Após empate, Vasco retorna ao Rio preocupado com distância para o G-4

Terceira igualdade consecutiva deixou o Cruz-Maltino a cinco pontos da zona de acesso para a Série A. Montoya lembra que jogo a menos pode fazer a diferença .

vasco desembarque montoya (Foto: Edgard Maciel de Sá)

Montoya marcou o gol do Vasco no empate em 1 a 1 contra o Bragantino (Foto: Edgard Maciel de Sá)

O elenco do Vasco desembarcou no Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira preocupado. Após o empate em 1 a 1 com o Bragantino, na última terça, o terceiro seguido da equipe na Série B, o Cruz-Maltino viu a distância para o G-4 do Campeonato Brasileiro aumentar. Com 10 pontos, a equipe do técnico Adilson Batista está a cinco pontos do Luverdense, primeiro time dentro da zona de classificação para da Série A. Autor do gol em Bragança Paulista, o meia Montoya lembrou que o jogo a menos na tabela – a partida contra o Náutico foi adiada por causa da greve da Polícia Militar de Pernambuco – pode fazer a diferença no futuro.

– Sempre conversamos sobre isso internamente. Sabemos que o Vasco convive com a pressão de tentar estar sempre no topo da tabela. Temos um jogo a menos e isso pode ser um ponto a favor para nós. A verdade é que temos que começar a levantar logo. Nesse recesso para a Copa do Mundo vamos tentar corrigir muitas coisas que estão faltando – frisou o colombiano.

O jogo contra o Náutico só será realizado no dia 12 de agosto, após a Copa do Mundo. Antes disso, o Vasco volta a campo já no próximo sábado para enfrentar a Portuguesa, em Volta Redonda, pela 9ª rodada da Série B. Com 10 pontos, o clube ocupa a 10ª posição na competição.

 

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BOMBA: Montillo faz contraposta e compra o Flamengo

Um sonho antigo voltou à pauta no Flamengo: Walter Montillo. O Rubro-Negro desejava tê-lo por empréstimo por uma temporada. Os valores apresentados para o negócio foram altos: cerca de R$ 3,3 milhões para os chineses do Shandong Luneng por empréstimo de um ano e R$ 700.000 por mês para o jogador.

Contudo, o que poucos esperavam, é que o jogador fizesse uma contraproposta e comprasse o Mengão. O argentino explicou as nuances da negociação. “Foi muito engraçado quando o Flamengo me ofereceu 700 mil por mês, não conseguia parar de rir. Aí eu disse que sabia que eles não me pagariam e fiz uma contraproposta: 160 mil por mês durante 4 anos e o Mengão é meu. Eles precisam de dinheiro, estão no desespero… por isso toparam na hora”, disse Montillo.

Como o clube carioca não tem dinheiro nem para pagar a conta de telefone e ano a ano busca craques dos gramados para iludir seus torcedores, a Fifa criou o termo ‘Flamengar’, que significa: “sonhar com jogadores renomados quando não tem dinheiro nem para pagar um Negueba”.

 

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Austrália é a primeira seleção estrangeira a chegar ao Brasil – #GoSocceroos

Delegação desembarca em Curitiba antes de seguir para Vitória, onde ficará treinando .

Socceroos Oliver Bozanic and Dario Vidosic enjoying their flight to Brazil.

VITÓRIA – A seleção australiana foi a primeira equipe estrangeira a chegar ao Brasil para a disputa da Copa do Mundo. A delegação desembarcou no início da noite desta quarta-feira em Curitiba. Por volta das 21h, sob forte esquema de segurança, chegou a Vitória, onde fará a preparação para o Mundial.

Aproximadamente 200 pessoas foram ao Aeroporto Eurico Salle receber a delegação australiana. Mas o público não teve acesso aos jogadores. Desde o momento do pouso até a saída do aeroporto, por uma das laterais, a delegação não teve contato com os torcedores. Alguns fãs da seleção australiana chegaram a acenar para o ônibus, que passou rápido pelos torcedores. Homens das polícias militar, rodoviária federal, guarda municipal e até do Exército fizeram a escolta dos australianos.

Frustração para torcedor

O desembarque sem contato com a torcida quem foi até o aeroporto ver a seleção. Foi o caso do quiropraxista australiano Adam Fischer, amante de rúgbi, e que mora há quatro anos na capital capixaba.

– Temos um time bom e acredito que podemos surpreender – disse o torcedor, que foi ao aeroporto carregando no colo o filho, Michael Jordan, de quatro anos.

