Goiás – Jovem vende água na rua vestido de garçom após vencer as drogas

Ele aposta no requinte e lucra R$ 800 por semana em sinaleiro de Goiânia.
Vendedor sonha em rever o filho de 4 anos: ‘Já pensei em me matar’.

Bandeira de Goiás

Jovem vende água vestido de garçom depois de vencer as drogas em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)

Com sorriso no rosto, Thiago comemora a volta à dignidade de sua vida (Foto: Murillo Velasco/G1)

Ex-usuário de drogas, Thiago dos Santos Pires, de 27 anos, venceu a batalha contra a dependência química e, vestido de garçom, hoje ganha a vida vendendo água mineral no sinaleiro que fica no cruzamento de duas avenidas movimentadas de Goiânia. Ele encontrou no trabalho a chance de recuperar a convivência com o filho de 4 anos, que, segundo ele, não o vê há pelo menos dois anos.

Usando camisa branca, gravata borboleta, calça e sapatos sociais, Thiago serve os clientes em uma bandeja areada, onde apoia o balde com as garrafas imersas no gelo, e lucra cerca de R$ 800 por semana. O pequeno jarro de flores sobre a bandeja traz sofisticação ao trabalho do vendedor que nunca soube o que é uma vida luxuosa.

“Eu comecei vendendo água vestido normal, de bermuda, camiseta, mas percebi que não rendia muito e, às vezes, até via um pouco de medo dos motoristas”, conta o jovem.

Segundo ele, a ideia de se vestir de garçom foi sugerida por um amigo, que tinha visto algo semelhante em um sinaleiro São Paulo.

Ele conta que desembolsou cerca de R$ 300 pra comprar todo o material. “Era o que eu tinha, comprei tudo e, em duas semanas, eu já tinha recuperado o investimento”, afirma o jovem. De acordo com o vendedor, em um dia ele vende, em média, 150 garrafas de água mineral.

O jovem vendedor leva sua simpatia e cuidado aos clientes. “Eu gosto de oferecer um guardanapo como cortesia, oferecendo um diferencial”, afirma Thiago, que lava todas as garrafas antes de serem comercializadas. O asseio e vontade de fazer o bem veio depois de uma longa trajetória de superação do mundo das drogas.

Jovem vende água vestido de garçom depois de vencer as drogas em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)
O semáforo fecha para os carros e abre a oportunidade para o jovem vendedor
(Foto: Murillo Velasco/G1)

“Minha mãe é auxiliar de serviços gerais e sempre trabalhou muito pra dar o pouco que a gente, nove irmãos, tinha”, conta o jovem. Aos 16 anos de idade ele saiu de casa para ir em busca do pai, que até então não conhecia. A partir daí a vida dele “saiu dos eixos”, conforme diz.

“Foi nessa época que me envolvi com amizades que me fizeram afundar nas drogas”, conta Thiago, que passou a morar com o pai em Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital. O jovem conta que, quando era usuário de drogas, esteve muito próximo de se tornar um criminoso.

Vou voltar a pagar pensão para o meu filho e dar pra ele tudo o que eu nunca tive, carinho de pai”
Thiago Pires
Vendedor

“A gente entra num grau de dependência tão grande que eu comecei a me envolver com gente perigosa e quase fui aliciado pelo tráfico”, revela.

O vendedor lembra que alguns amigos tentaram ajudá-lo, o incentivando a procurar ajuda. Ele se submeteu a um tratamento de um mês em uma clínica de Goiânia e saiu acreditando que estava recuperado.

Após o tratamento  ele conheceu a ex-companheira, com quem namorou 6 anos e teve um filho de 4 anos, o Yago, de quem ele fala com os olhos cheios de lágrimas. “O melhor presente que eu poderia ganhar era ele [o filho]”, diz emocionado.

Thiago conta que conheceu a ex-companheira em um pagode e chegaram a morar juntos nos três últimos anos do relacionamento. O casal se separou depois de uma recaída do jovem. Em meio à bebida e uso de cocaína, o vendedor teve um surto que fez a mulher se afastar, o proibindo de encontrar com o filho.

