Ceará Sporting Club não sabe jogar na defensiva

03635-1227507792199176Contra Ponte Preta e Joinville, Sérgio Soares mudou o esquema para ter mais um volante, mas viu seu time falhar

O Ceará do técnico Sérgio Soares tem um DNA ofensivo. São raras as oportunidades em que o treinador abre mão de uma proposta de jogo, com apenas um volante de ofício, João Marcos, e três meias – entre eles um recuado Ricardinho – que auxiliam na marcação e recomposição do sistema defensivo.

Só que recentemente, em dois confrontos fora de casa pela Série B, ante a Ponte Preta, e no último sábado, contra o Joinville, o treinador escalou uma equipe mais fechada, com mais um volante de ofício – Amaral contra os paulistas e Michel diante dos catarinenses – com o intuito de se proteger ainda mais diante dos adversários diretos pelo acesso, mas a estratégia não vingou.

Nos dois jogos, o Vovô foi amplamente dominado e saiu atrás no placar ainda no primeiro tempo, retornando a proposta ofensiva para buscar o empate, porém, acabou sofrendo mais gols.

Contra a Ponte, o início de jogo foi um pouco melhor, mas com 20 minutos, Adrianinho fez 1 a 0, e sete minutos depois, a equipe de Campinas marcou o segundo gol, já sem o volante Amaral, substituído pelo meia Nikão. A partida acabou 3 a 1 para o atual líder da Série B.

Ante o Coelho catarinense, no último sábado, Sérgio Soares escalou o volante Michel no lugar de um dos meias, mas sofreu o gol logo com um minuto de jogo.

Ao sofrer o segundo com 25 minutos, o treinador voltou ao seu esquema preferido, sacando o volante João Marcos e lançando o meia Eduardo.

Mas a equipe não reagiu, e acabou sofrendo o terceiro gol na etapa complementar.

O técnico alvinegro lamentou mais uma vez, que a estratégia de jogo tenha ido por água abaixo por um gol sofrido.

“Tínhamos uma estratégia de jogo, com o Michel mantido no setor de marcação e o Lulinha, um jogador mais agudo, mudando um pouco daquilo que estamos acostumados a fazer. Era uma formação boa. Mas quando se toma um gol, com um minuto, muda tudo. Não tem como não mudar”, defendeu ele.

O comandante do Vovô não quis comparar as nuances das duas partidas, contra a Ponte e Joinville, porém ressaltou os erros de sua equipe em ambas.

“Contra o Joinville foi algo diferente. O gol sofrido foi com um minuto. Contra a Ponte, até tomarmos o gol com 20 minutos, o jogo estava equilibrado. Mas a partir do momento em que se toma os gols, o adversário fica superior e faz o resultado em cima de lances de erros nossos”.

 

Diário do Nordeste – Jogada – 20/10/2014

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