Chapecoense 0 x 1 Corinthians

 0 x 1 

3ª RODADA
GUERRERO MARCA, CORINTHIANS VENCE A CHAPECOENSE E É LÍDER DO BRASILEIRÃO
A festa da torcida da Chapecoense na noite deste domingo, na Arena Condá, que recebia o Corinthians pela primeira vez, foi muito bonita. O jogo, não: faltou técnica e sobraram erros, desentendimentos e confusões entre os dois times. Mesmo assim, os alvinegros tiveram muito o que comemorar: a vitória por 1 a 0, com gol de Paolo Guerrero, no segundo tempo, colocou o Timão na liderança do Campeonato Brasileiro, com sete pontos. O clube volta ao posto 79 rodadas depois, já que a última vez havia sido no título do torneio de 2011. Enquanto isso, a recém-promovida Chape, com apenas dois pontos, está na zona de rebaixamento.

Pouca coisa de bom aconteceu durante os 90 minutos. O que mais chamou atenção foram os erros, as trocas de empurrões e discussões entre os adversários. O gol do Timão aconteceu em um dos raros lampejos do setor ofensivo e com uma dose de sorte. Contra a eficiente defesa do Corinthians, que chegou ao sétimo jogo seguido sem ser vazada, o ataque dos donos da casa também não conseguiu muita coisa nas poucas vezes que tentou.

As duas equipes voltam a campo no Brasileirão no próximo domingo, às 16h. O Timão faz o clássico com o São Paulo na Arena Barueri, enquanto a Chapecoense recebe o Grêmio na Arena Condá.

Atlético Mineiro 0 x 1 Goiás

 0 x  1 

3ª RODADA
GOIÁS SE APROVEITA DO GALO EM MÁ FASE E DESFIGURADO PARA VENCER NO HORTO
Esmeraldino marca bem, chega ao gol com David e entra no G-4. Sem cinco titulares e com Jô machucado, Atlético-MG sofre sem criatividade .
O Goiás foi mais um a se aproveitar da má fase do Atlético-MG. Mesmo no Independência, em Belo Horizonte, o Esmeraldino contou com os vários desfalques do Galo, entre eles as estrelas Ronaldinho e Diego Tardelli, para vencer por 1 a 0, gol de David. Como se não bastassem os cinco titulares ausentes, o time da casa ainda perdeu Jô, lesionado, logo aos 16 minutos do primeiro tempo, e se viu sem poder de fogo ou criatividade para agredir o rival. Os visitantes, que não têm nada com isso, aproveitaram a chance e deixaram o time alvinegro com seis jogos seguidos sem vitória.

Com a proposta de se defender para tentar um bote certo, a equipe comandada por Ricardo Drubscky mostrou aplicação tática e conseguiu o objetivo com perfeição, fato que o colocou no G-4, em quarto lugar, com sete pontos, empatado com Corinthians, Cruzeiro e Inter, mas atrás nos critérios de desempate. Já o Galo, muito vaiado no que nem de longe lembrou o caldeirão do Horto, entrou na zona de rebaixamento. Com apenas um ponto ganho em três jogos, é o 17º colocado.

Os times voltam a campo no próximo fim de semana. O Galo terá pela frente o clássico contra o arquirrival Cruzeiro, domingo, às 16h (de Brasília). Um dia antes, no sábado, o Goiás visita o Palmeiras, no Pacaembu, às 18h30.

Posse de bola, mas sem criatividade

Em casa e em busca da reabilitação após a eliminação da Libertadores, ocorrida na última quinta-feira, o Atlético-MG partiu para cima do Goiás. Mas os desfalques, sobretudo R10 e Tardelli, mesmo em má fase, fizeram falta.

Criciúma 1 x 0 Figueirense

 1 x 0 

3ª RODADA
NO DUELO ENTRE TÉCNICOS ESTREANTES, CRICIÚMA VENCE O FIGUEIRA POR 1 A 0
Catarinenses trocam de comandantes na mesma semana, e Wagner Lopes leva a melhor sobre Guto Ferreira, com gol de Silvinho, no primeiro tempo .
A decisão de trocar os treinadores em busca da primeira vitória no Brasileirão deu certo a um dos catarinenses. Neste domingo, os torcedores de Criciúma e Figueirense conheceram seus novos comandantes, e viram Wagner Lopes levar a melhor sobre Guto Ferreira no duelo particular entre os estreantes. Diante de 10.316 pessoas no estádio Heriberto Hülse, Silvinho marcou ainda no primeiro tempo e garantiu o 1 a 0 no placar.

