O PT quebrou Minas Gerais e secretaria da Educação não tem como pagar o aumento do piso da educação

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A informação foi dada durante coletiva para apresentação dos resultados fiscais do Estado em 2015. O não pagamento do reajuste implica na quebra de acordo com os professores e no descumprimento da lei criada pelo próprio governador Pimentel

As falhas de gestão e planejamento do Governo de Fernando Pimentel ficam cada dia mais evidentes em Minas Gerais. Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (28/01), o Secretário de Fazenda José Afonso Bicalho afirmou que o Governo do Estado não tem dinheiro para pagar o piso da Educação. A afirmação do Secretário confirma a quebra do acordo assinado entre governo e SindUTE em maio de 2015 e resulta no descumprimento da Lei criada por Fernando Pimentel, em maio do mesmo ano, que prevê, dentre outros, a aplicação em Minas do reajuste do piso Nacional da Educação. O chamado “acordo histórico na Educação” foi alvo de publicidade milionária veiculada durante grande parte do ano passado em horário nobre da televisão”

“É uma demonstração clara da falta de planejamento, total irresponsabilidade, falta de transparência e compromisso do governo do PT “, afirma o deputado Gustavo Valadares (PSDB), líder da Minoria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Os números apresentados pelo Governo evidenciam um claro descontrole das despesas por parte do Governo. Enquanto as receitas apresentaram crescimento de aproximadamente R$3 bilhões, ou 3,8%, as despesas subiram cerca de R$10 bilhões, ou 12,7%.

“Recentemente o governador fez um vídeo para se desculpar pelo atraso de salários e apresentou que o Governo havia tido uma economia de R$600 milhões em custeio, e a Oposição demonstrou que, na verdade, este custeio havia subido R$3 bilhões. Hoje, em coletiva, este foi o dado apresentado, confirmando o que alertamos. É o resultado do inchaço da máquina promovido pelo PT”, demonstrou Valadares.

Nesta quinta-feira foi divulgado pela imprensa, que o Governo pretende fazer um plano de redução de despesas, que implicaria no corte de mais de 160 mil cargos. Os números, porém, dizem respeito à uma reserva legal de cargos que poderiam ser preenchidos futuramente por concurso mas que nunca chegaram a ser ocupados – e por isso, o corte não traria qualquer alívio ao caixa do estado.

“O que está fazendo o governo do PT hoje é cortando o vento. Cortando cargos que não trazem nenhum impacto financeiro. Uma tentativa de enganar a população enquanto continua a privilegiar seus companheiros, como os secretários que chegam a receber salários de quase R$ 60 mil”, destaca o líder da Minoria.
Um dos argumentos usados pela equipe de Pimentel para os problemas fiscais enfrentados pelo Governo questiona aumentos salariais concedidos pelos governos anteriores. Valadares destacou que em 2014 o Estado fechou o ano abaixo dos limites da LRF, comprometendo 43,49% da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal.

“Temos muito orgulho de ter concedido diversos reajustes ao funcionalismo público, e conseguimos conceder tais reajustes mantendo os pagamentos em dia, sem qualquer tipo de parcelamento. As gestões de Aécio, Anastasia e Alberto Pinto Coelho pagavam ainda o 14º salário, que era o prêmio de produtividade – que Pimentel não pagou”, informou Valadares.

O deputado destacou, ainda, que “ em 2015 o Governo concedeu reajustes que vão impactar as contas de 2016 em R$1,9 bilhões, nós fomos favoráveis pois sabemos que o servidor merece. Só não imaginávamos é que o governo era irresponsável e não tinha como honrar”, finalizou o parlamentar.

 

Minas de Verdade

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