Vizinho retira três crianças de casa incendiada no sudeste do Tocantins

O incêndio aconteceu em Taguatinga e foi controlado por um caminhão pipa.
As crianças não se feriram e foram acompanhadas até a chegada da mãe.

Bandeira do estado do Tocantins

Três crianças foram socorridas de uma casa que pegava fogo, na madrugada deste sábado (21), em Taguatinga, região sudeste do Tocantins. De acordo com a Polícia Militar, um vizinho informou que percebeu que o local estava em chamas e entrou para retirar as crianças, uma de dois anos, outra de seis e uma terceira que não teve a idade informada. Ninguém ficou ferido.

Incêndio em Taguatinga (Foto: Divulgação/ PM)
Incêndio aconteceu em Taguatinga
(Foto: Divulgação/ PM)

Os policiais informaram ainda que as crianças estavam sozinhas em casa e não souberam informar onde a mãe estava. O fogo foi controlado depois que a PM acionou o caminhão pipa do 4ª Batalhão de Engenharia da Construção do Exército Brasileiro.

As crianças informaram que uma vela que estava acesa perto do sofá pode ter começado o incêndio, já que o bairro estava sem energia. Acompanhadas por um conselheiro tutelar as crianças passaram por exames no hospital da cidade e depois foram liberadas.

A mãe foi localizada e compareceu ao Pelotão da Polícia Militar onde o conselheiro tutelar entregou os filhos. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso será comunicado à Polícia Civil.

G1.COM.BR

Tarifa de táxis-lotação pode chegar a R$ 4,10 em Boa Vista, diz sindicato

Reajuste deve começar a valer em janeiro de 2016; tarifa hoje é de R$ 3,40.
Emhur diz que ainda vai estudar possibilidade de concessão de reajuste.

Bandeira do estado de Roraima

Após quatro reajustes no preço da gasolina em Roraima em menos de um ano, a tarifa dos táxis-lotação também deve ter aumento em Boa Vista. Segundo o sindicato da categoria, a mudança pode começar a valer a partir de janeiro de 2016 e elevar o preço da passagem para até R$ 4,10.

Conforme o presidente do sindicato, Marino Jorge, um pedido para aumento na tarifa do táxi-lotação e também do convencional já foi levado à Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emurh) para análise. A principal justificativa apontada para a solicitação é o aumento no preço do combustível.

“Só estamos reajustando o valor da tarifa porque estamos sendo penalizados com os sucessivos aumentos no preço da gasolina. Então, teremos que repassar esse aumento ao cliente. Se fosse só por causa da categoria, jamais elevaríamos o preço da passagem”, afirmou Jorge.

Ele reiterou ainda que o reajuste não deve passar de R$ 4,10. O valor deve ser mantido enquanto não ocorrerem novos aumentos no preço do combustível. Atualmente, a passagem do táxi-lotação custa R$ 3,40. “A nossa intenção é ‘segurar’ esse novo valor por um tempo. Porém, se os custos do combustível voltarem a crescer, vamos ter de estudar novos reajustes”, declarou.

À Rede Amazônica em Roraima, a diretora de mobilidade urbana da Emhur, Veronice Romão, afirmou que antes da concessão do aumento o caso será analisado por um conselho da empresa. “Só após essas reuniões é que vamos verificar a questão do reajuste dentro das possibilidades dos nossos cidadãos”, afirmou.

Usuários
A população reclama do novo reajuste e diz que o serviço prestado precisa melhorar para poder elevar os valores. Para o aposentado José Oliveira, o aumento é um absurdo. “Precisamos do transporte público todos os dias e é uma dificuldade, pois muitos deles não querem seguir as rotas do ônibus e querem deixar os passageiros na metade do caminho. O serviço precisa melhorar bastante, para poder valer mais”, disse.

Outra usuária, moradora da zona Oeste da cidade, critica o trabalho do táxi-lotação. “Esse reajuste é um absurdo, eles [motoristas] têm que entender que um passageiro que pega no Centro da cidade não segue até o fim da linha, e sim, ele vai pegando passageiros ao longo do caminho, o que garante mais lucro. Mas, pelo que vemos, eles querem cobrar de uma pessoa uma rota toda, o que é uma falta de respeito”, destacou a mulher, acrescentando que o acréscimo de R$ 0,60 é exorbitante.

 

G1.COM.BR

Por causa da crise, empresas de Rondônia diminuem contratações temporárias

Conforme sondagem de associações, queda pode ser chegar até 40%.
Em Ariquemes, cerca de 1,5 mil pessoas devem ser contratadas.

