Conheça a história do voto feminino no Brasil @Nikki74640620

Conquista do voto feminino no Brasil

Esta semana foi marcada pela lembrança de uma data comemorativa importante para as mulheres brasileiras: a conquista do voto feminino em 24 de fevereiro de 1932.
Há 84 anos atrás, através do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, o Presidente Getúlio Vargas dá direito ao voto feminino, suprimindo todas as restrições às mulheres e institui o Código Eleitoral Brasileiro, que definia o eleitor como o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma do código. Não havia obrigatoriedade no voto feminino, mas existia no masculino, do mesmo modo que o alistamento nas forças armadas.
Lembremo-nos também de todos os envolvidos na história antes desta conquista.
Em 30 de setembro de 1890, durante a elaboração da primeira constituição republicana, o médico e intelectual baiano César Zama defendeu o sufrágio universal, sendo ele o pioneiro a defender a causa, a fim de que as mulheres pudessem participar efetivamente da vida política no país. Apesar de sua importância na luta pelo voto feminino, ele ficou mais conhecido por sua luta pelo fim da escravidão.

No Consultor Jurídico do jornal “O Estado de S. Paulo”, encontra-se a informação de que logo após a proclamação da República, o governo provisório convocou eleições para uma Assembleia Constituinte. Na ocasião, uma mulherconseguiu o alistamento eleitoral invocando a legislação imperial, a Lei Saraiva, promulgada em 1881, que determinava direito de voto a qualquer cidadão que tivesse uma renda mínima de 2 mil réis. Caso se houvesse registrado seu nome, ela poderia ser contada dentre as primeiras brasileiras a ter direito à voto.

Lopes Trovão,  na discussão da Declaração de Deveres, defendeu com afinco a causa da oficialidade do voto feminino. Em 1 janeiro de 1891, 31constituintes assinaram uma emenda ao projeto de Constituição, de autoria de Saldanha Marinho, conferindo o voto à mulheres brasileira.
Almeida Nogueira, na sessão de 2 de janeiro de 1891, defendeu a ideia do sufrágio feminino lembrando que não havia legislação que restringisse o voto às mulheres e que o projeto da nova constituição também não restringia esse direito cívico à elas (A constituição em vigor nessa data era a Constituição do Império de 1824 e determinava que as eleições eram censitárias e indiretas, mas não impedia oficialmente as mulheres de votar – essa constituição só impedia o voto de alguns religiosos que viviam em comunidade claustral).
A pressão contrária foi tão grande, que Epitácio Pessoa, que havia subscrito a emenda, dez dias depois tirou seu apoio, e o Brasil deixou de ser o primeiro país do mundo a conceder o direito de voto à mulher (em 1893, a Nova Zelândia venceu a corrida, tendo como protagonista o movimento sufragista liderado pela religiosa Kate Sheppard que comandava a Women’s Christian Temperance Union).
Em 1894, foi promulgada a Constituição Política da cidade de Santos, quando novamente houve uma tentativa de conferir direitos políticos às mulheres, derrubada por pressão dos cidadãos.
Mesmo com a defesa de César Zama, Lopes Trovão, Saldanha Marinho, Almeida Nogueira e os 31 constituintes que assinaram a emenda apoiando o direito de voto às mulheres, a Constituição da República aprovada de 1891, definia como eleitores, cidadãos de 21 anos, que se alistassem nas forças armadas (excetuando-se o alistamento de mendigos, analfabetos, praças e alguns religiosos sujeitos a voto obediência). Ou seja, tinha direito ao voto, quem tinha o dever se ir para a guerra, já que o sufrágio estava vinculado com o alistamento militar. Essa visão era um consenso naquela época em vários países: quem tinha o dever de ir à guerra, tinha o direito de escolher seus líderes; os poderes estavam vinculados com as responsabilidades, isto é, homens e mulheres tinham direitos diferentes, porque seus deveres eram diferentes na época.
Inclusive nesta época, anos da primeira guerra mundial, muitas mulheres se posicionaram contra o voto feminino, pois tinham receio de ter o direito à voto vinculado ao alistamento militar, e consequentemente serem convocadas a ir para a guerra, da mesma forma que os homens. Entre os primeiros países a aprovarem o voto feminino, muitos só permitiam o voto às mulheres que se alistavam no serviço militar.
Havia muita discussão quanto à inconstitucionalidade do veto ao voto feminino, entretanto, mesmo sem uma constituição que impedisse nem que confirmasse o direito, três mulheres se alistaram e chegaram a votar em Minas Gerais no ano de 1905, tendo seus votos posteriormente anulados. Seus nomes não foram registrados na história, infelizmente. Mas estas também poderiam ser contadas entre as primeiras mulheres a votar no Brasil.
Em 1910, a professora Leolinda Daltro, considerando que a Constituição de 1891 era omissa quanto ao voto feminino, requereu alistamento eleitoral, mas teve seu pedido negado. Reagiu reunindo-se com dezenas de colaboradoras, sendo a maior parte delas professoras também, e fundou, com estas mulheres, dentre elas a escritora Gilka Machado, uma associação civil denominada Partido Republicano Feminino. Na mesma época que Leolinda, Myrthes de Campos – primeira advogada a entrar para a OAB – também fez o mesmo requerimento e também teve seu pedido negado.
Novas tentativas na forma de emendas surgiram em 1917, 1920 e 1921, vindas de diversos autores.
Outros nomes conhecido do movimento sufragista foram Bertha Lutz e Jerônima Mesquita. Foram fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) em 1919, após Bertha Lutz ter representado o Brasil na assembleia geral da Liga das Mulheres Eleitoras, realizada nos EUA, onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana.
Jerônima Mesquita, que fundou várias instituições e contribuiu bastante para o progresso nacional, tem seu nome lembrado por ter a data de seu aniversário – 30 de abril – se transformado no Dia Nacional da Mulher (ou Dia da Mulher Brasileira), pela Lei nº 6.971, de 9 de junho de 1980 (100 anos após seu nascimento e 8 anos após sua morte) assinada/aprovada pelo presidente militar João Figueiredo (último presidente do regime e que ficou mais tempo no poder na história nacional).