Jovem vende água vestido de garçom depois de vencer as drogas em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)
O cuidado com os clientes é o maior diferencial do
trabalho de Thiago (Foto: Murillo Velasco/G1)

Depois desse episódio, o jovem morou quase seis meses na rua, gastando tudo o que tinha com drogas e completamente afastado da família. “Eu estava mendigando, completamente humilhado, pensei até em me matar”, desabafa. Thiago conta que a mãe sempre pegava cestas básicas em uma igreja católica da cidade e pensou em ir até lá buscar ajuda.

“Eu pensei, se eles ajudaram tanto a gente quando éramos pequenos, podiam me ajudar a sair dessa vida”, conta.  Ele foi até à igreja, Paróquia Sagrada Família, na região sudoeste da capital. Lá, o convidaram para passar por um tratamento de reabilitação para combater a dependência química.

Segundo Thiago, foram 9 meses de um tratamento de saúde e espiritual. “Quando a gente passa por tudo isso, fica difícil a gente sozinho conseguir vencer, não existe força, tem que buscar em Deus”, disse. Ele recorda-se que, de dependente químico, passou a ser monitor do projeto e, livre das drogas, ajuda outras as pessoas a vencer o vício.

Sonho
Além do trabalho no sinaleiro, o jovem participa da Pastoral de Rua da igreja, onde ajuda a fazer comida para moradores de rua e famílias carentes. Thiago diz que sonha em um dia se tornar um chef de cozinha. “Desde pequeno eu cozinho. Comecei por obrigação, pra ajudar minha mãe a cuidar dos meus oito irmãos. Ainda vou estudar gastronomia”, revela o jovem.

Enquanto devolve dignidade à sua vida ganhando o próprio dinheiro com trabalho honesto, o vendedor já faz planos para um futuro que, para ele, está muito próximo de se tornar presente. “Não vai demorar muito, vou voltar a pagar pensão para o meu filho e dar pra ele tudo o que eu nunca tive, carinho de pai”, afirma Thiago.

Jovem vende água vestido de garçom depois de vencer as drogas em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)
Discreto e simpático, jovem ganha a vida vendendo água vestido de garçom
(Foto: Murillo Velasco/G1)
G1.COM.BR

Mais que dobram casos de dengue em Mato Grosso em comparação a 2014

Seis pessoas já morreram vítimas da doença neste ano no estado.
Sinop teve o maior número de notificações da doença, com 3.309 casos.

Bandeira do estado deMato Grosso

Mato Grosso já registrou 24 mil casos de dengue entre 1º de janeiro e 31 de outubro deste ano. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), o aumento mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registrados 10.516 casos.

Foram confirmadas seis mortes nos municípios de Cuiabá, Matupá, Sapezal, Sorriso, Juína e Rondonópolis. Cinco óbitos ainda estão em processo de investigação, aguardando o resultado de exame.

O maior número de notificações ocorreram em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Foram 3.309 casos. Cuiabá e Várzea Grande também registraram números expressivos, com 2.615 e 2.039 casos, respectivamente.

Segundo o órgão, 77 cidades apresentaram alta incidência de dengue, com números superiores a 300 casos por 100 mil habitantes. O município de Campo Novo do Parecis registrou a maior incidência 3.638 a cada 100 mil habitantes, com 1.134, casos de dengue. No estado, a incidência registrada é de 751 casos por 100 mil habitantes. Município com mais de 30 mil habitantes.

A recomendação da Secretaria de Saúde é que as secretarias municipais de Saúde fiquem atentas em relação ao diagnóstico precoce da dengue para que novas mortes sejam evitadas.

Zyka e Chikungunya
Oito casos de Zika Vírus já foram confirmados em Mato Grosso, sendo dois em Rondonópolis, um em Tesouro, quatro em Cuiabá e um em Várzea Grande. A doença apresenta sintomas parecidos com os da dengue e da febre Chikungunya, como dores nas articulações, dor de cabeça, febre, náuseas, diarreia e mal estar.

Segundo a SES, não foi confirmado caso de transmissão da doença em Mato Grosso. No entanto, no início do mês de março ocorreu o primeiro caso “importado” de febre chikungunya, no município de Cuiabá. Estão em análise 189 exames, sendo oito aguardando triagem.