Bandeira do estado de Rondônia

Em Vilhena, lojas afirmam que contratarão menos do que em 2014 (Foto: Dennis Weber/ G1)

Em Vilhena, lojas afirmam que contratarão menos do que em 2014 (Foto: Dennis Weber/ G1)

Por causa da crise econômica que atinge o Brasil, as empresas de Rondônia estão controlando as contratações temporárias de final de ano. Segundo estimativa feita por associações comerciais de várias cidades, supermercados, lojas de roupas e eletrodomésticos devem diminuir as contratações em até 40%, se comparado aos anos anteriores.

É o caso de uma de loja de móveis e eletrodomésticos de Ariquemes (RO). Segundo a gerente do estabelecimento, Neuza Martins, a crise econômica exige que os empresários deem uma pausa nestas contrações. “Vamos manter o nosso quadro de funcionários por enquanto. Estamos aguardando a melhoria do mercado para inserir novos colaboradores”, diz.

Segundo a Associação Comercial e Industrial de Ariquemes (Acia), mais de 1,5 mil vagas temporárias devem ser abertas até o final de novembro somente em Ariquemes (RO). Grande parte destas oportunidades serão preenchidas por jovens que tenham entre18 e 28 anos, visto que a maioria dos empresários não exigem experiência profissional para este tipo de vaga.

A mesma pausa nas contrações temporárias está sendo feita em Cacoal (RO), onde os lojistas só devem ampliar o quadro no final do mês de novembro e início de dezembro. De acordo com Maria Rita dos Santos, gerente de uma loja de confecções, cerca de sete funcionários temporários devem ser contratados na empresa.

“No ano passado contratamos mais de 30, mas esse ano as vendas caíram bastante, por isso precisamos pisar no freio nas contratações. Caso o movimento melhore contrataremos mais pessoas”, diz.

Em Ji-Paraná, lojas devem segurar quadro de funcionários até dezembro (Foto: Samira Lima/ G1)
Em Ji-Paraná, lojas devem segurar quadro de funcionários até dezembro (Foto: Samira Lima/ G1)

Já a gerente de uma loja de calçados de Cacoal, Betânia Rios, diz que empresa ainda não definiu se irá ou não fazer contratações temporárias e, caso faça, a seleção será a partir de dezembro. “Os proprietários ainda estão analisando se será necessária a contratação de temporários, porém a previsão é que uns cinco funcionários sejam contratados no mês que vêm”, aponta.

A redução nas contratações temporárias de final de ano também foi sentida em Ji-Paraná (RO). Segundo a gerente comercial da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Nayara Trindade, em comparação ao ano passado, o comércio local registrou 143% a mais de demissões.

“Essas pessoas não foram reabsorvidas pelo mercado de trabalho e os comerciantes estão segurando ao máximo as novas contratações. Aconselhamos as pessoas que querem se reinserir no mercado a se qualificarem, procurarem cursos online em áreas como vendas, atendimento, tudo isso pode ajudar o candidato a ser notado e aproveitado pelas empresas”, explicou.

Segundo o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Vilhena (ACIV), Gelson Schmitt, as contratações temporárias devem diminuir no comércio local, conforme pesquisa feita pela entidade com algumas das empresas associadas.

“Se contratarem, o número será bem menor do que no ano passado. Por causa da queda de vendas, pelo índice de desemprego que vem aumentando e as pessoas não tem dinheiro para gastar. Essa é a realidade do mercado, não só de Vilhena (RO)”, esclarece.

Otimismo
Mesmo com a crise econômica, uma loja de confecções de Ariquemes decidiu antecipar as contrações temporárias, pois a procura pelos produtos está aumentando conforme os clientes recebem o 13° salário.

“Como já é de costume todo final de ano o movimento aumenta, nós fizemos contratações e fazendo treinamento para assim atender melhor nossos clientes no final do ano”, diz o gerente da empresa, Gilberto Rigamonti.

A previsão de bom faturamento também é esperada em Guajará-Mirim (RO). De acordo com a gerente comercial  de uma loja, Lindonete Ojopi, neste ano a perspectiva é melhor que em 2014, pois as vendas aumentaram e a loja já contratou 15 funcionários que irão trabalhar por um período de 90 dias. “Todos os anos nós contratamos funcionários nesta época. Aqueles que se destacam ficam com a gente após o final do contrato, geralmente são de  três a cinco “, diz Lindonete.

Colaboraram: Júnior Freitas, Dennis Weber (G1 Vilhena e Cone Sul), Samira Lima e Rogério Aderbal

 

G1.COM.BR

Moradores reclamam de insegurança no bairro da Condor, em Belém

Diversas pessoas relatam momentos de tensão vividos durante assaltos.
PM diz que mantém rondas na área com viaturas 24 horas.

