Ana Maria Braga fica irritada com pegadinha da produção do Mais Você

A apresentadora, irritada, ameaçou demitir um dos funcionários.

Nesta quinta-feira, 22, durante a exibição do Mais VocêAna Maria Braga  ficou irritada ao ser trancada dentro do estúdio por sua produção. Ela tentava sair ao vivo do estúdio de vidro do programa para experimentar uma engenhoca do lado de fora quando foi surpreendida com todas as portas trancadas.

apresentadora chegou a dar risada, disse que era uma brincadeira, mas, depois, avisou que iria demitir um dos funcionários que insistia em impedir a sua passagem. Um rapaz então abriu a porta e a apresentadora pode sair.

A Globo, via assessoria, afirma que foi uma brincadeira combinada.

 

O Planeta TV

Tim Cahill to captain Socceroos against South Africa

May 25, 2014 – 11:43AM

Honoured: Tim Cahill will skipper the Socceroos for the first time.

Honoured: Tim Cahill will skipper the Socceroos for the first time. Photo: Getty Images

Tim Cahill will captain the Socceroos for the first time in Monday’s pre-World Cup friendly international against South Africa in Sydney.

Coach Ange Postecoglou has chosen not to risk captain Mile Jedinak against South Africa after the influential midfielder suffered a groin strain in the last round of the English Premier League earlier this month.

“Tim’s leadership and the way he conducts himself in the group as a senior player has been impressive and with Mile not able to play against South Africa Tim will captain the side,” Postecoglou said.

Cahill, a veteran of 67 internationals, said leading the Socceroos out at ANZ Stadium would be the proudest day of his soccer career.

“It’s an honour to put on the green and gold shirt and play for the Socceroos but to lead the team out will be amazing,” he said.

“I’ve always said you don’t have to have an armband to be a leader but captaining my country in the sport that has given me everything in life is going to be an amazing experience and I look forward to the responsibility Ange has given me while Mile is out injured.”

AAP

Source : The Sydney Morning Herald

Private sector ready to pounce after public service cuts

May 22, 2014

Matthew Raggatt

Reporter at The Canberra Times

The balance of Canberra’s economy is tipped to swing towards the private sector as consultants position themselves to pounce on government opportunities from a tough budget.

Canberra Business Council chief executive Chris Faulks expected public cuts would lead to the private sector providing 60 per cent of the city’s jobs, with opportunities for organised enterprises of all sizes.

“This time around there’s going to be even more opportunities for big players, potentially whole programs will need to be done, whereas in past [from 1996] it was just consulting back in,”  Ms Faulks said.

She pointed to strong growth in the past six months for registrations for the council’s educational BusinessPoint program, with exiting public servants now making up 28 per cent of attendees.

An ACT government report published before last year’s election said the private sector employed 120,000 people from the labour force of 220,000, or 54.5 per cent.

Canberra Consulting chief executive Jason Pepper said there had been an immediate response to the budget from his exclusively federal government clientele.

“We’ve already spoken to lots of clients, a lot of clients are engaging with doing more with less,” Mr Pepper said.

The company, which has about 100 employees, noticed   a rise in requests for quotations from May 14 – the day after the budget – and Mr Pepper anticipated a profitable period.

“I’d see the work to merge the back-office functions – the Commission of Audit work – will be about two years’ worth,” he said.

“Backroom” functions will be rationalised throughout the public service, including at seven of the capital’s cultural institutions.

PwC Canberra managing partner Jeremy Thorpe said it was a challenging time for many in the city, but opportunities existed for those who could be innovative and agile, regardless of business size.

“If we’re talking about innovation in customer service delivery, that’s where there’s opportunity,” Mr Thorpe said.

The pie for professional services to government is an increasingly large one – federal spending on outsourced managers and business advisors as well as administrative and human resource services grew by more than $6 billion, or 70 per cent, in the past year – creating plenty of work for the established corporate players.

But Mr Pepper agreed with Mr Thorpe that stories from the early Howard government years of public servants being fired one week and returning to do the same job on a higher, private-contract wage the next are less likely to be repeated.

“They’re not targeting front-line services – which would be where you leave as a public servant and come back as a private contractor,” Mr Pepper said.

