Se era o preço do ingresso que impedia o torcedor de fazer o sócio, agora tudo está resolvido

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De maneira quase que simultânea, Ceará e Fortaleza anunciaram nessa quinta-feira, o aumento nos valores dos preços dos ingressos em seus respectivos jogos para a atual temporada.

Agora, o torcedor do Ceará que quiser ir acompanhar uma partida do time vai ter de desembolsar R$ 50. O do Fortaleza paga no mínimo R$ 40, no Castelão, e R$ 50, no PV.

Foi uma das formas que os dois clubes encontraram para os programas de sócio-torcedor de ambos crescerem. Atualmente, o Ceará conta com quase 10 mil e o Fortaleza com mais de 5 mil.

A meta de alvinegros e tricolores é justamente dobrar esses números até o fim de 2015.

Eu nem sequer vou questionar essa fórmula. É muito simples e financeiramente inigualável. Os dois clubes possuem programas de sócios em que o valor mensal custa exatamente o preço do ingresso.

O Fortaleza, por exemplo, tem o plano Leão Fiel (R$ 39,99) e dá direito a um ingresso de cadeira superior ou inferior por trás do gol. Enquanto o Ceará tem o plano Bronze (R$ 50) e também concede acesso na cadeira superior do Castelão.

Há muitos outros, você pode conferir nos sites oficiais dos dois clubes.

Eu só me pergunto uma coisa: o motivo de um torcedor não virar sócio é apenas a questão financeira? Se for, ainda bem, tudo resolvido. Ceará e Fortaleza, que colocam 60 mil pessoas em jogos decisivos, deverão ter por baixo 30 mil sócios.

É uma estratégia ousada e torço para que dê certo. Em São Paulo, Corinthians e Palmeirasutilizaram esta mesma fórmula, e hoje ambos possuem mais de 100 mil sócios, cada.

Creio que vale a tentativa, até porque com o minguado dinheiro de patrocínios e da TV, Ceará e Fortaleza precisam de uma alternativa, segura e rentável para conseguirem se equiparar a clubes como Sport, Bahia e Vitória (só para ficar no Nordeste) que abocanham cota de TV de R$ 30 milhões.

Tomara, contudo, que as duas diretorias tenham paciência e saibam superar as tempestades que irão aparecer. Até porque, o sucesso dos programas de sócios terá como parâmetro o desempenho dos times em campo. Ou seja, haverá turbulências.

Com isso, é preciso saber contornar os problemas, continuar com o planejamento e não recuar na primeira porrada.

A plantação é gigantesca, Ceará e Fortaleza vão ter de contar com muitas pessoas (honestas e competentes) para semear e só depois, enfim, começar uma enorme colheita (com pessoas ainda mais honestas).

 

Mário Kempes – Diário do Nordeste – 15/05/2015

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