Bandeira do estado do Pará

Moradores da travessa Apinagés, no bairro Condor, na capital paraense, reclamam da violência na área. Várias pessoas já foram assaltadas e tiveram as casas invadidas. Na madrugada deste sábado (21), um carro derrubou um muro e, segundo a população que reside nas proximidades, o motorista contou que estaria fugindo de bandidos.

Fotos feitas minutos depois do acidente mostram o carro e o muro destruídos. O caso aconteceu por volta de 4h30. O veículo seguia pela rua dos Apinagés, quando teria sido abordado por um assaltante. Ele teria ficado nervoso e perdido o controle da direção do veículo. Por isso, acabou atingindo o muro de uma casa. “Nós conversamos com as pessoas e o motorista que disse que estava fugindo de bandidos”, afirmou uma pessoa que prefere não se identificar.

O motorista não foi encontrado pela reportagem. Na manhã deste sábado, homens trabalhavam na reconstrução do muro atingido. Quem mora na via, próximo à rua Nova, tem medo. “Nós somos considerados presidiários dentro da própria casa”, conta outro morador.

Por conta dos assaltos, um homem que pede para não mostrar o rosto diz que quer se mudar da área. “Assalto não tem mais horário, é de dia, de noite. Estou desde junho aqui e já estou querendo sair. Meu negócio vai mudar de local. Insegurança total”.

As histórias de violência são muitas. “Entraram dentro da minha casa aí, com arma na mão, só não atirou na minha nora porque meu filho se levantou e deu o celular para ele, aí ele saiu com o revólver em punho”, diz outra vítima.

“Aqui nós já fomos assaltados. Fiquei até com um pouco de receio, de medo de andar na rua. Preciso até preciso procurar um psicólogo, porque a gente tem medo, fica assustado, desconfia de todo mundo, até quem se aproxima. Não sei porque a polícia não faz nada, não busca resolver a situação. A gente já denunciou, tem até um abaixo assinado aqui, correndo na rua, na vizinhança, para tentar resolver esse problema”, contou outro morador.

A Polícia Militar informou que, na área mostrada na reportagem, mantém rondas com viaturas 24 horas, além do apoio de motocicletas e operações preventivas e de fiscalização em diversos pontos, com monitoramento de câmeras, barreiras policiais, com abordagens a pessoas e veículos. A PM também orienta as vítimas a registrar boletim de ocorrência e denunciar por meio do Disque Denúncia, o 181.

 

G1.COM.BR

Incêndio destrói galpão de loja na Avenida Djalma Batista, em Manaus

Incêndio destrói galpão de loja na Avenida Djalma Batista, em Manaus

Oito viaturas foram acionadas para a ocorrência; não houve feridos.
Ainda não há informações sobre a origem das chamas.

Bandeira do estado do Amazonas

O galpão estava vazio e não houve feridos (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

O galpão estava vazio e não houve feridos (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Um incêndio destruiu um galpão da antiga loja Oriente na noite de sábado (21) na Avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul de Manaus. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo teve início por volta de 22h, e não danificou a estrutura do prédio.

O galpão estava vazio e não houve feridos.

“O incêndio iniciou com um princípio de incêndio no subsolo, que tomou uma área de 8x40m. As chamas não atingiram os andares superiores, mas a fumaça sim”, informou a corporação.

Oito viaturas foram acionadas para a ocorrência. Após o controle do fogo, bombeiros permaneceram no local para realizar o trabalho de rescaldo. O trabalho encerrou por volta de 00h45 deste domingo (22).

 

G1.COM.BR

PIB do Amapá teve o segundo maior crescimento do país entre 2010 e 2013

Valores dos PIBs foram divulgados pelo IBGE; o do Amapá é R$ 12 bi.
Em 2013, Produto Interno Bruto amapaense teve variação de 3,2%.

Bandeira do estado do Amapá

Porto de Santana movimentou 962.607 toneladas de cargas em 2013 (Foto: Aline Medeiros/CDSA)

PIB do Amapá cresceu 18% em três anos, diz IBGE
(Foto: Aline Medeiros/CDSA)

Com crescimento acumulado de 18,3% entre 2010 e 2013, o Amapá foi o segundo estado com o maior registro de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no referido período. A soma das riquezas produzidas amapaenses perdeu apenas para Mato Grosso do Sul, com 21,9%. A pesquisa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Norte, o Amapá obteve a terceira melhor variação no PIB de 2013, com crescimento de 3,2%. O percentual foi menor apenas comparado a Roraima (5,9%) e Amazonas(4,4%), no mesmo ano.

