Classificação da Serie A do Campeonato Brasileiro 2015 depois da oitava rodada

Pos. Equipes P J V E D GP GC SG % M Classificação ou rebaixamento
1 Pernambuco Sport 18 8 5 3 0 14 7 +7 75 Aumento2 Segunda fase da Copa Libertadores de 2016
2 São Paulo São Paulo 17 8 5 2 1 12 5 +7 71 Baixa1
3 Paraná Atlético Paranaense 16 8 5 1 2 12 7 +5 67 Baixa1
4 Minas Gerais Atlético Mineiro 14 8 4 2 2 18 10 +8 58 Aumento2 Primeira fase da Copa Libertadores de 2016
5 Rio de Janeiro Fluminense 14 8 4 2 2 10 8 +2 58 Aumento3
6 Rio Grande do Sul Grêmio 14 8 4 2 2 11 10 +1 58 Aumento1
7 São Paulo Corinthians 13 8 4 1 3 6 7 –1 54 Baixa3
8 São Paulo Ponte Preta 13 8 3 4 1 13 9 +4 54 Baixa3
9 Santa Catarina Chapecoense 12 8 4 0 4 7 7 0 50 Aumento2
10 Santa Catarina Avaí 12 8 3 3 2 9 10 –1 50 Baixa1
11 Minas Gerais Cruzeiro 10 8 3 1 4 9 8 +1 42 Baixa1
12 São Paulo Santos 10 8 2 4 2 11 11 0 42 Aumento5
13 Rio Grande do Sul Internacional 10 8 2 4 2 6 7 –1 42 Aumento1
14 São Paulo Palmeiras 9 8 2 3 3 8 8 0 37 Baixa2
15 Goiás Goiás 9 8 2 3 3 5 5 0 37 Baixa2
16 Santa Catarina Figueirense 9 8 2 3 3 6 9 –3 37 Baixa1
17 Rio de Janeiro Flamengo 7 8 2 1 5 8 12 –4 29 Baixa1 Zona de rebaixamento à Série B de 2016
18 Paraná Coritiba 4 8 1 1 6 6 12 –6 17 Estável
19 Santa Catarina Joinville 4 8 1 1 6 4 12 –8 17 Aumento1
20 Rio de Janeiro Vasco da Gama 3 8 0 3 5 3 14 –11 12 Baixa1

Fluminense 2 x 0 Ponte Preta

O JOGO

CAI UM INVICTO

Era o duelo dos invictos. O invicto no Maracanã e o invicto em todo o campeonato. Falou mais alto o fator casa, e o Fluminense venceu a Ponte Preta por 2 a 0 – gol de Wellington Silva e Vinícius. Jogando no seu estádio, o Tricolor conta, agora, com quatro vitórias e dois empates. A Macaca, por sua vez, conhece seu primeiro revés no Brasileirão, na 8ª rodada. Agora, o único que mantém sua invencibilidade na competição é o líder Sport.

DESTAQUE

RENDA E PÚBLICO

O Maracanã recebeu 7.954 torcedores na noite desta quarta-feira, sendo 7.033 pagantes. A renda da partida foi de R$ 201.580,00.

 

DESTAQUE

OS 90 MINUTOS

Não foi um jogo de grandes emoções, é verdade, apesar do grande número de finalizações (foram 30, ao total). A apatia do time da casa chegou a irritar os torcedores tricolores, que vaiaram o Fluminense no intervalo da partida. A Ponte é que era melhor, com mais inteligência e disciplina tática. Mas, no segundo tempo, o panorama se inverteu. As vaias, ao que parece, surtiram efeito. O Flu voltou muito mais ligado e conseguiu marcar aos 9 minutos, com Wellington Silva. Teve ainda mais chances para marcar, com bola parada em Lomba ou passando muito perto do gol. No fim do jogo, ampliou com Vinícius.

DESTAQUE
VISITA AMIGA 

Um velho conhecido do Fluminense marcou presença na noite desta quarta-feira, no Maracanã. Thiago Neves foi ao estádio para torcer com um casado tricolor, e deu sorte: vitória por 2 a 0 sobre a até então invicta Ponte Preta. O meia que assinou há pouco tempo com o Al Jazira, dos Emirados Árabes, passa férias no Brasil e foi ovacionado pelos torcedores ao aparecer no telão.

