Como fica o Brasil à espera do impeachment, ou após a renúncia de Dilma

Notícia Publicada em 17/03/2016 09:32

Muita calma nessa hora: nenhum dos cenários é um mar de rosas

Protesto desta quarta: briga política será um mata-mata de Copa do Mundo (Wilson Dias/Agência Brasil)
Protesto desta quarta: briga política será um mata-mata de Copa do Mundo (Wilson Dias/Agência Brasil)

SÃO PAULO – A divulgação da conversa entre a presidenteDilma Rousseff e o agora ministro da Casa Civil Luiz Inácio Lula da Silva é uma bomba de muitos megatons sobre Brasília. Ela incendiou a oposição, que exigiu, a plenos pulmões, a renúncia da presidente no Congresso, os manifestantes pró-impeachment, e mexeu com os brios do PT, que promete reagir à altura. Com isso, voltaram as apostas sobre o que virá primeiro: a renúncia de Dilma ou o seu impedimento pela Câmara. Mas a pergunta é: o que acontecerá com o país, nos dias que antecederão a votação do impeachment pelo Congresso, ou nas primeiras horas de uma eventual renúncia.

Para os cientistas políticos, embora os olhos de muitos brasileiros brilhem com essas possibilidades, nenhum dos cenários é um passeio pelo arco-íris. Seja à espera de uma decisão para o impedimento; seja no rescaldo de uma hipotética renúncia, o Brasil estará a bordo de uma verdadeira montanha-russa dentro de um castelo assombrado.

Por ora, a renúncia de Dilma é o cenário mais improvável para a grande maioria dos especialistas. “Não faz parte do DNA de Dilma, de Lula nem do PT simplesmente entregar o poder”, afirma o cientista político Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, aludindo ao traço aguerrido da legenda e de seus principais nomes, forjados nas lutas sindicais e em duros embates no passado.

Mas vamos supor que, diante da gravação divulgada nesta quarta-feira (16), após o juiz Sérgio Moro revogar o sigilo de Justiça da Operação Lava Jato, Dilma conclua que não tem mais condições de governar e decida deixar o Palácio do Planalto. Para Aragão, os primeiros momentos pós-renúncia seriam decisivos para pacificar o país – algo que ficaria a cargo de Michel Temer, o atual vice-presidente.

Tempo urge

“Temer teria que dar respostas rápidas para aglutinar novamente a base”, afirma. A seu favor pesaria o fato de que o PSDB, hoje o principal partido da oposição, tenderia a baixar o tom das críticas; o PMDB, maior partido da base aliada de Dilma e presidido por Temer, tentaria reparar seus grandes rachas internos; e os partidos ideologicamente incolores seriam atraídos para a órbita do governo. “Temer governaria com aquele centrão que todos já conhecem”, diz Aragão, referindo-se a legendas como o PP e o PR.

Num primeiro instante, quem mais perderia seria, obviamente, o PT, que ocupa o poder desde 2002, com a primeira eleição de Lula. “Se Dilma renunciar, o discurso da esquerda de que há um golpe em curso perderia um pouco de sua legitimidade”, explica. Assim, a capacidade de reação da legenda ficaria enfraquecida.

A avaliação, contudo, não é um consenso. Para o cientista político Paulo Silvino, da Fespsp (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), a renúncia “seria o pior dos mundos”. Para Silvino, o ato representaria a capitulação de Dilma a um clamor de apenas uma parcela da população, e não de todos os brasileiros, como os movimentos responsáveis pelos atos pró-impeachment defendem. “No longo prazo, o caráter nefasto dessa situação ficaria mais claro”, diz.

Porta é serventia da casa

Sem grandes possibilidades de renúncia, a maior aposta dos analistas políticos e do mercado é que o impeachment encerrará esse capítulo da história brasileira. Nesta quarta, além de todo o terremoto que sacudiu o Palácio do Planalto, o STF finalmente esclareceu as dúvidas sobre o rito do processo de impedimento no Congresso. Com isso, abriu caminho para que a comissão especial que analisará o caso seja instalada.