Infográfico detalha como a dengue age no corpo (Foto: G1)Infográfico detalha como a dengue age no corpo (Foto: G1)
G1.COM.BR

Carro pega fogo em Mato Grosso do Sul , PRE vai ajudar e descobre cocaína em motor

Boliviano é preso e responderá por tráfico internacional de drogas.
Segundo polícia, parte da cocaína foi destruída pelas chamas.

Bandeira do estado deMato Grosso do Sul

Cocaína estava enrolada em panos (Foto: Filippe Castro/TV Morena)

Cocaína estava enrolada em panos (Foto: Filippe Castro/TV Morena)

Após o motor do carro que dirigia pegar fogo, um boliviano de 35 anos foi preso na MS-428, em Corumbá, a 415 quilômetros de Campo Grande. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) disse ao G1que foi prestar socorro ao suspeito, e, durante o atendimento, encontrou escondido no motor 43 quilos de cocaína enrolados em um pano.

Segundo a polícia, o traficante escondeu a droga no motor, e como estava enrolada em um pano, começou a pegar fogo enquanto o carro trafegava pela rodovia. Parte da cocaína foi destruída pelas chamas.

Conforme a PRE, o suspeito iria entregar a droga para um homem que estava no centro de Corumbá. O boliviano foi preso e vai responder por tráfico internacional de drogas. O veículo foi levado para a delegacia da Polícia Federal da cidade, onde passou por uma vistoria. Ainda segunda a polícia, o boliviano já havia sido preso pelo crime de tráfico de drogas na Bolívia.

 

G1.COM.BR

Assembleia Legislativa do RS aprova redução de despesas com RPVs

Presidente da Casa, Edson Brum teve de dar o voto de desempate.
Gastos do governo com requisições caem de 40 para 10 salários mínimos.

Bandeira do estado doRio Grande do Sul

Projeto das RPVs foi aprovado nesta terça na Assembleia (Foto:  Mariana Carlesso/Agência ALRS)

Projeto das RPVs foi aprovado nesta terça na Assembleia (Foto: Mariana Carlesso/Agência ALRS)

O projeto que reduz as despesas com pagamento das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) no Rio Grande do Sul foi aprovado nesta terça-feira (10) em votação na Assembleia Legislativa. Houve empate em 14 a 14, e o presidente da Casa, Edson Brum, desempatou, votando a favor.

Assim, de acordo com a emenda número 6 – aprovada com 32 votos favoráveis e 14 contrários -, os gastos do governo com as RPVs caem de 40 para 10 salários mínimos. A votação foi adiada cinco vezes até ser realizada nesta terça.

De acordo com a Secretaria da Fazenda, o governo gasta R$ 450 milhões por ano somente com as RPVs. E quando não honra esses pagamentos no prazo de 60 dias, automaticamente o Judiciário sequestra o valor das contas do Tesouro. A despesa, assim, salta para R$ 1 bilhão por ano.

Até então, quem tinha indenizações de mais de 40 salários mínimos para receber, entrava na fila dos precatórios, que são processos que exigem pagamentos ainda mais altos do estado. Os precatórios, porém, podem demorar entre 12 e 13 anos para serem pagos. E a Justiça não tem o poder de sequestrar esses valores da conta do governo.

No ano passado, segundo a Secretaria da Fazenda, foram gastos R$ 854 milhões. Com a nova proposta, seriam R$ 250 milhões. Servidores públicos estaduais ativos, inativos e pensionistas representam 99% das RPVs, e são de caráter salarial.

 

G1.COM.BR

Motoristas esvaziam bombas com medo de falta de combustível em Joinville

Boatos em redes sociais causaram preocupação em motoristas.
Preço do litro de gasolina aumentou até R$ 0,10 em Joinville.

Bandeira do estado deSanta Catarina

A greve dos caminhoneiros causa preocupação com a falta de combustíveis em Santa Catarina. Na maior cidade do estado, Joinville, motoristas formam filas desde segunda-feira (9) para abastecer os veículos. Muitos estabelecimentos aproveitam a situação para aumentar o preço do litro de gasolina em até R$ 0,10.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do estado, 30% dos postos da região Norte ficaram sem combustível, depois que uma série de boatos sobre a falta de gasolina circulou nas redes sociais. A situação deve se normalizar na cidade nos próximos dias.