Vale lembrar também os nomes da poetisa Laura Brandão e a operária Maria Lopes que integravam o “Comitê das Mulheres Trabalhadoras”, fazendo propagando em fábricas, e da sufragista gaúcha Natércia da Silveira, fundadora da Aliança Nacional de Mulheres (1931).

A conquista do direito ao voto em 1932, foi consequência do trabalho feito não somente por elas e pelas organizações de mulheres da época, mas também de todos os envolvidos desde o primeiro indivíduo a defender o voto feminino muitos anos antes desses movimentos surgirem.

Em 1927, o Presidente Washington Luís manifestou-se a favor do voto às mulheres.
Logo depois, ainda no mesmo ano, Em 25 de outubro de 1927, pela Lei nº 660, projeto do governador Juvenal Lamartine de Faria, o Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado que, ao regular o “Serviço Eleitoral no Estado”, estabeleceu que não haveria mais “distinção de sexo” para exercício do sufrágio.

Considerada pela história (por ter seu nome lembrado) como a primeira mulher a tirar o título de eleitor e votar no Brasil, a potiguar Celina Guimarães Viana, com apoio principal de seu marido, Elyseu de Oliveira Viana, requereu alistamento eleitoral, tendo seu nome incluso na lista de eleitores do Rio Grande de Norte, a primeira mulher na lista, em 25 de novembro de 1927. Várias outras mulheres requereram alistamento eleitoral após ela no Rio Grande do Norte e em outros 9 Estados brasileiros.
A professora catedrática da Escola Normal de Natal Júlia Alves Barbosa é que foi a primeira mulher a requerer alistamento eleitoral, antes de Celina (22 de novembro de 1927). O deferimento de Celina, por parte do juiz, saiu primeiro e mais rápido, por Celina ser uma mulher casada e respeitada, isto é, ser casada com um advogado e professor. O de Júlia só foi deferido depois (1º de dezembro de 1928), dada a sua condição de solteira. Júlia foi uma das fundadoras da Associação de Eleitoras Norte-rio-grandenses.
Segundo pesquisa do escritor João Batista Cascudo Rodrigues, o histórico do despacho foi vazado nestes termos (para inclusão de Celina na lista de eleitores):

“Tendo a requerente satisfeito as exigências da lei para ser eleitora, mando que inclua-se nas listas de eleitores. Mossoró, 25 de novembro de 1927.”Israel Ferreira Nunes

Celina votou juntamente com outras mulheres na eleição de 5 de abril de 1928, na cidade de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, sendo ela a primeira dentre as demais, no local onde hoje funciona a Biblioteca Municipal de Mossoró. Posteriormente foi pedida a anulação de seus votos pela Comissão de Poderes do Senado Federal.
Sobre sua participação histórica como a primeira mulher a votar no Brasil, mais tarde, Celina disse (parafraseando):

