Lauro César Muniz comenta Babilônia e Os Dez Mandamentos

“Meu ponto de vista é que os temas bíblicos anestesiem a capacidade crítica dos telespectadores”, diz o autor,que não pretende mais escrever novelas.

Foto: Divulgação/Rede Record

Depois de oito anos de serviços prestados, Lauro César Muniz deixou a Record em 2013. “Não manter contrato com uma emissora, atualmente, foi opção minha. Passei a vida adiando projetos pessoais importantes no teatro e no cinema para cumprir meus contratos com as redes de TV. Tenho um pouco mais de tempo e liberdade para trabalhar”, explicou o veterano, em entrevista jornalista Daniel Castro, do Portal UOL. Autor de clássicos, como O Salvador da Pátria (1989), Lauro palpitou sobre a razão dos problemas enfrentados por Babilônia: “O processo industrial, em que muitos coautores e colaboradores participam, abafou o ímpeto criativo do Gilberto (Braga). Este talvez seja o mais cruel desse processo industrial que tomou conta das novelas desde meados da década de 1990. Muitas cabeças diluem o estilo do autor principal”.

Lauro, que enfrentou rejeição do público à Máscaras, comentou os bastidores daquela fase. “Durante minha última novela, a emissora teve uma completa reestruturação de comando, não apenas no setor de dramaturgia como no comando geral. Isso pesou muito, não apenas para Máscaras mas para todos os fracassos que seguiram minha novela”, comentou ele, que também falou da atual fase da dramaturgia da Record: “Os Dez Mandamentos é um sucesso. Lamentavelmente sobre um tema bíblico em uma emissora ligada a uma igreja evangélica. Meu temor é que, daqui para a frente, a Record só faça novelas religiosas. Um desvio de nossas preocupações mais cotidianas. Meu ponto de vista é que os temas bíblicos anestesiem a capacidade crítica dos telespectadores”.

Lauro não pretende escrever novelas, mas não vai abandonar a teledramaturgia.  “A televisão é um veículo muito importante para que eu fique de fora, olhando”, disse ele, que quer voltar com uma minissérie. O projeto envolve o diretor Del Rangel e o maestro Júlio Medaglia. No momento, conforme já informou OPTV, o autor trabalha na adaptação para o cinema da história de Chiquinha Gonzaga. A previsão de lançamento é para 2017.

 

O Planeta TV

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