Presidente da Portuguesa desiste da Série A: ‘É injusto, mas temos de aceitar’

No que depender da Portuguesa, Ilídio Lico, acabaram as batalhas judiciais para tentar uma vaga na Série A do Campeonato Brasileiro em 2014. O dirigente falou ao blog na manhã deste domingo, e fez um desabafo:

– Não, não vamos tentar voltar para a Série A. Não tem mais o que fazer. Não existe. temos que aceitar a realidade. O campeonato está aí, os jogos estão marcados. É uma injustiça? É. Mas agora não adianta.

Na noite de sexta-feira, estreia do time na Série B do Brasileiro, a Portuguesa jogou durante 16 minutos contra o Joinville e então retirou o time de campo. A alegação foi que o clube estava cumprindo uma decisão liminar da 3a Vara Cível da Penha, em São Paulo, que obrigava a CBF a incluir a Portuguesa na Série A do Brasileiro. Tal liminar foi cassada na noite de sábado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

– Eu sabia que essa liminar seria cassada. Eu cheguei a torcer para isso acontecesse antes do jogocontra o Joinville, assim nós não teríamos problemas. Nós tiramos o time de campo porque fomos obrigados. Ameaçaram a mim e ao clube caso nós descumpríssemos a decisão – afirmou Lico, sem dar detalhes sobre o autor de tais ameaças.

A Portuguesa pode ser punida pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por ter abandonado a partida contra o Joinville. A Lusa pode ser punida com perda de pontos, multa e, no limite, exclusão da Série B.

– Eu espero que não aconteça. Vou falar com o presidente Marin, explicar minha situação. Eu fiz isso [tirar o time] para não prejudicar a mim e ‘a Portuguesa. Espero que tenham consciência disso – afirmou Lico.

Diante de cenário tão adverso para o clube, o dirigente afirma que não se arrepende de ter assumido a presidência da Portuguesa.

– Arrependido, não. Estou triste por essa situação toda. Não porque a liminar foi cassada, que isso eu já esperava. Mas é muiti difícil, hoje é impossível administrar a Portuguesa na Série B com todos os problemas que me deixaram. A Portuguesa está quebrada. O que vou fazer? Usar muita criatividade. Não vou abrir mão da Portuguesa, sou um homem de luta.

GLOBO ESPORTE .COM

Corpo de Luciano do Valle é enterrado sob aplausos

Estadão Conteúdo | 20h24 | 20.04.2014

Jornalista morreu no sábado (19), aos 66 anos, depois de passar mal no avião enquanto ia para Uberlândia .

Luciano do valle

O corpo do narrador Luciano do Valle foi enterrado sob aplausos de emocionados familiares e amigos, no final da tarde deste domingo (20), no cemitério Parque Flamboyant, na cidade de Campinas.

O jornalista, um dos mais famosos comunicadores do País, morreu neste sábado, aos 66 anos, depois de passar mal no aviãoenquanto ia para Uberlândia, onde faria a transmissão do jogo entre Atlético-MG e Corinthians, realizado neste domingo, pelaprimeira rodada do Brasileirão.

Após um velório bastante movimentado naCâmara Municipal de Campinas, com a presença de familiares, amigos pessoais, companheiros de trabalho e muitos fãs, o enterro foi feito de maneira bastante simples. Apesar da grande presença de imprensa, houve muito respeito e a cerimônia foi realizada em quase todo o tempo com silêncio.

O corpo de Luciano do Valle foi velado e enterrado com o uniforme de transmissões esportivasque utilizava na Band, emissora em que ele trabalhava. Durante o enterro, ele esteve durante todo o tempo acompanhado da viúva, Flávia do Valle, que demonstrava muita emoção.

História na televisão

Luciano foi uma das maiores referências na locução esportiva nacional. Desde 1971, passou pelaRede Globo, pela Record e pela Bandeirantes, onde trabalhou por aproximadamente 30 anos. Em 2013, completou 50 anos de carreira. Seu último jogo foi a final do Campeonato Paulista, disputada entre Santos e Ituano.

