Renato Maurício Prado quer saber como o Botafogo vai pagar o salário do Emerson

Botafogo de Futebol e Regatas logo.svg

O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, quer que a maior parte do salário do novo técnico seja atrelada a “metas de produtividade”. Eduardo Húngaro já recebia assim e por isso não houve dificuldades em reconduzi-lo à antiga função de auxiliar técnico e elo entre a base e os profissionais.

E o “Emerson sheik”, também receberá assim?

Renato Maurício Prado – O GLOBO- 13.04.2014

Renato Maurício Prado comenta mais um Campeonato Carioca vencido pelo Flamengo

Pelo que fez, durante todo o campeonato, o Flamengo sobrou na turma e mereceu o título do cada vez pior e mais desmoralizado Campeonato Carioca. Mas a forma como acabou conquistando-o permite contestações. O gol de Márcio Araújo, empatando a partida, em 1 a 1, aos 46 minutos do segundo tempo, foi irregular, pois o volante estava impedido.

Até aquele instante, pelo que fizera nas duas partidas decisivas, quem merecia levantar a taça era o Vasco. Principalmente, nesta última, quando chegou a ter mais de 70% de posse de bola, no primeiro tempo, diante de um adversário que jogava todo atrás, buscando o gol apenas em contra-ataques esporádicos. E usava e abusava dos chutões de Felipe para frente…

Ainda assim, foram poucas as oportunidades de gol para os vascaínos. Somente no finalzinho da etapa inicial o goleiro rubro-negro teve que fazer uma defesa relativamente difícil, em chute de Thales, da entrada da área.Muito pouco para quem precisava vencer.

Após o intervalo, o Fla pareceu melhorar um pouco e chegou a equilibrar asações nos primeiros 15 minutos. Mas aí Chicão e André Rocha se empurraram e trocaram cabeças, num escanteio a favor do Mais Querido e ambos acabaram expulsos. E Jayme de Almeida cometeu, então, a imprudência que quase lhe custou o título: colocou em campo o equatoriano Frickson Erazo, que desde que chegou só fez lambanças, quando escalado.

Desta vez não foi diferente. Com o Vasco retomando o comando da partida (apartir daí, o Flamengo parecia decidido a lutar apenas para manter o a 0), um pênalti infantil de Erazo permitiu que o time de São Januário marcasse o gol que vinha tendo tanta dificuldade para marcar.

Douglas bateu com categoria e colocou 1 a 0 no placar.

Só aí o Fla resolveu partir decididamente para o ataque. E o fez de forma atabalhoada, sem chegar a ameaçar de fato o gol de Martín Silva. Mas quando a taça já parecia definitivamente encaminhada para a Colina (e os reservascruz-maltinos comemoravam, pulando à beira do gramado e puxando o coro das arquibancadas), houve um córner pelo lado direito do ataque rubro-negro.

Leonardo Moura cobrou, Wallace testou no travessão e, no rebote, Márcio Araújo (impedido) se adiantou a Nixon (que estava em posição legal e marcaria igualmente) e tocou para o fundo da rede. O auxiliar não percebeu a posição irregular e o gol foi validado, garantindo o trigésimo terceiro título estadual do Flamengo.

Um resultado que serve para impedir uma crise que já se aproximava daGávea, por causa da campanha vergonhosa na Libertadores, mas não deve enganar a diretoria nem a torcida. O clube precisa de reforços de verdade, para não sofrer no Campeonato Brasileiro. Carlos Eduardo, Erazo e vários outros do gênero, trazidos por Pelaipe e Walim, ao invés de ajudar, atrapalham.

Em relação ao Vasco, um consolo: Adilson Baptista vem fazendo um bom trabalho e tem tudo para trazer o clube de volta à Primeira Divisão. Não custa lembrar, jogou a finalíssima sem o ataque titular: Edmilson e Everton Costa e mesmo assim partiu para o ataque e dominou o rival, perdendo o título no último instante, num lance irregular. Palmas pra ele.

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 13.04.2014

Internacional campeão gaúcho de 2014

Mesmo podendo perder por 1 a 0, Colorado constroi placar elástico aos gritos de olé sobre o maior rival e confirma supremacia com brilho de D’Ale, Alex e Alan Patrick .