Atlético Paranaense 2 x 2 Coritiba

Atlético-PR e Coritiba empatam no primeiro Atletiba da nova Arena: 2 a 2

Com recorde de público, Furacão marca com Walter e Edigar Junio e fica no terceiro lugar. Coxa balança as redes com Wellington Paulista e Ruy, mas segue no Z-4

 

Atlético-PR e Coritiba protagonizaram um emocionante empate no primeiro Atletiba da nova Arena da Baixada. Os times ficaram no 2 a 2 na tarde deste domingo, em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Wellington Paulista e Ruy marcaram para o Coxa; Walter e Edigar Junio anotaram os gols rubro-negros. Com o resultado, o Furacão ficou no terceiro lugar, agora com 16 pontos. Já o Coxa segue na zona de rebaixamento, com quatro.

O jogo deste domingo registrou o melhor público do Furacão na nova Arena: 30.120 presentes e 26.773 pagantes, com renda de R$ 964.125,00.

A situação dos dois times antes do jogo poderia colocar o Atlético-PR como favorito ou, pelo menos, com certa vantagem. Ele tinha 12 pontos a mais na classificação (15 a três), jogava diante do seu torcedor e buscava a sétima vitória seguida como mandante. Mas, em clássico, tudo isso é detalhe. Quando a bola rolou, os times protagonizaram uma partida equilibrada. O Coritiba saiu na frente com Wellington Paulista após chute torto de Marcos Aurélio. Mas o Furacão empatou com Walter, também depois de uma finalização “errada” – de Ytalo.

O Atlético-PR voltou com uma postura ainda mais ofensiva. Ele tinha a posse de bola, rondava a área adversária, mas não conseguia criar lances claros de gol. O Coritiba aproveitou desatenção da defesa rubro-negra para, com Ruy, fazer 2 a 1. Mas, logo depois, João Paulo falhou, e Edigar Junio deu números finais à partida: 2 a 2 no primeiro Atletiba da nova Arena.

O Atlético-PR vai tentar reencontrar o caminho das vitórias diante da Ponte Preta, às 16h (horário de Brasília) de domingo, no Moisés Lucarelli. Já o Coritiba vai tentar dar início a uma arrancada para fugir da degola diante do Cruzeiro, também às 16h de domingo, no Couto Pereira.

douglas coutinho atlético-pr atletiba (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)
Times ficam no 2 a 2 no primeiro Atletiba da nova Arena (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

O jogo

O técnico Milton Mendes, no 11° jogo à frente do Furacão, promoveu apenas uma mudança em relação à derrota para o Grêmio, na rodada passada: o meia Felipe substituiu o suspenso Nikão. Já Ney Franco, que tinha estreado na derrota para o Flamengo, mexeu em meio time. Destaque para João Paulo e Marcos Aurélio, dupla com passagem pelo rival. Apesar dos cenários distintos, os times protagonizaram um jogo equilibrado. Ytalo arriscou de longe, sem direção. Esquerdinha respondeu de cabeça, mas Weverton defendeu. Aos 19, o Coxa teve sorte. Marcos Aurélio pegou mal na bola, mas ela sobrou para Wellington Paulista bater com categoria e abrir o placar.

Mesmo em vantagem, o Coritiba manteve uma postura ofensiva. O Atlético-PR, por sua vez, abriu-se ainda mais em busca do gol. Que não demorou. Hernani cruzou, Ytalo não conseguiu dominar. Mas a bola sobrou para Walter, que finalizou firme, no canto, para deixar tudo igual. O jogo ficou lá e cá. Os mandantes apostavam em jogadas pelos lados, principalmente com Eduardo e Natanael, e em lançamentos longos. Os visitantes depositavam suas fichas na bola parada e nos contra-ataques, com Marcos Aurélio e companhia. Apesar disso, o primeiro tempo ficou mesmo no 1 a 1.

O Atlético-PR voltou com o mesmo time, mas com uma postura mais ofensiva para o segundo tempo. Eduardo e Douglas Coutinho pela direita, Natanael e Ytalo pela esquerda davam trabalho para a marcação adversária. O Furacão rondava a área, mas sofria para criar uma chance clara. O técnico Milton Mendes, então, trocou Felipe – de atuação discreta – por Giovanni. Depois, sacou Ytalo e colocou Edigar Junio. O Rubro-Negro tinha mais posse de bola (era de 55% aos 30 minutos do segundo tempo), mas faltava o algo a mais.

O Coritiba parecia esperar pacientemente um erro do adversário para balançar as redes. E o erro ocorreu aos 31. Marcos Aurélio tocou de calcanhar e deixou Ruy livre para fazer 2 a 1 na Arena da Baixada. O lance, em vez de abalar, acordou o Atlético-PR. Minutos depois, Edigar Junio roubou a bola de João Paulo na grande área e chutou forte para deixar o placar mais uma vez igual. No fim, Wellington Paulista e Norberto ainda foram expulsos. Mas não dava tempo para mais nada.