Greve de caminhoneiros deixa postos sem combustíveis (Foto: Reprodução/RBS TV)
Postos ficaram sem combustíveis
(Foto: Reprodução/RBS TV)

Desde segunda-feira, as filas nos postos de gasolina causam até engarrafamentos em Joinville. Na Zona Sul da cidade, no bairro Fátima, desde então há apenas etanol. Nesta terça-feira (10), na Zona Norte e no Centro da cidade, alguns postos só dispõem de gasolina aditivada ou etanol, conforme a RBS TV.

A designer Thais Larcher precisou rodar mais do que o normal para encontrar um posto para abastecer. Depois de enfrentar uma fila extensa, levou um susto.

“O funcionário disse o preço ia passar de R$ 3,39 para R$ 3,79. Eu disse que pagaria R$ 3,39, pois já estava na fila quando o preço subiu. Ele estava sem graça com a situação. Mais tarde, passei pelo posto e vi que a placa havia sido mudada novamente, o preço voltou a R$ 3,39. Muitos postos onde o litro custava R$ 3,29 passou para R$ 3,39”, relata a moradora de Joinville.

Preço voltou ao normal depois ter aumento de até 40 (Foto: Thais Larcher/ arquivo pessoal)
Postos de gasolina aumentaram preços dos combustíveis (Foto: Thais Larcher/Divulgação)

Manifestações
Desde segunda-feira, caminhoneiros fazem manifestações em rodovias de todo país. Até 16h desta terça, havia dois pontos com protestos em Santa Catarina: na BR-280 em São Bento do Sul e na BR-116 em Papanduva, ambos no Norte do estado. Os veículos estão estacionados nos acostamentos.

O grupo que participa das manifestações foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte. Os manifestantes são autônomos e se declaram independente de sindicatos. Eles reclamam da alta de impostos, a elevação nos preços de combustíveis, entre várias outras questões.

 

G1.COM.BR

Tribunal Regional do Trabalho do Paraná confirma demissão de homem que promoveu ‘Harlem Shake’

Funcionários de empresa de telefonia fizeram vídeo em 2013.
Responsável foi demitido por justa causa, processou a empresa, mas perdeu.

Bandeira do estado do Paraná

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) manteve a demissão por justa causa de um funcionário de uma empresa de telecomunicações de Curitiba. De acordo com a Corte, o homem foi responsável por organizar e gravar um vídeo da dança “Harlem Shake”, que ficou famosa na internet em 2013 e ganhou diversas versões pelo mundo. Ele processou a empresa, alegando que foi tratado com rigor excessivo.

Na decisão, os desembargadores do TRT-PR, consideraram que a demissão foi legítima, pois o funcionário chegou a acionar extintores de incêndio e subir em equipamentos. Eles também afirmaram que o vídeo o vídeo era uma brincadeira de baixo nível, além de quebrar  normas expressas de segurança.

O homem trabalhava como instalador e, segundo o TRT-PR, gravou o vídeo com os colegas durante o horário de trabalho. Em depoimento, chegou a admitir que desempenhava uma função perigosa, que exigia concentração e tinha normas de segurança a serem cumpridas.

A divulgação do vídeo nas redes sociais também foi feita sem o consentimento do empregador, que alegou que a atitude colocou em risco a integridade física dele e dos colegas, bem como dos materiais de terceiros que estavam sob a guarda da empresa. De acordo com a empresa, se os equipamentos tivessem sido destruídos, uma região inteira poderia ter ficado sem comunicação, além de poder causar o rompimento do contrato que mantinham com uma operadora de telefonia.

Embora esta tenha sido a segunda derrota do trabalhador na Justiça, ele ainda pode recorrer da decisão do TRT-PR.

 

G1.COM.BR

Alunos decidem manter ocupação em escola estadual de Pinheiros, em São Paulo

Estudantes dizem que água da EE Fernão Dias Paes foi cortada.
Protesto teve princípio de tumulto entre policiais e manifestantes.

