‘Geladeira solidária’ oferece comida de graça em rua de Palmas

Empresários fazem doações para encher geladeira e ajudar população.
Qualquer pessoa pode abrir o eletrodoméstico e pegar um alimento.

Bandeira do estado do Tocantins

Geladeira foi fixada em uma calçada, em frente a um comércio em Palmas (Foto: Gleydson Ricardo)

Geladeira foi fixada em uma calçada, em frente a um comércio em Palmas (Foto: Gleydson Ricardo)

Uma geladeira fixada em uma calçada em Palmas promete fazer a diferença e levar alimento para quem precisa. A ação que já é desenvolvida em alguns lugares do Brasil começou a ser praticada na capital nesta quarta-feira (11). Funciona da seguinte forma: de um lado, voluntários enchem a geladeira com comida. Do outro, pessoas que precisam, podem a qualquer hora abrir o eletrodoméstico e pegar o alimento para saciar a fome.

A ‘geladeira solidária’ foi fixada na calçada, em frente a um comércio na quadra 104 Sul, atrás da avenida Juscelino Kubitschek (JK) em Palmas. É o comércio que fornece a energia necessária para a conservação dos alimentos.

O projeto começou a ser desenvolvido pelo empresário Gleydson Ricardo. “Eu fiquei sabendo do projeto em Goiás e em outros países e resolvi mobilizar algumas pessoas e trazê-lo para Palmas. Agora, através de nós, amigos de outros estados estão desenvolvendo também.”

Empresário diz que começou a fazer obras sociais depois de passar por dificuldades na capital (Foto: Gleydson Ricardo)
Empresário diz que começou a fazer obras sociais
depois de passar por dificuldades na capital
(Foto: Gleydson Ricardo)

Gleydson entrou em contato com amigos pelas redes sociais e pediu apoio. Um empresário deu a geladeira mas ela estava com defeitos, o outro se ofereceu para consertá-la, outra pessoa disponibilizou carro para buscar o eletrodoméstico e fixá-lo na calçada e assim uma rede de solidariedade foi se formando para que o projeto se tornasse possível.

Para garantir que ninguém pegue ou danifique a geladeira, outro empresário da capital se ofereceu para montar um circuito de câmeras no local e fazer o monitoramento. Com tudo pronto, agora os voluntários tentam mobilizar a população para encher a geladeira. “Algumas pessoas já ficaram sabendo e disseram que vão contribuir. Também precisamos contar com a colaboração da população para que ninguém danifique a geladeira mas que a mantenha sempre cheia”.

Mas não é tudo que entra na geladeira. São proibidos alimentos vencidos, bebidas alcoólicas, carne crua, peixe ou ovos e produtos abertos. Mas podem entrar à vontade, alimentos embalados com data de fabricação.

A dor da fome
O empresário conta que resolveu mobilizar as pessoas para a implatação do projeto em Palmas porque sabe o que é passar fome. “Em 2006, passei dificuldades, fiquei desempregado, passei aperto. Não tinha dinheiro para pagar o transporte e nem o almoço. Sei o que é passar três dias sem comer. Depois disso, comecei a ajudar as pessoas”.

Na geladeira solidária, não é preciso pedir pelo alimento, o que pode evitar o constrangimento de algumas pessoas que diariamente precisam pedir por comida. “Muita gente vem a Palmas para acompanhar um parente no hospital e fica dias sem comer. A geladeira vai ajudar essas pessoas”.

 

G1.COM.BR

Técnicos da educação de Roraima fazem manifestação pelo PCCR

Cerca de 60 técnicos se reuniram em frente à sede do Governo nesta sexta.
Servidores exigem que projeto do PCCR seja encaminhado para a ALE-RR.

Bandeira do estado de Roraima

Técnicos fizeram manifestação em frente ao Palácio do Governo (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Técnicos fizeram manifestação em frente ao Palácio do Governo (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Cerca de 60 técnicos da educação de Roraima fizeram uma manifestação nesta sexta-feira (13) em frente ao Palácio do Governo, Centro Cívico de Boa Vista. Os servidores exigem que o Plano de Cargas Carreiras e Remuneração (PCCR) da categoria seja enviado para apreciação da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

De acordo com o Diretor do Departamento dos Técnicos Educacionais do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Roraima (Sinter), Michel Nogueira, ficou acordado entre o governo e o Sinter na greve de março de 2015 que o plano seria elaborado.

“Uma comissão formada por três representantes do Sinter e três do governo foi formada e o PCCR foi feito, mas a secretária de educação não mandou para a assembleia apreciar e votar”, disse Nogueira.