O narrador teve papel fundamental no esporte brasileiro, uma vez que impulsionou diversas modalidades que não tinham espaço na TV aberta. Organizou o jogo memorável entre Brasil e URSS, no Maracanã, que mudou o vôlei brasileiro. Abriu espaço para Hortência e Paula no basquete, transmitiu jogos de futebol feminino, alavancou a carreira de Maguila e deu o início para transmissões da NBA, da Fórmula Indy e do futebol americano no Brasil, entre outros grandes feitos.

Diário do Nordeste

Record exige explicações sobre falha de medição do Ibope

Record exige explicações sobre falha de medição do Ibope

 

A Record está cobrando explicações detalhadas do Ibope sobre a falha da medição de audiência minuto-a-minuto do último domingo (13). A informação é da coluna “Outro Canal”.

O sistema em tempo real apresentou falhas na coleta de dados das 6h de domingo até 12h50 de segunda-feira (14).

Nesse tempo todo, as prévias das emissoras, principalmente as do SBT, foram muito diferentes das habituais. Pela audiência prévia, a emissora de Silvio Santos teve um dos piores domingos de sua história, enquanto a Record foi bem, liderando em vários momentos.

Na segunda-feira, com a divulgação dos índices consolidados, a surpresa foi grande. A média prévia do SBT das 7h à meia-noite de domingo foi de 4,9 pontos na Grande SP, mas a correção elevou a audiência da emissora em 45%, indo para 7,1.

Em notificação ao Ibope, a Record quer saber por que só os peoplemeters sintonizados no SBT tiveram problemas e como a falha técnica, que atingiu oito regiões brasileiras, demorou 30 horas para ser descoberta.

Procurado, o instituto diz que seus clientes foram comunicados do problema.

Em tempo

Diretores do SBT se irritaram com a falha do Ibope.

Durante todo o domingo (13), profissionais foram às redes sociais reclamar dos índices. Já na segunda (14), informado da falha, o diretor Murilo Fraga vociferou no Twitter.

“É…, esse tal de Real Time parece motorzão de Opala 74. Pior, pagamos pra ter uma Mercedes! Um absurdo o que vimos ontem!”, escreveu ele.

Questionado por um internauta, o diretor de programação da emissora ainda criticou quem comanda o Ibope: “um chimpanzé no controle!”.

Empate desagrada técnico Jayme de Almeida: “Não era o que esperava”

Treinador acredita que retranca do Goiás dificultou a vida do Fla no Mané Garrincha .

Os jogadores e o técnicoJayme de Almeida não saíram do Mané Garrincha satisfeitos com o empate por 0 a 0 na estreia doCampeonato Brasileiro . Em entrevista coletiva, o treinador apontou a forma de atuar dos goianos como um complicador para seu timesair com os três pontos em Brasília. O goleiro Renan, por exemplo, foi um dos destaques, com quatro defesas difíceis.

– Acho que a proposta do Goiás  foi de contra-atacar, fechar bem, nós sabíamos que era difícil por dentro. Nossas melhores jogadas foram pelo lado. Infelizmente, tivemos algumas chances, mas não fizemos. Respeitando o Goiás, não era o resultado que a gente esperava. A posse de bola foi boa, mas o Goiás foi perigoso. Tentamos, tentamos e não conseguimos.

Jayme preferiu não lamentar a ausência de um grande número de jogadores. O time não teve André Santos, suspenso, além de Hernane, Elano, Léo, Samir e Cáceres, machucados. Também deixoude lado qualquer reclamação pelo fato de atuar fora do Rio de Janeiro mesmo com o mando de campo. No fim, o treinador ainda encontrou motivos para se emocionar ao falar do locutor Luciano do Valle, que morreu no sábado. Ele teve a chance de trabalhar ao seu lado quando atuou pela seleção de master.

Flamengo volta a campo no próximo domingo, contra o Corinthians, às 16h (de Brasília), no Pacaembu, pela segunda rodada do Brasileiro.

Jayme de Almeida Flamengo x Goiás (Foto: Carlos Costa/Agência Estado)
Jayme de Almeida não usou a última substituição que tinha contra o Goiás (Foto: Carlos Costa/Agência Estado)

Confira outros trechos da entrevista coletiva:

Retranca

– Trabalhamos bem a bola. A proposta do Goiás era essa e não é fácil. Voltavam dois jogadores com nossos laterais. Fizemos três ou quatro jogadas boas. São lances que decidem o jogo. Não fomos felizes, e a bola não entrou. No final, ainda ficou preocupante, pois deixamos espaços e quase o Goiás fez o gol.