O crescimento na soma das riquezas amapaenses fez o PIB do estado somar R$ 12,762 bilhões em 2013, permanecendo com participação de apenas 0,2% em relação ao Produto Interno Bruto do Brasil. A cifra, no entanto, ficou à frente de Roraima (R$ 9,03 bilhões) e Acre (R$ 11,44 bilhões).

O IBGE também divulgou a renda per capita da população dos estados. O Amapá registrou uma renda de R$ 17.363,82. O valor é o quarto melhor da região Norte. À frente, estão Amazonas (R$ 21.873), Roraima (R$ 18.495) e Rondônia (R$ 17.990).

A renda per capita do amapaense também é maior que a média da região Norte, de R$ 17.213. Mas está abaixo da média brasileira, que alcançou R$ 26.445, em 2013.

 

G1.COM.BR

Promotora diz que dados de feminicídio no Acre são alarmantes

Acre é o 5º estado onde mais se mata mulheres, segundo Mapa da Violência.
‘Mulheres negras morrem mais do que brancas’, diz promotora.

Bandeira do Acre

Projeto oferece apoio para mulheres vítimas de violência em Londrina (Foto: Reprodução/RPCTV)

Negras sofrem mais violência que mulheres
brancas (Foto: Reprodução/RPCTV)

O Acre é o 5º estado no Brasil onde mais se mata mulheres e Rio Branco a nona capital em número de ‘feminicídios’. Os dados são do Mapa da Violência 2015, divulgado pela Flacso Brasil. O mapa leva em consideração os anos de 2003 a 2013.

Os números são considerados assustadores pela promotora de Justiça Dulce Helena, da Promotoria de Violência Doméstica e Familiar do Ministério Público do Acre (MP-AC).

“Isso é alarmante. O Acre não é o [estado] em que mais se mata, mas infelizmente também não é o que menos se mata mulheres. Ainda temos que melhorar muito. O que precisa é que hajam políticas públicas, estamos lutando para isso. O Acre é um estado pobre, mas esperamos que esse retrato da violência mude”, destaca.

Dezesseis dias de ativismo
Na busca pela redução desses números, órgãos públicos que fazem parte da Rede de Atendimento à Mulher promovem uma campanha de combate à violência doméstica. São ’16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher’. A campanha começou na última quarta-feira (18) e vai até o próximo dia 4 de dezembro.

Promotora Dulce Helena fala sobre índices de homicídios (Foto: Veriana Ribeiro/G1)
Promotora Dulce Helena diz que dados são
alarmentes e precisam ser mudados
(Foto: Veriana Ribeiro/G1)

A promotora explica que a campanha, que faz parte de uma iniciativa mundial, busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressões sofridas pelas mulheres. O objetivo também é propor medidas de prevenção e combate à violência ampliando os debates com a sociedade.

Entre as ações previstas para acontecer no estado está um mutirão de processos em parceria com o Ministério Público (MP-AC), para julgar crimes de violência familiar.

“Temos participado de ações que contribuem para o rompimento do ciclo de violência doméstica, considerando que isso é fruto do machismo e de preconceitos como o racismo. A promotoria, junto com a equipe multidisciplinar, conta com uma psicóloga e uma assistente social, temos feito reflexões, promovendo a construção da equidade entre os gêneros”, explica.

‘Mulheres negras sofrem mais’, diz promotora
Ainda segundo a promotora, o número de denúncias de casos de violência contra a mulher cresceram desde 2006, ano em que foi sancionada a Lei Maria da Penha.

“Com isso as mulheres tomaram a consciência de que tinha uma lei que as protegia ficando mais conscientes e denunciando mais. Essa é a terceira lei mais conhecida do Brasil”, destaca.

Além do machismo, a promotora destaca que o racismo está entre os principais fatores do feminicídio.

“Mulheres negras morrem mais do que brancas. Isso é gritante. As mulheres negras sofrem mais. Vários fatores levam a violência doméstica, ciúmes, álcool, drogas e dependência econômica”, diz.

Ainda segundo ela, é na faixa etária de 15 aos 29 anos que estão a maior parte das vítimas homicídios violentos, segundo dados do Departamento de Informática do SUS (DataSUS) de 2013.

“Para as jovens negras a taxa de mortes é de 11,5 por 100 mil habitantes, enquanto para as jovens brancas é de 4,6. Os casos de homicídio de mulheres estão relacionados a causas e fatores de riscos diferentes dos homens. No caso deles, as mortes parecem estar mais relacionadas a gangues, envolvimento com drogas e conflitos interpessoais. As mulheres são vítimas de conflitos familiares e tem como algozes muitas vezes seus parceiros”, disse.

Violência contra a mulher no Brasil
De acordo com a promotora, o Mapa da Violência 2015, divulgado pela Flacso Brasil, afirma que o número de homicídios de mulheres no pais passou de 3.937 para 4.762, um crescimento de 21%.