É possível um jogador sozinho conquistar um campeonato? Difícil. Mas um jogo torna-se tarefa até plausível. Ainda mais quando a partida é um Gre-Nal. E o jogador é D’Alessandro. Como um Rei Midas, em que tudo que toca vira ouro, o argentino, baixinho de obstinação napoleônica e predestinação incomum para o clássico, conduziu o Inter para mais uma vitória sobre o Grêmio na tarde fria e ensolarada deste domingo, em Caxias do Sul. Mas, como dito linhas acima, é preciso mais para se levantar uma taça. É preciso de um time. E o Inter tem. Tem Alex, Alan Patrick e outros tantos destaques. O suficiente para humilhar o seu maior rival, no embate de número 401 da história. O 4 a 1 da tarde deste domingo em Caxias foi mais do que histórico. Além da goleada, dos gritos de olé e de Enderson Moreira forçado a colocar um volante para não levar mais, o resultado impiedoso faz do Inter tetracampeão gaúcho, o 43º título estadual no geral. Honraria que o mesmo D’Alessandro também pode se orgulhar. É o único titular presente nas taças levantadas desde 2011 no Rio Grande do Sul. 

Tudo começou no Gre-Nal 400, há dois domingos, em vitória de 2 a 1, de virada. Já esse triunfo com todo o jeito de massacre, de número 151 do Inter em clássicos, teve início, veja só, no menos inspirado pé direito de D’Ale, em chute firme, no canto baixo de Marcelo Grohe, após falha clamorosa de Werley na proteção de bola com Rafael Moura, aos 26 minutos do primeiro tempo. O He-Man a recolheu, rolando para o gringo. Um presente só maior que a satisfação dos colorados em ver o argentino jogar um Gre-Nal. Foi seu 22º clássico, seu oitavo gol sobre o Grêmio. Foi no Centenário, mas parecia o Beira-Rio. D’Ale estava em casa porque jogar Gre-Nal é sua especialidade. Além de balançar a rede, regeu o time de Abel Braga, com orientações, gritos, passes precisos e, por que não, sucessivas discussões com o árbitro Márcio Chagas da Silva. O segundo tempo foi ainda mais irresistível. Porque, a partir dali, todo o time do Inter virou um D’Alessandro. E jogou muito. Alex (duas vezes) e Alan Patrick, em pênalti sofrido por D’Ale, completaram uma goleada histórica. Até o gol de honra tricolor foi do Inter, contra de Ernando, em cruzamento de Dudu.

As mesmas mãos de D’Alessandro que organizaram o Inter levantaram a taça do Gauchão. Um movimento que o Grêmio não executa desde 2010, ano do último título estadual. Resta, ao menos, a luta para a prioridade na temporada, a Libertadores. As oitavas começam no dia 23, contra o San Lorenzo, aliás ex-time de D’Ale, que até nisso parece perseguir os tricolores. Antes, a dupla Gre-Nal estreia no Brasileiro no próximo fim de semana. O Grêmio visita o Atlético-PR no domingo, no Orlando Scarpelli, uma vez que o clube paranaense cumpre punição. O Inter saboreia sua conquista mais recente diante do Vitória, em local a definir.

Inter, Grêmio, Gauchão, Gre-Nal (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
Wendell observa um time muito superior comemorar mais um gol (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)

Centenário, a casa colorada

O palco do primeiro jogo do Inter no Brasileiro está indefinido como estava para o clássico deste domingo. Até quarta-feira reinava a polêmica sobre a utilização ou não do Beira-Rio. Mesmo com duas festas para 50 mil pessoas cada no fim de semana passado para a reinauguração oficial, o estádio remodelado da Copa não foi capaz de receber o Gre-Nal, por questões de segurança. O Centenário, portanto, abriu seus portões para quase 20 mil torcedores.