The Coalition has announced the cutting of 16,500 public servants’ jobs in three years, about half the national 30,000 head count reduction that occurred in the equivalent Howard years. But with the nation’s next surplus not forecast until what would be Prime Minister Tony Abbott’s sixth year in office, the government would appear to have more motivation than did Mr Howard to keep spending – and perhaps Canberra-based consulting costs – to a minimum.

Source : The Sydney Morning Herald

Real Madrid campeão da Liga Dos Campeões em final eletrizante

Uma dramática Décima para o Real

Até os 48 minutos do segundo tempo, a décima taça da UEFA Champions League estava escapando do Real Madrid. Após um gol de cabeça de Diego Godin no primeiro tempo, o Atlético de Madri fechou-se atrás e defendeu bravamente a meta de Thibaut Courtois. Só que um lance mudou tudo. Nos descontos, Sergio Ramos encontrou espaço para executar uma cabeçada certeira e mandar o jogo para a prorrogação. No fim, com os Colchoneros esgotados de corpo e alma, o Real deslanchou, marcando mais três gols com Gareth Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo. Por 4 a 1, o clube merengue levou para casa La Décima e conquistou o direito de disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA Marrocos 2014.

O drama que marcou o fim da partida já esteve presente nos instantes iniciais.  Dúvida durante toda a semana, o lesionado Diego Costa estava entre os 11 do Atlético. Logo que a bola rolou, porém, o atacante viu que não tinha condições de jogo. Aos nove minutos, deixou o gramado para dar lugar a Adrián e só pôde torcer do banco de reservas. A primeira metade do jogo foi nervosa, com muita marcação e poucas chances de gol. O Real chegou bem primeiro, em uma arrancada deAngel Di Maria, que foi derrubado perto da área. Cristiano Ronaldo cobrou, e Thibaut Courtoisdefendeu sem soltar a bola. A melhor oportunidade dos merengues veio pouco depois, aos 32, quando Tiago Mendes errou um passe, e Gareth Bale arrancou no contra-ataque. O galês, com espaço, entrou na área e, na marca do pênalti, chutou para fora. A falha custou caro. Quatro minutos depois, em cruzamento da direita, a bola sobrou na área do Real, e Diego Godín cabeceou por cima de Iker Casillas, abrindo o placar. O Atlético também levou perigo aos 40, em lance parecido, mas Adrián cabeceou forte, sobre o travessão rival. A etapa complementar foi inteira do Real Madrid, que buscou o empate incessantemente. Primeiro, em arrancadas com Di María e Bale. O galês teve outras duas ótimas chances, mas falhou na pontaria em ambas vezes. Sem achar espaço pelo chão, o Real tentou pelo ar. Em uma rara chance, Ronaldo tentou de voleio sem sucesso. Enquanto isso, a defesa do Atlético cortava bola atrás de bola. No fim, entretanto, o esforço merengue foi recompensado. No último de uma sequência de escanteios, Sergio Ramos achou espaço, cabeceou no canto aos 48 e selou o empate. Nunca, na história da competição, um gol havia sido anotado tão tarde no tempo regulamentar. Com o gol, a Liga dos Campeões viu uma final com prorrogação pela 16ª vez.  Depois de 15 minutos sem chances claras de gol, o Real Madrid voltou a agredir com uma arrancada de Di María. O argentino disparou pela esquerda, saiu na cara de Courtois e disparou. O goleiro desviou a bola, mas Bale pegou a sobra de cabeça e não perdoou: 2 a 1. O gol foi um duro baque para osColchoneros, fisicamente esgotados. O Atlético não resistiu mais e, antes do apito final, ainda viu o brasileiro Marcelo marcar o terceiro e o português Cristiano Ronaldo, de pênalti, o quarto. La Décima, enfim, é do Real Madrid.

As marcas da final Ao marcar o primeiro gol do jogo, Godín, que também marcou o tento que deu o Atlético o título do Campeonato Espanhol, tornou-se o primeiro uruguaio a balançar as redes em uma final de Liga dos Campeões. Bale, que fez o gol da virada, conseguiu marca semelhante para País de Gales. Para o português Cristiano Ronaldo, entretanto, a cobrança de pênalti significou a ampliação de um recorde: 17 gols em uma edição da UEFA Champions League. O atacante português estendeu outro recorde: agora são 34 gols em partidas de mata-mata na mais importante competição europeia.

