Bolsas chinesas sobem, petróleo pressiona mercados asiáticos

Notícia Publicada em 21/03/2016 08:00

Houve anúncio do retorno de uma porção de seus empréstimos de curto prazo e corte dos custos de empréstimo para corretoras

Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,44%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 2,2% (Kazuhiro Nogi/AFP)
Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,44%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 2,2% (Kazuhiro Nogi/AFP)

XANGAI/HONG KONG – As bolsas chinesas subiram com força nesta segunda-feira (21) após o financiador oficial de margem anunciar o retorno de uma porção de seus empréstimos de curto prazo e cortar os custos de empréstimo para corretoras.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,44%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 2,2%.

As ações financeiras, como as de corretoras, lideraram as altas, com o subíndice financeiro do CSI300 subindo 3,3%.

Porém, os outros mercados asiáticos teve pouca variação após três semanas consecutivas de ganhos, com o recuo dos preços do petróleo deixando os investidores cautelosos. Mas as perdas foram amenizadas pelas esperanças de que a China pode em breve cortar a taxa de juros novamente diante do enfraquecimento da pressão sobre o iuan.

Às 7:45 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,16%, enquanto os mercados japoneses não abriram devido a um feriado.

Alguns observadores do mercado como o estrategista da corretora CLSA Francis Cheung disseram que a renovada cautela do Federal Reserve, banco central norte-americano, encorajará Pequim a buscar suas próprias medidas de estímulo para impulsionar a economia. Ele espera um corte da taxa de juros no segundo trimestre.

Cotações

Cotações – Ásia
Local Índice Variação Pontos
Tóquio Nikkei  –
Hong Kong HANG SENG +0,06% 20.684
Xangai SSEC +2,20%  3.020
Xangai/Shenzhen CSI300 +2,44% 3.249
Seul KOSPI -0,12%  1.989
Taiwan TAIEX +0,02% 8.812
Cingapura STRAITS TIMES -0,90% 2.880
Sydney S&P/ASX 200 -0,32% 5.166

(Reportagem por Nathaniel Taplin e Saikat Chatterjee)

 

O FINANCISTA

Mercado prevê piora no PIB de 2016 e 2017, aponta Focus

Notícia Publicada em 21/03/2016 08:59

Atividade econômica deve despencar 3,60% neste ano e avançar apenas 0,44% em 2017

Dólar acumula queda de 10,54% em março e Focus reduz projeção para 2016 de R$ 4,25 para R$ 4,20 (Pixabay)
Dólar acumula queda de 10,54% em março e Focus reduz projeção para 2016 de R$ 4,25 para R$ 4,20 (Pixabay)

SÃO PAULO – A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016 foi revisada para baixo pela nona semana consecutiva e passou de queda de 3,54% para retração de 3,60%, segundo os economistas consultados pelo BC (Banco Central) para o Boletim Focus. Para o próximo ano, a expectativa para o PIB foi reduzida de crescimento de 0,50% para 0,44%.

Como resultado da ampliação da recessão, as perspectivas para a inflação seguem em desaceleração. A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2016 foi revisada para baixo, passando de 7,46% para 7,43%.

Os economistas preveem desaceleração no ritmo de alta dos preços livres e também dos preços administrados (estabelecidos por contrato ou órgão público), que passou de 7,40% para 7,20% neste ano.

Para 2017, a perspectiva para a inflaçãooficial, medida pelo IPCA, permanece em 6% há seis semanas, no limite da margem de flutuação estipulada pelo governo. A perspectiva para preços administrados aumentou de 5,50% para 5,58%.

Para a Selic, a perspectivafoi mantida em 14,25% neste ano e em 12,50% ao fim de 2017.

Dólar 

A redução na perspectiva para a inflação deste ano também é decorrente do ritmo menor de alta esperado para o dólar. A moeda já acumula queda de 10,54% em março. Diante disso, o valor da moeda norte-americana prevista para o fim de 2016 foi reduzido de R$ 4,25 para R$ 4,20 no Boletim Focus. Ao fim de 2017, a estimativa caiu de R$ 4,34 para R$ 4,30.