 

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São Paulo 1 x 1 Avaí

São Paulo vacila no fim, cede empate ao Avaí e perde liderança do Brasileiro

Melhor em campo, Tricolor faz apenas um gol enquanto era superior e depois permite a reação do time catarinense. Alexandre Pato teve gol mal anulado pela arbitragem

A bola pune, diria Muricy Ramalho. Pune quem perde muitas oportunidades e permite a reação adversária, mas premia quem não desiste. Muito superior ao Avaí na partida deste domingo, no Morumbi, pela oitava rodada do Brasileirão, o São Paulo fez apenas um gol, marcado por Souza, e deu espaço para o time catarinense empatar nos minutos finais, com André Lima. O placar de 1 a 1 impede o Tricolor de voltar à liderança e acaba com sequência de 12 triunfos em casa.

Agora com 17 pontos, o São Paulo vê o Sport na liderança, um ponto à frente. O Avaí, por sua vez, com essa igualdade vai a 12 e segue em posição intermediária na tabela.

Na próxima rodada do Brasileirão, o São Paulo tem um clássico pela frente. Visita o Palmeiras, na arena do rival. O jogo está marcado para domingo, às 16h. O Avaí, por sua vez, jogo um dia antes, no sábado, às 16h, contra o Grêmio, na Ressacada, em Florianópolis.

souza são paulo gol (Foto: Marcos Ribolli)
Souza comemora o gol do São Paulo no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

O jogo

À exceção de um gol perdido pelo zagueiro Emerson, do Avaí, na cara do gol, só deu São Paulo no primeiro tempo do duelo no Morumbi. Souza teve boa chance e viu a bola passar muito perto da trave de Vagner. Ganso também teve ótima oportunidade, sem goleiro, e não marcou. E Pato teve gol mal anulado pela arbitragem – ele não estava impedido.

São Paulo x Avaí (Foto: Marcos Ribolli)
Marquinhos e Ganso disputam a bola no meio
(Foto: Marcos Ribolli)

Fora essas chances mais agudas, o Tricolor esteve o tempo todo com a maioria dos seus atletas no campo de ataque. O Avaí, por sua vez, não conseguiu espaço para explorar o contra-ataque. O 0 a 0 ao final do primeiro tempo não refletiu o que foi a partida. Por isso, o São Paulo lamentou tanto o gol de Alexandre Pato que foi anulado.

Na etapa final, o São Paulo manteve a postura ofensiva. Teve duas, três chances logo de cara e, enfim, abriu o placar aos nove minutos. Hudson fez belo cruzamento para Souza. O volante, bem posicionado, dominou no peito e tocou na saída do goleiro Vagner, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol dos donos da casa.

A vantagem acomodou o Tricolor. Melhor para o Avaí, que pressionou em busca do empate. Só que o time catarinense parou em Renan Ribeiro. O substituto de Rogério Ceni, vetado por conta de problema muscular, fez três importantes defesas em menos de cinco minutos. Só não conseguiu impedir André Lima aos 44 minutos do segundo tempo. Rafael Toloi falhou, e o atacante empatou.

Gol do Avaí comemoração (Foto: Marcos Ribolli)
Jogadores do Avaí comemoram o gol de empate na partida contra o São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
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Joinville 2 x 1 Goiás

Joinville bate Goiás, vence a primeira na Série A e deixa lanterna para Vasco

De virada e com dois gols de Kempes, JEC acaba com o jejum sem triunfo no Brasileiro desde 87 e amplia a sequência esmeraldina para cinco jogos sem vencer

Demorou, mas saiu. O Joinville venceu pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. O Goiás saiu na frente, porém, o time da casa foi o vencedor: 2 a 1. Wesley abriu o placar e Kempes, duas vezes, balançou as redes e a maioria dos 9.049 torcedores que estiveram na Arena Joinville neste domingo. O resultado tira o JEC da lanterna da competição, é o Vasco quem termina a oitava rodada na última colocação. Os esmeraldinos estão no 15º lugar, e tiveram o jejum ampliado para cinco partidas sem triunfo.

Joinville x Goiás (Foto: José Carlos Fornér/JEC)
Joinville bate o Goiás de virada (Foto: José Carlos Fornér/JEC)

O Goiás começou à vontade, mesmo que não tivesse a bola. Nem queria, sua vontade era explorar o erro joinvilense e o contragolpe. Na terceira oportunidade não foi por pouco, foi dentro. Cara a cara com o goleiro, Wesley botou os esmeraldinos em vantagem. Tento que fez o Joinville sentir nove minutos de tensão. Nervosismo que foi embora quando Anselmo fez a enfiada para que Kempes deixasse tudo igual.