‘Somos azarões’

Na parada em Curitiba, o meia Tommy Oar falou sobre as chances da seleção no Mundial:

– Somos os azarões. Será uma grande oportunidade para que a seleção australiana supreenda, e isso é muito animador. Estar no país do futebol é uma motivação a mais, com certeza – afirmou o meia Tommy Oar, antes do embarque para a capital do Espírito Santo.

secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, publicou no Twitter uma imagem da chegada dos australianos:

– Os @socceroos (apelido da seleção de futebol da Austrália) pousaram no Brasil. Vamos dar boas-vindas à primeira equipe visitante na #Copa2014 – escreveu o dirigente, que usou outras duas hashtags na mensagem: #bemvindos e #jatemcopa.

A Austrália está no grupo B, e vai estrear dia 13 de junho, contra o Chile, na Arena Pantanal. Os outros jogos na primeira fase serão contra Holanda, no Beira-Rio, dia 18, e Espanha, na Arena da Baixada, dia 23.

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Com boa média de gols nos últimos jogos, Bill comemora

Foram cinco gols marcados nas últimas cinco partidas

Para encarar o Sampaio Corrêa, Vozão terá desfalques na defesa

O técnico Sérgio Soares terá que efetuar mudanças na equipe

Ceará iniciou preparação para jogo do fim de semana

O grupo se prepara para o jogo da 9ª rodada da Série B

O que seria do futebol cearense sem o Ceará? Torcedores rivais respondem…

Fanáticos por Fortaleza, Ferroviário e Icasa comentam um futebol cearense sem o Alvinegro de Porangabuçu, que completa 100 anos no próximo dia 2 de junho .

Ceará Sporting Club

E lá se vão cem anos de história. Vários jogos memoráveis em competições nacionais. Já são 43 títulos estaduais. Muitos ídolos consagrados e tantas outras histórias desenhadas em Porangabuçu. No entanto, em meio a tantas glórias e até mesmo tristezas, já parou para imaginar o que seria do futebol cearense se o Ceará não existisse? Para responder a essa questão, o GloboEsporte.com/ce consultou três torcedores ilustres de Fortaleza, Ferroviário e Icasa, que dissertaram sobre a importância do adversário alvinegro no cenário do futebol cearense.
O cineasta Halder Gomes, louco pelo Leão do Pici, o ex-dirigente do Tubarão da Barra, Evandro Ferreira Gomes, e o escritor Alemberg Quindins, fanático pelo Verdão do Cariri, parabenizaram o Alvinegro de Porangabuçu pela comemoração do centenário. Confira abaixo.
01
FORTALEZA
Torcedor “doente” do Fortaleza, o cineasta Halder Gomes não esconde a admiração pelo principal rival, o centenário Ceará. Para o diretor, a paixão pelo Tricolor do Pici vai além até da empolgação que um espectador pode sentir ao acompanhar um jogo de Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos. Se o Ceará não existisse? Halder nem cogita a possibilidade.

– Eu não consigo ver essa possibilidade porque a paixão de ser torcedor do Fortaleza está também no Ceará. Nem Copa do Mundo, nem Olimpíadas. Não tem nada no futebol mais prazeroso do que o Fortaleza ganhar um clássico contra o Ceará. Para o torcedor do Ceará, também. Tenho aquela questão de ser um torcedor apaixonado pelo Fortaleza, mas eu tenho uma grande admiração pelo Ceará. Pela torcida, porque não tem como fugir isso. É aquele velho discurso de que não existe claro sem escuro – afirmou.

Um não existe sem o outro. Não há claro sem escuro, Yin sem Yang, muito menos Fortaleza sem Ceará. O tradicional Clássico-Rei não seria o mesmo sem as cores das duas equipes.

– Os dois times precisam um do outro pra existir, para manter essa paixão. A paixão de um não existe sem a rivalidade sadia do outro. Para você ser apaixonado pelo Fortaleza, pelo Ceará, a história do outro time em que fazer parte da sua. Eu, como torcedor do Fortaleza, vejo o Fortaleza como protagonista. Um torcedor do Ceará vê o Ceará como protagonista. O Ceará representa o nosso grande adversário. É um grande time que nos provoca tristeza, quando nos derrota, e que nos dá alegria quando e derrotado – explicou.
Halder Gomes, cineasta, cearense, torcedor, Fortaleza (Foto: Halder Gomes/Acervo Pessoal)
Até na Tailândia, a camisa do Fortaleza acompanha Halder Gomes (Foto: Halder Gomes/Acervo Pessoal)
As brincadeiras tiradas entre as torcidas rivais, para o cineasta torcedor do Fortaleza, são satisfatórias, quando sadias. A vontade de acompanhar um jogo do Tricolor supera qualquer outro certame capaz de se imaginar. O prazer em ser torcedor está justamente nas cores azul, vermelha e branca.