A oposição quer acelerar ao máximo sua tramitação. Em entrevista a O Financista, o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, afirmou que a intenção é decidir tudo num prazo inferior aos 45 dias previstos na Constituição. Por enquanto, a maioria dos analistas estima que o processo só chegue ao seu termo em maio.

Mas como ficará o Brasil nesse meio-tempo? “Paralisado, à espera de uma saída”, resume Aragão, da Arko. Dentro do governo, Lula correria contra o tempo para transformar os retalhos da base aliada em uma colcha capaz de aquecer, ainda que precariamente, o Planalto. A seu favor, está seu instinto político apurado – algo que até mesmo seus mais aguerridos adversários reconhecem.

“O PT aposta que Lula conseguirá reorganizar a casa”, diz Silvino, da Fespsp. “Para isso, a própria Dilma deverá sair de cena, pois ela, hoje, é a própria personificação da crise.” Fora do palácio, o PT tentaria reunir o máximo de apoio nas ruas, para provar que consegue falar mais alto do que os que defendem o impeachment.

Mata-mata

A resposta de seus adversários, porém, deve ser à altura. Uma amostra foram as manifestações de domingo (13), consideradas as maiores da história. Tudo isso fará as ruas ferverem, segundo Aragão. “Haverá muita tensão social neste período, porque este não é um governo como o de Collor”, afirma, em alusão ao impeachment de Fernando Collor, em 1992. Na época, o alagoano foi eleito por um minúsculo partido e, portando, contava com uma base frágil.

Agora, estamos falando do PT – uma legenda que ainda é capaz de mobilizar setores como os sindicatos e os movimentos sociais. “Estaremos assistindo a uma final de Copa do Mundo”, emenda Aragão. E, para continuar numa metáfora futebolística, seria uma espécie de Brasil versus Argentina – um jogo duro, nervoso, cheio de encontrões, faltas e catimba de ambos os lados.

 

O FINANCISTA

Deputados da oposição pedem aos gritos “renúncia” de Dilma no plenário da Câmara

Notícia Publicada em 16/03/2016 19:31

Áudio captado pela Polícia Federal revela conversa da presidente com Lula, recém-nomeado ministro da Casa Civil

Deputados pedem renúncia de Dilma após divulgação de áudio (Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)
Deputados pedem renúncia de Dilma após divulgação de áudio (Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – Dezenas de deputados da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff gritaram “renúncia” no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (16), pouco depois de a imprensa divulgar um áudio captado pela Polícia Federal de uma conversa da presidente com o recém-nomeado ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Na conversa telefônica, a presidente diz a Lula que estava enviando a ele o termo de posse como ministro para o caso de alguma necessidade. Lula é investigado pela operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Como ministro, Lula passa a ter foro privilegiado, deixando de estar sujeito às investigações da força tarefa em Curitiba e das decisões do juiz Sérgio Moro.

“A casa caiu, a presidente está fazendo obstrução à Justiça. Nós entendemos que ela é passível de interdição”, disse o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM).

(Reportagem de Marcela Ayres; Texto de Eduardo Simões; Edição de Raquel Stenzel)

 

O FINANCISTA

Lula ministro não faz diferença e chance de impeachment é real, avalia MCM

Notícia Publicada em 16/03/2016 17:44

Ricardo Ribeiro acredita que nomeação de ex-presidente pode ser classificada como um arranjo arriscado

Projeções do Banco Mizuho para o final de 2016 apontam que se houver impeachment, o dólar estará cotado a R$ 3,56 (Wilson Dias/Agência Brasil)
Projeções do Banco Mizuho para o final de 2016 apontam que se houver impeachment, o dólar estará cotado a R$ 3,56 (Wilson Dias/Agência Brasil)

SÃO PAULO – Mesmo após o anúncio de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressaria no governo como ministro-chefe da Casa Civil, nem todos os analistas deixaram de apostar suas fichas na possibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff ir adiante.