Como os deputados pretendem encerrar os trabalhos legislativos até 15 de dezembro, os servidores têm receio de que não dê tempo de votar o projeto ainda neste exercício.

Técnicos exigem que PCCR seja encaminhado para a ALE-RR (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
]Técnicos exigem que PCCR seja encaminhado
para a ALE-RR (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Sobre a possibilidade de greve, Nogueira afirmou que eles querem somente ‘sensibilizar a governadora’ por meio do protesto e que não pretendem entrar em greve, mas a possibilidade não está descartada.

Além do PCCR, os 1.200 técnicos do estado também sofrem com um salário defasado, segundo o Sinter. O sindicato afirmou que existem servidores que recebem menos de um salário mínimo.

Noeli Simone é secretária de escola há 11 anos e disse que viver com o salário que recebe é ‘impossível’. “Hoje eu não ganho dois salários mínimos. Eu ganho mais ou menos um salário e R$ 100. É impossível viver com isso”, lamentou a técnica.

Já o assistente Kelson Riveira reclamou que os servidores buscam estudar e se qualificar, mas não há contrapartida do poder público. “Fizemos um curso técnico de dois anos pelo governo federal que é destinado para a educação, nada mais justo que os servidores sejam remunerados de acordo com sua qualificação”, disse.

O servidor garantiu que o PCCR do quadro geral de servidores do estado não atende as necessidades dos técnicos em educação. O plano dos técnicos da educação beneficiará 10 cargos, entre eles o de merendeira, porteiro, assistente de aluno, assistente administrativo e secretário.

O que o governo diz
Em nota, o governo informou que uma comissão dos manifestantes foi recebida e que o projeto do PCCR será encaminhado para votação até o final do mês de novembro, após passar pelo estudo de impacto financeiro.

A secretária de educação Selma Mulinare explicou que existem no projeto particularidades que precisam de ‘maior atenção’, mas garantiu que o governo é ‘sensível acerca do reconhecimento da categoria’.

“Ela [Governadora Suely Campos] determinou que déssemos prioridade ao PCCR dos técnicos em educação, justamente pela importância deles em nossa estrutura. Na escola, o suporte deles é muito importante”, finalizou.

 

G1.COM.BR

Ministro do Tribunal Superior do Trabalho diz que andamento de processos é mais rápido em Rondônia

Em Rondônia, a duração de um processo é abaixo da média nacional.
Uma das dificuldades enfrentadas pelo TRT-RO é o déficit de servidores.

Bandeira do estado de Rondônia

Ministro Brito Pereira observou que uma das dificuldades enfrentas pelo TRT-RO é o déficit de servidores.  (Foto: Isís Capistrano)

Ministro Brito Pereira avaliou positivamente o
desempenho do TRT-RO, (Foto: Isís Capistrano)

“A Justiça do Trabalho em Rondônia é uma das mais rápidas no andamento processual e apresenta resultados acima da média nacional na questão de julgamentos”. A avaliação é do corregedor-geral da Justiça do Trabalho e ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, na  manhã desta sexta-feira (13), em Porto Velho.

Ele fez a declaração após o resultado da leitura da ata de correição, feita durante a semana, no Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT/RO). A correição analisa andamento de processos, cumprimento de prazos, condições de trabalho e regularidade de processos.

“Os desembargadores e juízes de primeiro grau despendem um tempo bem menor que a média nacional entre o recebimento do processo do recurso e o julgamento do processo. O tempo de duração de processo é sempre abaixo da média nacional”, disse.

O ministro avaliou o tribunal positivamente, mas ressaltou as dificuldades enfrentadas como déficit de servidores e realização de audiências em localidades distantes. Em contrapartida, Brito Pereira alegou que registrou um número baixo de reforma das decisões no tribunal nas correições realizadas.

Além disso, ele também falou sobre as boas práticas utilizadas no tribunal de Rondônia como as audiências itinerantes e o núcleo de conciliação de precatórios que realiza acordos e convênios com o município para manter o pagamento de precatórios atualizado.

G1.COM.BR

19 bairros de Belém ficarão sem água neste domingo

Manutenção no Complexo Bolonha interromperá o abastecimento.
Interrupção será de 8h as 14h em dezessete bairros.