Aí foi o JEC que ficou bem, e ainda trouxe o torcedor outra vez para o jogo. Ficou mais fácil para a virada ocorrer ainda na etapa inicial. Após batida de escanteio de Marcelinho Paraíba, Kempes, de novo, colocou o Joinville na frente do placar pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. A vantagem fez o técnico Adilson Batista aproveitar as dores de Augusto César para colocar Dankler no jogo e o time com três zagueiros.  Nada defensivo, a equipe dominava as ações.

Até que o lateral-esquerdo Diego foi ingênuo. O jogador de 19 anos pisou no atacante Wesley quando o jogo estava parado: cartão vermelho para ele. Nesta altura, o Goiás tinha Robert e três atacantes em campo. Foi questão de tempo do time de camisa branca se fazer mais presente na frente e pressionar por um empate que não ocorreu. Ficou ainda mais distante quando Diogo Barbosa foi expulso. A torcida da casa passou a sentir o gosto da vitória, e a saboreou pela primeira vez no Campeonato Brasileiro pouco depois.

Os dois times voltam a jogar no próximo domingo. Às 11h, e no Mineirão, o Joinville encara o Atlético-MG. Mais tarde, às 16h, o Goiás recebe o Fluminense no Serra Dourada.

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Cruzeiro 0 x 1 Chapecoense

Chapecoense vence Cruzeiro no Mineirão
e acaba com invencibilidade de Luxa

Time catarinense surpreende e consegue primeiro triunfo fora de casa no Brasileiro; Raposa, que vinha de três vitórias seguidas e invicta com Luxemburgo, breca reação

A sessão matinal de domingo, entre Cruzeiro e Chapecoense, foi pintada com o verde da surpresa. Em pleno Mineirão, os catarinenses bateram os mineiros, por 1 a 0, gol de falta de Camilo, e impuseram a primeira derrota de Vanderlei Luxemburgo à frente do time azul, nesta segunda passagem pelo clube. A Chape foi mais inteligente durante todo o jogo. Segurou o ímpeto inicial do Cruzeiro, abriu o placar e teve capacidade para suportar a pressão por mais de uma hora de bola rolando. A torcida azul, que compareceu em bom número, num total de 35.473 pessoas (33.643 pagantes, para uma renda de R$ 1.743.925,99), não perdoou e vaiou alguns jogadores e o presidente Gilvan de Pinho Tavares.

Camilo no jogo da Chapecoense contra o Cruzeiro (Foto: THOMAS SANTOS/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)
Camilo, cobrando falta, fez o gol da vitória da Chapecoense sobre o Cruzeiro no Mineirão
(Foto: Thomas Santos/Estadao)

O resultado levou a Chapecoense para a oitava colocação na tabela do Campeonato Brasileiro, com 12 pontos. O Cruzeiro é o 11º, com 10 pontos. Na próxima rodada, o Cruzeiro vai a Curitiba, onde enfrenta o Coritiba, no Couto Pereira. A partida será às 16h de domingo. A Chapecoense joga um dia antes, às 18h30. O adversário é o Sport e o duelo está marcado para a Arena Condá, em Chapecó.

Camilo decisivo  

O jogo foi bom, nem tanto pela técnica dos dois times, mas pela vibração e pelo envolvimento na partida. Quem pensava que a Chapecoense viria retrancada, se enganou. O time catarinense não abriu mão de atacar e incomodou Fábio em vários momentos. O Cruzeiro começou um pouco desorganizado, mas, pouco a pouco, acertou o posicionamento em campo e também se aproximou do gol de Danilo.

O fato é que a Chape era mais perigosa e mais compacta em campo, além de dominar o meio. O Cruzeiro dependia das boas jogadas de Allano para construir os ataques, porque Marquinhos e Willian não estavam bem. Com isso, o time de Chapecó ficou mais próximo de abrir o placar, o que aconteceu, aos 35 minutos. Camilo bateu falta e Fábio não conseguiu defender.

Em desvantagem, o Cruzeiro se mandou para o ataque, em busca do gol de empate, muito mais na base do abafa do que da inteligência. O resultado foi uma coleção de bolas alçadas na área, sem nenhuma conclusão certeira.

No segundo tempo, Vanderlei Luxemburgo tirou Mayke, Henrique e Pará e colocou Fabiano, Bruno Edgar e Joel. O Cruzeiro passou a ter mais volume de jogo e, ainda que sem demonstrar grande poder de fogo, ficou mais presente no campo ofensivo.

A Chapecoense teve inteligência para se fechar bem no campo de defesa, sem correr riscos. O Cruzeiro, por mais que tenha tentado, não encontrou formas de furar o bloqueio do adversário, muito por méritos da Chape e muito por incompetência dos próprios cruzeirenses.

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