“Meu marido empolgou-se na campanha de participação da mulher na política brasileira e, para ser coerente, começou com a esposa dele, levando meu nome de roldão. Jamais pude pensar que, assinando aquela inscrição eleitoral, o meu nome entraria para a história. E aí estão os livros e os jornais exaltando a minha atitude. O livro de João Batista Cascudo Rodrigues – A Mulher Brasileira: direitos políticos e civis – colocou-me nas alturas. Até o cartório de Mossoró, onde me alistei, botou uma placa rememorando o acontecimento. Sou grata a tudo isso que devo exclusivamente ao meu saudoso marido”. Celina Guimarães Viana

Vale lembrar o nome da estudante de direito mineira: Mietta Santiago (Pseudônimo de Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira), que descobriu que o veto ao voto das mulheres contrariava o artigo 70 da Constituição de 1891. Com garantia de sentença judicial (fato inédito no país o que a fez pioneira nessa situação), ela conquistou o direito de votar (e votou em si mesma para o cargo de deputada federal). Carlos Drummond de Andrade dedicou a Mietta o poema “Mulher Eleitora“.

A primeira mulher eleita no Brasil e na América Latina foi (prefeita) Alzira Teixeira Soriano, assumindo a prefeitura do município de Lages.
Persiste a ideia errônea de que as mulheres nunca participaram da política antes dos movimentos sufragistas. Na Idade Média, as mulheres participavam das funções públicas em diversos países e por vezes até mesmo votavam. Por ocasião dos Estados Gerais de 1380, as mulheres são citadas explicitamente entre as votantes em diversas partes do território francês. Com o fim da Idade Média, no final do século XVI a mulher foi afastada das funções públicas.
Voltando e concluindo a história da conquista do voto feminino no Brasil, finalmente em 1932, a mulher teve seu direito ao voto garantido, sendo assegurado novamente na Constituição de 1934 e nas posteriores, sem mais anulações. Se hoje temos este direito é graças a vários homens e mulheres que defenderam essa causa. Nos recusamos a dar predileção a alguém ou movimento.
Reconhecemos aqui a importância de todos os envolvidos, homens e mulheres, para esta conquista histórica.
Referências:
ALVES, Branca Moreira. Ideologia e feminismo: a luta da mulher pelo voto no Brasil. Petrópolis-RJ: Vozes, 1980. p. 94 e 95.
AQUINO, Felipe. Uma história que não é contada. Editora Cléofas, mar. 2008.
RIBEIRO, Antonio Sérgio. A mulher e o voto. São Paulo: ALESP, 2012. Disponível em:
http://www.al.sp.gov.br/repositorio/bibliotecaDigital/277_arquivo.pdf

SCHUMAHER, Maria Aparecida; VITAL BRASIL, Érico. Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade – biográfico e ilustrado. p. 165-166.

Sufrágio Feminino.

VAINSENCHER, Semira Adler. Celina Guimarães Viana. Fundação Joaquim Nabuco, Recife.

VAINSENCHER, Semira Adler. Júlia Alves Barbosa. Fundação Joaquim Nabuco, Recife.

Fonte : http://matriamulheres.blogspot.com.br/

Falta de tradição esportiva será o desafio da Record na Olimpíada #Rio2016

A Record fará contratações para reforçar a sua equipe da Olimpíada.

Em uma recente reunião, quando se avaliou e se concluiu por esta necessidade, entendeu-se que isto deverá acontecer o mais breve possível. O problema é encontrar, sem ser ex-atletas, nomes disponíveis para serviço temporário. Alguém que se sujeite trabalhar apenas durante a realização dos jogos.

A Record, muito mais que Globo e Band, terá que desdobrar esforços para fazer frente às concorrentes nos Jogos Olímpicos.

A falta de tradição esportiva, em transmissões como esta, conta demais. E ela não tem nenhuma.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Wellington Phoenix 2 x 1 Melbourne City FC

Wellington Phoenix defeated Melbourne City 2-1 in an entertaining clash with all goals coming in a frenetic opening 20 minutes on Friday at a windy Westpac stadium.

Phoenix’s striking stocks took a blow before kick off with Blake Powell’s injury, but his loss was barely felt early on as the home side got off to a flyer.

Up 2-0 inside the first 15 minutes, it looked they could run away with the game in Andrew Durante’s 200th game for the club.

