Enquanto algumas criticam o trabalho, outras aprovam e dizem que as peças de gesso são apenas uma manifestação artística.

Segundo parecer do juiz Abílio Wolney Aires Neto, da 9ª Vara Cível de Goiânia, Ana não pode mais fazer ou vender as estátuas. Nelas, ela retrata personagens como Superman, Batman e Galinha Pintadinha. Em caso de descumprimento, ela tem que pagar uma multa no valor de R$ 50 mil.

O taxista Juvercino Garcia não gostou do que viu. “Não ficou legal não a imagem de um santo com um vestuário desses”, afirma. O técnico em edificação Carlos Furtado vai na mesma linha. “Não pode misturar as coisas. Tem que ter mais zelo com a imagem do santo”, opina.

Já o universitário Jânio Pereira Júnior pensa diferente. Para ele, as peças provocaram uma polêmica desnecessária. “Algumas realmente se parecem com as imagens utilizadas pela igreja, mas não tem nada demais. É uma expressão da artista”, pondera.

Artista se defende
Além da comercialização, Ana também foi obrigada a excluir os perfis “Santa Blasfêmia” do Facebook e do Instagram, onde expunha seus produtos. Ela salienta que o intuito ao fazer as esculturas não era atingir qualquer religião e que as peças são apenas fruto “de um trabalho ligado à arte pop”.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)Superman e Galinha Pintadinha são alguns personagens retratados
(Foto: Reprodução/Facebook)

“Nunca quis agredir a fé de ninguém. É uma coisa para quem gosta de algo diferente. Sou de família católica e todos me apoiam, gostam do que eu faço e têm exemplares em casa. Minha avó, inclusive, que não sai da igreja, não viu problema”, disse ao G1.

Ela começou a fazer as esculturas há três anos depois que viu m meme na internet e se apaixonou pela ideia. Na foto, Batman carregava Robin no colo ao estilo das imagens sacras. Cada estátua custava entre R$ 230 a R$ 390.

Juiz proíbe artista de fazer esculturas de santos inspiradas na cultura pop em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)
Peças criadas pela artista provocaram polêmica
(Foto: Reprodução/Facebook)

Em nota, a Arquidiocese de Goiânia, autora da ação, disse que “a autora extrapolou, deliberadamente, o seu direito constitucional de livre manifestação de pensamento, ferindo o também direito constitucional da Igreja Católica, de inviolabilidade de consciência e crença”.

Ainda de acordo com o comunicado, além das estatuetas, as postagens em redes sociais sobre elas “ofendem a coletividade, violando o sentimento religioso, ao empregar escárnio, sátira e ironia”.

Justificativa
Para embasar seu posicionamento, o juiz evocou leis que versam sobre liberdade de expressão e de crença, afirmando que ambas são garantidas a todos sem distinção. Porém, alertou que é preciso intervir quando ambas se chocam.

“Embora os direitos e garantias fundamentais estejam na mesma ordem, sem hierarquia ou primazia de um sobre o outro, quando houver conflito entre eles, deve prevalecer o direito à dignidade pessoal, à honra e à vida privada”, relatou Aires Neto.

Imagens de Nossa Senhora que ganharam versão estilizada em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)
Versões estilizadas de imagens sacras causaram polêmica
(Foto: Ana Smile/Divulgação)
G1.COM.BR

Casal vai à polícia após pagar R$ 16,7 mil e empresa não fazer casamento

Outros clientes do mesmo local também denunciaram golpes, em Goiânia.
Polícia Civil afirma que 8 já procuram Decon, que investiga se houve crime.

Bandeira de Goiás

Oito casais que contrataram uma empresa de eventos para fazer decoração, buffet ou cerimonial dos seus casamentos registraram ocorrência na Polícia Civil alegando que pagaram pelo serviço, mas não tiveram as festas realizadas, em Goiânia. Vítimas disseram que o casal que administrava o negócio avisava dias antes da cerimônia que não poderia organiza-lá, e não devolvia dinheiro. Uma noiva contou que perdeu R$ 16,7 mil por causa do golpe. A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) investiga se houve crime de estelionato.

O G1 tenta contato com os casal suspeito, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

A professora Anna Karolina Parreira, de 23 anos, foi uma das vítimas do golpe. “Fechei com ela buffet, decoração e mesa do bolo para o meu casamento a partir de uma indicação. Tudo ficou R$ 16,7 mil. Fiz o último pagamento em janeiro deste ano. Dois dias antes da cerimônia o marido da dona da empresa me mandou um áudio dizendo que ela havia sofrido um infarto e eles não poderiam fazer o meu casamento”, contou ao G1.