Para Ricardo Ribeiro, analista político da MCM, a nomeação do ex-presidente não deve diminuir as chances de impeachment de Dilma.

“O que está guiando meu raciocínio para analisar o ambiente político é a ideia de que quem está dando as cartas é a Lava Jato, que deve chacoalhar a estabilidade do governo e trazer ainda mais desgaste para o PT e para Dilma e Lula”.

O especialista acredita ainda que a nomeação pode ser classificada como um “arranjo arriscado”, já que a “tendência é que o governo fique ainda mais comprometido quando o conteúdo de outras delações premiadas se tornar público”.

Nem mesmo a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de manter a decisão sobre o rito do impeachment faz com que Ribeiro acredite que a possibilidade de Dilma sair do comando do Planalto tenha diminuído.

Nesta quarta-feira (16), a maioria dos ministros do STF decidiu manter decisão da Corte que, em dezembro do ano passado, definiu as regras de tramitação do rito do processo de impeachment de Dilma que tramita na Câmara dos Deputados.

Neste contexto, fica mantida decisão que invalidou a eleição da chapa avulsa, por meio de voto secreto, integrada por deputados de oposição ao governo, para formação da comissão especial da Câmara dos Deputados que conduzirá o processo.

Por outro lado, Ribeiro admitiu que as chances do impeachment poderiam diminuir se os rumores de que Alexandre Tombini pode sair da presidência do BC (Banco Central) se confirmassem. A eventual nomeação de Henrique Meirelles para seu lugar seria ainda mais bem recebida pelos investidores.

“Eventual retorno de Meirelles ao BC daria consistência a essa nova configuração do governo Dilma. Meirelles dá uma sinalização boa para o mercado, seria uma garantia de que eles não vão atribuir a esse novo arranjo um populismo desenfreado e que vão manter o compromisso com a política econômica”, avalia Ribeiro.

De acordo com Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, a nomeação de Lula à Casa Civil diminui a probabilidade de impeachment no curto prazo.

“A nomeação mexe nas peças desse xadrez do impeachment e diminui as chances de saída de Dilma porque é notória a capacidade política do ex-presidente”.

Ele destaca que o país estava à deriva e que Lula foi chamado para tentar dar um rumo para a economia brasileira. “Lula é quem vai dar as cartas agora. Com a entrada dele no governo, temos duas fontes de incerteza: se vai haver ou não o impeachment e também em relação ao timing desse impeachment”, diz Rostagno.

As projeções do banco Mizuho para o final de 2016 apontam que se houver impeachment, o dólar estará cotado a R$ 3,56. Caso Dilma permaneça no poder, a divisa norte-americana deve fechar o ano em R$ 4,30.

 

O FINANCISTA

Ibovespa Futuro dispara 4% com chance de impeachment; dólar cai

Notícia Publicada em 17/03/2016 09:20

Novidades do Planalto preocupam governo e podem acelerar saída de Dilma da presidência

Cenário político deve centralizar atenção dos agentes no penúltimo pregão da semana (Flickr/Rafael Matsunaga)
Cenário político deve centralizar atenção dos agentes no penúltimo pregão da semana (Flickr/Rafael Matsunaga)

SÃO PAULO – Negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), o índice Ibovespa Futuro, que reúne expectativas para o comportamento futuro do Ibovespa, opera em campo positivo nesta quinta-feira (17).

Enganou-se quem pensava que a cena política daria uma trégua aos mercados após a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. O clima em Brasília continua quente após a Polícia Federal ter divulgado uma conversa entre Dilma Rousseff e Lula que alimenta suspeitas sobre a real motivação para sua nomeação para a Casa Civil.

Além de intensificar a crise política, a gravação dá combustível para manifestações populares e de parlamentares pedindo a saída da presidente em meio ao andamento do processo de impeachment na Câmara. Isso anima os mercados com a possibilidade de que Dilma não chegue a 2018 como presidente.

Às 9h16 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro operava com alta de 4,23%, sinalizando uma abertura positiva do principal índice de ações do Brasil.