FIFA .COM

New Zealand is the new destination for desperate asylum seekers

May 24, 2014 – 11:35PM

Michael Bachelard

Indonesia correspondent for Fairfax Media

Late on Wednesday night, eight cars full of asylum seekers slipped quietly out of the hillside town of Cisarua and headed for the coast.

They carried 50 desperate men and women who were intending to board a waiting boat and set off into the night.

This movement was reminiscent of hundreds of other people-smuggling ventures in recent years. But in one critical respect it was different and immeasurably more dangerous.

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“Crazy for money”: Murtaza Khan. Photo: Facebook

These people — Indians, Bangladeshis, Pakistanis and Afghans — were not intending to travel the 440 kilometres to Christmas Island. They faced instead an 8000 kilometre journey across one of the world’s most treacherous oceans, final destination: New Zealand.

The trip was thwarted. The cars were intercepted by Indonesian police, whom the smugglers believed they had paid off, and the passengers sent back to Cisarua where they are now waiting for another chance.

A joint Fairfax Media and New Zealand’s Sunday Star-Times investigation has laid bare the desperation and lies behind the New Zealand option, the latest twist in the asylum-seeker story, and the potential disaster that awaits any who attempt the journey.

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One of the boats Khan uses. Photo: Supplied

“No one’s ever got to New Zealand [by leaky boat] in modern times,” New Zealand ambassador to Indonesia, David Taylor, says.

“You’ve got reefs one side [Australia’s eastern coast] and the Indian ocean the other side [to the west]. They are long distances, the seas there are very fickle … so it’s a pipe dream”.

And yet a number of sources in Cisarua and elsewhere have confirmed that Murtaza Khan, a Pakistani travel agent, and three other smugglers, Khawaja Nisar, Tarik Ayub and a man called Abbas, have marketed this boat as safe. They also say it’s the first of many.

Sources said as the passengers waited for weeks before embarkation day in a villa in Cisarua, playing cards and making flat bread, they were told repeatedly that the boat was safe. They were shown pictures and videos of the alleged vessel, its two large engines and provisions — images obtained exclusively by Fairfax Media.

Murtaza described the boat as metal-hulled, 32m long and 7m high, and said it would sail as far as West Papua (the Indonesian half of New Guinea), with a second, smaller boat, also pictured, travelling behind as back up.

He said they would sail close to the Indonesian coast, not within international waters, for fear the Australian navy would catch them and return them to Indonesia.

(Asked if Australia was legally able to intercept and turn back a boat whose destination was New Zealand, a spokesman for Immigration Minister Scott Morrison said he would not comment about on-water activities.)

Once the boat had stopped and reprovisioned in West Papua, the second boat would return to Java and the first one sail alone the rest of the way to the ultimate destination, Kaitaia, in New Zealand’s north-west.  An alternative landing place, if the boat was in trouble, they said, was the rugged and uninhabited Three Kings Islands, which belong to New Zealand.

“It will be a minimum of 10 and a maximum of 12 days on the ocean,” Murtaza has told passengers — an absurdly optimistic assessment.

The price per passenger — $US500 up front and a full payment of between $US5000 for the Afghans and Bangladeshis and $US7000 for the Indians — is cheap, barely more than the trip to Australia once cost. The idea at this stage is not to make a big profit; it’s to prove it can be done and open a new way out of Indonesia so that more passengers follow.

“You can be sure if one boat gets to New Zealand, the price will increase,” one people smuggler’s agent has told passengers.

New Zealand, he said, “wants people to come”.

“They are looking forward to seeing asylum seekers. They need them because the population is very small.”

They say that asylum seekers can settle quickly there, after which getting permission to cross the Tasman to Australia is a formality.

Ambassador Taylor says most of these statements are false. There has never been a “mass arrival” in New Zealand (defined as more than 30 people), but Indonesia recently passed laws to deal with them. Taylor says his country may not even be their ultimate aim.

“They know they can’t [get there] and [perhaps] they’re hoping to get to a certain point and then duck in to Australia”.

Murtaza has form for lying. A boat he arranged in September last year was billed to passengers as having “dinner and rooms,” but it was tiny and open to the elements, and promptly sank off the coast of Java forcing its 44 occupants to call Australia for help.