A perspectiva para a dívida líquida do setor público subiu de 41% para 41,05% em relação ao PIB deste ano. Para 2017, a estimativa avançou de 45% para 45,30% do PIB.

 

O FINANCISTA

Para abafar crise, governo estuda lançar pacote de estímulos, diz Folha

Notícia Publicada em 21/03/2016 08:48

Intenção é a apresentar um conjunto de medidas para melhorar o ambiente de negócios e ampliar a circulação de crédito

Dilma cogita estabelecer medidas para fazer deslanchar as concessões públicas (Wilson Dias/Agência Brasil)
Dilma cogita estabelecer medidas para fazer deslanchar as concessões públicas (Wilson Dias/Agência Brasil)

SÃO PAULO – Para conter a adesão ao processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff estuda lançar um novo pacote de estímulos à economia, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo.

Em conversa com interlocutores, Dilma teria afirmado que a intenção é a apresentar um conjunto de medidas para melhorar o ambiente de negócios e ampliar a circulação de crédito no mercado.

O governo, porém, não sabe o que deve incluir nesse pacote de estímulos. Entre as possibilidades, a presidência cogita estabelecer medidas para fazer deslanchar as concessões públicas e a ampliação de crédito para empresas.

Para levar a proposta adiante, o governo enfrenta outro problema além da dificuldade de identificar o que incluir no pacote: a falta de dinheiro.

 

G1.COM.BR

Inadimplência com cheques tem o segundo pior fevereiro da história

Notícia Publicada em 21/03/2016 11:15

Percentual de devolução por falta de fundos foi de 2,27%, segundo a Serasa Experian

CPMF, cheque, imposto (Marcos Santos/USP Imagens)
CPMF, cheque, imposto (Marcos Santos/USP Imagens)

SÃO PAULO – O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por falta de fundos foi de 2,27% em relação ao total de cheques compensados em fevereiro, segundo a Serasa Experian. O resultado é o segundo pior para o mês em toda a série histórica, iniciada em 1991.

De acordo com a Serasa Experian, o nível elevado da inadimplênciacom cheques é decorrente da alta dos índices de desemprego no país, que afeta diretamente a geração de renda e capacidade de pagamento de compromissos financeiros pelos consumidores.

 

G1.COM.BR

Em entrevista à Folha, Armínio Fraga diz que troca no governo poderia ‘estancar a sangria’

Notícia Publicada em 21/03/2016 07:54

Ex-presidente do Banco Central descartou participar de eventual governo de transição

Na visão dele, se não ocorrer mudanças no governo e na condução da economia, o país poderá ter um ambiente de “perda de emprego e perda de renda como nunca se viu” (Carol Carquejeiro/IFHC)
Na visão dele, se não ocorrer mudanças no governo e na condução da economia, o país poderá ter um ambiente de “perda de emprego e perda de renda como nunca se viu” (Carol Carquejeiro/IFHC)

SÃO PAULO – O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Na visão dele, se não ocorrer mudanças no governo e na condução da economia, o país poderá ter um ambiente de “perda de emprego e perda de renda como nunca se viu”.

“O quadro requer, portanto, uma resposta ampla e convincente, que incluiria um Orçamento base zero, desvinculado e desindexado, além de reformas tributária, trabalhista e previdenciária, choque de gestão, foco no investimento em infraestrutura”, afirmou Fraga, que disse manter contato com membros do PSDB e de outros partidos, mas não aceitaria um convite para participar de um possível governo de transição.

Fraga não acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa recuperar a confiança do atual governo e criticou a ideia do uso das reservas internacionais para o pagamento da dívida pública. “Acho uma ideia equivocada”, afirmou. “E fragilizaria uma situação já bem precária”, completou.