Bandeira do estado do Pará

Oito bairros da capital paraense estão com o serviço de abastecimento reduzido em 50%. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Dezenove bairros ficarão sem água neste domingo, em Belém. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Vai faltar água nas torneiras de quem mora em dezenove bairros da capital paraense. O anúncio foi feito pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), que programou o desligamento para este domingo (15). O motivo é serviço de manutenção na subestação elétrica central do Complexo Bolonha. Está programado também o reparo definitivo na adutora da avenida Augusto Montenegro, que teve trecho danificado durante as obras do BRT no último dia 30 de outubro.

Os bairros que ficarão sem água são: Guamá, São Brás, Canudos, Fátima, Terra Firme, Jurunas, Cremação, Condor, parte de Batista Campos, Pedreira, Sacramenta, Telégrafo, Marambaia, parte de Val-de-Cans (conjuntos Marex e Bela Vista), Atalaia, Castanheira, Guanabara, Cidade Nova e Guajará. Nesses, o fornecimento de água será interrompido das 8h às 14h. Já nos conjuntos Cidade Nova e Guajará I e II, o abastecimento será normalizado a partir das 18h, após o fim do reparo na adutora.

 

G1.COM.BR

‘Era vice só no papel’, diz nova prefeita após prisões em Iranduba

Prefeito Xinaik Medeiros foi preso no dia 10 durante operação.
MPE apura fraudes em mais de 120 licitações de obras e serviços.

Bandeira do estado do Amazonas

A atual prefeita de Iranduba Maria Madalena de Jesus Souza (PSDB), que assumiu o cargo após o prefeito Xinaik Medeiros ser preso por suspeitas de desvio de recursos e fraudes em licitações, afirmou que desde 2012 era impedida de exercer as atividades do mandato. Madalena revelou que depois de um mês da posse Xinaik teria trocado a fechadura do gabinete da vice-prefeitura. O advogado do então prefeito não foi localizado para comentar as declarações da nova prefeita.

Madalena de Jesus foi candidata à vice-prefeita e venceu as eleições de 2012 ao lado de Xinaik Medeiros, com 36,22% dos votos. A técnica de enfermagem e funcionária pública, de 55 anos, pretendia iniciar projetos na Zona Rural, mas os planos teriam esbarrados na “blindagem” da prefeitura após a posse.

Segundo Madalena de Jesus, o plano de governo previa uma atuação segmentada no município. Enquanto ela ficaria responsável pela administração do Distrito de Cacau Pirêra, Rodovia Manuel Urbano (AM-070) e área do Rio Negro, Xinaik teria atribuição de administrar área da Estrada Carlos Braga, a Zona Urbana e área do Solimões. Porém, o plano de governo não foi cumprido, de acordo com a ex-aliada de Xinaik.

Quando voltei no outro dia para trabalhar no gabinete de vice-prefeita já tinham trocado a fechadura”
prefeita Iranduba

“Como vice-prefeita não tive a oportunidade de trabalhar em parceria com o prefeito. Depois de um mês e 15 dias as coisas começaram a mudar. Não tive mais valor e fiquei na Secretaria de Saúde porque insisti”, comentou.

Madalena diz que chegou a se deparar com a substituição da fechadura do gabinete da vice-prefeita. A medida seria para impedir atuação da vice-prefeita no cargo, segundo ela.

“Voltei para a prefeitura. Arrumei meu gabinete, quando voltei no outro dia para trabalhar no gabinete de vice-prefeita já tinham trocado a fechadura. Fiquei sem espaço na prefeitura. Não tinha direito a nada. Passei até seis meses sem ter contato com Xinaik porque ele não queria falar comigo. Era vice-prefeita só no papel”, afirmou.

Madalena relatou que na época Xinaik teria alegado que ampliaria a prefeitura e construiria um novo gabinete. “Quando terminaram a obra, fizeram auditório, uma sala imensa para o prefeito e uma sala para o financeiro. Eu fiquei de lado novamente”, revelou a atual prefeita.

Exonerações
Xinaik Silva Medeiros foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (10). Após a operação e o escândalo de corrupção envolvendo o antigo prefeito, Madalena de Jesus assumiu o cargo e exonerou de imediato os 13 secretários municipais de Iranduba. Os novos secretários municipais serão nomeados oficialmente até a próxima terça-feira (17).

“Exonerei para descobrir a lista de funcionários fantasmas. Não que os secretários fossem incompetentes, mas era preciso fazer essa mudança. Alguns secretários, poucos dos exonerados, serão reconduzidos aos cargos”, afirmou Madalena.

Funcionários contratados e 276 comissionados também foram demitidos pela nova gestão.  Há suspeita que existam também nos quadro da prefeitura 500 funcionários “fantasmas”, que recebiam salários entre R$ 1 mil e R$ 7 mil sem trabalhar.