D'alessandro comemora, Internacional x Grêmio (Foto: Nabor Goulart/Agência Estado)
D’Alessandro fez um grande Gre-Nal em Caxias
(Foto: Nabor Goulart/Agência Estado)

Casa do Inter em 2013 por boa parte do Brasileiro, o Centenário voltou a se encher de vermelho. A confiança colorada não era pouca, afinal, no clássico de ida, há dois domingos, o time de Abel Braga vencera o Tricolor por 2 a 1, de virada, na Arena. O gol qualificado obrigava o Grêmio a marcar dois gols de diferença ou vitória de um gol de diferença, partir de 3 a 2. Mesmo com tamanha necessidade, Enderson Moreira não inventou. Manteve Alan Ruiz na vaga do lesionado Luan. E, embora precisasse de gols, queria ver uma equipe “marcadora”.

Mas o Grêmio atacou. E muito. Começou já no primeiro minuto, em chute torto de Pará. A resposta do Inter surgiu logo depois, em falha de Rhodolfo, contornada por erro de Márcio Chagas. O árbitro alegou saída de bola quando Willians a roubou, deixando Alex livre na pequena área. Dudu, muito acionado, também arriscou. Edinho também. Chance clara, no entanto, era artigo raro.

D’Ale ‘rege’ até o juiz

O que mais se viu, no entanto, foi o jogo psicológico de D’Alessandro. Parecia atuar tão bem com as mãos do que costuma fazer com os pés. Aos 13 minutos, postou em frente a Chagas e desafiou a autoridade do árbitro ao elevar um dedo em riste. Aos 18, mais uma vez irritado com a arbitragem, D’Ale deu um soco na bola.

O maestro vermelho não deve ter gostado quando quase viu o Grêmio marcar. Aos 23, Wendell carimbou Willians e, no rebote, faltou perícia a Alan Ruiz. Qualidade que sobra ao outro argentino em campo. A D’Alessandro. Primeiro, mérito de Rafael Moura ao tomar a bola na grande área de um desatento Werley. O toque para trás também saiu na medida. D’Ale finalizou com precisão: 1 a 0. A primeira finalização do Inter a gol, aos 26 minutos. Um prêmio ao talento de quem tem em mãos a rara receita de brilhar em Gre-Nal.

Inter, Grêmio, Gauchão, Gre-Nal (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
Gre-Nal teve seus momentos de confusão no Centenário (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)

No final do primeiro tempo, depois de mais chutes inconclusivos de um ataque gremista sem inspiração, D’Ale quase devolveu o presente para Rafael Moura, que finalizou com extremo perigo ao lado do poste. Enquanto os jogadores gremistas deixavam o gramado de caras fechadas e quase nenhuma palavra, o camisa 10 deu a dica:

– Terminamos melhor. O Grêmio vai ter que sair mais no segundo tempo. Cabe a gente ser inteligente.

Inter volta com tudo: o massacre da Serra

Além de tudo, D’Ale ainda foi premonitório. O Inter começou o segundo tempo tão inteligente que, aos quatro minutos, já fazia 2 a 0. Com direito ao argentino fora da jogada. Alan Patrick cruzou e Alex se antecipou a Grohe, com incomum facilidade. Aos 10, logo após os primeiros gritos de olé a ecoar pelo Centenário, D’Ale invadiu a área e sofreu pênalti de Dudu. Deixou Alan Patrick ser protagonista e fazer o terceiro. Dois minutos depois, em jogada coletiva de brilho ímpar de Alan Patrick e Rafael Moura, Alex driblou o goleiro e arrebatou o estádio com um incrível 4 a 0.

Que só não se tornou histórico – quatro gols de diferença só haviam sido vistos em clássicos em 1954 -, porque Dudu diminuiu aproveitando-se de desvio contra de Ernando. E também porque Enderson se travestiu de pura humildade. Ao levar o quarto gol, sacou Alan Ruiz e reforçou a marcação com o volante Léo Gago. Igualdade só em expulsões: Willians e Pará.

Sintomas singelos que referendam uma superioridade do Inter que não começou neste domingo de frio e sol no quente Centenário. São quatro anos de conquistas estaduais. E um sugestivo 4 a 1 que só faz reforçar quem vem mandando no Rio Grande do Sul.