Para o ex-presidente do BC, o importante é agir rápido para “estancar a sangria” e ele defendeu as investigações da operação Lava Jato. “A Lava Jato precisa ir até o fim, não se pode abrir mão disso”, afirmou.

 

O FINANCISTA

Espresso Financista: Mercado monitora impeachment e Lula ministro informal

Notícia Publicada em 21/03/2016 09:09

Lava Jato chega a Portugal; resultado da Petrobras e intervenção do BC no câmbio em foco

Para conter a adesão ao processo de impeachment, Dilma Rousseff estuda lançar um novo pacote de estímulos à economia (Thais Fôlego)
Para conter a adesão ao processo de impeachment, Dilma Rousseff estuda lançar um novo pacote de estímulos à economia (Thais Fôlego)

SÃO PAULO – Bom dia! Aqui está a sua dose diária do Espresso Financista™:

Apito inicial

As estratégias do governo em busca de apoio enquanto a Câmara corre com o processo deimpeachment, o balanço da Petrobras e o primeiro leilão de swap cambial reverso estão no radar nesta segunda-feira (21).

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), tentará realizar a segunda das 10 sessões plenárias que a presidente Dilma Rousseff tem de prazo para apresentar sua defesa. A intenção da oposição é apresentar um parecer e levar o impeachment à votação na primeira quinzena de abril.

Do outro lado, o governo busca os 171 votos para evitar a aprovação do pedido. De acordo com reportagem do Valor Econômico, a avaliação do Planalto é que o perfil da comissão especial não é favorável e o foco deve ser na votação da Câmara.

A nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ministério da Casa Civil era parte dessa estratégia, mas foi frustrada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes quesuspendeu a nomeação e concedeu na sexta-feira (18) uma liminar estabelecendo que Lula seja julgado pelo juiz federal Sérgio Moro.

Em resposta, advogados do ex-presidente entraram com um habeas corpus junto ao STF no domingo (20) contra a decisão do ministro. A defesa de Lula, acompanhada de seis juristas, argumenta que a decisão de Mendes é nula pois o exame do caso caberia ao ministro Teori Zavascki, relator das ações provenientes da operação Lava Jato no STF.

Sem cargo oficial, Lula deve atuar na articulação política nos bastidores de Brasília. Os ânimos em torno do impeachment estão cada dia mais acirrados, com o aumento do apoio da população. Segundo pesquisa do Datafolha, o apoio ao processo subiu de 60% em fevereiro para 68% em março.

Para conter a adesão ao processo de impeachment, Dilma Rousseff estuda lançar um novo pacote de estímulos à economia, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Em conversa com interlocutores, Dilma teria afirmado que a intenção é a apresentar um conjunto de medidas para melhorar o ambiente de negócios e ampliar a circulação de crédito no mercado.

O governo, porém, não sabe o que deve incluir nesse pacote de estímulos. Entre as possibilidades, a presidência cogita estabelecer medidas para fazer deslanchar as concessões públicas e a ampliação de crédito para empresas.

De acordo com o Valor Econômico, o Ministério da Fazenda também colocou um pé no freio da reforma previdenciária, que vinha contrariando boa parte da ala petista e as centrais sindicais. Apesar da possível mudança de rota para agradar a base aliada, o ministro Nelson Barbosa pode acabar em maus lençóis.

O TCU (Tribunal de Contas da União) propôs banir de funções públicas Barbosa e mais três integrantes da equipe econômica nos governos de Dilma Rousseff por irregularidades referentes às “pedaladas fiscais”.

Enquanto isso, as investigações da Lava Jato continuam. A operação prendeu nesta segunda-feira(21) em Portugal o suposto operador Raul Schmidt Felipe Junior, investigado pelo pagamento de propinas a ex-diretores da Petrobras, em sua 25ª fase, a primeira com ação fora do país.