Naturalizado japonês e com uma Copa do Mundo jogada pelos nipônicos, em 1998, o ex-atacante Wagner Lopes prometeu um time disciplinado, ao melhor estilo samurai. E conseguiu colocar em prática a nova filosofia em seis dias de trabalho no Criciúma. Jogando com intensidade, o Tigre marcou aos 13 minutos. Para facilitar, Nirley, do Figueirense, foi expulso na etapa inicial, ao receber o segundo cartão amarelo.

A vitória do Criciúma teve a assinatura de dois jogadores em particular: Silvinho e Paulo Baier. O atacante, homem mais agudo do Criciúma, flutuou pelas duas pontas e jogou por si e também pelo companheiro Lucca, que começou como titular ao seu lado e quando saiu do campo foi muito vaiado pela torcida. Coube ao experiente Baier a missão de municiar os jogadores e dosar o ritmo da equipe. Melhor durante os 90 minutos, o Tigre viu no seu camisa 10 o termômetro para saber a hora certa de atacar e tocar para o lado, aproveitando a vantagem numérica. Não ampliou o placar por ineficiência na finalização, em especial de Rodrigo Silva, e também pela competência do goleiro Tiago Volpi.

Novamente no esquema com três atacantes, utilizado durante a campanha do Campeonato Catarinense, o Figueirense de Guto Ferreira foi engolido nos minutos iniciais.

Sofreu o gol e quando perdeu seu zagueiro expulso, voltou a atenção para a marcação. Com Ricardo Bueno, Everton Santos e Dudu à frente, os contragolpes não encaixaram, muito em função da ausência de um homem de criação – Marco Antônio foi sacrificado no primeiro tempo para a entrada do zagueiro Marquinhos. As melhores chances de gol nasceram justamente depois que o defensor foi à campo. Com 1,94m de altura, Marquinhos levou perigo nas bolas aéreas, mas ainda é pouco para o time que não marcou gols no Brasileirão.

Primeiro catarinense a vencer no Brasileirão, o Criciúma chega aos três pontos e ganha a semana de tranquilidade. O Tigre volta a campo apenas no próximo sábado, pela quarta rodada, quando encara o Botafogo, no Rio de Janeiro. Na lanterna e sem somar pontos, o Figueirense tem pouco tempo para assimilar a nova derrota. Na quarta-feira, o Alvinegro joga a partida de ida da segunda fase Copa do Brasil, diante do Bragantino, em Bragança Paulista. Na Série A, o Alvinegro joga no próximo domingo, diante do Santos, em Londrina, último jogo de punição da perda de mando de campo.

criciúma x figueirense (Foto: João Lucas Cardoso)
Jogadores comemoram o gol da vitória do Criciúma sobre o Figueirense (Foto: João Lucas Cardoso)

 

 

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Internacional 2 x 1 Sport

 2 x 1 

3ª RODADA
INTER PASSA SUFOCO, MAS DERROTA O SPORT E ENCOSTA NA PONTA DA TABELA
Gringos D’Alessandro e Aránguiz marcam os gols colorados ainda no primeiro tempo. Patric desconta na etapa final e incendeia jogo .
Era jogo de Campeonato Brasileiro na tarde deste domingo, mas os fardamentos remetiam à Copa do Mundo, que começa no próximo dia 12 de junho. Com a camisa amarela em homenagem ao Brasil, o Inter venceu por 2 a 1 o Sport, que vestia branco em remissão à Alemanha. Curiosamente, os dois gols colorados foram marcados por estrangeiros. O primeiro foi do argentino D’Alessandro, que não disputará o Mundial. O segundo, de um nome certo na lista de Jorge Sampaoli, técnico do Chile: Aránguiz. Patrick descontou para os pernambucanos.

Com o resultado, o Inter soma sete pontos no Brasileirão e ocupa a segunda posição, enquanto o Sport permanece com quatro, na nona colocação. As duas equipes voltam a campo pelo Brasileirão no próximo fim de semana. No sábado, às 18h30, o Inter recebe o Atlético-PR no Beira-Rio. Domingo, no mesmo horário, o Sport vai ao Paraná enfrentar o Coritiba no Couto Pereira, em Curitiba.