Bandeira do estado de São Paulo

Os estudantes que ocuparam a Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo decidiram, por volta das 19h em assembleia, que continuariam dentro da escola sem prazo determinado. Alunos de dentro do prédio disseram que a água foi cortada. Um grupo de cerca de 200 pessoas ainda estava em frente ao colégio prestando apoio aos manifestantes que ainda estão dentro do espaço da escola.

Os alunos ocuparam a escola na manhã desta terça-feira (10). O protesto é contra o fechamento de escolas para a reorganização da rede de ensino estadual. Um grupo também entrou em outra escola estadual em Diadema, no ABC, na noite desta segunda-feira (9).

A escola Fernão Dias Paes não será fechada. Atualmente ela tem ensino fundamental dos anos finais (6º ao 9º ano) e ensino médio. Com a reorganização do ensino, em 2016, a escola passará a ter apenas o ensino médio. Os alunos do ensino fundamental serão transferidos para outra escola, segundo a Secretaria da Educação.

Por volta das 16h40, houve um princípio de confusão porque a Polícia Militar tentou levar para a delegacia duas estudantes que deixavam a escola. Uma delas tem 18 anos e a outra, 17. Um grupo cercou os policiais, começou a gritar “é uma aluna, não é bandido” e houve um tumulto. Policiais chegaram a usar cassetetes para dispersar o grupo.

Segundo as primeiras informações, os PMs pretendiam levar as jovens para participar do registro do boletim de ocorrência sobre o caso. Às 16h50, uma delas continuava em uma base comunitária, conversando com os policiais. A jovem de 18 anos havia sido liberada.

Manifestação
A PM diz que os estudantes começaram a manifestação na Zona Oeste de São Paulo às 6h55 e impediram a entrada de funcionários. A escola não está na lista das unidades que serão fechadas no estado. A PM cercou a escola.

Mesmo os alunos que chegaram pela manhã para assistir às aulas, sem participar do protesto, precisam esperar a chegada dos familiares para a liberação da saída pela Polícia Militar.

De acordo com estudantes que estavam no local, outras escolas da região serão fechadas e, por isso, haverá um remanejamento na quantidade de alunos na escola Fernão Dias Paes. Os alunos reclamam que poderá ter pelo menos mais 10 pessoas por sala e que estudantes que moram em outros bairros podem ser obrigados a sair do colégio.

A Defensoria Pública informou que dois defensores estiveram no local para “garantir o direito de manifestação” e para que o protesto ocorresse de forma “pacífica e tranquila”.

“É preciso saber o que houve lá dentro para saber exatamente o nível de responsabilidade de cada um. Se houve dano é tudo mais, devem ser responsabilizados pelos danos. Se são menores, qualificados e liberados ao Conselho Tutelar”, disse o Coronel Claudino Roberto Teixeira de Miranda.

Walter Foster Junior, ouvidor da Polícia Militar, disse que conversou com o comando e informou que, por enquanto, a PM não deve invadir a escola para a retirar dos manifestantes. “Vão dormir [na escola], vão aprendendo. É assim que se faz a democracia”, disse.

Escola Fernão Dias ocupada por alunos  (Foto: Taba Benedicto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)
Escola Fernão Dias ocupada por alunos (Foto: Taba Benedicto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

Pais preocupados
Maria Aparecida Pires, de 47 anos, foi ao local para buscar o filho Juarez, de 16 anos. “Sou a favor e contra. Acho que no período de aulas isso [protesto] só atrasa eles”. Segundo a mãe, o filho ligou para ela ir buscá-la.

Sou a favor e contra. Acho que no período de aulas isso [protesto] só atrasa eles”
Maria Aparecida Pires, de 47 anos

A mãe da estudante Júlia Helena Oliveira, de 15 anos, ficou preocupada com a quantidade de policiais que estão em frente à escola.  “Até manifestar, acho tranquilo. O que me preocupou foi a polícia chegar nessa proporção. Quem tem que estar aqui conversando com eles não são esses policias. A mudança veio de cima para baixo. Ela não foi discutida”, disse Juliana Oliveira, de 41 anos.

Ela é professora de outra escola estadual, mas diz que estudou no Fernão Dias quando criança. A filha dela estuda no colégio ocupado e também participa da manifestação. Procurada pelo G1, a PM disse que apenas acompanha o protesto na escola.