But the classy Aaron Mooy pulled one back for the visitors just minutes later.

Despite City’s best efforts late in the second half – on a night when the windy conditions made it difficult for the players – Phoenix’s rearguard held off the visitors to record a welcome win.

GOALS

12’ Louis Fenton (Phoenix) 1-0

McGlinchey popped up on the left and directed an inch-perfect low ball into the box for Fenton who got between two defenders and slid past Sorensen to open the scoring.

15’ Matthew Ridenton (Phoenix) 2-0

Bonevacia on the right found space to direct his low cross into Ridenton and in similar fashion to Fenton’s opener, he slid home a second past Sorensen.

19’ Aaron Mooy (City) 2-1

Muscat into the back of a City player gave City the chance and Mooy stepped up from distance to slam home his free thanks to a deflection off the wall.

KEY MOMENT

Moss’s incredible stop against Fornaroli on 22 minutes was pivotal. One-on-one you’d be certain it was about to be 2-2. But it wasn’t. Moss stood up brilliantly. It proved

HIGHLIGHTS REEL

The one time  wind didn’t affect Mooy’s set pieces, he slammed a beautiful set piece onto the bar in the second half.

COACH KILLER

Poor Aaron Mooy’s  set pieces were ruined by the windy Wellington weather. He had to drag over a teammate to help keep the ball still in the blustery conditions.

TREATMENT TABLE

On the stroke of half time, Sorensen pulled up after he ran out of the box. He was replaced at the break.

THE FINAL WORD

After last week’s licence extension confirmation, Phoenix gave their home supporters another reason to smile.

 

But with finals football virtually impossible, thoughts turn to next season with a number of players playing for contracts.

City, meanwhile, will regret their slow start. They could’ve gone equal top with a win in Wellington. They must regroup ahead of Sydney FC’s visit next week.

TEAMS

Wellington Phoenix: Moss(GK), Muscat, Fox, Durante,Doyle, Rodriguez (Gully 66’), Riera, Bonevacia Appiah Kubi 88′), Fenton, McGlinchey, Ridenton (Sigmund 85′)

Melbourne City: Sorensen (GK) (Bouzanis 45’), Franjic, Wilkinson, Kisnorbo, Zullo, Malik, Caceres, Mooy, Fitzgerald (Brown 63’), Fornaroli, Garuccio (Melling 63’)

Red Cards:

Yellow Cards:

Phoenix: Fenton, Fox, Muscat.

City: Kisnorbo, Zullo

Attendance: 6,500 at Westpac Stadium

Conditions: Windy, overcast 18 degrees

 

Football Federation Australia

Homens , Mulheres e o ato de votar @Nikki74640620

Até um certo tempo atrás , uma mulher ser eleita Presidente da República era algo impensável.

Por: Andy Man

Na cultura moderna, a estória que nos contam é simples: no passado, homens podiam votar, enquanto às mulheres isso era negado. Por exemplo, no tópico “Women and the vote”, o site do Parlamento do Reino Unido afirma simplesmente e sem ressalvas [1]: “Antes de 1918, apenas os homens podiam votar nas eleições parlamentares.” De fato, o quadro que normalmente nos é apresentado (como neste exemplo satírico da BBC) é bem distorcido. De acordo com essa narrativa popular, as sufragistas, lideradas por Emmeline e Christabel Pankhurst, empreenderam uma nobre campanha pelo sufrágio feminino e, após uma valente luta, tiveram sucesso. E curiosamente, a campanha de intimidação, violência e incêndios que elas fizeram passa sem críticas.

A realidade foi muito mais complexa, porém, e muitos aspectos históricos foram encobertos da nossa memória coletiva. Por exemplo, o simples fato de que, no início do século XX, a maioria dos homens não tinha o direito de votar nas eleições parlamentares. Mas isso é raramente mencionado.

Apenas homens com propriedades podiam votar em eleições parlamentares e antes da Lei de Reforma de 1832, apenas 2% dos homens no Reino Unido tinham esse direito [2]. Em 1903, o número subira para 1/3 [3], mas permanece o fato de, enquanto a Sra. Pankhurst e suas apoiadoras estavam “lutando por seu direito ao voto”, a vasta maioria dos homens jovens enviados às trincheiras em 1914 não terem direitos políticos. Diferentes das sufragistas, no entanto, eles lutavam por suas vidas, não pelo direito ao voto.

