Fernando Pimentel acaba com projetos mineiros apontados como bons exemplos pela Revista Época

A Revista Época publicou, no último dia 16, uma matéria intitulada “Há talentos no setor público no Brasil, mas são poucos“. A revista destacou que o país “está longe de iniciativas inovadoras como as dos EUA”, que têm até portal de vagas públicas com salários tentadores, mas listou alguns bons exemplos que deveriam ser copiados. Entre os bons exemplos listados na matéria, estão o Líderes Cariocas, da prefeitura do Rio de Janeiro, e o caso dos empreendedores públicos e da certificação de talentos para a carreira pública, do Governo de Minas Gerais.

Apesar da citação elogiosa aos projetos, realizados no governo anterior, a matéria também mostra Minas Gerais como um exemplo do que não deve ser feito: a descontinuidade de bons projetos por interesses partidários. Foi o que aconteceu em Minas: os bons exemplos citados acabaram no governo do PT.

Um exemplo de descontinuidade ocorreu em Minas Gerais. Quando governou o estado, o senador Antonio Anastasia, do PSDB, criou os cargos de empreendedores públicos – uma iniciativa inspirada no Chile – para garimpar executivos talentosos dentro da administração pública. Se desempenhavam bem suas missões, eles eram designados para o comando de obras ou programas públicos.  Anastasia promoveu Eliane Parreiras, uma empreendedora pública da Cultura, a secretária da pasta, a partir dos resultados que ela obteve na execução de projetos e obras voltadas à cultura mineira. Outra iniciativa louvada por especialistas foi a certificação de talentos interessados em ingressar na carreira pública a partir de uma parceria entre o estado e a Universidade Federal de Minas Gerais. Depois de serem aprovados em rigoroso processo seletivo, eles eram considerados aptos a disputar postos-chaves na administração, fosse na saúde ou educação. Os dois programas foram descontinuados ou readaptados na gestão do petista Fernando Pimentel. Um dos motivos, diz o atual governo, é que a certificação custa caro – e o Estado não tem recursos para continuar bancando o projeto.

A matéria de Época se encerra dizendo que boas iniciativas como essa são raras “como água no deserto”, e que o Brasil “peca por não compreender a urgência da questão”. É verdade. Falta compreender a urgência da questão. E quando alguém compreende, falta o PT não atrapalhar depois.

 

Fonte : Site Turma do Chapéu

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