Aránguiz gol comemoração Inter (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)
Aránguiz comemora com D’Ale e Moura o segundo gol colorado (Foto: Alexandre Lops / Divulgação Internacional)

 

Colorado com sotaque

Para apagar a má impressão deixada no empate com o Cuiabá pela Copa do Brasil – 1 a 1 no Mato Grosso –, o Inter entrou em campo disposto a construir o resultado logo no início da partida. O time trocava passes no ataque à espera do espaço. E numa jogada individual de D’Alessandro, os donos da casa abriram o placar aos 12 minutos de jogo. O camisa 10 se desvencilhou de dois marcadores e chutou de fora da área. A bola desviou no zagueiro e tirou qualquer chance de defesa de Magrão.

O Sport tinha dificuldades para chegar ao ataque. Neto Baiano tentava vencer a marcação da zaga, mas quase não levava perigo ao gol de Dida. Pelo Colorado, a dobradinha D’Ale e Aránguiz infernizava o sistema defensivo da equipe de Eduardo Baptista, principalmente pelo lado direito. E o Colorado chegou ao segundo gol antes do intervalo. Após um lançamento da defesa, Rafael Moura desviou para Aránguiz, que, em posição irregular, avançou sozinho e chutou rasteiro, ampliando o placar aos 45 minutos e deixando o gramado sob aplausos.

Leão tenta morder no fim

Veio a segunda etapa, e com ele um “fantasma” que ronda os colorados. Assim como ocorreu diante do Botafogo no fim de semana passado, os gaúchos abriram 2 a 0 antes do intervalo e permitiram o empate. Para não repetir o filme, o Inter avançou a marcação e tentou fazer o terceiro logo no início, para evitar qualquer perigo. Aos 16 minutos, Alan Patrickquase marcou de letra após cruzamento de Gilberto. Atento, Magrão evitou o gol. Os mandantes mantinham o intuito em dilatar o placar. Seis minutos depois, D’Alessandro chutou forte, e o goleiro do Sport novamente se espichou para salvar a equipe.

Aos 32, o susto: Patrick recebeu dentro da área e só teve o trabalho de desviar de Dida. Com o perigo de um novo empate, a torcida fez o seu papel: tratou de empurrar e cantar forte no Beira-Rio. O Sport se atirou ao ataque para buscar a igualdade. Aos 44, Neto Baiano recebeu cruzamento da esquerda e chutou rasteiro para fora. Foi o alívio para os colorados. Fim de jogo: 2 a 1 para o Inter, que segue invicto no Brasileirão.

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Bahia 1 x 0 Botafogo

 1 x 0 

3ª RODADA
BAHIA CONFIRMA BOM INÍCIO, VENCE O BOTA E CHEGA AO PELOTÃO DE FRENTE
Maxi Biancucchi faz o gol dos baianos, que têm seu melhor início na era dos pontos corridos. Ainda sem vitória, Alvinegro cai para penúltima posição .

A primeira vitória do Bahia dentro da Fonte Nova no Campeonato Brasileiro, neste domingo, teve o toque argentino de Maxi Biancucchi, autor do gol no 1 a 0 sobre o Botafogo. Para aumentar ainda mais a festa tricolor, o resultado colocou a equipe no pelotão de frente da competição, agora com seis pontos em três rodadas. É o melhor início da equipe na era dos pontos corridos, bem diferente do Alvinegro, que iguala sua pior campanha desde 2004 – apenas um ponto em três rodadas.

A vitória deixou o Bahia no G-4, atrás apenas de Cruzeiro, Internacional e Fluminense. Na próxima rodada, domingo, a Fonte Nova vai ficar pequena no clássico com o Vitória, que também venceu no sábado. O Botafogo, que já estava na zona de rebaixamento, perdeu uma posição e agora está em penúltimo lugar. A próxima chance do Alvinegro de iniciar uma reação será sábado, contra o Criciúma, no Maracanã.

Desde o início, o Bahia teve a iniciativa do jogo e apostou na velocidade de seus jogadores de frente para surpreender o Botafogo, que abusou dos chutões e dificultou a vida da dupla Emerson/Zeballos. O primeiro tempo foi marcado pela grande quantidade de faltas e discussão dos times. Como resultado, a bola ficou mais tempo parada do que em movimento, e os lances de emoção foram escassos. Lincoln, teve a melhor oportunidade, mas chutou por cima de cara para a meta do Bota, que perdeu Lodeiro, machucado, aos 22 minutos do primeiro tempo.