– Embora o Leão esteja na Terceira Divisão, ele é o único time que é capaz de me proporcionar esse prazer de ser torcedor. E o prazer maior é quando vence um clássico contra o Ceará. Já pensou se não existisse o Ceará? Com todo o respeito aos demais clubes, mas que alegria seria ganhar do Icasa? Do Ferrão? Não teria a mesma paixão. Também não seria a mesma tristeza, em caso de derrota. Não vejo como existir, na sua plenitude emotiva, um sem o outro – concluiu.
02
FERROVIÁRIO

Se o Clássico-Rei é o maior do estado, o Clássico das Cores, entre Fortaleza e Ferroviário, e o Clássico da Paz, entre Ferrão e Ceará, vêm logo em seguida na lista dos boleiros. Tido como a “terceira força” do futebol cearense durante muito tempo, a maré, hoje, não está para peixe, no Ferroviário, rebaixado para a Segundona do estadual, nesta edição do cearense. Evandro Ferreira Gomes, ex-dirigente do Tubarão da Barra e apaixonado pelo clube coral, é pontual ao responder a indagação do GloboEsporte.com/ce.

– Sem o Ceará, o Ferroviário seria a segunda força do futebol estadual – disse, entre risos.
Lançamento do almanaque do Ferroviário (Foto: Thaís Jorge)
Evandro autografa almanaque do Ferroviário em evento de lançamento (Foto: Thaís Jorge)
Para o torcedor, o ponto alto a ser elogiado no Alvinegro de Porangabuçu é o modelo de gestão adotado nos últimos anos.

– Acredito que se o Ceará não existisse, o futebol cearense não teria um dos principais pilares. O Ceará tem um modelo profissional de gestão. Lá (no Ceará), você raramente vê intrigas, aqueles vícios antigos do futebol, de fofocas, ruídos de comunicação. Hoje eles têm controle sobre a comunicação, gestão administrativa, financeira, questões ligadas ao direito esportivo e gestão profissional – completou.

Evandro ainda relembrou um dos maiores clássicos entre Ferroviário e Ceará. Em 1988, o Tubarão da Barra conquistaria o título estadual. No entanto, pelo caminho, estaria o Alvinegro de Porangabuçu. A memória não trai o ex-dirigente coral, que rememora o seu jogo inesquecível.

– Lembro do dia 21 de agosto de 1988. Ceará 5 x 1 Ferroviário. Na prorrogação, o Ferrão ganhou de 2 a 0 e, mais tarde, sagrou-se campeão cearense. Para eles pode não ser uma lembrança muito boa, mas para mim é o maior confronto da história entre as equipes. Porque o Ceará humilhou o Ferroviário no tempo normal, mas na prorrogação, eliminamos o Vovô e depois fomos campeões estaduais.
03
ICASA

Fora da Capital cearense, o Icasa aparece como o mais novo tradicional rival do Ceará. Companheiro de Série B, o Verdão do Cariri seria, hoje, sem o Vovô, o time cearense seria o único na Segunda Divisão, como bem lembra o escritor Alemberg Quindins, torcedor do alviverde caririense.

– Se não tivesse (Ceará), o Icasa seria o melhor do estado, hoje. E ah! Sobrariam mais títulos para o Icasa também – pontuou.
Alemberg Quindins, autor de ‘Icasa do Meu Coração’, e filho (Foto: Alemberg Quindins/Arquivo Pessoal)
De pai para filho: Alemberg Quindins escreveu até livro sobre o Icasa (Foto: Alemberg Quindins/Arquivo Pessoal)
Alemberg, que já escreveu até livro contando a história do Verdão do Cariri, vê o clube como o time mais constante e vencedor.

– O que eu acho legal do Ceará é o exemplo da constância. Foi um dos primeiros clubes e ainda está de pé. Dos clubes que existiam à época em que o Ceará foi criado, nenhum existe mais. Ele sai na frente, com isso. Isso é um exemplo pra os outros clubes. O que eu acho legal é isso. Hoje, o Ceará é o maior clube que existe no estado. A lição maior do centenário é justamente essa. Um clube que há cem anos começou sua história – declarou.

 

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