“Murtaza is crazy for money,” says one asylum seeker in Indonesia. “He is making crazy promises because Australia is blocked. If they go to New Zealand, maybe all of them will die.”

But the fact that 50 passengers are impatient to make the journey is an expression of their desperation.

More than 10,000 asylum seekers and refugees are waiting in Indonesia and 100 more arrive every week. Tony Abbott’s and Scott Morrison’s success at turning back the boats has stoppered them in a place where they cannot work or get their children educated, and where it may take three years or more to be resettled through the so-called “front door”.

Fairfax Media has learnt that among those on board are some who have already faced Australia’s hard-edged response.

At least one passenger was aboard the first orange lifeboat sent under Operation Sovereign Borders in January. [[LINK:http://www.smh.com.au/federal-politics/political-news/asylum-seekers-say-they-were-tricked-by-navy-20140116-30xtz.html]]

Two others tried in March [[LINK: http://www.smh.com.au/world/people-smugglers-in-indonesia-selling-spots-on-boat-to-new-zealand-20140410-zqt3l.html]] to get to New Zealand with a different venture but were arrested instead in West Papua. They escaped, made their way back to Cisarua, and are trying again.

Others have run out of money and cannot afford to stay in Indonesia, or have paid all their money in the past to people smugglers for aborted or sunk ships and have been told they only have one choice — to travel.

An earlier attempt to reach New Zealand was aborted in March and another in early April involved smuggler Abu Ali amassing 23 people in West Sumatra on the premise that they could sail even further — 10,000km — around Australia’s southern coast to New Zealand. It was cancelled because not enough passengers were willing to try.

Other smugglers have even tried to sell tickets to the relatively closer Norfolk Island, claiming wrongly that is part of New Zealand — it is in fact an external territory of Australia and its immigration regime is also very unaccepting.

Source : The Sydney Morning Herald

Legal centre cuts set to leave more Canberra women on their own

May 22, 2014

Matthew Raggatt

Reporter at The Canberra Times

Heidi Yates, director of the ACT and region's Women's Legal Centre, said federal cuts mean more assistance may have to be provided on the phone and more women will be unrepresented in court.

Heidi Yates, director of the ACT and region’s Women’s Legal Centre, said federal cuts mean more assistance may have to be provided on the phone and more women will be unrepresented in court. Photo: Graham Tidy

Legal assistance for Canberra’s most vulnerable women will be slashed by a quarter as a result of Coalition cuts retained in the federal budget, the director of the Women’s Legal Centre has said.

The move to shave the centre’s funding by $100,000 – based on a uniform impact of the $19.6 million reduction nationally – will hit women dealing with domestic violence, relationship breakdown and discrimination.

Centre director Heidi Yates said the funding cuts, which take effect over two years from 2015-16, will lead to an estimated loss of more than 3000 hours of paid and supervised pro bono legal work. 

“We’ll be able to help less women to ensure they get the legal assistance they require to stay safe, and to keep their children safe, and to challenge gender-based discrimination in the workplace such as pregnancy-related discrimination and sexual harassment,” Ms Yates said.

The cuts are understood to be the largest centre-wide reductions in the service’s 18-year operation and are expected to lead to the loss of a 0.6 full-time equivalent position from a solicitor staffing level of 2.8 FTE. 

The solicitor said about half of the 1121 women assisted by the Turner-based centre last financial year had been directly affected by domestic violence. 

One woman who received support from the centre in a three-year custody fight said that, without representation, her children may have been in danger from their repeatedly violent and now jailed father. 

The public servant’s $52,000 income left her unable to access Legal Aid to protect her three children.

“I would have had to seek pro bono assistance or get numerous loans, or maybe wouldn’t have been able to fight so much and the kids may have been in a position where, God forbid, they would have been exposed again,” the woman said. 

“It was a bad enough experience as it was, and to have financials on top of that as well would just be the death of people, I believe. 

“They gave us legal representation, but with that came a lot of emotional and family support for me and the kids … they kept me going through this process. I just wanted to run and hide to be honest.”

Two-thirds of the women assisted by the centre in 2012-13 said they earned less than $35,000 or had no income. 