 

 

GLOBO ESPORTE . COM

Ituano campeão paulista de 2014

O domingo será de festa em Itu. Uma festa tão grande quanto a fama que a cidade carrega. Uma mania de grandeza que o “intruso” do interior teimou em manter neste CampeonatoPaulista. Derrubando os considerados grandes um a um, o bravo time treinado por Doriva chegou ao ápice neste domingo, ao vencer o Santos, por 7 a 6, nos pênaltis, no Pacaembu, após derrota 1 a 0 no tempo normal. Pela segunda vez, a primeira com a presença de todos os grandes, o Ituano é campeão estadual. A primeira foi em 2002, quando os principais clubes do estado disputavam uma edição maior do Torneio Rio São-Paulo. Entre os 34.964 pagantes no estádio, a minoria comemorou.

Não dá para contestar a heroica conquista do Galo, que tirou o Corinthians na primeira fase, um favorito Botafogo nas quartas de final, o Palmeiras na semi, e o Santos em dois jogos duros na decisão. O Peixe, de Oswaldo de Oliveira, termina o Paulistão com o maior número de pontos (45), mais gols marcados (47) e o futebol mais vistoso. Nada disso foi capaz de furar a melhor defesa da competição: 11 gols sofridos em 19 jogos. Impressionante.

A trajetória fica ainda mais expressiva se voltarmos quatro anos no tempo. Em 2010, o Ituano escapou do rebaixamento na última rodada da primeira fase, com Juninho Paulista fazendo o gol da permanência na elite. Hoje, é ele quem comanda as ações fora de campo, comogerente de futebol. Em 2013, novo susto: um gol no último minuto salvou a equipe da degola, após vencer o Palmeiras por 2 a 1.

Ao Santos, fica o consolo de uma nova geração promissora, com Gabriel e Geuvânio no comando. O time de Oswaldo terá pouco tempo para digerir a derrota, pois volta a campo na próxima quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), contra o Mixto, na Vila Belmiro. É o jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil – o Peixe venceu a ida por 1 a 0.

GLOBO ESPORTE .COM

Bahia campeão baiano de 2014

Clássico decisivo é marcado por lamentáveis episódios de violência entre torcedores. Em campo, jogo tenso, de muitas faltas, discussões e cartões, termina em 2 a 2 .

Domingo, 13 de abril de 2014. Dia em que o Campeonato Baiano foi decidido no estádio de Pituaçu: o dia em que o Bahia empatou com o Rubro-Negro na casa provisória do rival e levantou seu 45º troféu de campeão estadual. Dia em que os 10% da arquibancada destinados à torcida tricolor calaram os 90% que deveriam ser ocupados por rubro-negros.

Fahel comemora, Vitória x Bahia (Foto: Fernando Amorim/Futura Press)
Fahel marca o primeiro gol do Bahia neste domingo (Foto: Fernando Amorim/Futura Press)

Mas se é um dia para ser lembrado por uns, precisa ser esquecido por outros. Lembrado pelo futebol, esquecido pela violência dentro e fora do estádio. Num dia de sol da capital baiana, o que se viu, além do demonstrado em campo em Pituaçu, foi uma série de agressões entre torcedores de Bahia e Vitória – e entre os próprios apaixonados pelo Rubro-Negro. Desde a manhã, a cidade que respirava o Ba-Vi assistiu a ataques supostamente motivados pelo clássico. Torcedores internados, outros presos, PM em ação nos arredores do estádio. Bombas de gás, correria e confusão. Nas arquibancadas, durante o jogo, conflitos incessantes. Dia em que futebol ganhou e perdeu.

Em campo, jogo igualmente tenso. Do primeiro ao último minuto, encaradas, empurrões, faltas e até algumas discussões. Oito cartões amarelos, pênalti e um cartão vermelho. Todos os elementos comuns a um clássico estiveram presentes no estádio de Pituaçu. Mas o Bahia fez seu resultado ainda no primeiro tempo. Equilibrado, o Tricolor soube atacar e defender e desceu para o vestiário com dois gols marcados: Fahel e Lincoln.