No mercado de câmbio, o dólar à vista tinha desvalorização de 2,17%, para R$ 3,6605.

 

O FINANCISTA

Cade aprova sem restrições acordo entre Raízen e Wilmar para exportação de açúcar

Notícia Publicada em 17/03/2016 09:20

Joint venture será responsável por todas as atividades para originação do açúcar no Brasil e sua oferta ao mercado internacional

Ela será encarregada da comercialização de todo açúcar produzido pela Raízen destinado à exportação (Elza Fiuza/ABr)
Ela será encarregada da comercialização de todo açúcar produzido pela Raízen destinado à exportação (Elza Fiuza/ABr)

SÃO PAULO – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições acordo envolvendo a Raízen Energia e a multinacional do agronegócio Wilmar para a formação de uma joint venture na exportação de açúcar VHP (sigla do inglês de “Very High Polarization”) do Brasil, segundo publicação no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17).

A joint venture será responsável por todas as atividades para originação do açúcar no Brasil e sua oferta ao mercado internacional, sendo encarregada da comercialização de todo açúcar produzido pela Raízen destinado à exportação, de acordo com documento do Cade.

(Por Roberto Samora)

 

O FINANCISTA

Espresso Financista: Bomba no Planalto inflama rali do impeachment

Notícia Publicada em 17/03/2016 09:17

Índices de ações disparam; posse de Lula na Casa Civil ocorre nesta manhã; petróleo sobe

Manifestação contra nomeação de Lula para a Casa Civil, em 16 de março (Wilson Dias/Agência Brasil)
Manifestação contra nomeação de Lula para a Casa Civil, em 16 de março (Wilson Dias/Agência Brasil)

SÃO PAULO – Bom dia! Aqui está a sua dose diária do Espresso Financista™:

Apito inicial

A temperatura que já vinha esquentando em Brasília alcançou níveis antes impensáveis na última noite, quando a Polícia Federal divulgou uma conversa entre Dilma Rousseff e o ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva que alimenta suspeitas sobre a real motivação para sua nomeação ao Ministério da Casa Civil.

A gravação dá combustível para manifestações populares e de parlamentares pedindo a saída da presidente em meio ao andamento do processo de impeachment na Câmara. Do outro lado, anima os mercados com a possibilidade de que Dilma não chegue a 2018 como presidente. Após os áudios, o fundo de índice (ETF) iShares MSCI Brazil Index, que acompanha papéis da Bovespa,disparou 6%.

Na conversa, Dilma afirma que enviou “termo de posse” a Lula para utilização em caso de necessidade, o que abriu margem para a interpretação de que a nomeação foi uma manobra para proteger Lula de eventual pedido de prisão pela PF.

Logo após a divulgação, dezenas de deputados da oposição gritaram “renúncia” no plenário da Câmara dos Deputados e protestos se espalharam pelo país.

Inicialmente convocadas para protestar contra a nomeação de Lula a ministro, as manifestações ganharam corpo conforme os áudios – que incluem conversas com os ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Jaques Wagner (Casa Civil) – eram liberados.

O Planalto condenou a liberação do sigilo autorizada pelo juiz Sérgio Moro e disse que tomará as medidas judiciais cabíveis. Informações levantadas pelo site Uol indicam que o próprio Moro havia mandado suspender a interceptação das ligações antes do horário em que a conversa aconteceu.

Paira a dúvida sobre a legalidade da divulgação das conversas, mas o estrago político já está feito. O apoio que o governo ainda mantém no Congresso começou a ruir após a divulgação do áudio. O PRB anunciou ainda na noite de ontem que está deixando a base de apoio ao governo federal em função da situação em que se encontra o cenário nacional nos últimos meses. O cargo de ministro, ocupado pelo deputado George Hilton (MG), foi colocado à disposição da presidente. O PRB tem uma bancada de 21 deputados federais.

