Tom Barros comenta como é difícil o futebol nordestino competir na Série A do Campeonato Brasileiro

 

Pousada nordestina

Examino a lista da Série A do Campeonato Brasileiro e concluo: o Nordeste ainda continuará por muitos anos como primo pobre dessa competição. Na Série A, lanterna e vice-lanterna são do Nordeste: Bahia (19º, 17 pontos) e Vitória (20º, 15 pontos). Ainda bem o Sport/PE ocupa o 8º lugar. A Série B é a pousada nordestina. Fazem parte desse grupo Ceará, Sampaio Correa/MA, Náutico/PE, ABC/RN, Santa Cruz/PE, América/RN e Icasa/CE. Ainda assim, estão sem representação na “B” Sergipe, Alagoas, Paraíba e Piauí. O Norte, então, nem pensar. Estão fora Pará, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e Tocantins. Há privilégios para os clubes do Sul/Sudeste. Alguns velados; outros nem tanto. Basta ver os valores das cotas distribuídas.

Cotas

Vejam a diferença de valores logo nas cotas pagas pela TV. Flamengo e Corinthians, 84 milhões de reais anuais. Depois vêm Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco, R$ 75 milhões anuais. Em seguida, Botafogo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Atlético-MG e Cruzeiro, R$ 55 milhões anuais. Como os times do Norte e Nordeste poderão competir?

Bravura

Claro que há cobrança por parte da crônica e das torcidas com relação ao desempenhos dos nossos representantes. Mas, se feito um balanço geral das receitas, os times do Norte e Nordeste operam verdadeiros milagres, ante as dificuldades impostas pelas circunstâncias que só privilegiam os chamados times do Sul/Sudeste. É bravura mesmo.

Dívidas

Não sei como os principais clubes do país, aquinhoados com cotas tão significativas, pagas pela TV e pela CBF, chegaram ao descaso de dever tanto à União. Na lista da Procuradoria Geralda Fazenda Nacional, estão inscritos na dívida ativa, com valores que variam de R$ 7,8 milhões (a menor) a R$ 272 milhões (a maior), grandes times brasileiros.

A lista

Entre os devedores, de acordo com a PGFN, estão Atlético/MG, Flamengo, Corinthians, Fluminense, Vasco, Santos, Palmeiras, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e São Paulo. Agora, todos esperam pela Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que, por sinal, da forma como está redigida, há recebido sérias restrições do “Bom Senso F. Clube”.

Ele já dizia

Quando foi presidente do Fortaleza (2005/2006), o jornalista e empresário Ribamar Bezerra dizia: “É impossível segurar time cearense na Série A do Campeonato Brasileiro, concorrendo com times que recebem cotas astronômicas, enquanto os daqui recebem cotas de R$ 3 milhões. Sobe, mas lá não fica”. A história há provado que o Ribamar estava coberto de razão .

 

Tom Barros- Jogada – Diário do Nordeste – 10.09.2014

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