Em meio às suspeitas de que membros do governo teriam tentado obstruir as investigações da Lava Jato, soa mal a decisão de buscar um novo diretor-geral para a Polícia Federal em até 30 dias, segundo a Folha de S.Paulo. O atual diretor, Leandro Daiello, que está no cargo desde 2011, teria perdido de vez a confiança do Planalto depois da gravação entre Dilma e Lula, que foi feita sob autorização do juiz Sergio Moro.

Ainda pesa contra a presidente a afirmação do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo, de que Dilma sabia do esquema de corrupção na Petrobras, que era comandado por Lula.

Nos mercados internacionais, as bolsas chinesas subiram mais de 2%. As bolsas europeias e os índices futuros norte-americanos operam próximos da estabilidade, pressionados pela queda nos preços do petróleo no mercado de Nova York e de Londres.

Na agenda do dia, destaque para a divulgação do balanço da Petrobras referente ao quarto trimestre de 2015, para o vencimento de opções sobre ações na BM&FBovespa e o primeiro leilão de swap cambial reverso do Banco Central em três anos.

“No aguardo da venda de swap reverso e do balanço da Petrobras, as bolsas podem realizar lucros. Entretanto, a tendência de antecipação do impeachment pelos investidores tende a prevalecer”, afirma a LCA Consultores.

A operação de até 20 mil swaps cambiais reversos, que equivalem a compra futura de até US$ 1 bilhão de contratos com vencimento em 1º de julho de 2016 será realizada entre 12h10 e 12h20 e o resultado da operação será divulgado a partir das 12h30.

“A decisão do Banco Central de voltar com o swap reverso, algo que não fazia há mais de três anos, tem o potencial de sustentar o dólar, pelo menos na abertura dos negócios. Isso por que o andamento da saída da presidente Dilma Rousseff está cada vez mais próximo e isso é tudo que o mercado quer”, diz Guilherme França Esquelbek, operador de câmbio da Correparti Corretora.

O poder e a economia

Focus – A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016 foi revisada para baixo pela nona semana consecutiva e passou de queda de 3,54% para retração de 3,60%, segundo os economistas consultados pelo BC (Banco Central) para o Boletim Focus. Para o próximo ano, a expectativa para o PIB foi reduzida de crescimento de 0,50% para 0,44%.

Lula sabia – O senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo, afirmou em entrevista à revista Veja que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandava o esquema de corrupção da Petrobras e que a presidente Dilma Rousseff tinha pleno conhecimento da corrupção na estatal.

Polícia Federal – O governo decidiu buscar um novo diretor-geral para a Polícia Federal em até 30 dias após o episódio da gravação telefônica entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, informou o jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira (21).

Car Wash – A operação Lava Jato prendeu nesta segunda-feira (21) em Portugal o suposto operador Raul Schmidt Felipe Junior, investigado pelo pagamento de propinas a ex-diretores da Petrobras, em sua 25ª fase, a primeira com ação fora do país.

Lula – A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou eletronicamente no domingo (20), no Supremo Tribunal Federal (STF), manifestações em que pede que a Corte conceda medida cautelar para suspender o andamento de todos os processos e decisões judicias que tenham relação com duas ações que tramitam no STF contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil da Presidência da República. No documento, enviado ao ministro Teori Zavaski, a AGU fala pela presidente da República, Dilma Rousseff.

Lula 2 – Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram com um habeas corpusjunto ao STF (Supremo Tribunal Federal) no domingo (20) contra a decisão do ministro da corte Gilmar Mendes que suspendeu a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil e devolveu as investigações contra ele para o juiz federal do Paraná Sérgio Moro.

Articulações – O senador José Serra afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o impeachment de Dilma é “altamente provável” e, por isso, o vice-presidente Michel Tremer deve assumir compromissos com a oposição e com o país.

São Paulo – O empresário João Dória venceu hoje (20), em segundo turno, as prévias do PSDB para candidatura à prefeitura da capital paulista. O nome de Dória, no entanto, só será homologado oficialmente como candidato na convenção do partido, ainda sem data marcada, que deverá ocorrer em julho.

