Possível governo Temer seria um “irmão siamês” do governo de Dilma, diz Marina ao Estadão

Notícia Publicada em 22/03/2016 08:51

Para ex-senadora, melhor maneira de resolver a crise política seria pela cassação da chapa de Dilma e Temer pelo TSE

“Os seis ministros do TSE devolveriam aos 200 milhões de brasileiros de brasileiros a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer”, diz Marina (Flickr/Talita Oliveira)
“Os seis ministros do TSE devolveriam aos 200 milhões de brasileiros de brasileiros a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer”, diz Marina (Flickr/Talita Oliveira)

SÃO PAULO – A candidata à presidência em 2014 e ex-senadora Marina Silva afirmou que um possível governo de Michel Temer não teria legitimidade, uma vez que seria um “irmão siamês” do governo de Dilma Rousseff. Além disso, ela considera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser um combustível para a crise. As afirmações foram feitas em entrevistas aos jornais O Estado de S. Paulo e Valor Econômico, publicadas nas edições desta terça-feira (22).

Ao Estadão, Marina afirma que a melhor maneira de solucionar a crise política seria a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “Os seis ministros do TSE devolveriam aos 200 milhões de brasileiros de brasileiros a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer”, diz Marina.

Quanto ao impeachment, ela afirma que o processo até fornece uma resposta política imediata. “Mas não cumpre com a finalidade de resolver a crise e de passar o Brasil a limpo”, afirma Marina. Para a ex-senadora, o PMDB durante 12 anos atuou como um “irmão siamês do PT”. “Não há como isentar uma parte que ajudou a patrocinar tudo que está ai”, completa.

Ao Valor, Marina disse que vê o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um combustível da crise. “Um parlamentarismo sem o parlamento. No começo eu achava que era um paliativo, mas com tudo o que aconteceu virou um combustível para a crise.” Ela também defendeu a continuação das investigações da operação Lava Jato: “E isso é muito importante, inclusive para quem hoje está sendo citado, seja Aécio, seja Lula, seja quem for”, afirma Marina.

Em relação ao fato de liderar as últimas pesquisas para presidente do Datafolha, Marina desconversa. “A sociedade está nos dizendo algo, que o que está ai não a representa e ela quer usar sua possibilidade de escolha para pactuar uma nova representação. Não é de pessoas. É de ideias, de projetos.”

 

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