A mãe Lúcia Helena Gonçalves Pereira, de 38 anos, foi buscar a filha. Ela estuda de manhã na escola e a mãe ficou preocupada com a demora da jovem. “Ninguém me ligou, ninguém me falou nada. Eu fiquei sabendo porque ela me ligou agora há pouco em casa, eu estava preocupada. Se, em vez de fazerem aqui, fossem até o palácio encher o saco do Alckmin, eu até concordo [com as reivindicações]”, afirmou.

Mãe da estudante Júlia Helena Oliveira, de 15 anos, foi até escola para acompanhar manifestação (Foto: Carolina Dantas/G1)
Mãe da estudante Júlia Helena Oliveira, de 15 anos, foi até escola (Foto: Carolina Dantas/G1)

Página no Facebook
Segundo a página de uma organização política chamada “O mal educado” no Facebook, o prédio está tomado por alunos e não foi permitida a entrada da diretora. “Agora dezenas de viaturas da PM chegaram ao local e os polícias militares estão cercando a escola. Eles ameaçam arrombar as portas para despejar os alunos”, diz a página.

Duas alunas que seriam as líderes do movimento leram um manifesto no portão da escola: “nossa luta é fundamental, os estudantes devem se unir sem depender de ninguém. Principalmente das unidades estudantis oportunistas.”

Boletim de ocorrência
Segundo a Secretaria da Educação, por meio de sua assessoria de imprensa, há estudantes que ocuparam a escola que não são alunos da unidade. A pasta registrou boletim de ocorrência por depredação ao patrimônio público e afirmou que os alunos não quiserem conversar com representantes da secretaria.

Até manifestar, acho tranquilo. O que me preocupou foi a polícia chegar nessa proporção”
Juliana Oliveira, de 41 anos, mãe de estudante

De acordo com a diretora de ensino da região Centro-Oeste, Rosângela Valim, os funcionários da escola foram “surpreendidos por cerca de 40 pessoas que não são da escola”. “É um grupo radical que está lá dentro e não deixam que as crianças saiam do prédio. Eles invadem o prédio público, colocam funcionários para fora da escola e não deixam ninguém entrar e sair. Isso é cárcere privado”, afirmou.

“As crianças que estão lá dentro, não sabemos como elas estão. Os pais não sabem. Não temos acesso ao grupo de alunos. De 60 a 80 alunos. Não faz parte da rede. A escola é tranquila, não tem esse tipo de radicalismo. A diretora está estarrecida”, disse Rosângela.

De acordo com ela, a direção quer entrar para conversar com os alunos, mas não “aceitam o diálogo”. Os alunos afirmam que um ônibus que está na porta da escola é para retirar os estudantes e levá-los para a delegacia. A secretaria nega.

Caso em Diadema
Na Escola Estadual Diadema, 18 alunos ocuparam o refeitório na noite desta segunda-feira (9), por volta das 19h, o que impediu as aulas do período noturno. Eles montaram barracas e tocaram bumbo, segundo a diretora de ensino de Diadema, Liane Bayer. Durante a madrugada, alguns pais foram buscar os filhos.

Nesta manhã, cerca de 10 a 12 alunos permaneciam no local, mas os outros alunos tiveram aulas normalmente. Para Liane Bayer, o protesto dos alunos “é uma questão de afetividade”. “O adolescente cria vínculos com a escola”, disse.

A E. E. Diadema tem Ensino Fundamental e Médio. No ano que vem, os alunos que irão para o 1º ano do Ensino Médio irão ser transferidos para a Escola Estadual Filinto Miller. Os que estão no 2º ou 3º ano concluirão os estudos na E. E. Diadema.

Outro protesto
Professores e estudantes fazem uma manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede governo de São Paulo, na Zona Sul da capital paulista, no começo da tarde desta terça-feira (10), também contra a reforma da rede de ensino estadual.

 

G1.COM.BR

Rio de Janeiro – TJ bloqueia bens de Julio Lopes por acidente com bonde de Santa Teresa

Mais de R$ 6 milhões de indenização serão divididos por 4 responsáveis.
Ex-secretário vai recorrer. Acidente em 2011 deixou seis mortos e 57 feridos.