No segundo tempo, o Vitória ressurgiu e mostrou garra. Ofensivo e ansioso, o Rubro-Negro teve gols marcados por Juan e Ayrton. O resultado, no entanto, não foi o suficiente para anular a vantagem que o Bahia tinha por ter vencido o primeiro clássico por 2 a 0 na Fonte Nova.

Bahia abre 2 a 0, e torcida do Vitória deixa estádio antes dos 45′

A partida começou com equilíbrio e ares de que o título seria decidido nos últimos minutos. Clima tenso dentro e fora de campo: confusões nas arquibancadas e inúmeras faltas nas quatro linhas. O Vitória iniciou o duelo botando pressão: a ideia inicial era mostrar poder ofensivo e tentar sufocar os contra-ataques do Bahia. No entanto, o espírito de partir para cima não durou muito tempo. Aos 19 minutos, veio o banho de água fria: em uma cobrança de falta, Talisca mandou a bola na área, Neto Coruja vacilou na marcação e Fahel cabeceou para o fundo da meta defendida pelo goleiro Wilson.

Como de costume, o Leão sentiu o baque, sob os gritos de ‘Ah, é Lepo Lepo’ que vinham do setor destinado à torcida visitante. Em uma partida nervosa, o Bahia conseguiu equilíbrio para chegar ao ataque sem desguarnecer a defesa. Com uma forte marcação atrás da linha do meio de campo, o Tricolor dificultou as ações ofensivas do rival. No ataque, Rhayner quase fez o segundo gol aos 38 minutos, mas compensou quatro minutos depois, com um belo lançamento para Lincoln, que não perdeu a oportunidade. A torcida do Vitória deixava o estádio antes mesmo do término do primeiro tempo.

Leão reage e corre atrás, mas empate sacramenta título tricolor

Na segunda etapa, o Vitória voltou com mais vontade. Apesar de estar atrás no placar, o Rubro-Negro não jogou a toalha e tentou tirar o atraso. Com William Henrique em campo, no lugar de Souza, o Leão ganhou mais mobilidade e conseguiu diminuir a vantagem tricolor. De pênalti, Juan fez o gol rubro-negro aos 13 minutos.

O Vitória tinha pressa e corria atrás do resultado – mesmo com um jogador a menos, depois que Matheus Salustiano foi expulso por ter levado o segundo amarelo. Pressionado, o Bahia preocupava-se em se defender das investidas do rival. Lomba salvou aos 27, mas não conseguiu repetir o feito aos 28. Em uma falha da defesa tricolor, Ayrton tabelou com William Henrique e marcou um golaço. Preciosista, o Bahia teve algumas chances de marcar o terceiro, mas desperdiçou. Luiz Gustavo ainda salvou o Leão em um chute de Talisca no fim da partida. Ainda assim, o empate marcado no placar eletrônico era o suficiente para a felicidade geral da nação tricolor.

 

GLOBO ESPORTE . COM

Sport 1(5) x 1(3) Santa Cruz

Com gol de Leonardo no tempo normal, disputa foi para pênaltis. Magrão defendeu o de Carlos Alberto e Neto Baiano fechou para leões (5 a 3) .

Num clássico dos mais disputados e com o placar em aberto nos 90 minutos do tempo normal, o Sport venceu o Santa Cruz por 1 a 0, na tarde desta quinta-feira, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Pernambucano, com o gol de Leonardo aos 41 minutos da etapa final. A passagem à final foi decidida nos pênaltis. Mais regular e com o goleiro Magrão defendendo uma cobraça de Carlos Alberto, os rubro-negros sacramentaram a vaga na final contra o Náutico, vencendo nas cobranças por 5 a 3.

O gol no fim do segundo tempo foi do atacante Leonardo, que deu sobrevida ao Leão, que partiu para a disputa de pênaltis. Na loteria, no entanto, os cinco batedores leoninos foram decisivos e, mais do que isso, frios. A cobrança final, que fez o torcedor vibrar com a classificação foi do atacante Neto Baiano. Aos tricolores, restou a desolação.

Encerradas as semifinais, as atenções do Pernambucano voltam-se para a final, disputada em duas partidas, este ano, entre Náutico e Sport. O primeiro confronto dos postulantes ao título vai ser realizado nesta quarta-feira, na Ilha do Retiro – assim como a abertura da disputa de terceiro lugar entre Salgueiro e Santa Cruz está marcado para o mesmo dia, no Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro.

