Presos trabalham para regredir pena e geram economia de R$ 150 mil/mês

Em Cruzeiro do Sul, 85 presos do semiaberto trabalham de graça.
‘Com tornozeiras, presos já dormem em casa’, diz juiz Torquato.

Bandeira do Acre

Bilhetes revelam plano de fuga em presídio de Cruzeiro do Sul (Foto: Tácita Muniz/G1)
Ao todo, 85 presos do semiaberto e vão passar Natal
e Ano Novo com a família (Foto: Tácita Muniz/G1)

Já monitorados pela tornozeleira eletrônica por terem trabalho fixo, 85 presos do regime semiaberto de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, regridem com o trabalho suas penas e geram uma economia de R$ 150 mil por mês ao Presídio Manoel Nery.

De acordo com o juiz Hugo Torquato, da Vara de Execuções Penais da Comarca de Cruzeiro do Sul, todos os presos que estão no regime semiaberto já estão em suas casas sendo monitorados pela tornozeleira eletrônica.

“Eles já não estão na unidade prisional. Ficam com essa monitoração e dormem em casa. No semiaberto, eles são obrigados a estudar ou trabalhar, estar em casa até as 18 horas. No final de semana só têm autorização de sair no domingo para visitar parentes. Além disso, saídas extra trabalho durante a semana não podem ocorrer, somente em emergência”, afirma o juiz.

Segundo Torquato, no ano passado alguns presos tiveram o benefício de saída de Natal. O juiz explica que como eles não tinham carta de emprego, não podiam usar tornozeleira, e com isso, tinham que ficar na unidade prisional.

Um convênio feito com a Secretaria de Obras de Cruzeiro do Sul permitiu que todos os presos que não tinham emprego, tivessem essa oportunidade.

“Agora eles trabalham de graça na Secretaria de Obras fazendo serviços gerais. Isso proporcionou que eles pudessem sair da unidade. É uma forma de devolver algum prejuízo causado à sociedade. Por conta disso, todos estão na rua”, diz.

Economia de mais de R$ 150 mil
Com o monitoramento eletrônico e presos sem dormir na unidade prisional, a economia mensal é de mais de R$ 150 mil. Ao G1, o juiz Torquato explica que sem os custos com jantar, café da manhã e segurança no período noturno, a redução nos gastos por preso são de pelo menos R$ 60 por dia.

“Todo tempo vamos fazendo uma análise de viabilidade econômica junto com a ideia de manter a punição. Se for um sistema muito leve, ele para de surtir efeito. Então, se o preso retorna para dormir na unidade, o estado fica responsável pelo jantar, café da manhã e segurança. Ainda se algo ocorre com o preso nesse tempo, o estado pode ter que indenizá-lo. Tem todas essas questões. O preso em liberdade está por conta própria”, explica.

O juiz ressalta ainda que, com o trabalho, o preso tem direito à redução de pena e acaba saindo do sistema mais rápido. “Com isso, o sistema de monitoração, que também tem um custo para o estado, já deixa de ser usado. É uma medida que muda o estilo de vida da pessoa também”, conclui.

 

GG1.COM.BR

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