“Do ponto de vista do governo, a aposta de que Lula no Planalto poderia, aos poucos, reduzir a fervura da crise, provou-se equivocada. Agravou-a substancialmente”, afirma a LCA Consultores. Além disso, a consultoria avalia que ficará mais difícil Lula convencer nomes importantes – e que poderiam acalmar os mercados – para participar do governo, como o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Com o escândalo da gravação, ganha importância a sessão da Câmara que elegerá os integrantes da comissão especial para analisar a possibilidade de abertura de processo de impeachment.

“Estes episódios reforçam o nosso cenário básico de que a presidente Dilma não terminará o seu mandato, provavelmente pela via do impeachment”, afirma a LCA, em nota.

Antes da sessão na Câmara, prevista para iniciar 12h, o destaque é a posse – aparentemente antecipada – de Lula. Anteriormente prevista para a próxima terça-feira (22), o ex-presidente participará de cerimônia coletiva de posse junto do novo ministro da Justiça Eugênio Aragão às 10 horas. A transmissão de cargo entre Jaques Wagner e o Lula foi mantida para a próxima terça feira. “Trata-se de momento distinto da posse”, informa a assessoria de imprensa da Presidência.

De escanteio em meio aos desdobramentos da crise política, as bolsas chinesas subiram mais de 1% com a valorização das ações de tecnologia compensando o recuo dos papéis do setor financeiro. As bolsas europeias e os índices norte-americanos operam em queda enquanto os preços do petróleo têm valorização de mais de 1%.

O poder e a economia

Termo de posse – A assessoria de imprensa da Presidência da República divulgou na madrugada desta quinta-feira (17) a cópia do termo de posse assinado na última tarde pelo ex-presidente, e agora ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva que foi objeto do telefonema entre ele e a presidente Dilma Rousseff.

Janot – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta quinta-feira (17) que ninguém é imune a investigações, ao ser questionado sobre a possibilidade de pedir a abertura de inquérito contra a presidente Dilma Rousseff por suspeitas de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato, segundo reportagem no site do jornal O Estado de S. Paulo.

Lula – A denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pedido de prisão preventivaestavam sendo elaborados pelo Ministério Público Federal. A informação é da colunista da revista Veja, Vera Magalhães. Lula teria sido informado e por isso houve antecipação da publicação da nomeação como ministro e da data de sua posse.

PF – A gravação de uma conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi feita pela Polícia Federal após o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, determinar que a Polícia Federal parasse de interceptar as conversas telefônicas do ex-presidente.

Desmbarque – O PRB anunciou na quarta-feira (16) que está deixando a base de apoio ao governo federal em função da situação em que se encontra o cenário nacional nos últimos meses. A decisão foi comunicada à imprensa pelo presidente da legenda, Marcos Pereira,  que estava acompanhado de deputados do partido no Salão Verde da Câmara

Crescimento – Se o Brasil superar a atual crise política no curto prazo e fazer os ajustes econômicos necessários poderá ter crescimento de 1,5% em 2017, segundo Caio Megale, economista do Itaú Unibanco.

Posse – A presidente Dilma Rousseff dá posse nesta quinta-feira (17), às 10h, aos novos ministros Luiz Inácio Lula da Silva (Casa Civil), Eugênio Aragão (Justiça) e Mauro Lopes (Secretaria de Aviação Civil), além do novo chefe de gabinete pessoal de Dilma, Jaques Wagner.

Impeachment – O Plenário da Câmara dos Deputados terá sessão nesta quinta-feira (17) para eleger a comissão especial que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A sessão será aberta às 10 horas e até o meio-dia os líderes vão indicar nomes de deputados para compor a comissão. Às 14 horas, começará o período de Ordem do Dia, com a eleição da comissão especial como único item da pauta. A instalação da comissão está prevista para as 17 horas. A eleição do presidente e do relator da comissão poderá ocorrer na quinta ou na sexta-feira.

Impeachment 2 – Mesmo após o anúncio de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressaria no governo como ministro-chefe da Casa Civil, nem todos os analistas deixaram deapostar suas fichas na possibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff ir adiante.

