Retrospectiva 2015 – Palmeiras campeão da Copa do Brasil 2015

JOGO DA IDA

26/11/2015 00h03 – Atualizado em 26/11/2015 01h49

Santos bate Palmeiras em jogo tenso e fica a um empate do título

Primeira partida da decisão da Copa do Brasil tem pênalti perdido, expulsão e reclamação do Verdão. No fim, Peixe perde chance inacreditável, com Nilson.

A primeira partida da final da Copa do Brasil, entre Santos e Palmeiras, nesta quarta, na Vila Belmiro, foi nervosa, catimbada, com pênalti não marcado, outro apontado e não convertido, e até com troca de juiz. No fim, prevaleceu o maior volume de jogo do Peixe, que venceu por 1 a 0 e agora joga pelo empate na quarta que vem, na arena do rival. O Verdão precisa vencer por dois gols. Se vencer por um, leva a decisão para os pênaltis. Gabriel, que perdeu pênalti no começo, se reabilitou ao marcar o gol da vitória.

A vantagem do Peixe só não é maior porque Nilson, que entrou no segundo tempo, perdeu uma chance incrível já nos acréscimos, quando teve o gol aberto à sua frente e conseguiu a façanha de errar o chute.

Palmeiras x Santos Gabriel festeja (Foto: Marcos Ribolli)
Gabriel comemora o gol da vitória na fina (Foto: Marcos Ribolli)

O JOGO

O jogo começou bem movimentando. Com apenas quatro minutos, os dois times já haviam perdido chances claríssimas: primeiro o Verdão, com Jackson, que viu a bola aparecer à sua frente, na pequena área, mas mandou para fora. Depois o Peixe, com Gabriel, que desperdiçou penalidade cometida por Arouca em Ricardo Oliveira – a bola bateu na trave.

Aos 12, um baque para o Palmeiras: Gabriel Jesus deixou o gramado sentindo dores no ombro esquerdo por causa de uma pancada após sofrer falta de Deivid Braz.

Passada a correria do início, o jogo se tornou mais brigado que criativo. Os times cometiam muitas faltas, amarravam a partida. Apesar da catimba, o Santos demonstrava um pouco mais de lucidez. Tinha o domínio, criava mais chances, mas falhava nas finalizações. Que o diga Ricardo Oliveira, que recebeu bom passe de Victor Ferraz e parou em Prass.

O Santos se manteve em cima do Palmeiras no segundo tempo, estratégia que abriu espaços para os contra-ataques do adversário. Aos 5 minutos, Barrios escapou às costas de David Braz, invadiu a área e caiu na área pedindo pênalti. Luiz Flávio de Oliveira não viu falta. O juiz, aliás, não terminou o jogo: ele se machucou e foi substituído pelo quarto árbitro.

Passado esse lance polêmico, o Santos voltou a mandar no jogo e, depois de muito insistir, chegou o gol aos 33, em grande jogada de Gabriel, que passou por Amaral e tocou na saída de Prass. Um belo gol. Os palmeirenses ficaram ainda mais tensos com a desvantagem. Lucas acertou um pontapé em Lucas Lima e foi expulso, deixando a equipe com um a menos nos últimos minutos da partida.

Nos acréscimos, um lance de Inacreditável FC. Ricardo Oliveira foi lançado, driblou Prass e a bola sobrou para Nilson. O gol aberto. Era só empurrar e sair para o abraço, mas ele fez o mais difícil: pegou errado e mandou para fora.

 

GLOBO ESPORTE.COM

JOGO DA VOLTA

Palmeiras vence o Santos nos pênaltis e fica com o título da Copa do Brasil

Após fazer 2 a 1 no tempo normal com gols de Dudu, mas levar banho de água fria de Ricardo Oliveira perto do fim, Verdão fatura o título nas penalidades com gol de Prass

Agora vale pôster, e para o Palmeiras! Em jogo disputado e cheio de tensão, o Verdão conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil após superar o Santos no tempo normal e nas penalidades. Depois de um 2 a 1 nos 90 minutos da decisão, com dois gols de Dudu e um de Ricardo Oliveira, os times decidiram o título nos pênaltis, com vitória alviverde por 4 a 3.

Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e Fernando Prass fizeram para o Palmeiras. Geuvânio, Lucas Lima e Ricardo Oliveira marcaram para o Santos. Rafael Marques parou em Vanderlei, enquanto Marquinhos Gabriel (para fora) e Gustavo Henrique (nas mãos de Prass) também perderam.

Foi o sétimo jogo das equipes no ano, com quatro vitórias do Peixe e três do Verdão e, assim como no Paulistão, tudo acabou nas penalidades. O título recoloca o Palmeiras na Taça Libertadores após dois anos de ausência.

Palmeiras festa título (Foto: Marcos Ribolli)
Jogadores do Palmeiras comemoram o título da Copa do Brasil (Foto: Marcos Ribolli)

O JOGO

O Palmeiras teve a primeira chance com incríveis dez segundos. Após saída errada do Santos, Barrios lançou Gabriel Jesus, que chutou fraco, permitindo a defesa de Vanderlei com os pés.

A resposta veio pouco depois, aos 7 minutos. Zeca fez boa jogada pela esquerda e tocou para Marquinhos Gabriel. Com um drible, o meia passou por Jackson e exigiu defesa de Fernando Prass. Victor Ferraz, ao aproveitar o rebote, acertou a trave esquerda.

Com volume de jogo e muita pressa, o Verdão criou mais chances. A melhor em cabeceio de Lucas Barrios, que tentou encobrir Vanderlei. De mão trocada, o santista fez milagre.

Grande esperança palmeirense, Gabriel Jesus deixou o jogo aos 40 por dores no ombro esquerdo, em consequência de lesão sentida ainda no primeiro jogo, na Vila Belmiro. Pouco antes, David Braz também já havia deixado o jogo por um problema muscular.

No segundo tempo, o Palmeiras enfim conseguiu o seu primeiro gol aos 11 minutos. Como um bom pivô, Barrios fez a parede e tocou para Robinho. O meia invadiu a área e tocou para Dudu que, livre de marcação e em posição legal, abriu o placar.

Palmeiras x Santos Dudu (Foto: Marcos Ribolli)
Dudu comemora o segundo gol, que quase garantiu o título no tempo normal (Foto: Marcos Ribolli)

Com o Santos apático, o Verdão chegou ao segundo aos 39. Robinho cobrou falta, Vitor Hugo escorou de cabeça e a bola atravessou a área. Dudu, mais ligeiro que Zeca, fez o segundo.

O instantâneo título alviverde, porém, foi adiado aos 41. Marquinhos Gabriel cobrou escanteio, Werley desviou e Ricardo Oliveira, sempre ele, marcou e levou a decisão para os pênaltis.

O heroísmo, então, passou de Dudu para Prass. Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e o próprio goleiro fizeram para o Palmeiras. Só Rafael Marques parou em Vanderlei. Do lado do Peixe, Geuvânio, Lucas Lima e Ricardo Oliveira fizeram, mas os erros de Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique, que parou em Fernando Prass, foram decisivos para a conquista alviverde.

Fernando Prass bate pênalti (Foto: Marcos Ribolli)
Fernando Prass bateu o pênalti que garantiu o título (Foto: Marcos Ribolli)
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