As sufragistas, encabeçadas pela organização fundada pela Sra. Pankhurst e suas filhas – a “Women’s Social and Political Union” (WSPU) – não era o único grupo naquele momento fazendo campanha pelo sufrágio. Enquanto outros grupos apoiavam o sufrágio universal para todos os adultos, caso do movimento trabalhista, as sufragistas defendiam uma lei separada para mulheres abastadas com propriedades, ou seja, mulheres como elas. É de certa forma perverso, portanto, que as sufragistas tenham se tornado sinônimo de sufrágio universal quando esse simplesmente não era o caso.

O seguinte trecho do Socialist Standard [4] de 1908 deixa clara sua oposição às propostas delas.

Os homens votam presentemente sob a regra de 10 libras. O sufrágio é, portanto, sobre bases de propriedade com voto plural para os mais prósperos. Desse modo, de acordo com a proposta das mulheres sufragistas, apenas essas mulheres tendo necessariamente qualificativos de propriedade poderão votar. Isso exclui não apenas todas as mulheres trabalhadoras, desqualificadas por sua pobreza, mas também impede praticamente toda mulher casada da classe trabalhadora que não tem a qualificação de propriedade à parte da dos maridos. Ademais, aumenta enormemente o poder de voto dos abastados, visto que os chefes de família de classes mais altas sempre podem transmitir as qualificações necessárias a todas as mulheres na sua casa, enquanto o homem trabalhador é inteiramente incapaz de fazê-lo.

John Bruce Glasier, presidente do Partido Trabalhador Independente, observou em seu diário, após um encontro com Emmeline e sua filha Christabel, o “miserável sexismo individualista” delas e que ele não poderia apoiar sua organização.

Ao longo da primeira década do século 20, Emmeline e Christabel Pankhurst promoveram uma campanha de intimidação, violência, vandalismo e incêndios criminosos. Logo após o início da guerra, porém, elas concordaram em cessar suas atividades militantes e a WSPU foi prontamente premiada com uma subvenção governamental [5] no valor de £2,000 (uma quantia não insignificante na época).

Emmeline Pankhurst também declarou seu apoio para o esforço de guerra e começou a exigir alistamento obrigatório para homens (que não existia antes de 1916).

Além disso, as sufragistas estavam entre as que davam plumas brancas a homens que não estivessem de uniforme, incluindo adolescentes de 16 anos. Sylvia Pankhurst escreveu em seu diário, “The Suffragette Movement”:

A Sra. Pankhurst viajou por todo o país, fazendo discursos pró-recrutamento. Suas apoiadoras entregaram a pluma branca a cada homem jovem que elas encontrassem vestindo roupas civis e se reuniam no Hyde Park com cartazes dizendo: “Prendam todos eles’.

Sendo socializados a servir seu país e ainda sujeitos a essa estigmatização coercitiva pelas mulheres, muitos homens não enxergariam opção além de se alistar para uma guerra que mataria milhões deles. Um exemplo amargo disso está no seguinte comentário encontrado num livro da época, sobre piolhos e pulgas que acometiam os soldados que viviam nas trincheiras imundas [6].

… as moças semi-histéricas que oferecem plumas brancas a jovens cujos corações estão partidos porque um oficial médico após outro lhes tem recusado o desejo de seus jovens corações de servir seu país.

Enquanto as sufragistas carregavam cartazes exigindo o “direito de servir” pelo trabalho na guerra, a Sra. Pankhurst proclamava que “O mínimo que os homens podem fazer é que cada homem na idade de lutar se prepare para redimir sua palavra para com as mulheres…”

Aproximadamente 8.7 milhões de homens britânicos “redimiram-se” nas trincheiras da 1ª. Guerra Mundial. Para eles, isso não foi um direito, mas uma OBRIGAÇÃO. Estima-se que 704.803 homens do Reino Unido foram mortos, além de 2.2 milhões feridos [7], muitos perdendo braços e pernas. A vasta maioria desses nunca teve direito de votar, mas se esperava que dessem suas vidas mesmo assim. Há poucas referências à idade média do soldado britânico e, de qualquer forma, muitos adolescentes mentiam sobre sua idade para poder se alistar. No entanto, entre os executados por não cumprir a obrigação de “redimir sua palavra”, como dizia a Sra. Pankhurst, a média de idade era de 25 anos [8].