“No momento ainda não tenho uma estimativa total. Pedi que sejam enviadas as listas com nomes de todos os servidores e elas estão chegando aos poucos. Já encontramos pessoas que nunca realmente trabalharam para prefeitura, que só recebia salário, mas não trabalhava”, explicou a prefeita.

A nova gestão do executivo municipal solicitará do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Amazonas a realização de auditoria em toda a estrutura da administração de Iranduba.

“Vou entrar com um pedido no TCE para fazer auditoria em todas as secretarias. Não quero auditoria feita por órgão interno da prefeitura. Gosto das coisas claras e transparentes. Se houver falhas serão denunciadas. Não vou compactuar com corrupção. Já temos algumas denúncias em andamento para enviar ao Ministério Público, mas só irei divulgá-las depois que concluir tudo. Vou encaminhar tudo que encontrar de irregular. Farei uma limpeza da corrupção”, ressaltou Madalena de Jesus.

As contas do município também passarão por análise. Embora o levantamento ainda não tenha sido finalizado, a atual prefeita revelou que Iranduba já estava ultrapassando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A prefeita disse que esperava que o escândalo viesse à tona. Ela alega que apesar de ter conhecimento de irregularidades na Prefeitura de Iranduba, não tinha provas para denunciar aos órgãos de fiscalização.

“Eu e outras pessoas sabíamos que um dia isso ia acontecer. As pessoas diziam que eu sabia, mas se eu denunciasse, sem provas, depois responderia processo por danos morais, difamação e calúnia. Desconfianças eu tinha, mas não tinha provas. As pessoas chegavam para mim relatando irregularidades e eu as chamava para ir até o Ministério Público, mas elas não iam”, justificou Madalena de Jesus.

Prefeito chegou ao MPE acompanhado de advogados (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Prefeito foi preso na terça-feira
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Operação
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) deflagrou a operação “Cauxi” para apurar fraudes em licitações e um esquema de desvio de dinheiro em Iranduba. O desvio ultrapassa R$ 56 milhões em recursos municipais e estaduais. O prefeito Xinaik é suspeito de liderar o esquema e foi preso no dia 10.

Além do prefeito, foram presos Davi Queiroz, secretário de Finanças; Nádia Medeiros, tesoureira do Fundo municipal de Saúde, irmã do prefeito, além de Edu Corrêa, presidente da Comissão Geral de Licitação (CGL).

Na residência do prefeito, as equipes apreenderam mais de R$ 20 mil reais, além de joias e um carro que estaria no nome de uma das empresas envolvidas no esquema criminoso de fraudes em licitações.

De acordo com Lauro Tavares, promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a investigação aponta irregularidades em, ao menos, 127 licitações de obras que seriam executadas na cidade. Dezessete, que teriam sido pagas, não foram executadas. Os casos envolvem, além de obras, irregularidades nos serviços de transporte escolar, coleta de lixo da cidade, entre outros. Empresas que oficialmente tinham como proprietários caseiro e flanelinha venceram licitações. Os dois homens seriam “laranjas”.

Operação teve início na terça-feira (10) (Foto: MPE/Divulgação)
Operação teve início na terça-feira (10) (Foto: MPE/Divulgação)
G1.COM.BR

Redução de repasses faz Assembleia do Amapá anunciar demissão de cargos

Assembleia recebeu R$ 3,5 milhões dos R$ 12 milhões em outubro.
Deverão ser mantidos apenas cargos de caráter ‘essenciais’.

Bandeira do estado do Amapá

Deputados comentaram veto nesta segunda-feira (9) (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Servidores comissionados deverão ser demitidos
pela Alap (Foto: Abinoan Santiago/G1)

A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) anunciou em nota enviada à imprensa que o poder vai exonerar servidores “ocupantes de cargos comissionados”. Apenas as pessoas em funções de caráter “essenciais” deverão ser mantidas.

As demissões foram justificadas pelo impasse em relação aos cortes nos desembolsosmensais feitos pelo governo do estado para o poder legislativo. A situação foi parar na Justiça e criou uma crise entre deputados e o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), que sofre pedido de impeachment provocado pela redução dos repasses.

“Até que os fatos sejam devidamente esclarecidos e restabelecidos os repasses constitucionais em sua integralidade, não resta alternativa à direção da Casa a não ser exonerar servidores ocupantes de cargos comissionados, mantendo-se apenas aqueles que desempenham suas funções em setores considerados essenciais ao funcionamento do poder legislativo”, informou a nota da Assembleia.

