Grêmio se reúne com clubes pela volta do mata-mata

Presidente do clube gaúcho considera “chocho” o formato de pontos corridos, que coroou o Cruzeiro com três títulos de forma antecipada

Com força dos sócio-torcedores, Arena do Grêmio costuma receber grandes médias de público

Romildo Bolzan Jr. considera o mata-mata mais atraente para a torcida (Lucas Uebel/Getty Images/VEJA)

Depois de dois anos de domínio absoluto do Cruzeiro no Brasileirão, voltou-se a discutir a possibilidade de abolição do formato por pontos corridos. Na visão de muitos torcedores, cartolas e até diretores de emissoras, a volta do formato mata-mata seria mais emocionante e atrairia mais público aos estádios e audiência na TV. Nesta segunda-feira, o novo presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., revelou ao canal ESPN Brasil que se reuniu com dirigentes de outros clubes para discutir a hipótese. Segundo ele, o formato atual é “chocho” e precisa ser reformulado.

“Eu tenho exposto a questão dos playoffs e venho tendo receptividade de alguns para resgatá-los. Dá muito mais emoção, audiência e equilíbrio técnico no campeonato. Hoje, um clube dispara, fica ali no seu pedacinho na ponta e acabou tudo. O mata-mata estimula o torcedor e gera mais receita. É uma situação em que temos de nos organizar como clubes e definir interesses em comum”, afirmou o presidente gremista.

Bolzan Jr. afirmou ainda que os colegas parecem dispostos a levar a questão até a CBF. “A resposta tem sido muito mais positiva do que negativa. O pessoal quer um negócio novo. O cenário atual é complicado demais. É briga apenas por vaguinha na Libertadores, na Sul-Americana, para não cair. Não tem nem de longe a mesma emoção do mata-mata.” Recentemente, o presidente da federação baiana, Ednaldo Rodrigues, também apresentou um projeto à CBF que defende o retorno do mata-mata.

Desde 2003, o Brasileirão é disputado por pontos corridos. Das doze edições, seis tiveram os campeões definidos nas últimas rodadas e outros seis tiveram o título resolvido de forma antecipada – incluindo as três conquistas do Cruzeiro (2003, 2013 e 2014). Neste ano, o Grêmio terminou o Brasileiro na sétima colocação. Pelo formato anterior, que previa a classificação das oito melhores equipes à segunda fase depois de turno único, o Grêmio, que nunca venceu a competição por pontos corridos, enfrentaria o segundo colocado São Paulo em uma hipotética fase quartas de final.

 

VEJA.COM

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