Homem denuncia falso sequestro de ex-mulher em Campo Grande, MS

Após ligar para a PM, ele confessou falsidade aos policiais.
Caso ocorreu na madrugada deste sábado (24), em Campo Grande.

Bandeira do estado deMato Grosso do Sul

A Polícia Militar (PM) recebeu na madrugada deste sábado (24) a denúncia do sequestro de uma mulher na Vila Duque de Caxias, em Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência, após abordar o carro onde a suposta vítima estaria, os policiais constataram que o sequestro era falso.

O caso ocorreu por volta as 0h30 (de MS). De acordo com o registro policial, a denúncia foi feita pelo ex-marido da mulher. O homem, de 43 anos, ligou para a polícia e informou que recebeu mensagens dela pedindo ajuda. A vítima teria sido vista próximo à casa dele em um automóvel conduzido por um estranho.

Segundo a investigação, ele perseguiu o veículo e informou a localização aos policiais, que abordaram o carro.  Os militares conversaram com a mulher e ela negou que tinha enviado mensagens de socorro para o homem.

Ela disse ainda que se separou dele há 3 meses após 10 anos de convivência juntos, e atualmente mantém o relacionamento com outro homem. Conforme o registro policial, o ex-marido da mulher confessou que o sequestro era falso e disse que não aceitava o término do relacionamento.O caso foi registrado como ‘comunicação falsa de crime ou contravenção’.

 

G1.COM

Renato Maurício Prado comenta que a dupla FLA-FLU tem chance de disputar a Libertadores 2016

 

Sonho carioca

Os matemáticos dirão que as possibilidades são reduzidíssimas. Mas há chances reais de a Libertadores-2016 ter a dupla Fla-Flu (o rubro-negro, pelo Brasileiro, e o tricolor, pela Copa do Brasil). Sonhar não custa nada…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015

Renato Maurício Prado comenta Figueirense 3 x 0 Flamengo

Clayton gol Figueirense x Flamengo (Foto: CRISTIANO ANDUJAR - Agência Estado)

Tempo perdido

A atuação do Flamengo, na derrota para o Figueirense foi pavorosa. Inadmissível para um time que teve 10 dias para se preparar e andou em campo como se o resultado não fosse importantíssimo. Se o Fla tivesse vencido, estaria no G-4.

Depois de um início avassalador, com seis vitórias consecutivas, Oswaldo de Oliveira vai vendo sua carruagem virar abóbora – já são quatro derrotas, nos últimos cinco jogos. A esperança rubro-negra está na volta de Paolo Guerrero que, quando estreou, conseguiu transformar uma equipe que vinha sendo medíocre, num time flamejante, que passou a brigar por vaga na Libertadores. É fato que, após a contusão, o peruano ainda não voltou a jogar bem. Mas, ao menos, já fez gol, nas eliminatórias. Se desencabular, o Fla ainda se mantém no páreo.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015

Renato Maurício Prado comenta Rubens Lopes da FERJ não é tão culto como Eduardo Viana

 

Mais um exemplo ridículo

E o presidente da Federação de Futebol do Rio, dando a seus apaniguados, Vasco e Botafogo, o mando de campo, nos clássicos contra seus inimigos, Flamengo e Fluminense? Nunca pensei que fosse chegar a tanto, mas estou sentindo falta de Eduardo Viana, o Caixa D’Água, que, pelo menos, era culto e inteligente…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015

Renato Maurício Prado comenta que o futebol brasileiro precisa de uma limpeza completa

 

Depoimento demolidor de J. Hawilla, dono da Traffic, ao FBI; gravação “cabeluda das conversas de Carlos Miguel Aidar, presidente recém-demissionário do São Paulo; possível compra de votos pelos alemães, para sediar a Copa de 2006 e mentira do presidente da Federação Catarinense, em entrevistas, na sexta-feira, após os graves erros de arbitragem no jogo entre Vasco e Chapecoense. Um fétido odor exala do mundo da bola…

Subornos, propinas, compra de votos, pressões de todas as formas sobre juízes, vale tudo no “velho, violento e, já há algum tempo, multibilionário esporte bretão”. E a triste verdade é que nada chega a ser surpreendente. A (boa) novidade é que tais tramoias começam a ser desnudadas, evidenciando aquilo que sempre se soube, mas nunca se conseguiu provar.

Alguém duvida de que 99% das empresas de marketing esportivo atuam como a Traffic? Várias, como a de Hawilla, criadas por ex-jornalistas, que se valeram da proximidade com dirigentes poderosos, dos quais se tornaram “laranjas”, sócios extraoficiais. Infelizmente, é assim que a banda toca há décadas.

Da mesma forma, cartolas (e até técnicos!) levando propinas nas negociações de jogadores é prática muito mais disseminada do que pode parecer. Claro sintoma disso, quando um caso escabroso, como esse de Aidar, vem à tona, a maioria dos outros dirigentes (principalmente, os do próprio clube) fazem que nem avestruz: enfiam a cabeça no buraco e não querem nem papo. Como se tal atitude não estivesse deixando à mostra aquele tremendo bundão empinado de covardia e cumplicidade…

Está mais do que na hora de passar o futebol a limpo. A começar pela CBF, cujo presidente não tem coragem de botar o nariz fora das fronteiras, com medo de ser apanhado pelos agentes do FBI e acabar fazendo companhia ao ex-parceiro José Maria Marin.

Não estivesse o Brasil tão sacudido por outros escândalos de corrupção, dentro e fora do governo, isso já teria ocorrido. Mas acontecerá, em breve, segundo o ex-deputado que preside o Vasco e está longe de ser um bom exemplo, mas costuma saber bem do que rola nos bastidores, por onde se movimenta há tempos.

Neste caso específico, o grave é que, com a saída de Del Nero, por questões estatutárias, deve assumir o seu vice mais velho – que, com a prisão de Marin, passou a ser exatamente o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua, que, acusado de pressionar a arbitragem, disse que não ia a vestiários de árbitros há séculos, mas a sua visita ao juiz, na partida entre Chapecoense e Vasco, no dia 4 de julho, na Arena Condá, está registrada na súmula do jogo, pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro, como mostrou o programa Seleção SporTV…

Como se vê, não basta trocar nomes, é preciso uma revolução na estrutura podre e corrompida do nosso futebol.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015