Posse de bola

– Acho que o Flamengo foi muito bem de volume de jogo nos primeiros 30 minutos. Não dá para fazer 45 direto. Caiu um pouquinho. Com a volta para o segundo tempo, o Gabriel entrou e voltamos a ter esse tempo. De novo, por cansaço e por pressa para fazer o gol, abrimos espaço.

A gente não pode ficar lamentando. Se foi colocada essa situação, não tem como ficar chorando. Tem que encarar, enfrentar as dificuldades. Se o Flamengo tivesse aproveitado os 30 minutos bons que fez, ninguém falaria que está jogando fora do Rio”
Jayme de Almeida, técnico do Flamengo

Pontos perdidos

– Nesse Brasileiro, qualquer ponto é perdido. Deixamos de fazer dois pontos. E não é porque tínhamos o mandou de campo. No Brasileiro, é importante pontuar sempre.

Desfalques

– Houve trocas por vários motivos. É uma rotina. São jogadores importantes, mas os meninos lutaram e ajudaram. Não é isso que determina o resultado. A gente teve chance e não fez o gol. O time tentou até o fim. Não vou dizer que os jogadores fizeram falta.

Jogos fora do Rio

– Eu acho que a gente não pode ficar lamentando. Se foi colocada essa situação, não tem como ficar chorando. Tem que encarar, enfrentar as dificuldades. Se o Flamengo tivesse aproveitado os 30 minutos bons que fez, ninguém falaria que está jogando fora do Rio.

Garrafa no campo

– Não gosto de violência. Dificilmente, dou um grito. Agredir os outros é coisa que não faz parte do meu dia a dia. Como ex-atleta, futebol é esporte, tem que ganhar jogando bola e respeitar os árbitros. Se ele deu impedimento, é porque achou impedimento. Não adianta ficar jogando garrafa. Isso me entristece. Quando vejo na Libertadores aqueles guardas com escudo no escanteio, vem uma tristeza. Nada a ver com esporte. O torcedor que fez isso tem que ser punido de alguma forma.

Amaral Flamengo x Goiás (Foto: Jorge William / O Globo)
Jayme disse que não iria tirar Amaral no intervalo se ele não tivesse levado cartão (Foto: Jorge William / O Globo)

Gabriel na vaga de Amaral

– O Amaral estava marcando o João Paulo, camisa 10, habilidoso, e tinha levado um amarelo. Quando fomos para o vestiário, não ia mudar. Mas pensei e o árbitro estava dando muitos cartões, mesmo sem o jogo estar violento. Achei arriscado então voltar com o Amaral. Em um certo ponto deu certo, pois o Márcio Araújo melhorou a saída de bola e não arrisquei a expulsão.

Homem de criação

– O Lucas (Mugni) é um menino e estava muito difícil entrar por dentro. É ruim demais jogar com alguém no cangote. Ele se movimentou, quase fez um gol belo, deu um passe para o Alecsandro que quase deu em gol. E ele não vinha jogando. Coloquei o Mattheus que chuta bem e poderia ter uma chance de fora. Sei que a torcida é imediatista, mas ele (Lucas) vem de fora, está se adaptando e a posição é difícil. O mesmo com o Mattheus. Não pode julgar por esse jogo. Tentaram o melhor.

 O Lucas (Mugni) é um menino e estava muito difícil entrar por dentro. É ruim demais jogar com alguém no cangote. Ele se movimentou, quase fez um gol belo, deu um passe para o Alecsandro que quase deu em gol. Sei que a torcida é imediatista, mas ele (Lucas) vem de fora, está se adaptando e a posição é difícil”
Jayme de Almeida, técnico do Flamengo

Goiás

– Nunca faz um time fraco. É bem montado, com jogadores experientes. Vem de perder um campeonato aos 48 do segundo tempo. Jogou fechadinho e saindo rápido no contra-ataque. Não vai achando que o Goiás está fora. Queria ganhar, mas não é essa mosca morta que queriam dizer. Respeito muito a história do clube.