Tensão e nervosismo

O nervosismo era visível. De um lado, o Sport tentando a vitória para levar a disputa para os pênaltis. E o Santa Cruz, do outro, mais precavido, buscava os espaços deixado pela equipe que tinha mais a iniciativa do confronto. Com a tensão no ar, as articulações se basearam no meio de campo. Sempre com muitos atletas disputando a bola e a com a marcação dura de lado a lado, a partida ficou truncada. Lances elaborados de maneira equivocada, chutes de longa distância e outros erros marcaram o começo da etapa inicial.

Sport x Santa Cruz (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Sport  e Santa Cruz fazem clássico disputado no primeiro tempo (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

 

Com pouca movimentação no ataque, o Sport viu nas cobranças de falta e nas jogadas individuais de Neto Baiano uma maneira de chegar perto da meta tricolor. Paralelamente a isso, melhorou as ações no meio, com Ailton, empurrando naturalmente os tricolores para o campo de defesa. Agora sim, os corais passaram a viver apenas de contra-ataques, com Raul saindo em velocidade a cada erro rubro-negro, chegando à área adversária sempre com perigo.

Em lances esparsos, no fim do primeiro tempo, os adversários fizeram o melhor, mas Felipe Azevedo, para os leoninos, e Memo, pelos tricolores, costruíram – e perderam – boas chances de abrir o placar para as suas equipes.

Brilha Leonardo, Sport vence nos pênaltis

O Sport voltou mais agrupado do meio para frente. Com os jogadores próximos uns aos outros, errou menos passes. Consequência disso foi um futebol justo, com boas possibilidades. Os altos e baixos de Ailton, no entanto, colocavam tudo a perder. Era preciso objetividade. O Leão não tinha. E criava um domínio apenas territorial. O Santa Cruz, por outro lado, mostrava-se seguro lá trás. Bem distribuído, fechava os espaços, obrigando os adversários a optar pelos cruzamentos na área, que na maioria das vezes eram interceptados pelos tricolores.

Numa dessas bolas, Ewerton Pascoa fez um gol, mas que foi anulado pelo árbitro Sebastião Rufino Filho, que alegou falta no goleiro Tiago Cardoso. O lance foi muito contestado pelos rubro-negros. O jogo ficou nervoso, principalmente os leoninos mostravam-se muito inquietos.  Com os times se defendendo bem, a partida seguia para um empate sem gols, até que aos 41 minutos o centroavante Leonardo aproveitou uma sobra após cebaçada de Ferron e tocou no cantinho de Tiago Cardoso, para delírio da torcida rubro-negra. A decisão foi para os pênaltis.

Na “roleta russa” dos pênaltis, marcaram para o Sport, que se classificou para final de 5 a 3, Leonardo, Renan Oliveira, Patric, Ewerton Páscoa e Neto Baiano. Pelos tricolores, perdeu Carlos Alberto, converteram Léo Gamalho, Renatinho e Sandro Manoel.

 

 

GLOBO ESPORTE . COM

Figueirense campeão catarinense de 2014

Nem o mais crente numa grande partida neste domingo esperava. Muito menos o goleiro do Joinville. Ivan não teve tempo para pensar, afinal de contas, apenas 10 segundos haviam transcorrido. O camisa 1 do JEC saiu nos pés de Everton Santos e fez pênalti. A penalidade foi
perdida, mas Dudu pegou o rebote e fez o gol que incendiou o jogo e abriu caminho para a vitória alvinegra por 2 a 1, que deu o título ao time da casa, o primeiro desde 2008, o 16º em sua história, igualando com o rival Avaí.

Depois do gol de Dudu, o Furacão do Estreito permaneceu no ataque, mesmo já conquistando o título com a vitória parcial, ampliada por Lúcio Maranhão, com o braço, aos 33 minutos. Precisando empatar para voltar a ter vantagem no confronto e levantar a taça, o JEC mudou e
foi para cima. Descontou aos 11 da segunda etapa e incendiou. O empate quase aconteceu aos 44, mas Tiago Volpi defendeu e ajudou para a taça ser alvinegra.