Bandeira do estado do Rio de Janeiro

A Justiça do Rio decidiu pelo bloqueio dos bens do ex-secretário estadual de Transportes, o deputado federal Júlio Lopes, por conta do acidente com um bonde em Santa Teresa, em 2011. Segundo a decisão, ele e outros três réus terão que indenizar em R$ 6,3 milhões o patrimônio público. Seis pessoas morreram e 57 ficaram feridas na batida.

A informação foi dada pela GloboNews nesta terça-feira (10). Júlio Lopes vai recorrer, segundo seu advogado.

Além dele, outros três ex-executivos da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) – empresa responsável pela operação dos bondes – também tiveram os bens bloqueados. A medida serve para garantir o ressarcimento integral dos danos causados. A quantia será dividida entre os quatro.

Julio Lopes - secretário estadual de transportes do Rio de Janeiro (Foto: reprodução GloboNews)
Julio Lopes disse que vai recorrer
(Foto: reprodução GloboNews)

A decisão foi tomada pelo juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara de Fazenda Pública. O magistrado determinou à Receita Federal que forneça as últimas cinco declarações de renda de cada um dos quatro réus.

“Dou provimento para decretar a indisponibilidade de bens de todos os réus, tantos quantos bastem à garantia do integral ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público já identificados, na importância, em valores históricos, de R$ 6,3 milhões”, decidiu o magistrado.

O advogado do deputado, Júlio Horta, criticou a decisão. “É incabível a ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público, tendo em vista não ter sido demonstrada qualquer responsabilidade do ex-secretário de Transportes pelo lamentável acidente com o bonde de Santa Teresa. Mais incabível ainda é a decretação de indisponibilidade de bens do ex-secretário, mais de quatro anos depois do acidente, sem que se tenha demonstrado nenhum fato novo que pudesse ensejar providência tão gravosa. O ex-secretário Júlio Lopes irá recorrer da decisão e confia que tal decisão não prevalecerá em segunda instância”, disse.

O acidente
Os tradicionais bondes saíram de circulação depois que um trágico acidente em 27 de agosto de 2011 deixou seis mortos, entre eles, o motorneiro.

Um laudo realizado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) apontou diversos problemas de manutenção no bonde. Os peritos constataram que a causa determinante do acidente foi a falha no sistema de freios do veículo. Desde então, os bondes estão em reforma e iniciaram a operação gradualmente em 2015.

 

G1.COM.BR

Ex-prefeito de Araxá é condenado por improbidade administrativa

Jeová Moreira da Costa descumpriu ordem judicial em 2012, segundo juiz.
Advogado de defesa afirmou que recorreu da decisão em 2ª instância.

Bandeira do estado deMinas Gerais

O ex-prefeito de Araxá, Jeová Moreira da Costa, foi condenado nesta terça-feira (10) por improbidade administrativa. O advogado dele, Sebastião Duarte Valeriano, disse que já recorreu da sentença em segunda instância.

Recentemente Jeová também foi preso por suspeita de desvio de bens públicos e chegou a cumprir prisão temporária.

De acordo com o juiz Ibraim Fleurí de Camargo Madeira, da 3ª Vara Civil da Comarca, o ex-prefeito descumpriu, em 2012, uma ordem judicial que determinava o fornecimento de profissionais e equipamentos ao Conselho Tutelar. As obrigações foram cumpridas fora do prazo estabelecido pela Justiça.

Por isso, o ex-prefeito foi condenado a pagar multa de R$ 244 mil. O valor equivale a 16 vezes o salário que ele recebia na época. A Justiça também determinou a suspensão dos direitos políticos de Jeová por cinco anos.

Por telefone, o advogado de defesa do ex-prefeito informou que prefere não dar detalhes sobre o fato por enquanto.

 

G1.COM.BR

Aulas são normalizadas em escolas estaduais de Colatina e Baixo Guandu

Fornecimento de água não foi suspenso porque lama ainda não chegou.
Cidades vão ser afetadas por rejeitos de barragens da Samarco.