Cancelada – A Comissão Mista de Orçamento cancelou a audiência pública prevista para esta quinta-feira (17) para ouvir o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. A reunião seria para apresentar os resultados das políticas monetária, creditícia e cambial em 2015 e o impacto delas sobre a política fiscal. A Comissão de Orçamento ainda não marcou nova data para a audiência.

 CPI – A CPI dos Fundos de Pensão toma o depoimento de Carlos Alberto Caser, presidente da Funcef, fundação da Caixa.

O que acontece no mundo corporativo

JBS – A companhia de alimentos teve prejuízo líquido de R$ 275,1 milhões, ante lucro líquido de R$ 618,8 milhões um ano antes, em meio a um forte aumento das despesas financeiras, de acordo com dados divulgados na quarta-feira (16).

IPO – Caixa seguridade retira pedido de oferta pública inicial de ações na CVM, segundo o Valor.

MCMV – O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, informou nesta quarta-feira que a portaria interministerial que normatiza a terceira etapa do programa habitacional Minha Casa Minha Vidaestá em fase final e que nos próximos dias a data de lançamento será marcada.

Aviação – A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou resolução no Diário Oficial da União (DOU) para regulamentar a outorga de serviços aéreos públicos a empresas brasileiras. O texto estabelece que a concessão ou autorização somente será dada à pessoa jurídica brasileira que tiver “sede no País” e “pelo menos 51% do capital com direito a voto pertencente a brasileiros, prevalecendo essa limitação nos eventuais aumentos do capital social”.

Crédito – O rating da Samarco foi reduzido de Caa1 para Caa2 pela Moody’s, com perspectiva negativa.

Para comentar mais tarde

House of Cards faz piada com crise política brasileira. O perfil da série House of Cards no Twitter publicou, nesta quarta-feira (16) à noite, um tweet com a mensagem “Watching today’s Brazilian news coverage” (“Assistindo à cobertura do noticiário brasileiro hoje”, em tradução literal). Veja mais na reportagem de Vinícius Andrade, de O Financista.

 

O Financista

PRB anuncia saída do governo e deve deixar Ministério do Esporte

Notícia Publicada em 17/03/2016 08:09

Partido tem uma bancada de 21 deputados federais e tem como líder o deputado Marcio Marinho (BA)

Com a saída do partido da base, os deputados da legenda afirmaram que o cargo está à disposição da presidente (Wilson Dias/Agência Brasil)
Com a saída do partido da base, os deputados da legenda afirmaram que o cargo está à disposição da presidente (Wilson Dias/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O PRB anunciou na quarta-feira (16) que está deixando a base de apoio ao governo federal em função da situação em que se encontra o cenário nacional nos últimos meses. A decisão foi comunicada à imprensa pelo presidente da legenda, Marcos Pereira,  que estava acompanhado de deputados do partido no Salão Verde da Câmara.

O Partido Republicano Brasileiro (PRB) tem uma bancada de 21 deputados federais e tem como líder o deputado Marcio Marinho (BA). A decisão do rompimento ocorreu após uma reunião da bancada com o presidente da legenda, onde foi feita uma avaliação do momento atual e da crise política e econômica.

“A bancada resolveu por unanimidade sair da base do governo, porque todo o cenário dos últimos meses torna insustentável a nossa permanência. A bancada será independente para votar aquilo que for melhor para tirar o Brasil desta crise”, disse o presidente do partido. O deputado Celso Russomanno (PRB-SP) disse que os deputados vão ser independentes e irão votar as matérias de interesse do Brasil.

O PRB ocupa o Ministério do Esporte com o deputado George Hilton (MG). Com a saída do partido da base, os deputados da legenda afirmaram que o cargo está à disposição da presidenta Dilma Rousseff para substituir o ministro.  “O cargo está à disposição, mas como é de livre nomeação da presidente Dilma, ela é quem toma a decisão”, disse Russomanno.

