Jérôme Valcke não questiona Copa de 2022 no Catar e evita falar sobre corrupção

Secretário-geral da Fifa afirma que caso das propinas está sob investigação e que só vai se pronunciar depois que a investigação for concluída .

Coletiva FIFA Copa do Mundo, Jerome Valcke (Foto: André Durão)

Jérôme Valcke afirma que Copa no Catar não é questionada
(Foto: André Durão)

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, evitou comentários sobre se a realização daCopa do Mundo de 2022 no Catar está ameaçada. No último domingo, o jornal inglês Sunday Times publicou matéria dizendo quepropinas foram pagas a dirigentes para que o país do Oriente Médio fosse escolhido sede da Copa do Mundo de 2022. O assunto foi abordado na entrevista coletiva do Comitê Organizador da Copa de 2014, nesta quinta-feira, em São Paulo.

Valcke evitou se aprofundar no assunto e disse que a Fifa só vai se manifestar após a completa apuração do caso.

– A única coisa que posso dizer ao povo do Catar é que, em março deste ano, o Comitê Executivo declarou que não questionamos a Copa do Mundo no país. Agora, estamos aguardando os resultados da investigação.

Em seguida, foi perguntado a Valcke qual será a atitude da Fifa caso as denúncias do jornal inglês sejam comprovadas. O dirigente se recusou a responder.

– Não sou profeta. Vamos aguardar os resultados e ver o que acontece.

Entenda o caso

O Sunday Times publicou reportagem afirmando ter provas de que Mohamed bin Hammam, ex-membro do Comitê Executivo da Fifa e ex-presidente da Federação Asiática de Futebol, pagou US$ 5 milhões (R$ 11,1 milhões) em propinas a dirigentes para ajudar o Catar a ser escolhido como sede da Copa do Mundo de 2022.

Homem-forte do futebol no Catar, Bin Hammam foi banido pela Fifa em dezembro de 2012, cerca de dois anos depois de o país ter sido indicado como sede do Mundial (a Copa de 2018 será na Rússia).

De acordo com o jornal inglês, vários documentos – como e-mails, cartas e transferências bancárias – provam que o dirigente catari usou dinheiro para influenciar na escolha da sede do Mundial de 2022. A reportagem assegura que Bin Hammam enviou dinheiro diretamente a dirigentes africanos para ganhar o apoio à candidatura do país asiático.

 

GLOBO ESPORTE .COM

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