A noiva relatou que ficou desesperada com a notícia. Até poucas horas antes do casamento, ela estava contratando garçons. “Eu chorei muito, achei que não iria conseguir, mas deu certo. Tive ajuda de muitas pessoas com a decoração e o buffet. Acabei gastando ainda mais. Espero conseguir o dinheiro de volta e que eles sejam presos, porque já estragaram tantos sonhos e podem estragar muitos outros”, disse.

A funcionária pública Daniele Dias contou que fechou o contrato com a empresa no valor de R$ 23 mil, mas os administradores alegaram que não poderiam realizar a cerimônia como ela queria. “Combinei uma mesa de bolo com painel, não teve, nem os detalhes que eu combinei com ela, ela fez”, afirmou decepcionada.

Casais afirmam que precisaram pagar por nova decoração após golpe em Goiânia Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Casais afirmam que precisaram pagar por nova decoração após golpe
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

O empresário Ricardo Campos, de 38 anos, também relatou que um mês antes do seu casamento, depois de já ter pago R$ 2,6 mil para a empresa, recebeu um áudio do profissional dizendo que a mulher havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e que o casamento não seria realizado.

“Eles tinham uma sede, foram até nossa casa para negociar e fomos à casa deles também. Estava tudo certo. Até contrataram a minha empresa para fornecer chopp para outro casamento que eles estavam fazendo, mas depois não só não fizeram o casamento como também não me pagaram pelo serviço que prestei. Tentamos contato com eles de todas as formas, mas não conseguimos mais”, relatou.

Investigação
O delegado Webert Leonardo Lopes dos Santos explicou que a polícia ainda apura se houve crime de estelionato, ou seja, se a empresa assinava os contratos mesmo sabendo que não iria cumpri-los.

“Oito pessoas já vieram até a Decon denunciar essa empresa, mas ainda estamos na fase de ouvir as vítimas. Todos os casais falam que receberam informação de que a empresária teve algum problema de saúde e não poderia realizar o evento. Constatamos pelos depoimentos que a mesma desculpa foi dada para diferentes clientes em intervalos de até dois meses”,  pontuou.

Santos explicou ainda que algumas vítimas relatam que buscavam a suspeita para visitar as igrejas e fazer as medições. “Uma prática comum de estelionatários, se for esse o caso, é levar as pessoas na conversa sempre dizendo que o carro estava na oficina ou outros argumentos para conseguir favores. Algumas pessoas falaram sobre um vídeo que mostra a empresária indo viajar na rodoviária de Goiânia, mas ainda não recebemos essas imagens”, comentou.

G1.COM.BR

Em ato contra agressões de taxistas, carros do Uber formam ‘paz’ no DF

Governo lamentou brigas desta terça entre representantes dos serviços.
Sindicato diz discordar de violência; confundida, família foi espancada.

Bandera de Distrito Federal

Motoristas do Uber reúnem 54 carros para escrever 'paz' em ato contra agressões de taxistas em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)Motoristas do Uber reúnem 54 carros para escrever ‘paz’ em ato contra agressões de taxistas em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)

Em protesto contra agressões de taxistas, motoristas do aplicativo Uber usaram 54 carros para formar a palavra “paz” no Estádio Nacional de Brasília no início da tarde desta quarta-feira (1º). O ato ocorre um dia depois da confusão no Aeroporto Juscelino Kubitschek. Após serem confundidos com motoristas do Uber, quatro irmãos foram perseguidos e espancados por taxistas.

O governo do Distrito Federal lamentou o ocorrido e reforçou a necessidade de a Câmara Legislativa analisar o projeto de lei que regulamenta o transporte individual privado oferecido em smartphones.

De acordo com a Polícia Militar, somente nesta quarta houve três confusões do tipo: quatro carros do Uber foram apedrejados no aeroporto, houve ataque a profissionais em um hotel e um homem confundido com motorista do app foi cercado, em frente ao Brasília Shopping, quando deixava a mulher no serviço.

A presidente do Sindicato dos Taxistas, Maria do Bomfim, afirmou ao G1 que a entidade não compactua com a violência, mas que os profissionais estão “cansados das agressões dos motoristas do Uber e, por causa disso, estão partindo para cima”.

Agressões no aeroporto
Nesta terça, quatro irmãos foram perseguidos, encurralados e espancados por taxistas depois de serem confundidos com motoristas do Uber. Eles haviam acabado de desembarcar no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek e seguiam de carro para Ceilândia.

O conflito aconteceu pouco depois de representantes dos serviços de transporte trocarem agressões em um posto de combustível vizinho ao terminal.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Uma das vítimas por causa da confusão, o vendedor Clécio Alves conta que a família vinha do Recife. A mulher de um dos homens os esperava no saguão do aeroporto. O grupo entrou no carro, mas foi seguido por taxistas.