Maxi Biancucchi gol Bahia x Botafogo (Foto: Raul Spinassé / Futura Press)
Maxi Biancucchi comemora o gol da vitória do Bahia (Foto: Raul Spinassé / Futura Press)

Na segunda etapa, a maior objetividade do Bahia foi recompensada, e nos pés de um de seus destaques na partida, Maxi Biancucchi. Pará cruzou da esquerda, o argentino dominou com a perna direita e emendou um chute certeiro de esquerda. A partir daí, o Bota tentou pressionar, mesmo que sem muita organização, e até conseguiu criar boas chances. A melhor com Wallyson, em chute que raspou a trave, e em um cabeçada de Dória defendida por Lomba.

técnico Vagner Mancini tentou utilizar Ferreyra para dar mais presença de área e tentar um gol de cabeça, mas a mudança não surtiu muito efeito, já que o argentino não conseguiu produzir bem, e o placar não se alterou. Não foi desta vez que o Bota conseguiu sua primeira vitória no Brasileiro.

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Flamengo 4 x 2 Palmeiras

 4 x 2 

3ª RODADA
FLAMENGO VIRA SOBRE O PALMEIRAS COM BRILHO DE ALECSANDRO E DEDO DE JAYME
Técnico faz substituição decisiva, muda o jogo e diminui pressão sobre si. Centroavante define a partida. Verdão começa bem, mas perde no Rio .
O Flamengo entrou no Maracanã, neste domingo, pela terceira rodada do Brasileirão, com Jayme de Almeida pressionado, em jejum de cinco jogos sem vitórias (entre o campeonato nacional, Carioca e Taça Libertadores) e com Alecsandro há três partidas sem marcar. Cenário complicado, mas que virou passado neste domingo à tarde. Depois de sair atrás no placar, o Rubro-Negro virou para cima do Palmeiras e venceu por 4 a 2, resultado que tem parcela fundamental de contribuição do seu treinador. No intervalo, ele substituiu Nixon por Lucas Mugni, e o time carioca dominou completamente o segundo tempo, quando definiu o placar. Paulinho, Márcio Araújo e Alecsandro (duas vezes) marcaram para o Rubro-Negro; Wesley e o estreante Henrique fizeram para o Verdão. A partida teve um público pagante de 16.318 torcedores, com 21.082 presentes, e renda de R$ 763.125,00.

A vitória faz o Flamengo respirar aliviado, com quatro pontos, e diminui a pressão sobre Jayme de Almeida. Do outro lado, Gilson Kleina vê o clima ficar ruim, já que o Verdão estaciona nos três pontos e acumula a segunda derrota consecutiva. Para piorar, o time acabou de perder Alan Kardec para o rival São Paulo e tenta se remontar no meio do Brasileirão.

Alecsandro gol Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Alecsandro profetizou a virada e marcou dois gols neste domingo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Jayme de Almeida apostou em uma formação ofensiva, no 4-3-3, com um meio de campo de pouca marcação. Exposto, o Fla deu espaço para o Palmeiras, e Valdivia aproveitou a liberdade para comandar o Verdão na etapa inicial. Mesmo fora de casa, o time paulista tomou a iniciativa e aproveitou bem as jogadas pelas laterais. Mas foi de longe que Wesley soltou uma bomba para abrir o placar no Maracanã. Paulinho descontou rapidamente, mas no fim da etapa inicial Henrique definiu o 2 a 1 parcial. Curiosamente, o atacante, que fez sua estreia, recusou proposta rubro-negra antes de acertar com o Verdão.

No fim do primeiro tempo Fernando Prass sentiu dores no cotovelo e foi substituído por Bruno. Na saída para o vestiário, Alecsandro fez “profecia” da virada em entrevista para a TV Globo. E tudo se confirmou com a bola rolando, após a substituição de Jayme de Almeida. Lucas Mugni ajudou o Fla a preencher o meio de campo, e a marcação melhorou. Valdivia não teve mais liberdade, e Negueba, pela esquerda, deu muito trabalho aos defensores verdes. Márcio Araújo empatou, e o centroavante definiu o placar com mais dois gols, com direito a “sambadinha” na comemoração.