Ao contrário da percepção popular hoje, as sufragistas não tinham apoio amplo na época, especialmente dada a sua proposta de limitado sufrágio para mulheres e defesa da violência. Mesmo assim, Emmeline Pankhurst exerceu influência considerável entre a elite política e a partir de 1914 o governo, prioritariamente preocupado com o esforço de guerra, considerou que o WSPU seria útil para ajudar a eliminar a resistência dos sindicatos a ter mulheres substituindo os homens obrigados a abandonar seu lugar no mercado de trabalho.

Certamente não se pode negar que, em tempos passados, a sociedade impunha cargas e expectativas de gênero específicas sobre homens e mulheres. Muitos argumentam que a brutalidade das condições de vida, longe de serem mais prejudiciais às mulheres, as distinguia de forma amplamente benéfica. Porém, com o advento da industrialização no século 19, a sociedade estava mudando rapidamente e as coisas também tinham que mudar nas regras sociais para homens e mulheres. Mas a campanha de intimidação e destruição da WSPU acelerou o sufrágio feminino ou o atrasou? Falando em 1913, o Primeiro Ministro Lloyd George exclamou:

Será que as Sufragistas não tem o senso de ver que a pior forma de fazer campanha pelo voto é tentar intimidar um homem a fazer o que ele, sem isso, faria com satisfação?

Ao final da Guerra, as mulheres acima da idade de 30 podiam votar nas eleições parlamentares. Certo ou errado, argumentou-se na época que a restrição de idade era necessária para evitar um desequilíbrio de gênero nos votos, devido à quantidade de homens jovens que haviam perdido suas vidas. Por volta de 1928, porém, o sufrágio universal, tanto para homens quanto para mulheres, se tornou uma realidade.

Hoje, próximo às Casas do Parlamento em Londres, está uma estátua de bronze de Emmeline Pankhurst. Localizada no lado direito da meia-rotunda que se estende da base, há uma dedicatória a sua filha Christabel. De fato, Emmeline tinha duas outras filhas – Sylvia e Adela, ambas igualmente engajadas na formação da WSPU. Porém, não se encontra referência a Sylvia ou Adela na estátua de Emmeline. E conhecendo mais sobre a vida familiar das Pankhurst, dificilmente não se sente alguma compaixão por essas outras duas, de que pouco se fala.

Na vida real, Emmeline era uma mãe abusivamente controladora e suas filhas nasceram num ambiente emocionalmente doente. Sylvia escreveu sobre Adela em seu diário:

O desejo era uma reação ao conhecimento de que, embora uma palestrante brilhante e uma das trabalhadoras mais árduas do movimento, ela era normalmente vista com mais desaprovação do que aprovação pela Sra. Pankhurst e Christabel, e sujeita a uma maior crítica do que a enfrentada por outras organizadoras.

Claramente, Christabel era favorecida por Emmeline e nada podiam fazer Sylvia ou Adela para estar à altura da aprovação de sua mãe. Após a morte de seu pai em 1898, Adela fez um relato semelhantemente desolado sobre sua vida em família.

A mamãe estava agora envolvida na atuação pública. Nós não tínhamos amigos, não brincávamos e não íamos a lugar nenhum… ela não tinha interesse nos nossos assuntos. Christabel parecia distante, Sylvia irremediavelmente deprimida… A vida pública era um alívio para ela…

Emmeline e Christabel eram defensoras entusiásticas da violência, mas como membros femininos da classe alta, elas próprias eram relativamente imunes a se ferirem. Com o uso cada vez maior de incêndios pela WSPU, Sylvia e Adela se distanciaram dessas táticas e rejeitavam as ações políticas de sua mãe, se isolando dela. Temendo que Adela criticasse a WSPU publicamente, Emmeline a enviou à Australia em 1914 com uma passagem só de ida. E nunca mais a viu novamente.

A alimentação forçada das sufragistas na prisão é amplamente tida como um exemplo da sua bravura. Embora Emmeline e Christabel incitassem outras a faze-lo, nenhuma das duas quis submeter-se a isso (somente Sylvia teve essa coragem). Atendidas por empregados e levadas às passeatas por motoristas, a vida de Emmeline Pankhurst era privilegiada – ela nunca teve que enfrentar os horrores que ela prontamente defendia que outros enfrentassem. Chega a ser uma paródia que essa mulher seja tão idolatrada pelo stablishment contemporâneo e sua ideologia tão mal representada na nossa cultura.

Créditos do vídeo:

Produção do grupo MRALondon.

Narração masculina por “Trauma Fried Brains”.

Narração feminina por “Girl Writes What” (usada com autorização).