Shadow attorney-general Mark Dreyfus met leaders in the Canberra sector on Wednesday and said he was deeply disappointed the Coalition’s first budget – confirming moves announced in December – had cut the funding for community legal centres nationwide when the need for assistance already was largely unmet.

Mr Dreyfus said the cuts made only a small difference to the budget – estimated to have a $29.8 billion deficit in 2014-15 – but would impact heavily on those unable to receive advice.

“Women across the ACT are experiencing domestic violence, and very often the intervention of a court or a lawyer is needed to help remove their exposure to [that] family violence,” Mr Dreyfus said.

A 2012 economic cost benefit analysis of community legal centres found every government dollar spent on the centres returned a benefit to society 18 times that cost.

The centre does not keep numbers on how many women are unable to access its help, but calls to the separate Domestic Violence Crisis Service, which refers many women to it, have surged almost 50 per cent over the past five years.

No details have been given on where a further $6 million of savings nationally from the community legal sector – kicking in from 2017-18 – will come from.

The cuts to the community legal centres are in addition to the $15 million of savings the government will take from the Legal Aid budget, with the ACT Legal Aid Commission to lose $400,000, the equivalent of 2.5 full-time staff.

A spokesman for Attorney-General George Brandis said the government was still considering arrangements for the years beyond 2014-15 and would be informed by the findings of a Productivity Commission inquiry into access to justice.

“It is the government’s intention that savings will be structured in a way which protects the most vulnerable clients of legal assistance services with legal assistance arrangements to focus on frontline services,” the spokesman said.

Source : The Canberra Times

Marcos: “Felipão é o técnico ideal para esse tipo de competição”

Marcos: "Felipão é o técnico ideal para esse tipo de competição"

primeira linha do currículo de Marcos Roberto Silveira Reis já valeria para que sua opinião contasse um bocado, às vésperas da Copa do Mundo: “goleiro campeão mundial pela Seleção em 2002”. Mas ainda tem mais um motivo para isso. Não só ele foi titular da equipe pentacampeã na Coreia do Sul e no Japão como o fez sob o comando de Luiz Felipe Scolari – o mesmo que o treinou no Palmeiras por um vitorioso período de três anos pouco antes do Mundial.  

 

Quer dizer, Marcão sabe o que é ser campeão do mundo e conhece como poucos o treinador que tenta fazer isso novamente com a Seleção no Brasil 2014. Foi sobre isso, então, que batemos esse longo papo com o ex-goleiro de 40 anos:

 

FIFA.com: De maneira geral, quais são suas expectativas para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014: acha que a Seleção, de fato, está entre as favoritas? Junto a quais outras equipes?
Marcos
A expectativa é de uma grande festa, de uma festa bonita como é toda Copa do Mundo. O Brasil é uma das seleções favoritas, principalmente por jogar em casa. A gente sabe a diferença de jogar dentro de casa e fora de casa. E a presença do torcedor é superimportante para a Seleção, joga a pressão pra cima do adversário. Acho que, junto com Argentina, Alemanha e Espanha, o Brasil é um dos grandes candidatos a ganhar a Copa. Acho que temos uma pequena vantagem por isso: por estar jogando em casa e ter o apoio do torcedor.

 

Você sente que o clima de apoio à seleção tende a aumentar nos próximos dias?
Acho que sim. Já ficou demonstrado na Copa das Confederações. A comoção interna dentro do estádio para ajudar a seleção, na hora do Hino Nacional, e a gente espera que na Copa do Mundo seja da mesma forma. Acho que o brasileiro demora um pouco para entrar na festa. Com o Tour da Taça pelo Brasil, com a convocação do Felipão e, daqui a pouco, as grandes seleções mundiais chegando, grandes jogadores chegando, o povo brasileiro vai entrar no clima e aproveitar bastante a Copa.