“Um taxista cortou farol para a gente, passou pela gente em alta velocidade, começou a xingar, chamar de bandido, de cambada de safado. Aí ele cortou a nossa frente e brecou com muita força. Meu irmão tentou frear, bateu. Ele foi para lateral, falou: ‘Gente, desculpa aí, desculpa aí, vamos resolver. Me segue, segue aí’. Meu irmão seguiu”, diz Alves.

Motoristas do Uber e taxistas trocam agressões em posto de combustível no Aeroporto Internacional de Brasília (Foto: Reprodução)Motoristas do Uber e taxistas trocam agressões em posto de combustível no Aeroporto Internacional de Brasília (Foto: Reprodução)

O vendedor afirma que a família caiu em uma armadilha. “Quando a gente encostou, mais de 50 taxistas já chegaram no carro, quebrando o carro, batendo na gente, e um gritando: ‘Mata que é Uber, mata que é Uber’. Eu falando: ‘gente, a gente é família, estamos chegando de viagem, não faz isso, não’.”

50 taxistas já chegaram no carro, quebrando o carro, batendo na gente, e um gritando: ‘Mata que é Uber'”
Clécio Alves, vendedor

“Um puxou um punhal para poder tentar matar meu irmão mais velho”, completa. “Eu peguei, avancei em cima dele. Quando eu avancei nele, eu levei uma paulada na cabeça, caí no chão. Na hora que eu caí no chão, começaram a bater muito em mim.” O homem foi ferido no rosto, e o carro da família ficou danificado.

Os irmãos registraram o caso na 10ª Delegacia de Polícia, onde reconheceram um dos agressores por foto.

Motoristas do Uber também estiveram no local para denunciar agressões. Vídeo obtido pela TV Globo mostra parte da confusão no posto de gasolina: taxistas arremessam cones e outros objetos contra os motoristas e carros do Uber.

“Éramos cinco motoristas do Uber quando chegaram 60 taxistas, todos com pau, pedra na mão, tacando tudo, fazendo um arrastão, quebrando tudo”, disse o motorista Reginaldo Araújo. “Fiquei muito assustado, muito assustado.”

Danos em carro de família perseguida e espancada por taxistas em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)
Danos em carro de família perseguida e espancada por taxistas em Brasília
(Foto: TV Globo/Reprodução)

O motorista Irving Nóvoa também criticou a situação. “Apesar de todas as agressões que os taxistas fazem, no dia seguinte estão rodando. Então eu acho que deveria cassar a licença, porque, enquanto não cassar a licença, os taxistas vão continuar fazendo o que vêm fazendo: agredindo Ubers, agredindo cidadão, agredindo família.”

A presidente do Sindicato dos Taxistas afirmou que não compete à entidade tirar a licença dos profissionais. “Compete ao órgão de fiscalização e à polícia, eles é que têm que verificar. Se o governo tomar as providências e convocá-los no órgão da unidade gestora, eles vão ter o direito de apresentar a defesa deles.”

Outros conflitos
Nesta segunda (30), um taxista teria tentado impedir a saída de um carro do Uber, interceptando o caminho com um carrinho de bagagens do aeroporto. O motorista do serviço executivo diz que foi ameaçado junto a uma passageira e precisou acionar a polícia para deixar o local. Outro condutor diz que teve o pneu rasgado na semana passada, também por suposta ação dos taxistas.

Inscrito no Uber, Eliandro José Ferreira diz que não tem segurança para trabalhar. “Nós que trabalhamos na noite temos família. A gente não sabe se volta pra casa. Todas as noites tem ataques contra motoristas do Uber. Nós temos autorização pra rodar. A gente só quer trabalhar”, disse.

Taxistas dizem que também estão sendo ameaçados no aeroporto, no trânsito e nos protestos. “Essa informação [das agressões contra o Uber] é incorreta. Ele [motorista] nos ameaçou, nós nos exaltamos e ele começou a filmar, mas não filmaram o momento em que fomos ameaçados de agressão”, diz Leonardo Rocha.

Em 25 de outubro do ano passado, um motorista do Uber levou oito pontos na cabeça depois de ser agredido com cassetete por taxistas no Setor Hoteleiro Norte. A confusão foi gravada com celular. Policiais militares levaram cinco suspeitos para 5ª Delegacia de Polícia, onde assinaram termo circunstanciado e foram liberados.

Em 3 de agosto de 2015, taxistas obrigaram um casal de passageiros a desembarcar de um carro do aplicativo Uber e a entrar em um táxi durante uma carreata entre o aeroporto e a área central da cidade. Após os passageiros saírem do veículo, os taxistas questionaram o motorista do Uber se ele tinha autorização para rodar. O homem ainda teve que colocar as malas dos dois no veículo de um taxista.

No dia 3 de julho do ano passado, confundido com um motorista do Uber, um funcionário de uma agência de turismo que buscava o cantor Sérgio Reis no aeroporto foi atacado por taxistas.

G1.COM.BR