Vídeo original no youtube está aqui

Referências:

1. UK Parliament website, Women and the Vote. Link:http://www.parliament.uk/about/living-heritage/transformingsociety/electionsvoting/womenvote/
2. Steve Moxon, The Woman Racket (“True Sufferers for Suffrage”).
3. Spartacus Educational, Emmeline Pankhurst. Link:http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/WpankhurstE.htm
4. Socialist Standard, No. 46 June 1908 (“Suffragette Humbug”). Link: http://www.worldsocialism.org/spgb/socialist-standard/1900s/1908/no-46-june-1908/suffragette-humbug
5. Spartacus Educational, Emmeline Pankhurst. Link:http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/WpankhurstE.htm
6. The Minor Horrors of War, 1915. Link:http://archive.org/details/minorhorrorsofwa00shipuoft
7. Chris Baker. The Long, Long Trail, The British Army in the Great War. Link:http://www.1914-1918.net/faq.htm
8. Wikipedia, The British Army during World War I. Link:http://en.wikipedia.org/wiki/British_Army_during_World_War_I

 

Informações e observações adicionais: 

– Sobre o protesto em Londres, em Nov. 2012

Andy Man ressalta que é a favor da igualdade de direitos e obrigações. Ele outros ativistas fizeram um protesto pelos milhões de homens que NÃO tiveram o sufrágio, mas tiveram a obrigação de oferecer suas vidas. Homens tão “privilegiados” que eram sujeitáveis à humilhação pública das “oprimidas” mulheres que quisessem dar-lhes uma pluma branca, com a ativa participação da “heroica” Madame Pankhurst e suas “sufragistas”.

A campanha das plumas brancas é um dos eventos históricos normalmente afastados da vista do público para o lucro conveniente de políticos desonestos.

Aqui estão informações sobre o protesto. O cartaz que diz: “Votos para as mulheres, plumas para os homens”, para ser mais exato, no que tange à Sra. Pankhurst, poderia dizer: “Votos para ALGUMAS mulheres, plumas para TODOS os homens.

– Sobre homens, mulheres e o sufrágio no Brasil e no mundo:

Vários meses atrás, a internet estava cheia de referências comemorativas à “luta das mulheres pelo direito ao voto” no Brasil, como ocorre no mundo inteiro. Eu também comemoro cada parcela da sociedade que é incluída em qualquer aspecto da cidadania. Mas, são de se repudiar as distorções entre a narrativa que se popularizou e a realidade histórica, que são gritantes.

Principalmente porque essas distorções – via seleção dos fatos, ampliação e generalização deles, e interpretação ideológica -, são feitas para encaixar a narrativa dentro da visão de que as mulheres são e sempre foram o grupo mais oprimido e os homens, os opressores a reservar para si “privilégios”.

Um exemplo brasileiro é a inexatidão da linha de tempo na versão oficial sobre o sufrágio e os dois sexos: nos 30 anos entre o alegado “sufrágio” masculino e o feminino, decretado por Getúlio Vargas, houve o sufrágio para diferentes grupos, entre eles os analfabetos, que na época eram a maioria da população. Sem mencionar o fenômeno do “voto de cabresto”, uma realidade que superou os tais 30 anos. Em outras palavras, não houve os 30 anos entre o “sufrágio” masculino e o universal no Brasil.

Isso, claro, não é tudo sobre a História de homens, mulheres, cidadania e papéis de gênero ontem e hoje.

 

Fonte : direitosdoshomens.com

Western Sydney Wanderers FC 2 x 1Perth Glory

Brendon Santalab has once again proven himself to be the ultimate super sub, coming up with a brilliant late goal to give the Wanderers a 2-1 win over Perth Glory on Friday night.

All the goals came in a lively second half with Andy Keogh’s penalty cancelling out Romeo Castelen’s sensational opener in a frantic two-minute period.

But Santalab would have the final say, scoring with an audacious lob of Ante Covic to snap the Wanderers three-game winless run and keep them at the top of the Hyundai A-League ladder.

The defeat for Glory ends their club record five-game winning streak but they remain right in the hunt for the top six.

GOALS

1-0 Castelen (62’) – Keeper Liam Reddy started a lightning counter attack, throwing the ball to Mark Bridge near halfway who in turn found Mitch Nichols in space. Nichols fed Castelen to the left of the box, the winger cutting inside and firing a low shot which hit the post and went in.

