Renato Maurício Prado comenta demissão de Vanderlei Luxemburgo

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Vanderlei Luxemburgo começou a sair do Flamengo, quando foi sondado pelo São Paulo para substituir Muricy Ramalho. Evidentemente interessado, o técnico rubro-negro disse, no “Bem, Amigos” que não achava nada demais ouvir a proposta de outro clube, mesmo estando empregado. Foi, então, chamado pela diretoria rubro-negra e, constrangido, garantiu que não pretendia sair, decisão que, em princípio, deveria ter encerrado o assunto.

Mas não encerrou. A perspectiva de disputar a Libertadores (título que ainda não tem) com um time que conta em seu elenco jogadores famosos como Ganso, Alexandre Pato, Rogério Ceni, Luís Fabiano etc. definitivamente, mexeu com a cabeça de Luxemburgo. E, pode ter sido até inconsciente (não creio), mas o fato é que ele começou a dar várias alfinetadas nos dirigentes, durante as suas entrevistas.

Criticou o atraso nas obras do Ninho do Urubu, a decisão de fazer jogos fora, mesmo como mandante (para faturar mais) e a demora em contratar reforços de peso. O clima, que até então era de satisfação com o seu trabalho começou, então, a azedar.

Na verdade, Vanderlei nunca se conformou de não fazer parte do chamado grupo gestor, que toma todas as decisões mais importantes no Flamengo. Depois de tirar o time da lanterna do campeonato, no ano passado, se sentia cheio de razão para agir como um verdadeiro manager do clube (seu velho sonho). Os membros do chamado Conselho Gestor nunca concordaram com isso e a partir do início das críticas públicas do treinador, começaram a perder a paciência com ele.

Fato que só se agravou com o fracasso do Fla, no Carioquinha e a péssima campanha no início do Brasileiro. Daí para a demissão foi um passo. Ironia das ironias, Luxemburgo foi demitido exatamente na véspera do anúncio feito pelo São Paulo da contratação do colombiano Osório, para ser o novo técnico.

Mas há ainda um possível interesse do Palmeiras, que anda insatisfeito com Oswaldo de Oliveira. Nem tudo, portanto, está perdido para o “profexô”.

Quem será seu substituto? Por enquanto nem o chamado Conselho Gestor sabe. Têm sido especulados candidatos como Cristóvão Borges e Petkovic – este, um nome, naturalmente, de muito maior apelo junto à torcida, que já anda sem paciência com a má campanha e a falta de reforços. Abel Braga era considerado o ideal, mas já avisou que está com contrato firmado com um clube do Qatar.

Petkovic, depois de se aposentar, fez vários cursos na Europa e já treinou o sub-23 do Atlético Paranaense, num campeonato estadual. Daria certo? Impossível dizer. Mas que seria uma boa aposta, seria. Inteligente e preparado como é, e tendo sido o craque que foi, são boas as possibilidades de que se torne um ótimo treinador. Não custa lembrar, o Flamengo de Zico foi campeão mundial sob o comando de outro treinador completamente inexperiente: Paulo César Carpegianni.

Cristóvão, sinceramente, eu não contrataria. Tem o mesmo perfil de Jayme de Almeida (que a diretoria já descartou) e nem sequer conquistou títulos como o atual interino do Fla (Copa do Brasil e Estadual).

O nome de Petkovic, na verdade, sempre esteve na pauta dos atuais dirigentes. Chegaram a pensar seriamente em contrata-lo no início da gestão, como executivo do futebol (cargo que acabou sendo entregue desastrosamente a Paulo Pelaipe). Agora, pode ser que chegue a sua hora.

A conferir.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 26/05/2015

James Akel comenta a compra dos restaurantes Fasano pela JHSF

O restaurante Gero, que ficava na entrada do Shopping Center Iguatemi e o Café Armani, que ficava no piso superior, não existem mais no Shopping Center Iguatemi.

A razão de tal fato é que os restaurantes Fasano foram comprados pela JHSF, incorporadora que é dona de shopping concorrente do Shopping Center Iguatemi.


Escrito por jamesakel@uol.com.br às 16h03 no dia 26/05/2015