Os times agora se voltam a outras duas competições nacionais, a Copa o Brasil e oCampeonato Brasileiro. O Figueira, na Série A, estreia no dia 19, sábado, contra o Fluminense, no Maracanã, às 18h30. Já o JEC, na Série B, joga na sexta-feira, dia 18, em casa, contra a Portuguesa, às 19h30.

Figueirense x Joinville (Foto: Diego Madruga)Figueirense bate o JEC e fica com a taça (Foto: Diego Madruga)

Figueira fulminante aos 10 segundos e no primeiro tempo
‘Deixa ele pra mim, irmão’. O segundo jogo da final do Campeonato Catarinense de 2014 teve início na segunda-feira, um dia após a partida de ida na Arena. A frase é de Marcos Assunção, que ‘protegeu’ o companheiro Leandro Silva em uma rede social, envolvido em polêmica com Wellington Saci em Joinville. Mas o volante não precisou se preocupar em, possivelmente, se vingar neste domingo. O camisa 22 vibrou, isso sim, já aos 10 segundos, no primeiro lance do jogo, literalmente. Foi o tempo em que Everton Santos aproveitou falha de Murilo e Bruno Aguiar, saiu na cara de Ivan e foi derrubado. Pênalti e amarelo para o goleiro do JEC, para revolta de todos do time da casa, crentes que o certo seria o vermelho. Giovanni Augusto bateu e errou, mas comemorou no rebote, com gol de Dudu, colocando fogo em campo e nas arquibancadas. A vitória dava o título ao Figueirense.

Se a vontade do Figueira já era grande, ela só aumentou a partir do gol. A cada dividida ganha – e foram muitas –, um grito. A cada vez que Saci pegava na bola, vaias. A torcida abraçou o time em campo, que correspondia, mandando no jogo, na técnica e no psicológico. E foi do primeiro jeito, com técnica, que Everton Santos quase ampliou aos 15 minutos, depois de um drible de letra e passe de Giovanni Augusto. No lance seguinte, novamente o camisa 11, dessa vez numa pancada de fora, levou mais perigo a Ivan. Estava claro. Além de não ter saída de bola e criação, o JEC havia sentido o gol no início. O Tricolor não pressionava o Figueira, que ficava com a bola e não era atacado. Aos 31, o primeiro chute no gol, de Edigar Junio, desviado por Thiago Heleno: foi a principal ‘chegada’ da equipe de Hemerson Maria.

Substituto do volante suspenso Nem, Luan aparecia bem no meio-campo. Ele desmarcava e também criava, atacava quando podia. Foi assim aos 33, quando ele aproveitou saída de bola errada de Ivan, matou no peito, passou por um marcador e sofreu falta. Pela distância, a cobrança não parecia perigosa. Mas vá falar para Marcos Assunção. O camisa 20 bateu no meio do gol, com força e efeito, e Ivan rebateu, bem em Lúcio Maranhão. O camisa 9 não teve reflexo para tirar o braço, encostado ao corpo, usado para fazer 2 a 0, em um primeiro tempo em que o Furacão do Estreito teve futebol, vontade e cara de campeão.

JEC melhora, desconta, mas não leva
O técnico do JEC começou a tentar mudar o jogo no intervalo. Hemerson Maria errou na tática de início, com três volantes e sem saída de bola. O homem para fazer isso era Marcelo Costa, que jogou mais à frente, onde não rende mais como em 2013. Assim, Maria recuou o 10 para ser volante, como fez no jogo de ida; Fernando Viana entrou na vaga de Murilo, e Franco foi para a lateral. Aos poucos, no 4-3-3, o JEC igualou tecnicamente, e quase descontou rapidamente, aos quatro, com o jovem atacante. A resposta alvinegra veio no lance seguinte, na velocidade, como Eutrópio gosta; Everton Santos quase fez de cabeça. O quase também aconteceu para Assunção, mas negativamente. Ele só cercou Saci, que ameaçou, fintou, arriscou de fora e marcou, aos 11 minutos, calando o Scarpelli, como ele e o Joinville esperavam.