Luciano do Valle

– Quando ele estava começando a fazer aquela seleção de master, ele  me deu a chance de jogar com Rivellino, Edu, Clodoaldo, jogadores que foram campeões do mundo. O Luciano tinha um coração fantástico, adorava o esporte. Foram cinco anos jogando no Master e fiquei muito assustado quando liguei o celular chegando em Brasília e vi essa triste manchete. Não o via havia muito tempo até reencontrá-lo no jogo contra o Atlético-PR. Foi um prazer grande revê-lo. Gostava muito dele. É uma pena para o esporte por tudo que fez pelo vôlei, futebol de praia, basquete, Maguila. Abriu as portas da televisão, que era só voltada para o futebol. Um beijo para ele onde estiver.

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Torcedor atira uma garrafa plástica no campo e é retirado do Mané Garrincha

Público presente no estádio identifica responsável pelo ato e indica para polícia, minimizando risco de o Flamengo ser punido com perda de mando.

Já nos minutos finais doempate por 0 a 0 entreFlamengo e Goiás, neste domingo, no Mané Garrincha, um torcedor que vestia uma camisa azul do clube carioca atirou umagarrafa de plástico no gramado. O assistente recolheu o objeto e entregou ao árbitro, que deve relatar o fato na súmula.

Logo após o episódio, no entanto, torcedores que estavam próximos acusaram quem foi o responsável pelo ato, que foi retirado sem resistência pelo policiamento. Diante disso, a tendência é que o Flamengo não seja punido com a perda de mando de campo. O caso aconteceu já aos 42 minutos do segundo tempo.

Mandante da partida, o Flamengo abriu mão de jogar no Maracanã e levou o jogo com o Goiás para Brasília por questões financeiras. Até a paralisação da Copa, na nona rodada, o Rubro-Negro tem o mando de jogo diante de Palmeiras, São Paulo, Bahia e Figueirense. Destes, apenas o primeiro deve acontecer no Rio de Janeiro.

Garrafa D'água Flamengo x Santos (Foto: Thales Soares)Árbitro Anderson Daronco retira a garrafa depois de recebê-la do assistente (Foto: Thales Soares)

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Esporte brasileiro perde Luciano do Valle, uma de suas maiores vozes

Emissoras de TV fizeram grande cobertura sobre a morte, principalmente a Band .

Nenhum narrador de TV brasileiro já esteve trabalhando em tantas Copas do Mundo quanto Luciano do Valle. Silvio Luiz, único que poderia o alcançar, foi impedido pela RedeTV! de narrar o Mundial no Fox Sports 2.

Luciano tinha sorte diferente. Estava desde 2006 em sua segunda passagem pela Bandeirantes, que possui os direitos de transmissão da Copa aqui no Brasil e seria a grande estrela do canal no evento, assim como já foi na África do Sul e também na Copa das Confederações.

Mas quis o destino que a voz que embalou milhares de corações brasileiros em grandes conquistas do nosso esporte fosse calada justamente por seu coração.

Aos 66 anos, seguia trabalhando normalmente. Narrou a final do Campeonato Paulista no domingo passado e mais uma vez brilhou ao festejar o título do Ituano. E já se dirigia para Uberlândia, onde narraria Atlético-MG x Corinthians, transmissão de abertura do Campeonato Brasileiro para SP, o que entrega uma de suas grandes características: o locutor era um homem que sempre buscava estar no campo e muitas vezes até reclamava das transmissões “em tubo”.

E apesar da grande expectativa pelo Mundial de futebol, Luciano era nome certo também na cobertura da Olimpíada do Rio em 2016, onde poderia mostrar a sua reconhecida versatilidade. O apelido de Luciano do Vôlei não é por acaso, mas sim pela defesa da modalidade antes dela se tornar o segundo esporte nacional no país do futebol. Ele não somente narrou, mas trabalhou firme na organização de Brasil x União Soviética no Maracanã, jogo que até hoje detém o maior público da história do voleibol: 90 mil pessoas.