Ela explica que um em cada três desses crimes foram cometidos por atuais ou ex-companheiros das vítimas. A Paraíba é o estado onde menos se mata mulheres, com 1,9 mortes por 100 mil mulheres.

O Brasil tem uma taxa 4,8 mortes por 100 mil mulheres. É o 5º país onde mais se mata mulheres, atrás apenas de Rússia, Guatemala, Colômbia e El Salvador. O pais vizinho Argentina ocupa a 28º colocação e a Síria, país tomado pela guerra civil, está em 64º lugar.

 

G1.COM.BR

Batizada de Raimunda, moradora do DF troca nome após chacotas

Mulher largou estudos e já ignorou carteiro; processo judicial durou 3 anos.
Ela conta que passou vergonha com pretendentes e ouviu piadas sexuais.

Bandeira do Distrito Federal (Brasil)

Batizada como Raimunda, moradora do DF que pediu na Justiça mudança de nome para Débora por causa de chacotas (Foto: TV Globo/Reprodução)

Batizada como Raimunda, moradora do DF que pediu na Justiça mudança de nome para Débora por causa de chacotas (Foto: TV Globo/Reprodução)

Mesmo sabendo dos gastos para mudar todos os documentos, a dona de casa Débora [ela pediu para não ter o sobrenome identificado], de 44 anos, comemora a decisão da Justiça de Brasília de autorizar a troca do nome que ela carrega na carteira de identidade. Ela conta que desde criança sofre chacotas e é excluída de grupos por ter sido batizada como Raimunda. Envergonhada, ela largou os estudos duas vezes para não ter de responder chamadas, já fingiu não ter ninguém em casa quando o porteiro a chamava e evitou conhecer pessoas novas, para não ter que se apresentar.

A mulher, que atualmente mora no Gama com o marido e os três filhos, chegou ao Distrito Federal aos 4 anos. Ela veio do interior do Piauí com a tia e, até então, não via problemas no nome. Os constragimentos começaram quando ela começou a frequentar a escola.

“Quando vim para cá, achei um pouco diferente, porque não conhecia ninguém que tinha esse nome. Quando eu falava na escola, piorou. As pessoas me provocavam, não sei por qual motivo, ficavam com gracinha, ficavam tirando onda na escola. Aquilo me incomodava muito”, lembra.

“Quando eu ia dar presença na escola, eles falavam assim: ‘poxa, que nome feio esse seu, quem pôs esse nome tinha mau gosto’. Hoje eu rio. Na época eu falava que era nome de santo, mas ainda brincavam e não adiantava. Quando tinha brincadeira de roda, eu ficava de fora, porque meu nome não combinava com nada. Eu ficava chorando. Eram coisinhas simples, que foram me matando.”

Débora diz que a tia comentou que trocaria o nome dela se pudesse, mas não tinha intenção de “enfrentar” os pais da garota. Eles haviam escolhido o nome e, naquela época, consideravam o registro de batismo sagrado. Só que, de acordo com a mulher, as gracinhas ficaram mais intensas e “agressivas” à medida que ela crescia. Ela tentou estratégias para esconder a situação, sem sucesso.

“Quando as paqueras começaram, os meninos se afastavam. Diziam: ‘a menina é bonita, mas o nome não ajuda, não’. Minhas amigas, em vez de me ajudarem, ficavam me trazendo essas coisas, mostrando os bilhetinhos”, lembra. “Eu tive todo nome que se pensar. Fui Lurdinha, Edna. Era qualquer nome que alguém falava, tudo para encurtar assunto. E aí eu tinha que fazer força para não esquecer que era comigo quando alguém falava o nome que não era meu. Foi difícil.”

A mulher conta que no final as pessoas sempre descobriam a mentira. Cansada dos questionamentos, ela mesma passou a se excluir e entrou em depressão. Aos 16 anos e já com o apelido de “Dinha”, ela decidiu largar os estudos para evitar as chamadas. Pouco depois casou com um homem a quem não amava, mas a “aceitava com aquele nome”.

“Casei com um homem feio, de que eu não gostava, sem paixão, sem amor”, lembra. “Acho que tinha a ver com o que diziam [de me deixar de lado por eu ser Raimunda]. Tivemos dois filhos, e depois eu me separei.”

A dona de casa conta que se sentia para baixo e que procurou terapia. Na rua, segundo Débora, as brincadeiras continuaram mesmo quando depois de ela alcançar a maioridade.