(Por Iolando Lourenço)
O Financista

Gravação de conversa entre Lula e Dilma foi feita após Moro mandar parar interceptações

Notícia Publicada em 17/03/2016 07:55

PF diz que até o cumprimento da decisão foram interceptadas algumas ligações

PF disse que a interrupção de interceptações telefônicas é realizada pelas empresas de telefonia móvel e que comunicou a companhia "imediatamente" após receber notificação do juiz (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
PF disse que a interrupção de interceptações telefônicas é realizada pelas empresas de telefonia móvel e que comunicou a companhia “imediatamente” após receber notificação do juiz
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO – A gravação de uma conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi feita pela Polícia Federal após o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, determinar que a Polícia Federal parasse de interceptar as conversas telefônicas do ex-presidente.

Em nota, a PF disse que a interrupção de interceptações telefônicas é realizada pelas empresas de telefonia móvel e que comunicou a companhia “imediatamente” após receber notificação do juiz, mas que até o cumprimento da decisão foram interceptadas algumas ligações.

“Encerrado efetivamente o sinal pela companhia, foi elaborado o respectivo relatório e encaminhado ao juízo competente, a quem cabe decidir sobre a sua utilização no processo”, informou a PF.

No áudio, Dilma diz a Lula que enviará a ele um emissário que lhe entregará o termo de posse dele como ministro da Casa Civil para que ele o usasse “em caso de necessidade”. Lula é investigado pela operação Lava Jato e, com sua ida ao ministério, anunciada nesta quarta-feira, fica fora do alcance de Moro e passa a ter foro privilegiado junto ao Supremo Tribunal Federal.

Às 11h13 desta quarta foi incluído no processo de quebra de sigilo telefônico a decisão de Moro para que a Polícia Federal interrompesse as interceptações telefônicas do ex-presidente.

Na decisão, Moro argumenta não ver mais razão para a continuidade das interceptações e determina o fim delas, mandando, ainda, que a PF seja comunicada “com urgência, inclusive por telefone”.

Também em documento anexado ao processo, a equipe de análise da Lava Jato na Polícia Federal informa que a interceptação da conversa entre Lula e Dilma foi feita às 13h32 desta quarta-feira, portanto após a determinação de Moro para que as interceptações tivessem fim.

A divulgação do áudio da conversa entre Lula e a presidente agravou ainda mais a já frágil situação do governo Dilma, que enfrenta um pedido de abertura de processo de impeachment, pedidos de cassação de sua chapa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e protestos nas ruas por sua renúncia.

(Reportagem de Eduardo Simões)

Fonte : O Financista

Casa alvinegra: Ceará e Arena Castelão firmam parceria até maio de 2017

Em 2016, o CSC ainda fará 70% dos seus jogos no Castelão

"Foi bom porque à medida que o público aumenta, o Ceará ganha mais", disse Robinson de Castro

“Foi bom porque à medida que o público aumenta, o Ceará ganha mais”, disse Robinson de Castro
(Foto: Rafael Barros / cearasc.com)

Na manhã desta terça-feira, 15/03, o torcedor do Mais Querido ganhou mais uma ótima notícia, afinal o Ceará Sporting Club assinou contrato com a Arena Castelão, que a partir de agora está garantida como casa alvinegra até maio de 2017. Nesta temporada, o Alvinegro ainda fará 70% dos seus jogos no Castelão e próximo ano a expectativa é que mais de 50% das partidas também aconteçam na Arena.

O contrato com o estádio foi assinado em entrevista coletiva realizada na própria sala de imprensa do Castelão, onde estiveram o Presidente Alvinegro Robinson de Castro e os diretores Lavor Neto (Marketing), João Studart (Assuntos Comerciais), os representantes da Luarenas (Consórcio responsável pela gestão da Arena Castelão) Aymeric Magne e Flávio Portela e o Secretário de Esportes do Estado Jeová Mota.