1-1 Keogh (64’) – Chris Harold’s pace saw him get around Nikolai Topor-Stanley before the defender hauled him down in the box for a penalty which Keogh coolly converted.

2-1 Santalab (85’) – Bridge played a delicate chip over the top of the Glory back four, with Santalab timing his run brilliantly to chip the ball up over Covic and before it fell in just underneath the crossbar.

KEY MOMENT

Just minutes after getting back on level terms, Harold had a great chance to give Glory the lead. Diego Castro wriggled free of his marker on the right before delivering an inch-perfect cross on the head of Harold just six yards out and right in the centre of the goal. But the attacker, who had scored five goals in his last five appearances, somehow missed the target when it appeared easier to score. Glory was made to pay five minutes from time when Santalab struck the winner.

OPTA DATA KEY STATS

*The Wanderers continued their impressive record of always scoring in matches against Glory, now stretching to 12 consecutive games.

*The visitors had less than 38 percent of possession but still had more shots at goal, 14-13.

HIGHLIGHTS REEL

Santalab’s winner was a truly brilliant goal. Not only was Bridge’s ball all class but the way Santalab through himself at the ball to loop it up over Covic before it came down just underneath the bar was superb. A goal worthy of winning any match.

COACH KILLER

Barely a minute after going in front, Topor-Stanley gifted Glory a route back into the match when he dragged Chris Harold down in the box for a clear penalty.

TREATMENT TABLE

Just 10 minutes in Dario Vidosic chased a Scott Neville pass down the wing but pulled up almost immediately clutching his hamstring and he played no further part.

THE FINAL WORD

It wasn’t the Wanderers most fluent performance but their ability to take all three points will please coach Tony Popovic. It sets up a tantalising top of the table clash away at Brisbane Roar next Friday night.

Glory will count themselves unlucky not to have taken something from the match. They defended stoutly and always looked dangerous on the counter attack. Should still be right in the hunt for the finals but will need to bounce back against Newcastle Jets in Perth on Monday week.

 

TEAMS:

Western Sydney Wanderers: Reddy (gk), Neville, Alberto, Topor-Stanley (c), Jamieson, Andreu, Dimas, Vidosic (Castelen 13’), Nichols, Sotirio (Santalab 63’), Bridge

Perth Glory: Covic (gk), Risdon (c), Lowry, Grant, Warren, Vadocz (Oxborrow 85’), Sandor (Petratos 89’), Marinkovic, Castro, Harold (Garcia 74’), Keogh

Scorers: Castelen 62’, Keogh 64’, Santalab 85’

Red cards: Nil

Yellow cards: Sotirio 20’ Warren 69’, Nichols 82’, Alberto 90+1’, Oxborrow 90+2’, Santalab 90+3’

Conditions: 24C, Cloudy

Attendance: 12,639 @ Pirtek Stadium

 

Football Federation Australia

 

Aussies abroad: Matthew Ryan stars and Robbie Kruse returns

Goalkeeper Mat Ryan in possession for Valencia during their UEFA Champions League tie against Monaco.

Socceroos goalkeeper Mat Ryan kept another clean sheet in the Europa League, as Valencia cruised into the round of 16.

Ryan made four saves as Valencia won 4-0 away to Rapid Vienna, completing a 10-0 aggregate triumph in the Europa League’s last-32.

It was Ryan’s second straight clean sheet in the continental competition, while he now has seven in his first season in Spain.

Valencia were held scoreless in the first half in Austria but goals to Rodrigo, Sofiane Feghouli, Pablo Piatti and Ruben Vezo secured an emphatic win after the break.

Meanwhile, Robbie Kruse made his first appearance since returning to Bayer Leverkusen after his loan spell at Stuttgart was cut short.

The Socceroos winger came off the bench in the 88th minute of Leverkusen’s 3-1 triumph over Sporting Lisbon, with the Bundesliga club prevailing 4-1 on aggregate.

Brad Smith was an unused substitute as Liverpool overcame Augsburg at Anfield with an early James Milner penalty enough to see the Reds through 1-0 on aggregate.

The 21-year-old will be dreaming of an appearance at Wembley as Liverpool now prepare for Sunday’s League Cup final against Manchester City, with Smith having starred en route to the final.

Former Adelaide United winger Awer Mabil was not in the squad for FC Midtylland as his Danish side were beaten 5-1 by Manchester United at Old Trafford.

The Red Devils looked set for an embarrassing exit after conceding the first goal but five unanswered strikes was enough to see them progress 6-3 on aggregate.

 

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