TRE-MG reprova contas das campanhas de Pimentel e de deputados do PT em 2014

Diploma do governador Fernando Pimentel pode ser cassado. No detalhe,Benedito Oliveira, o Bené, operador do “caixa dois” da campanha de 2014

Diploma do governador Fernando Pimentel pode ser cassado. No detalhe, Benedito Oliveira, o Bené, operador do “caixa dois” da campanha de 2014

Tribunal multa partido em R$ 1,6 milhão em função dos crimes de “caixa dois” e sonegação fiscal; irregularidades podem levar à cassação de diploma do governador

Nesta terça-feira (16/02) o plenário do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) rejeitou, as contas do Diretório Estadual e do Comitê Financeiro Único do PT relativas às eleições de 2014, responsáveis por ajudar a financiar as campanhas do governador Fernando Pimentel, além de deputados estaduais e federais da sigla. De acordo com release divulgado no site do TRE-MG, a decisão prevê a multa de R$ 1,6 milhão ao partido, além da suspensão de repasses do Fundo Partidário por um período de seis meses.

A determinação do plenário do TRE-MG segue as recomendações do setor técnico do próprio TRE-MG e do Ministério Público Eleitoral. De acordo com reportagem sobre o assunto publicada na edição desta quarta-feira (17/02) do jornal HOJE EM DIA, na conclusão técnica, foram encontrados indícios de “caixa dois”, além de crimes de apropriação indébita, contra a ordem tributária. “Utilização de recursos sem trânsito pela conta bancária, cuja origem não se sabe, configurando o uso de ‘caixa dois’, falha grave que compromete a regularidade e transparência das contas”, diz trecho do parecer técnico reproduzido pelo Hoje em Dia.

De acordo com o jornal, os recursos aos quais o parecer se refere são um montante de R$ 608 mil que, segundo o TRE-MG, abasteceram as campanhas petistas sem serem declarados. Os técnicos do tribunal descobriram a existência da quantia após cruzamento de dados, que apontaram notas fiscais eletrônicas emitidas ao PT, mas não declaradas nas contas relativas a 2014.

Em um parecer anexado ao processo, o procurador regional eleitoral, Patrick Salgado, é taxativo: “Cumpre salientar que, dentre as irregularidades existentes nas contas do Partido dos Trabalhadores – PT e seu Comitê Financeiro Único – eleições 2014, foi apontada, em ambas, sonegação fiscal, conduta que, em tese, configura crime contra a ordem tributária”.

 

Fonte : Site Minas de Verdade

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