Quando as paqueras começaram, os meninos se afastavam. Diziam: ‘a menina é bonita, mas o nome não ajuda, não’. Minhas amigas, em vez de me ajudarem, ficavam me trazendo essas coisas, mostrando os bilhetinhos”. “Eu tive todo nome que se pensar. Fui Lurdinha, Edna. Era qualquer nome que alguém falava, tudo para encurtar assunto. E aí eu tinha que fazer força para não esquecer que era comigo quando alguém falava o nome que não era meu. Foi difícil”
Débora,
dona de casa que mudou de nome

“Havia coisas como ‘aí que mora a dona Raimunda, uma Raimundinha?’. E daí iam para piadinhas sexuais, de baixo calão. Aquilo me deprimia, doía em mim”, diz.

Anos depois, Débora se apaixonou pelo atual marido e decidiu tentar um novo casamento. A união deu certo, e eles tiveram uma menina. O homem então sugeriu que a dona de casa tentasse alterar o nome pela Justiça. Achando que não havia necessidade, ela deixou a ideia de lado e pensou em voltar a estudar.

A mulher deu início então a um curso supletivo, mas viu tudo desmoronar quando a professora de português se recusou a receber um trabalho porque ela assinava como “Dinha”. “A professora falou bem altão, espalhando, não foi discreta. Nem para me chamar no cantinho e dizer que eu tinha de usar meu nome. Que nada. Voltei para casa chateada, chorando e parei de estudar de novo. Essa foi a gota d’água para mim.”

Há três anos e já com os filhos “grandes” [26, 24 e 12 anos], Débora procurou a Defensoria Pública e deu início ao processo para mudança de nome. Ela conta que já nem tinha mais esperanças de poder fazer a alteração e diz ter ficado eufórica com a notícia de que o pedido foi deferido.

“Eu até achava que não ia dar em nada, que achavam que não tinha importância. Como com isso não prendia ninguém, não dependia de nada, ninguém ligaria para isso”, ri. “Eu pensava: ‘será que vou morrer com esse nome horroroso?’. Mas agora deu certo. Tudo isso me afetava muito emocionalmente. Estou feliz, graças a Deus, estou bem. Eu me sinto mais segura, mais animada, mais eu. Estou feliz, me vejo capaz de transformar, fazer o que não fiz antes agora. Estou disposta a tudo. Estou querendo voltar a estudar e quero montar um salão de beleza.”

Prédio do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)
Prédio do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)

Segundo a dona de casa, toda a família apoiou a decisão – inclusive os pais, que já são idosos. “Todo mundo ficou feliz. Amigos me deram parabéns, me abraçaram. Eu acho que a gente tem que correr atrás dos nossos sonhos, quando algo incomoda a gente tem que fazer o que melhora.”

Inspiração e mudança
A mulher conta que escolheu o nome Débora por causa da admiração que tem pela atriz Débora Bloch e da beleza que vê na também atriz Deborah Secco. “Naquela época eu deixei as coisas me pegarem, acertarem em cheio no meu emocional. Então, quando fui ter vontade de viver assim, tirar manchinhas da pele, ficar arrumada, vi que a vida é tão mais fácil. Começou a abrir novos horizontes. Mas o nome continuava, e eu pensava: ‘isso não vai dar certo’. Aí lembrei delas e pensei no que eu queria ser.”

Casei com um homem feio, de que eu não gostava, sem paixão, sem amor”, lembra. “Acho que tinha a ver com o que diziam [de me deixar de lado por eu ser Raimunda]. Tivemos dois filhos, e depois eu me separei. Havia coisas como ‘aí que mora a dona Raimunda, uma Raimundinha?’. E daí iam para piadinhas sexuais, de baixo calão. Aquilo me deprimia, doía em mim”
Débora,
dona de casa que mudou de nome

Juiz da Vara de Registros Públicos, Ricardo Daitoku conta que qualquer pessoa que passa por situações de sofrimento por causa do nome pode pedir a mudança. O procedimento é regulamentado pela Lei dos Registros Públicos, que entrou em vigor em 1976. Um dos dispositivos da norma diz ainda que, entre os 18 e 19 anos, independentemente de qualquer tipo de justificativa, é possível fazer a alteração com o fundamento de que o nome não foi escolhido pelo dono, e sim pelos pai.

De acordo com Daitoku, não há uma faixa etária na qual haja maior número de pedidos para mudança de nome. Há ações que incluem desde bebês até idosos. São cerca de 30 solicitações por mês. Parte delas é de transexuais.

Quando a alteração é autorizada, é necessário trocar muitos documentos. O registro de nascimento é o documento que vai guiar todos os demais. Com isso, tudo precisa ser modificado depois. Se a pessoa tem imóvel, deve ser feita também averbação do novo nome no registro imobiliário, explica o juiz.