O comunicado ainda considerou que “tal medida visa a adequação à nova e momentânea realidade financeira a que foi imposta a Casa de Leis”.

A nota não informou se foi pago o vencimento atrasado dos funcionários em cargos e dos deputados referentes ao mês de outubro, mas esclareceu que “os servidores efetivos da Alap estão com seus salários regularmente em dias.”

Ao G1, o presidente da Assembleia, Moisés Souza, afirmou que as demissões são tratadas pelo corregedor-geral Michel JK (PSDB). Ele adiantou que na segunda-feira (16) vai sugerir aos deputados em reunião administrativa a possibilidade de solicitar intervenção federal no Amapá por causa do instabilidade política vivida entre o governo e o parlamento.

Depósitos
O governo depositou em outubro de 2015 R$ 3,5 milhões dos R$ 12 milhões previstos para os deputados e justificou o corte dizendo que antecipou R$ 18 milhões em outros desembolsos feitos entre janeiro e setembro. A folha salarial da Assembleia está calculada em pouco mais de R$ 9 milhões.

A Assembleia, no entanto, disse que não houve antecipação porque não existiu aprovação de parlamentares para o governo amapaense praticar a referida medida. O Estado, por outro lado, afirma que a Assembleia enviou ofícios solicitando as antecipações, dando a entender que houve a prévia aprovação dos parlamentares.

Repasses
A polêmica sobre os repasses do governo para a Assembleia surgiu com uma investigação do Ministério Público (MP) do Amapá que descobriu um desembolso para o legislativo de R$ 18 milhões a mais do que o permitido pelo orçamento de 2015, segundo a instituição. O Tribunal de Contas também apura o caso e constatou que não houve pedido de antecipação feito ao governo.

A Assembleia informou na ocasião que os R$ 18 milhões recebidos somam valores que o governo deixou de desembolsar para o parlamento em novembro e dezembro de 2014, quando a Casa teve um repasse de R$ 0 e R$ 1, respectivamente.

Ao G1, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) disse que não houve irregularidades no repasse extra e adiantou que o valor seria “compensado” nos próximos desembolsos até o fim do ano, e que a Casa não receberia nenhum centavo a mais do que o estipulado no orçamento, que é de R$ 153.061.255,00.

 

G1.COM.BR

Procon Acre orienta consumidores para as compras na Black Friday

Edição 2015 da Black Friday será no dia 27 de novembro.
Denúncias podem ser encaminhadas ao Procon pelo telefone 151.

Bandeira do Acre

Comércio Acre (Foto: G1 AC)

Black Friday será no dia 27 de novembro
(Foto: G1 AC)

A edição da Black Friday Brasil 2015, evento que ficou conhecido por oferecer grandes descontos nas compras, está marcada para o dia 27 de novembro. Ao G1, o Serviço Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-AC) deu dicas para os consumidores acreanos evitarem problemas e armadilhas durante a promoção.

Em relação ao comércio do Acre, a principal dica do Procon é que o consumidor não se iluda com grandes descontos antes de verificar o preço praticado fora da promoção.

De acordo com o diretor do Procon-AC, Diego Rodrigues, é importante que os consumidores aproveitem os últimos dias antes do Black Friday para pesquisar os preços reais dos produtos que desejam adquirir. Segundo Rodrigues, muitas vezes, o produto anunciado acaba sendo comercializado pelo seu valor real.

Para Rodrigues, o consumidor deve ficar atento e reunir o maior número de informações antes de realizar a compra.

“O consumidor deve identificar a segurança do site, telefone do vendedor, endereço e referências de mercado do site. Pedimos que os clientes salvem os e-mails trocados com os sites, para o caso de trocas e não recebimento do produto. São provas consistentes para que possamos tomar providências”, afirma o diretor.

As denúncias e reclamações podem ser feitas pela Central de Atendimento ao Consumidor (151) no horário comercial ou ainda na sede do Procon, localizada na OCA, no Centro de Rio Branco.

Orientações do Procon
– É recomendável que o consumidor somente efetue compras em sites confiáveis. Para verificar a segurança da página, ele deve clicar em um símbolo de cadeado que aparece no canto da barra de endereço ou no rodapé da tela. O endereço da loja virtual deve começar com https://;

– Verifique os preços cobrados antes da Black Friday. Isto pode ser feito em sites de buscas, além das páginas das lojas participantes.

– Analise a descrição do produto e compare com outras marcas.

– É muito importante imprimir ou salvar todos os documentos que demonstrem a oferta e confirmação do pedido (comprovante de pagamento, contrato, anúncios etc).

 

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