Bandeira do estado do Espírito Santo

Rio Doce apresenta água turva em Baixo Guandu, no Espírito santo (Foto: Viviane Machado/ G1)

Rio Doce apresenta água turva em Baixo Guandu, no Espírito santo (Foto: Viviane Machado/ G1)

As aulas das 16 escolas estaduais localizadas em Baixo Guandu e Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, serão normalizadas nesta quarta-feira (11), pois o abastecimentos de água nos municípios não foi interrompido.

A Secretaria de Estado de Educação (Sedu) havia suspendido as aulas desde a segunda-feira (9) porque previsão era de que as cidades passariam por dificuldades no abastecimento, mas a parte mais densa da lama só deve chegar aos municípios na sexta-feira (13).

O rompimento de duas barragens de rejeitos de minério da Samarco aconteceu na quinta-feira (5) e causou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A lama também chegará ao Espírito Santo e deve afetar o abastecimento de água de Baixo Guandu, Colatina e Linhares.

Confira a lista das Escolas Estaduais
Baixo Guandu
EEEF Brasil
EEEFM Dr. Jones dos Santos Neves
EEEFM José Damasceno Filho
EEEM Rodrigo Cesar Proeschodt
EEEM Maria Helena Stein Merlo

Colatina
EEEF Aristides Freire
EEEFM Lions Club de Colatina
EEEFM Profª. Néa Monteiro Costa
EEEFM Conde de Linhares
EEEFM Geraldo Vargas Nogueira
EEEFM Honório FragaEEEFM Profª. Carolina Pichler
EEEFM Rubens Rangel
CEEJA Pedro Antonio Vitali
ECOR de Colatina
EEEM Antônio Eugênio Rosa

Lama deve chegar na sexta
Os rejeitos do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, têm uma nova previsão para chegar ao Espírito Santo. Segundo o boletim emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a onda de lama deve chegar a Baixo Guandu, nesta sexta-feira (13).

Já em Colatina, a previsão é que chegue entre o sábado (14) e o domingo (15). Em Linhares, última cidade a ser afetada pela onda de lama, deve chegar entre a segunda (16) e a terça-feira (17).

Moradores de Baixo Guandu ocupam ponte para esperar lama no Rio Doce (Foto: Francisco Carlos Gonçalves/ Foto Leitor A Gazeta)
Moradores de Baixo Guandu ocuparam ponte para esperar lama no Rio Doce
(Foto: Francisco Carlos Gonçalves/ Foto Leitor A Gazeta)

Multa
A Secretaria de Meio Ambiente do Espírito Santo informou que vai lavrar uma multa à Samarco. Segundo o secretário Rodrigo Júdice, o valor ainda não foi calculado, mas vai ser proporcional ao patrimônio da empresa, bem como ao dano causado.

Nesta manhã, a usina de Mascarenhas, em Baixo Guandu, Noroeste do Espírito Santo, abriu três comportas. Esta é uma estrategia adotada para diminuir os efeitos da enxurrada de lama das barragens da Samarco.

A reportagem sobrevoou a região e, no final da manhã, os rejeitos de mineração estavam na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais, na cidade de Resplendor, a 43 km de Baixo Guandu.

Assim que a lama chegar ao primeiro município capixaba, o abastecimento de água será interrompido. A Defesa Civil e os bombeiros monitoram a região que margeia o Rio Doce. O nível já começou a ficar mais elevado, entre 30 e 40 cm, e, por isso, a preocupação é retirar a população que vive às margens do leito.

Água turva
Em Baixo Guandu, por volta das 5h, alguns moradores começaram a chegar na ponte sobre o Rio Doce para esperar pela chegada da lama, mas só viram a água mais turva.

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) informou que esta água turva, que vem antes da lama, chegou ao município por volta das 22h desta segunda-feira (9).

A turbidez identificada anteriormente pelo Saae trata-se da água vinda da barragem de Aimorés, que, como aconteceu em outras cidades, chega, em média, 24 horas antes da onda de lama.

O tratamento de água no município de Baixo Guandu segue normal, nesta terça-feira (10).

Água turva começou a chegar a Baixo Guandu  (Foto: Viviane Machado/ G1)
Água turva começou a chegar a Baixo Guandu (Foto: Viviane Machado/ G1)
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