 

G1.COM.BR

Moradores denunciam abandono e pedem melhorias no Parque Botafogo

Eles dizem que espaço não recebe cuidados devidos e exigem providências.
População afirma que insegurança inviabiliza visitas ao local, em Goiânia.

Bandeira de Goiás

Andreia Moura, 39 anos, acredita que o Parque Botafogo está abandonado Goiânia Goiás (Foto: Vanessa Martins/G1)

Andreia Moura, 39 anos, afirma que o Parque Botafogo está abandonado

(Foto: Vanessa Martins/G1)

Visitantes e moradores dos setores Vila Nova e Centro, em Goiânia, reclamam da falta de cuidados e manutenção no Parque Botafogo. Eles dizem que o local está abandonado e muitos têm medo de passar por lá devido à falta de segurança. Segundo os relatos, a sujeira é grande, além de ser comum encontrar até preservativos usados jogados próximo à área reservada para piquenique.

A designer de interiores Andreia Moura, de 39 anos, que mora no Setor Vila Nova desde que nasceu, contou ao G1 que as condições do parque pioraram significativamente nos últimos meses.

“Sinceramente, o parque está abandonado. Na verdade, nunca foi muito bem estruturado, sempre ficou uma coisinha ou outra a desejar, mas há 10 anos, por exemplo, ainda tinha condições de caminhar aqui, de ir para o Centro porque existia a passarela, hoje a gente não consegue ir para o Centro a pé mais”, reclamou.

A moradora questiona os motivos da passarela de pedestres ter sido removida antes que as obras do bondinho ficassem prontas. “Desde quando destruíram a passarela acabou isso aqui”, lamentou. Apesar de considerar a estrutura do local precária, para ela, o pior é a insegurança.

“Não tem segurança nenhuma. Antigamente tinha um guarda na guarita, que hoje fica fechada. Com a criação do túnel, só passa carro, a parte de cima também é super perigosa, não tem segurança, nem de um lado nem do outro. Sempre tem muitos fumantes de crack por aqui. Não tenho coragem de andar por aqui mais”, contou.

Medo
A missionária Elieide Ferreira, de 50 anos, trabalha em uma igreja próxima ao parque e conta que também vê usuários de crack com frequência no local. “Tem bastante usuários aqui. Dentro do parque a gente sente cheiro de droga de longe. É perigoso, a iluminação é péssima, muito escuro. Eu quase não vejo polícia aqui”, comentou.

Quando precisa passar pelo parque, ela conta que não se sente segura sozinha. “Eu vou até ali na frente com um pedacinho de pau de vassoura para tentar, como dizem, disfarçar, para inibir [possíveis ameaças]”, contou.

A missionária Elieide Ferreira, de 50 anos disse que não se sente segura no Parque Botafogo Goiás Goiânia (Foto: Vanessa Martins/G1)
A missionária Elieide Ferreira disse que não se sente segura no parque (Foto: Vanessa Martins/G1)

Sujeira
O agrônomo e gestor ambiental Glebson Gonçalves, de 27 anos, contou que estava fazendo um trabalho de campo no parque e precisou almoçar no local. Ao encontrar mesas e bancos de cimento para realizar a refeição, logo desistiu de ficar por causa da sujeira.

“Tem a questão do lixo, do resto de latinha de usuário de crack, do resto de preservativo que a gente encontrou aqui no parque em cima das mesas, dos bancos de cimento que têm para sentar. A gente está fazendo um serviço de campo aqui e a gente teve que almoçar aqui mesmo, quando a gente foi colocar a marmita lá em cima não teve como por conta dessas coisas. Desagradável”, afirmou.

O visitante acredita que, se houvesse seguranças no parque, esse tipo de situação poderia ser evitada. “Acho que tinha que ter guarda durante a noite para inibir isso aí. Essas coisas acontecem mais durante a noite. Quando chega durante o dia, a gente vê essas coisas”, disse.

O G1 tentou contato com a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), por telefone, para saber informações sobre a revitalização e manutenção do Parque Botafogo. No entanto, as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Visitantes relataram ter visto preservativos em área de piquenique do Parque Botafogo Goiás Goiânia (Foto: Vanessa Martins/G1)
Morador tirou foto de preservativo em área de piquenique do parque (Foto: Vanessa Martins/G1)

Falta de estrutura
Morador da região central, o empresário e consultor José Francisco Martins, de 51 anos, afirma que o parque já foi um ponto muito procurado para a prática de esportes, mas, com o tempo, foi perdendo a estrutura.

“O parque tinha trilhas e pista de cooper, segurança terceirizada dos dois lados, era tranquilo e seguro. Mas acabou a segurança terceirizada e quem assumiu foi a prefeitura. Durou um ano e acabou a segurança. O parque foi abandonado, virando ponto de consumo de crack. Quem fazia caminhada lá desistiu por causa dos riscos, assaltos e consumo de drogas”, relatou.