 

Muita gente se surpreendeu ao ver como o Felipão, em tão pouco tempo, conseguiu determinar um padrão de jogo – e um padrão eficiente – para a Seleção. Você, que o conhece tão bem, já esperava isso?
É bem o estilo dele mesmo. Pra te falar a verdade, acho que esse grupo dele já está fechado faz tempo. Acho que um ou dois nomes surgiram nos últimos dias. Ele é um cara que valoriza muito quem o ajuda. Quando ele pegou essa seleção no ano passado ela estava desacreditada e os jogadores correram muito por ele e conseguiram vencer a Copa das Confederações, e ele também é grato pelo que o pessoal faz por ele. Então, eu sabia que a maioria daquele grupo ia estar na Copa, por causa da Copa das Confederações que fizeram. O Felipão é um cara assim: ele dá entrevista e você acredita no que ele fala. Ele é um cara que passa essa honestidade para o torcedor. E acho que o povo brasileiro gosta disso, por isso que ninguém questiona muito. Claro que questiona, porque o técnico da Seleção é sempre questionado. Mas o povo apoia junto com ele. Acho que isso é a melhor parte dele como técnico da Seleção.

 

É bem marcante como as equipes comandadas pelo Felipão tendem a crescer muito quando ele tem alguns dias para prepará-las, como é o caso de uma Copa do Mundo. Por que isso acontece?
Ele faz de tudo. Chega no treino ele te xinga, depois de noite ele faz um churrasco, está zoando com todo mundo, fazendo piada… Ele é um cara que alterna muito o ladoprofissional com o lado humano, de bater papo com jogador. O jogador acha legal isso. É aquele negócio, ‘pô, ele é o cara ali nas quatro linhas e depois o cara fica que nem a gente’. É claro que a gente não abusa disso, porque ele é meio bravo… (risos) Mas ele é um cara que faz isso muito bem. Então eu acredito que ele vai fazer muita coisa. Ele sempre procura levar outros atletas pra dar palestra para os jogadores. Na Copa das Confederações eu fui lá pra bater papo, jogar conversa fora com o pessoal, ficamos lá duas horas conversando. Então ele movimenta bastante a concentração e sabe instigar na hora de entrar dentro de campo. É o treinador ideal para esse tipo de competição de sete jogos.

 

O que ele pediu pra você falar aos jogadores na Copa das Confederações? Algum pedido específico ou foi apenas um convite?
Não, ele só me convidou pra jantar com ele e a comissão. Porque a comissão é o Paulo Paixão, que trabalhou no Palmeiras, Murtosa que está sempre com ele e trabalhou no Palmeiras, Anselmo, que é o preparador físico, que era do Palmeiras, e o Pracidelli, que foi meu treinador de goleiros durante 13 anos. Então ele convidou, “vem aqui jantar com a gente”. Eu fui, os jogadores estavam lá. Comi com o pessoal da comissão técnica e o pessoal me chamou pra sentar com eles. Fiquei contando umas histórias. Eu sou bom pra contar histórias, tenho umas boas. Preciso renovar elas, porque tem algumas que estão desgastadas, mas tem umas histórias boas (risos). Também levei uma camiseta pra pegar a assinatura de todo mundo, levei pra casa. Foi uma visita bacana.

 

Já que você tem boas histórias, tem alguma boa do Felipão daquela Copa de 2002?
Olha, eu lembro do tratamento em si. Claro que quando você chega na Seleção, você sabe mais ou menos o seu valor em termos mundiais. Aquele jogador que joga no Brasil chega mais retraído do que um jogador internacionalmente conhecido, que já foi melhor do mundo. E ele, na Copa de 2002, tratava todo mundo igual da mesma forma. Com ele não havia privilégios, nunca houve, por nome, condição social ou nada. Eu acho que isso é legal pra você montar um grupo. Pra ter um grupo coeso é preciso tratar todo mundo da mesma forma. Então, talvez a grande responsabilidade dele no Mundial tenha sido isso: fazer os caras ficarem 50 dias juntos sem ter nenhum problema por vaidade ou alguma coisa assim. Então nisso ele foi fundamental também pra gente.

 

Você acha, portanto, que é fundamental que um grupo crie vínculos de amizade para vencer uma Copa do Mundo?
Ah, favorece muito. Acho que, dos times em que eu tive oportunidade de jogar e que foram campeões, todos eram assim. Se você está no campo e não gosta de um cara, você não vai fazer algo por ele. Se é seu amigo que está do seu lado, você faz. “Poxa, meu amigo errou e se acontecer alguma coisa vão culpá-lo”, então você faz melhor. Claro que você não está ali pra isso, para fazer amizade, mas eu acho amizade fundamental para atingir conquistas. Se tem raiva, briga, dentro do grupo, só se seu time for muito bom. Muito melhor que os outros. Porque senão a amizade faz diferença no final. Você pode ganhar um jogo ou outro, mas um campeonato você só ganhar se tiver amizade.

