“Já me mandaram procurar o Pronatec”, diz Oscar Filho sobre saída do “CQC”

Oscar Filho diz que vai esperar o fim do ano para procurar novos projetos

Depois de publicar uma carta de despedida do “CQC” na internet, o humorista e apresentador Oscar Filho falou à coluna na tarde desta terça-feira (25) sobre seu desligamento. Ele contou que, por conta dos vazamentos de informações na internet, já esperava que pudesse ser dispensado e que já está ouvindo uma série de piadas sobre a situação. “Já me mandaram procurar o Pronatec, a Catho, o Senai. Agora mesmo num grupo do Whatsapp me chamaram para jantar e disseram que vão pagar a minha parte porque eu estou precisando. A zueira não pode acabar”, disse.

O humorista também fez elogios a Dan Stulbach, anunciado como novo apresentador do programa a partir de 2015, e disse que o ator “sempre mostrou interesse no programa”. Mas vê a troca como um desafio: “Tas imprimiu um DNA muito forte no programa”.

Confira a íntegra da entrevista:
UOL – Como ficam seus próximos passos na carreira a partir de agora?
Oscar Filho – Quando saí de Atibaia, eu queria ser ator de teatro, cinema, TV. Me formei para isso e não aconteceu praticamente nada neste sentido. Ou seja, tudo o que eu planejei não aconteceu. Virei repórter/apresentador de um programa de humor jornalístico. Nunca imaginava. Agora, eu não sei. Não sei se é melhor fazer planos ou ver o que acontece. Quero escrever meu segundo livro, já que o primeiro foi incrivelmente aceito pelos leitores, dirigir uma peça de teatro de suspense que eu adaptei de um filme… Mas isso só no ano que vem. O que eu mais quero agora, de verdade, é  tirar férias e nadar!
Quando ocorreu a comunicação oficial sobre seu desligamento?
Na sexta-feira passada. Diego Barredo e o diretor do programa, Gonzalo Marcó, me deram a notícia. Já tava meio que esperando devido a todos os vazamentos de informações na internet. Isso acabou causando uma insegurança geral nas pessoas.
Você fez seu anúncio oficial de despedida do “CQC” ontem em seu blog e hoje gravou para o programa. Como foi o clima da gravação de hoje? Foi um dia normal de trabalho?
Me acostumei com a história. Na sexta-feira, quando me foi falado, também tive que trabalhar pelo programa. Sou contratado da Band até o fim de dezembro deste ano. Até lá, a Band, o “CQC” e o “Proteste Já” terão a mesma qualidade e o mesmo empenho destes sete anos.
O “Proteste Já” é um dos melhores quadros do CQC, talvez o melhor, e o seu trabalho também sempre muito elogiado à frente do quadro. Achou estranha a decisão pelo seu desligamento?
Olha, sempre me foi dito, dentro do programa, que o “Proteste Já” é a menina dos olhos do programa. Se me tiraram de lá depois de quatro anos representando o quadro, algo saiu errado. Pode ser algo que eu nem saiba ou que tenha controle sobre. Já que está havendo mudanças, eu faço parte delas. Sentiram essa necessidade, e eu tenho que acatar, né?
Acha que foi bem aproveitado no programa? Faria alguma coisa diferente? 
Sim, fui muito bem aproveitado. Quando entrei no programa, eu era o pior dos repórteres. Primeiro por inexperiência e segundo por ter sido o último dos integrantes a entrar faltando, apenas, duas semanas pra estrear o programa. Com o tempo, fui sabendo lidar com os percalços, com a imaturidade, com a falta de experiência. Fiz muitas matérias boas até chegar ao “Proteste Já”, o quadro que os diretores defendem como o ponto alto do programa. Após isso, fui pra bancada e fiquei durante dois anos! Ou seja, pra quem começou mal para caramba e chegou à bancada apresentando ao vivo, pra mim pessoalmente, foi um feito. Sinto completamente que passei por todas as etapas do programa.

O programa está passando por uma profunda renovação de elenco. Acha que isso era mesmo necessário? Havia alguma pressão por conta de audiência?
O programa já levou tudo quanto é prêmio. Já foi o queridinho de todo mundo. O “CQC” virou uma marca, uma referência. Muitos programas de TV passaram a copiar, senão o formato, as piadas gráficas que o programa fazia antigamente. Hoje em dia, depois de sete anos, as pessoas já sabem do que o programa se trata. A TV brasileira está em crise. Tem um veículo que nem é mais novo, chamado internet, que está deixando os executivos de emissoras de cabelo em pé, você deve saber disso. O “CQC” está tão em crise como inúmeros outros programas. A questão é que, como o programa ganhou vários prêmios e foi o foco das notícias durante muito tempo, e é até hoje, as pessoas, profissionais ou não, exigem muito do “CQC”. E ele precisa corresponder a essa pressão. Eu não sou dono de nada ali dentro, só tenho uns palpites. Quem decide o que fica e o que não, são eles. Devem saber o que estão fazendo. Se não, devem estar desesperados.

 

No texto, você diz que poderia ter se antecipado e dito que pediu para sair. Você estava se referindo ao Tas?
Não sei se o Tas fez isso. Falamos no dia seguinte do texto que ele escreveu no blog dele. Não falamos se foi uma decisão da emissora ou dele. Escrevi aquilo porque eu acho importante encarar os fatos como eles são. Eu poderia fantasiar pra mim mesmo, e para o público, que eu sou o fodão, que eu escolho o meu destino, a minha carreira e os meus sonhos. Não é assim. A gente não tem controle de nada. Resolvi, só, falar a verdade. A gente anda precisando disso.
O que esperar, nessa troca do Tas pelo Dan?
Acho o Dan Stulbach um puta ator. Já o vi no teatro várias vezes. Além do mais, sempre mostrou interesse no programa. No lançamento do filme “Ensaio Sobre a Cegueira” aqui no Brasil, ele chegou atrasado, pediu para os fotógrafos se poderiam ser rápidos e nós estávamos num lugar que ele não viu. Quando preparamos a câmera para falar com ele, prontamente ele veio “cavalgando” falar com a gente. Isso me mostrou o quanto ele gostava da gente. Se ele se empenhar no programa como se empenha em seus papéis, pode dar muito certo. Mas é um desafio, né? O Tas imprimiu um DNA muito forte no programa.
Está preparado para ouvir brincadeiras sobre seu desligamento, durante as próximas gravações do “Proteste”?
Muito! Já tá rolando. Já me mandaram procurar o Pronatec, a Catho, o Senai. Agora mesmo num grupo do Whatsapp me chamaram para jantar e disseram que vão pagar a minha parte porque eu estou precisando. A zueira não pode acabar!
Qual sua mensagem para os argentinos que comandam o programa? 
Espero que o Carlos Menem apareça em seus sonhos! (risos)
Flávio Ricco com Colaboração José Carlos Nery e Giselle de Almeida

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