Fraga – O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Na visão dele, se não ocorrer mudanças no governo e na condução da economia, o país poderá ter um ambiente de “perda de emprego e perda de renda como nunca se viu”.

Impeachment – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse a interlocutores que não tem condições de barrar o afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo caso a Câmara dos Deputados tome essa decisão, de acordo com reportagem publicada na edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo.

Impeachment 2 – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo neste sábado (19) que a melhor alternativa para o país é o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Impeachment 3 – Os recentes escândalos em torno do Palácio do Planalto teriam determinado a queda do apoio popular à presidente Dilma Rousseff, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (19) pelo jornal Folha de S. Paulo.

Manifestação – O presidente nacional do PT, Rui Falcão, conclamou os militantes do partido e defensores do governo Dilma Rousseff a continuarem vigilantes, mobilizados e dialogando com a população para que não prospere o processo de impeachment da presidente da República. O pedido foi feito em vídeo que postou há pouco na rede social Twitter.

O que acontece no mundo corporativo

Liquidação – Apesar da necessidade de recursos, a Petrobras está disposta a ganhar menos com a venda de ativos para evitar contratos que levem a empresa a ter de assumir passivos trabalhistas e tributários no futuro.

Diversificação – Para reduzir sua dependência do insumo – e, consequentemente, da própria Petrobras, que fornece 70% de toda a demanda da petroquímica -, a Braskem decidiu diversificar: acaba de fechar um acordo para importar dos Estados Unidos o shale gas, o chamado gás de xisto, que revolucionou a indústria global por derrubar os custos de produção.

Participação – A Braskem informou que o BNDESPar reduziu sua participação acionária na companhia com a venda de ações preferenciais classe A, o que levou sua fatia do capital total de 4,33% em 17 de fevereiro para 2,16%.

Minério – A Bradespar teve prejuízo líquido de R$ 1,98 bilhão no quarto trimestre de 2015, piora ante o resultado negativo de R$ 343 milhões no mesmo período do ano anterior, informou nesta segunda-feira.

Energia – A CPFL Energia teve lucro líquido de R$ 363 milhões no quarto trimestre, queda de 22,8% ante o mesmo trimestre do ano anterior, divulgou nesta segunda-feira (21).

Mais peso – A empresa de investimentos de Abilio Diniz poderá ampliar sua participação na segunda maior rede de varejo do mundo, Carrefour, depois que ele foi indicado para compor o corpo de conselheiros efetivos da companhia. Diniz terá seu nome indicado pelo Carrefour em lista a ser submetida à assembleia de acionistas da rede marcada para 17 de maio.

Mais essa – A Justiça Federal recebeu denúncias e abriu dois processos contra o projeto da Valede mineração de cobre Salobo Metais, no sudeste do Pará, após o Ministério Público Federal acusá-la por crime ambiental, por supostamente poluir e desmatar ilegalmente áreas de floresta.

Plano B – A Petrobrasconsidera vender o controle da sua subsidiária de combustíveisBR Distribuidora, depois de não conseguir garantir lances por uma participação minoritária na companhia, afirmaram nesta sexta-feira duas fontes à Reuters.

Comprar ou vender

Localiza – A Citi Corretora alterou as estimativas para a locadora de veículos Localiza, elevando seu preço-alvo para R$ 33 por ação ante R$ 24. A corretora reitera a recomendação de compra para as ações da empresa.

 

O FINANCISTA

Espresso da Bolsa: Petrobras pode dar descontos em “privatização fatiada”; Bradespar tem prejuízo

Notícia Publicada em 21/03/2016 10:57

Usiminas aprova proposta de aumento de capital de US$ 1 bilhão; CPFL Energia teve lucro líquido de R$ 363 milhões no quarto trimestre

Petrobras está disposta a ganhar menos com a venda de ativos para evitar contratos que levem a empresa a ter de assumir passivos trabalhistas (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Petrobras está disposta a ganhar menos com a venda de ativos para evitar contratos que levem a empresa a ter de assumir passivos trabalhistas (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

SÃO PAULO – Veja os destaques do mundo corporativo desta segunda-feira (21):

Destaques

Liquidação – Apesar da necessidade de recursos, a Petrobras está disposta a ganhar menos com a venda de ativos para evitar contratos que levem a empresa a ter de assumir passivos trabalhistas e tributários no futuro.