Agora, o Flamengo tem o clássico contra o Fluminense, no próximo domingo, às 16h, novamente no Maracanã. O jogo será válido pela quarta rodada do Brasileirão. O Verdão, por sua vez, volta as atenções para a Copa do Brasil, pois enfrentará o Sampaio Corrêa, do Maranhão, no estádio Castelão, em São Luis, na quarta-feira, às 22h, pela segunda fase do torneio nacional.

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Fluminense 1 x 2 Vitória

 1 x 2 

3ª RODADA
NO CONTRA-ATAQUE MORTAL, VITÓRIA VENCE POR 2 A 1 E TIRA FLU DA LIDERANÇA
Marquinhos faz os dois gols e equipe baiana põe fim a jejum de um mês sem vencer. Tricolor tem quebrada sequência de cinco vitórias com Cristóvão .
Em jogo bem disputado neste sábado à noite, no Maracanã, o contra-ataque venceu o domínio de posse de bola e a técnica. Dominado pelo Fluminense no primeiro tempo, o Vitória acertou a jogada mortal que ensaiava nos primeiros 45 minutos e bateu o até então líder invicto do Campeonato Brasileiro por 2 a 1. A velocidade e boa atuação de Marquinhos, autor dos dois gols que deixaram a equipe em vantagem por 2 a 0, foram decisivas. O Flu, que estreou o uniforme branco versão 2014, ainda diminuiu com Wagner, mas esbarrou na lentidão do meio-campo e na boa marcação do adversário.

Destaques no primeiro tempo, Conca, Wagner e Sobis – substituído por Walter – cansaram no segundo. E um dos fatores que tornaram a equipe baiana superior foi a inversão do lateral Juan com o meia José Welison. O veterano jogador, ex-Flu e Fla, deu mais qualidade ao toque de bola do Leão e, consequentemente, a jogada ofensiva começou a encaixar melhor.

Marquinhos gol Vitória x Fluminense (Foto: Fabio Castro / Ag. Estado)
Em boa atuação, Marquinhos decide para o Vitória no Maracanã (Foto: Fabio Castro / Ag. Estado)

Com o resultado, o Fluminense perdeu não só a invencibilidade como a liderança na competição. O time permaneceu com seis pontos ganhos e ocupa, por enquanto, o segundo lugar. Além disso, o técnico Cristóvão Borges, até então invicto no comando da equipe, perdeu a sequência de cinco vitórias. O Leão, que ainda não havia conseguido um triunfo na competição e amargava jejum de um mês, pulou para quatro pontos e está provisoriamente na nona posição

A partida foi de bom nível técnico e tático e digna do bom público presente ao Maracanã  – foram 50.687 presentes e 44.975 pagantes, que proporcionaram renda de R$ 609.195,00. O Flu já começou pressionando, mas encontrou um Vitória que marcava muito bem e tinha no trio Marquinhos-Caio-Souza um contra-ataque perigoso. Tanto que as duas primeiras boas oportunidades foram do Leão, com Souza, obrigando Cavalieri a boa defesa, e Caio. Mas o Flu, com Conca como arquiteto das jogadas tanto pela direita como pela esquerda, passou a ter o domínio de posse de bola. E com ele, duas boas chances de Sobis, uma na trave, outra que obrigou Wilson a boa defesa.

Veio o segundo tempo, e Ney Franco fez duas alterações táticas importantes. Inverteu o lateral-esquerdo Juan com José Welison, que juntamente com Hugo não davam sequência aos contra-ataques do Vitória. E fez Ayrton subir mais à frente, aproveitando os espaços da cobertura malfeita ao lateral Carlinhos. E por ali não demorou muito a surgir o lance do primeiro gol. Em falta que sofreu, Ayrton fez a cobrança, e a bola sobrou para Marquinhos. O chute, de fora da área, resvalou na cabeça de Fred e enganou Cavalieri, aos 8 minutos: 1 a 0.

O Flu se lançou mais ao ataque. Dois minutos depois, o Leão perdeu duas chances seguidas. Conca deu o troco. Cristóvão trocou Sobis por Walter. Mas, aos 37, pela meia-direita, Marquinhos lançou Juan, recebeu na medida na área e, mesmo perdendo a passada, acertou na conclusão: 2 a 0. O Flu diminuiu num erro da arbitragem, que não marcou impedimento de Wagner em rebote na falta cobrada por Jean. O gol, aos 42, deu novo ânimo ao Flu, que, mal das pernas, não conseguiu o empate.

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