 

Como você avalia os goleiros que o Brasil tem à disposição hoje? Acha que estamos bem servidos?
Acho que estamos bem servido em termos de clube. Porque o Julio não teve muita concorrência na Seleção – de goleiros que tenham tido chance de se acostumarem a vestir a camisa. Talvez essa seja a grande vantagem que ele tem em relação aos outros: esse costume de vestir a camisa da Seleção. Não é um cara que vai chegar aqui e jogar no Brasil, vai pôr a camisa e vai pesar. Eu te falo por experiência própria: é diferente você ser ídolo no seu clube e chegar à Seleção. Porque aí a cobrança é bem maior, não é regional, nem estadual, é nacional. E na Copa, mundial! Então eu acho que o Julio está preparado para essa cobrança e tem experiência pra isso.

 

Você era um cara de confiança do Felipão em 2002 – e, provavelmente, isso foi decisivo na disputa com outros dois grandes goleiros em plena forma, o Rogério e o Dida. Como foi o processo para que você fosse o escolhido?
Eu estava jogando já nas eliminatórias. Quando ele assumiu a Seleção, ele me colocou para jogar. Eu falei, “professor, têm uns caras que estão num melhor momento que eu aí”. Eu acho que eu tive a felicidade de ser titular pelo convívio, né? Quando você convive com uma pessoa, é diferente. Às vezes você vê o cara jogando num outro time e você sabe que o cara é bom, mas você não conhece o caráter do cara, como ele é no treino, como ele é de grupo… São vários fatores, não é só o cara jogar bem. Então, talvez tenha pesado pra mim isso aí, o fato de eu ter trabalhado com ele e ele me conhecer em todos os sentidos. Quando ele chegou, a Seleção estava com dificuldade de se classificar para a Copa do Mundo. Meu jogo de estreia com a Seleção, ainda com o Vanderlei (Luxemburgo), foi na Espanha contra a Espanha. Logo depois que ele assumiu foi contra o Uruguai no Uruguai, Argentina na Argentina… Eu só peguei “barca”. E, pelo fato de o Brasil ter se classificado, ele falou pra mim, “agora nós vamos pra Copa e você vai ser o titular. A gente pode perder que você vai ser o cara”. Eu trabalhei bastante para não decepcioná-lo.

 

Você se sente realizado com sua carreira na seleção? Ou faltou algo?
Eu tive muito problema de contusão. Em 2006, o Parreira me ligou dez dias antes da convocação. Eu tive uma contusão no adutor e perdi praticamente o ano todo. O Parreira me ligou e eu disse, “professor, não vai dar”. Talvez a Copa de 2006 eu poderia ter tido a oportunidade de ir. Não sei se de jogar, porque o Dida era o titular, mas de segundo ou terceiro goleiro. Em 2010 também: um ano antes da Copa, o Dunga perguntou o que eu achava de Seleção, e eu falei com ele que meu tempo tinha acabado. Eu estava com um monte de problema, com joelho machucado, cheio de dor pra tudo que é lado. Falei: “vou encarar uma Seleção de novo?” Porque Seleção é uma responsabilidade muito grande. Então, talvez se eu não tivesse tido tantas contusões, poderia ter participado de mais Copas, mas não tenho nada a reclamar da carreira, não.

 

E, pensando em todo o mundo, quem são, para você, os melhores goleiros? Do que você gosta em cada um deles?
Eu gosto muito do (Manuel) Neuer, goleiro da Alemanha. O (Petr) Cech não vem para a Copa, mas acho que também é um grande goleiro. (Iker) Casillas, que é um bom goleiro, mas eu acho que o pessoal dá muito mais moral porque joga num time como o Real Madrid. A gente vê também o (Gianluigi) Buffon, que é outro que não tem concorrência, está jogando há 500 anos na seleção e não tem concorrência de ninguém. Não é possível que a Itália não tenha outro goleiro. Mas acho que são esses os grandes goleiros pelo mundo. Acho que o melhor, no momento, é o Neuer – talvez pela idade e pelo time em que joga.

FIFA .COM