“A mesma postura estaria sendo assumida na negociação da subsidiária de gasodutos do Sudeste (NTS). Segundo Estado de São Paulo, a ideia seria vender 81% da participação da malha de dutos através da subsidiaria TAG. Entre os interessados nos dutos mencionados pela imprensa estariam a chinesa CNPC, o fundo canadense Brookfield e um consórcio entre o fundo canadense CPPIB e o grupo Engie”, avalia o analista Carlos Herrera, da Empiricus Research.

Capitalização – O Conselho de Administração da Usiminas aprovou uma proposta de aumento de capital de US$ 1 bilhão. Uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) foi convocada para analisar e aprovar a capitalização.

“A queda na rentabilidade da Usiminas e o forte crescimento dos indicadores de alavancagem indicaram a necessidade de uma capitalização urgente. Portanto, é muito positivo ver que os passos para esta capitalização estão sendo tomados. Porém, temos de insistir que o aumento de capital não resolve a questão básica da Usiminas, que é sua baixa rentabilidade operacional”, afirma a Planner Corretora, em relatório.

Minério – A Bradespar teve prejuízo líquido de R$ 1,98 bilhão no quarto trimestre de 2015, piora ante o resultado negativo de R$ 343 milhões no mesmo período do ano anterior, informou nesta segunda-feira.

Energia – A CPFL Energia teve lucro líquido de R$ 363 milhões no quarto trimestre, queda de 22,8% ante o mesmo trimestre do ano anterior, divulgou nesta segunda-feira (21).

Diversificação – Para reduzir sua dependência do insumo – e, consequentemente, da própria Petrobras, que fornece 70% de toda a demanda da petroquímica -, a Braskem decidiu diversificar: acaba de fechar um acordo para importar dos Estados Unidos o shale gas, ou gás de xisto.

Participação – A Braskem informou que o BNDESPar reduziu sua participação acionária na companhia com a venda de ações preferenciais classe A, o que levou sua fatia do capital total de 4,33% em 17 de fevereiro para 2,16%.

Rebaixamento – A Citi Corretora reduziu suas estimativas de lucros para a empresa principalmente para refletir a queda maior do que o esperado nas vendas da indústria de cosméticos no Brasil, que está mais do que compensando o crescimento robusto nas redes internacionais. Dessa forma a recomendação passou para venda, por conta do valuation.

“Parte da nossa preocupação no valuation reflete uma valorização de 21% da ação no ano ao mesmo tempo de fraqueza no crescimento de vendas da indústria, juntamente com nossa visão de que uma recuperação sustentável do crescimento da produtividade é improvável no curto prazo”, explica o analista Alexander Robarts.

Mais peso – A empresa de investimentos de Abilio Diniz poderá ampliar sua participação na segunda maior rede de varejo do mundo, o Carrefour, depois que ele foi indicado para compor o corpo de conselheiros efetivos da companhia. Diniz terá seu nome indicado pelo Carrefour em lista a ser submetida à assembleia de acionistas da rede marcada para 17 de maio.

Mais essa – A Justiça Federal recebeu denúncias e abriu dois processos contra o projetoda Vale de mineração de cobre Salobo Metais, no sudeste do Pará, após o Ministério Público Federal acusá-la por crime ambiental, por supostamente poluir e desmatar ilegalmente áreas de floresta.

Plano B – A Petrobrasconsidera vender o controle da sua subsidiária de combustíveisBR Distribuidora, depois de não conseguir garantir lances por uma participação minoritária na companhia, afirmaram nesta sexta-feira duas fontes à Reuters.

 

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