Luciano pode não ter criado um grande bordão, mas vem dele os apelidos de grandes estrelas do basquete que hoje quase se tornaram seus nomes: Magic Paula e Rainha Hortência. Ele ainda colaborou com as primeiras exibições da NBA por aqui e ajudou também a popularizar outro produto oriundo dos EUA: a Fórmula Indy.

Ainda no automobilismo, ele acompanhou a fase campeã de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1. Era o narrador principal da Globo na época. E se demitiu do posto para aflorar o lado empresarial, mas acabou voltando para TV, quando consolidou a fase em que a Band passou a ser “o canal do esporte”, uma segmentação que precedeu a TV a cabo pelo Brasil.

Dentre tantas outras modalidades, o narrador ainda tem páginas na história do boxe, em que tornou Maguila um grande ídolo, e do futebol feminino, do qual ambiciona ser até técnico da Seleção Brasileira. A CBF não realizou esse desejo, mas hoje divulgou nota oficial lamentando o falecimento, o que foi repetido por diversos clubes e também pela Confederação Brasileira de Basquete. Todos os jogos dessa abertura de Brasileirão respeitaram um minuto de silêncio.

Dentre as homenagens mais simbólicas, a Band exibe uma tarja preta ao lado do seu logotipo em sinal de luto desde o “Jornal da Band”, que teve uma edição atípica com os titulares Ricardo Boechat e Ticiana Villas Boas escalados em pleno feriadão e ainda Milton Neves como convidado na bancada.

Antes do “JB”, o “Brasil Urgente” teve uma edição completamente especial. Iniciado por Joel Datena, filho do José Luiz e que se reveza com Márcio Campos na ancoragem aos sábados, o jornalístico começou a ouvir o Datena pai por telefone, mas logo o recebeu no estúdio, em que surgiu sem terno ou maquiagem, mas segurou 2 horas no ar ao vivo repercutindo a notícia do falecimento de Luciano do Valle. A partir desse instante, “Dateninha” se resumiu a ler alguns dos tantos tweets que expressavam luto (#RipLucianoDoValle chegou a liderar os trends) e ouvir os depoimentos emocionados de grandes figuras do esporte brasileiro.

Visivelmente consternados, Neto e Fernando Fernandes, companheiros de Luciano em boa parte das transmissões paulistas do futebol da Band, mal conseguiam falar. Fernando, que estava ao lado do locutor quando ele passou mal ainda no avião, entrou no ar também em link estabelecido ao final do programa.

A homenagem também teve espaço para músicos como Toquinho, que esteve com Luciano na Copa de 1990. O narrador foi o pioneiro a unir esporte e entretenimento em seu “Show do Esporte” e surpreendeu o público ao entrar ao vivo com Galvão Bueno, emocionado ao dizer que “a televisão brasileira fica absolutamente mais pobre”, fala repetida na única reportagem do “Jornal Nacional” sobre o tema e que ainda ficou perdida no meio da edição, entre VTs sobre a F1 e um torneio de ginástica.

Outras concorrentes tiveram posturas mais dignas diante da notícia. Tanto “Jornal da Record” quanto “SBT Brasil” abriram suas edições com aquele que foi o fato mais importante do dia (o “JN” preferiu ouvir um alpinista brasileiro que sobreviveu ao acidente no Monte Everest).

O “JR” ainda foi encerrado em silêncio, enquanto a Band fez colagem de grandes narrações de Luciano para terminar seus telejornais. No SBT, o destaque ficou pela presença de Otávio Mesquita na bancada ao lado de Marcelo Torres e Cynthia Benini.

A Band seguiu com a cobertura em boletins, como o Plantão feito por Sérgio Gabriel após o “Show da Fé” e também mais homenagens para o duelo na cidade mineira, que foi narrado por Téo José, possivelmente o substituto de Luciano também no acompanhamento da Seleção Brasileira durante a Copa.

Mas independente de quem ocupar as suas funções, nenhum nome será capaz de suprir o “empobrecimento do jornalismo esportivo com essa perda”, como constou o ministro Aldo Rebelo em nota oficial.

No NaTelinha, o colunista Lucas Félix irá mostrar um panorama desse surpreendente território que é a TV brasileira.

Ele também edita o http://territoriodeideias.blogspot.com.br e está no Twitter (@lucasfelix)