Tom Barros dispara críticas contra a administração da Arena Castelão

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Estranho silêncio

Quem cala, consente. O silêncio dos gestores diante das fortes críticas contra a forma de entregar a terceiros o Castelão construído com dinheiro público leva a uma conclusão: procedem os argumentos apresentados. Um absurdo tamanho que ninguém ousou contestar. Estranho também o silêncio dos deputados que, tendo uma tribuna para falar, fingem desconhecer a questão. E embarcam também na comprometida postura silente. O problema está aí e não terá fácil solução. O tempo cuidará de mostrar o resultado de tudo isso. Queira Deus que eu esteja errado. Se assim for, terei a humildade de reconhecer meu equívoco. Mas, por enquanto, mantenho a posição: o Castelão deveria ser gerenciado pelo Estado assim como o “Presidente Vargas” é gerenciado pela prefeitura.

Não cola

Desde a inauguração, em 1973, até antes da reforma para a Copa, o Castelão não precisou de terceiros para sustentá-lo. Foram 39 anos. E serviu para jogos, shows, encontros religiosos católicos (Queremos Deus) e encontros evangélicos, enfim, ocupação normal sem problemas. Agora, porque modernizado, o Estado não tem como arcar com a manutenção?

Que não pode…

Quem não pode com o pote não pega na rodilha. Se não tinham condições de segurar o novo Castelão visto que os preços da manutenção subiriam à estratosfera, por que admitiram a reforma? E observem que, no antigo Castelão, a capacidade era para 130 mil pessoas. Hoje, bem menor, em torno só de 63 mil pessoas. Para um bom entendedor…

Recordando

1973. Campo Lyrio Callou, hoje Inaldão em Barbalha. Cariri x Guarani/J. O saudoso Foguinho (Francisco de Assis) no início de sua brilhante carreira na Rádio Progresso. A partir da esquerda, em pé, encostado na mesa, o Foguinho que morreu no dia 15 passado. Sentados, na mesma ordem: Leto Rocha, Chico de Nita, o comentarista Wilton Bezerra e João Hilário. (Colaboração de Sávio Aires, de Barbalha).

Lição da vida

Aprendi a defender a classe com o querido e saudoso Afrânio Peixoto, brilhante comentarista na década de 1950 e dirigente de emissoras de rádio e TV. Nunca esqueci sua revolta quando Dino Sani, campeão do mundo de 1958, tratou mal um repórter. Afrânio levantou-se e ordenou que fosse dada uma reposta dura ao campeão.

Foi no PV

Esse repórter que Dino tratou mal fui eu. Afrânio dirigia a Rádio Uirapuru. Aconteceu em 1967. Eu, jovem ainda, fiquei atônito ante a grosseria do jogador Dino. Afrânio não admitiu a ofensa e ordenou fosse dada uma resposta, o que foi feito pelo narrador (não sei se Júlio Sales ou Zé Cabral). Hoje, qualquer bobinho quer destratar cronista esportivo.

Exclusão

Gostaria muito que o presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, viesse a público, confirmar ou não, se sabe do propósito de eliminarem de campo os cronistas esportivos. Estes teriam acesso apenas a uma zona mista, imitação da usada na Copa do Mundo. Gente, Campeonato Brasileiro é uma coisa, Copa do Mundo é outra bem diferente.

Tradições e costumes. Nos nossos campeonatos, não há superlotação nos estádios, exceto nas grandes decisões. Há amplos espaços. Não compliquem o trabalho que a crônica cearense já vem assim realizando há 70 anos. Não sejam bobos imitadores de Jérôme Valcke, aquele francês secretário geral da Fifa, que cutucava o governo brasileiro e, quando aqui chegava, era bajulado por todos. Temos nossos métodos de cobertura com base nas tradições e costumes. Acabem com invencionices ridículas.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste-31.07.2014

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