Atores sem jeito para o improviso ajudaram a afundar o “Tomara que Caia”

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Exibidos sete episódios, não resta dúvidas que “Tomara que Caia” é o programa de humor mais sem graça exibido pela televisão em 2015. Apesar de engenhosa e bem intencionada, a proposta da atração fracassou completamente.

A boa ideia de promover improviso por meio de interação com o público sofreu com textos pouco inspirados e, especialmente, esbarrou na escolha de um elenco sem traquejo para a tarefa – Priscila Fantin, Ricardo Tozzi, Marcelo Serrado, Nando Cunha e Eri Johnson muitas vezes pareceram apavorados diante das situações propostas.

Mudanças e adaptações foram feitas nas últimas semanas com o objetivo de tornar o programa mais atraente. As histórias ficaram mais simples e populares, as “troladas” deram mais liberdade aos atores, a participação do público diminuiu, mas nem assim “Tomara que Caia” decolou.

Quem sabe em uma eventual segunda temporada, com um texto melhor e um elenco de atores mais à vontade em situações de improviso, o humorístico consiga ir mais longe.

Repito algo que escrevi depois da estreia. Acho que a aposta em um formato original merece apoio. Pela sua tradição e tamanho, a TV brasileira tem a obrigação de desenvolver programas próprios. E só vai aprender fazendo.

 

Mauricio Stycer

31/08/2015

 

05:01

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