“O nosso Diretor de Assuntos Comerciais, que é o João Studart, tem muita habilidade para negociar e desde que o Ceará soube do interesse da Arena Castelão nós delegamos a ele para conduzir esse processo, sendo acompanhado pelos departamentos Jurídico, Marketint, Financeiro e conseguimos chegar a um denominador comum. Foi bom porque à medida que o público aumenta, o Ceará ganha mais e quando o público é menor, o clube ganha menos, mas tendo uma base mínima… Teremos também um camarote personalizado para o Ceará, além de um vestiário customizado, com as cores do clube e muito mais. Estou muito satisfeito com mais essa parceria”, afirmou o Presidente Robinson de Castro.

“Vamos realizar promoções, ativações e muito mais para que esses jogos de futebol não sejam apenas 90 minutos em campo, mas sim mais uma forma de lazer, entretenimento e espetáculo para que as famílias voltem aos estádios para poder se divertir, além de torcer pelo seu time do coração e acompanhar um grande jogo”, avaliou o Diretor de Marketing Lavor Neto.

A parceria foi favorável não só para o Vozão, mas também para os gestores da Arena, que agradeceram. “Todos nós ficamos felizes com a confiança que o Ceará teve na gente. Foi uma negociação tranquila e a nossa expectativa é de que tudo aconteça da melhor forma possível. As duas partes vão ganhar com isso”, afirmou Aymeric Magne.

Responsável direto pela negociação, o Diretor de Assuntos Comerciais João Studart comemorou. “Quero muito agradecer ao Aymeric e ao Flávio, que sempre estiveram com a gente nas negociações e nos ajudaram muito, afinal nós sempre buscamos o melhor para as duas partes. É uma alegria para o Ceará trazer de novo o seu torcedor para a Arena Castelão. Eles comemoram e a gente também, afinal temos novamente a Arena Castelão como nossa casa”.

A expectativa de todos é que a parceria firmada entre Ceará Sporting Club e Arena Castelão seja um sucesso. Vale lembrar que as receitas destinadas ao clube serão variáveis, de acordo com a presença de público nos jogos, além da cota da bilheteria, ou seja, quanto mais alvinegros nas arquibancadas, mais lucro para o maior time do Estado, por isso, torcedor do Vozão, vamos sempre lotar o Castelão, pois o Ceará precisa desse apoio para garantir o cumprimento dos investimentos realizados.

 

Site do Ceará Sporting Club

Boeing quer antecipar chegada do 777X ao mercado

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A Boeing está confiante que conseguirá entregar o 777X um ano antes do previsto inicialmente, o maior motivo seria a pressão do maior cliente da aeronave, a Emirates que atualmente conta com 150 encomendas, além de influência do Airbus A350-1000XWB, que concorre com o 777-8X e chegará em breve ao mercado.

A data oficial para a primeira entrega estava marcada para o final de 2020, porém a Boeing estima que com o bom encaminhamento para a certificação do GE9X seja possível realizar a primeira entrega nos últimos meses de 2019. A Boeing nega te tenha realizado alterações significativas no cronograma do projeto, apesar de fontes da fabricante dizerem o contrário, que a imensa citação da Emirates pelo 777X nos últimos dias tem acentuado a preocupação quanto a concorrência e satisfação aos clientes.

Recentemente a Boeing adiantou a primeira entrega do Boeing 737-MAX, justificando que o mercado necessitava de uma aeronave narrow-body de nova geração da Boeing, notavelmente uma redução do atraso entre o A320neo e a linha MAX. Com o 777X a situação da Boeing se complica, graças a tecnologias como asa dobrável feita em material composto e os novos motores GE9X que não foram certificados pela FAA, e que ainda está sendo concluída a montagem da primeira unidade.

A Emirates diz que o novo 777X ajudará a companhia com a expansão de sua oferta de assento, além de trazer mais competitividade e eficiência para a frota.

O Boeing 777X é uma aeronave de nova geração, que é cerca de 15% mais econômico quando comparado com o atual 777. Entre suas inovações está um par de asas em material composto, com tamanho maior e pontas dobráveis. O novo motor GE9X promete uma redução de 10% no consumo do atual GE90, enquanto os aviônicos são atualizados e o interior ganha mais espaço através de um redimensionamento interno.

 

Revista AeroFlap