O consultor disse, ainda, que a estrutura que o parque tinha foi desativada. “Hoje ele é usado somente por pessoas que querem se esconder da sociedade. A casa que dava abrigo e segurança está trancada. Construíram uma estrutura de teleférico que está abandonada. Pouquíssimos passeiam ou correm pelo local por causa da insegurança”, afirmou.

Após a reforma do Parque Mutirama, que fica em frente ao Parque Botafogo, várias casas da região foram desapropriadas para a expansão dos dois espaços de lazer. De ambos os lados da Avenida Araguaia muitos lotes foram transformados em estacionamentos. Martins relatou que, do lado direito, na quadra do Parque Botafogo, o espaço é usado com frequência para treinos e testes de empilhadeiras.

Moradores relatam que veem pessoas treinando uso de empilhadeiras no estacionamento Goiás Goiânia (Foto: Arquivo Pessoal/José Martins)
Moradores relatam que pessoas treinam uso de empilhadeiras no local
(Foto: Arquivo Pessoal/José Martins)

Ao ser questionada sobre a utilização do local, a Agência Goiana de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul) informou que o estacionamento deve ser fechado com grade no próximo mês para evitar usos inadequados.

Sobre a falta de segurança, o coordenador da Guarda Ambiental de Goiânia, José de Oliveira Pires, afirmou que patrulhas de carro e moto rondam o local, no mínimo, duas vezes por dia e duas vezes à noite. Segundo ele, a patrulha é feita dentro do parque também com a mesma frequência.

“Temos um planejamento para ter uma sub-base no local do teleférico, onde ficarão três guardas por turno, de dia e à noite, revezando. Eles devem ter apoio de três motos e um carro, caso seja necessário reforço. Estamos trabalhando para que isso seja implantado o mais rápido possível”, completou.

Moradores apontam que guarita está fechada há anos sem guarda Goiânia Goiás (Foto: Arquivo Pessoal/José Martins)
Moradores apontam que guarita está fechada há anos sem guarda
(Foto: Arquivo Pessoal/José Martins)

Teleférico
A Agetul informou que a construção do teleférico fazia parte da obra de expansão e revitalização do Parque Mutirama. O projeto foi apresentado em 2010 e finalizado em julho de 2012.

O orgão afirmou que houve um problema com a primeira empresa que ganhou a licitação para a construção do teleférico, portanto, foi necessário realizar nova concorrência e outra empresa assumiu as obras. A Agetul não soube precisar quando foi realizada a nova licitação nem quando a nova empresa assumiu.

A Agetul informou ainda que estão sendo realizados testes nos equipamentos e que a estrutura já foi finalizada. Segundo o órgão, não há mais nada a ser construído no local. No entanto, é preciso concluir os testes para conseguir os laudos para o funcionamento do teleférico. Ainda não há previsão para a data de inauguração.

Um projeto para construir uma pista de skate dentro do Parque Botafogo já tem a ordem de serviço pronta e as obras devem começar no início de dezembro.

Estrutura para receber bondinho está pronta, segundo Prefeitura de Goiânia Goiás (Foto: Vanessa Martins/G1)
Estrutura para receber teleférico está pronta, segundo a Prefeitura de Goiânia 
(Foto: Vanessa Martins/G1)

Investigação
Em agosto de 2011, vereadores contestaram o valor que foi pago pelos brinquedos comprados pela prefeitura para o Parque Mutirama. Em dezembro do mesmo ano as obras foram paradas por determinção do Tribunal de Contas do Município (TCM), que julgou ilegal o processo licitatório da compra e reforma dos brinquedos do parque. As atividades foram retomadas em março de 2012.

A Agetul informou que a obra ficou paralisada temporariamente após o Ministério Públcio Federal (MPF) investigar irregularidades na construção do túnel da Avenida Araguaia. No entanto, o próprio MPF esclareceu que as apurações não tinham qualquer ligação com as obras do parque e as mesmas foram retomadas em seguida.

Ao investigar a obra do túnel da Avenida Araguaia com o MPF, a Polícia Federal prenderam cinco pessoas suspeitas de desviar dinheiro da construção. A Prefeitura de Goiânia tambémafastou funcionários acusados de desvio de dinheiro no serviço de escavação do túnel.

Visitantes reclamam da falta de manutenção em várias áreas do Parque Botafogo Goiás, Goiânia (Foto: Arquivo Pessoal/José Martins)
Visitantes reclamam da falta de manutenção no Parque Botafogo
(Foto: Arquivo Pessoal/José Martins)
G1.COM.BR