O jogo estava mudado. Diferentemente do primeiro tempo, quando havia aberto 2 a 0, o Figueira, ainda à frente do placar, recuou, e o JEC atacou. Depois de descontar, o Tricolor ainda precisava igualar o marcador para voltar a ter a vantagem e assim ficar com o título. Aos 17, Francis entrou no lugar de Tartá, deixando os visitantes mais rápidos e renovados. No mesmo minuto, Viana deu um chapéu em Thiago Heleno e soltou uma bomba, não empatando por centímetros. Foi a deixa para o Coelho se jogar ao ataque de vez. O jogo para o Coelho também era contra o relógio, esse, a favor do Figueira, que arriscava na bola parada com Assunção, como aos 31. O ataque contra defesa durou até o final. Aos 44, o último suspiro do JEC, com Francis, que chutou cara a cara com Volpi, mas parado de forma brilhante pelo camisa 1 do Figueira, campeão catarinense de 2014.

GLOBO ESPORTE . COM

Atlético Goianiense campeão goiano de 2014

Não teve invencibilidade, não teve tradição, não teve pênalti e nem gol mal anulado que fizesse o Atlético-GO perder o título do Campeonato Goiano. Tudo levava a crer que a taça ficaria nas mãos do rival, Goiás, que não tinha perdido nenhuma partida na competição. O retrospecto ainda jogava a favor do Alviverde, que tinha vantagem do empate para ser tricampeão de forma consecutiva, mas o destino mostrou que a taça deveria ser rubro-negra.

Se os últimos oito clássicos haviam terminado empatados, o Dragão só conquistaria seu 13º  estadual se quebrasse tal escrita. E coube a Lino, de forma cruel, estufar as redes esmeraldinas e fazer a galera atleticana soltar o grito de campeão. O zagueiro marcou de cabeça, no último minuto, e não deu chances de reação ao adversário. Para ser campeão, o Atlético-GO já tinha superado gol mal anulado de Juninho, no segundo tempo, e o goleiro Márcio ainda precisou defender pênalti cobrado por Araújo.

jogo do título rubro-negro

Sem conseguir trocar passes simples, o Atlético-GO começou o jogo em ritmo lento e sofreu com jogadas agudas do Goiás pelas duas pontas, explorando as costas dos laterais Pedro Bambu e Thiago Feltri.

Mais ligado em campo e ganhando praticamente todas as divididas, o Alviverde envolvia o adversário com facilidade. Em um vacilo rubro-negro, a bola sobrou livre para Thiago Mendes, que invadiu a área e só não abriu o placar porque optou por chutar com força ao invés de deslocar Márcio. Resultado: acabou isolando.

Tantos erros bobos deixaram Marcelo Martelotte irritado à beira do gramado. Insatisfeito com a postura da equipe, o técnico atleticano passou boa parte do primeiro tempo gritando e gesticulandocom os jogadores. Aos poucos, as instruções começaram a surtir efeito, e o Dragão foi se encontrando em campo. Júnior Viçosa teve chance parecida com a de Thiago Mendes, mas também mandou por cima. Juninho era bastante acionado pela ponta direita, mas não conseguia dar prosseguimento às jogadas ofensivas.

Atlético-GO x Goiás - Final Campeonato Goiano 2014 (Foto: Wildes Barbosa / O Popular)
Fábio Lima e Amaral disputam bola pelo alto (Foto: Wildes Barbosa / O Popular)

Do outro lado, Claudinei Oliveira acompanhava de forma mais contida o Goiás. Como o empate servindo para ser campeão, o time esmeraldino se segurava atrás, apresentando a nítida proposta de explorar contra-ataques, que nem sempre se concretizavam. Abertos nas pontas, Araújo e Rychely pouco participaram. Thiago Mendes, por sua vez, esteve discreto no papel de fazer a ligação entre defesa e ataque na hora da transição. O intervalo chegou com o placar inalterado. Resultado, porém, ia garantindo o título ao Alviverde.

Gol no fim e título emocionante

Ciente da necessidade de agredir mais, o Atlético-GO voltou com Eusébio no lugar de Léo. Uma mudança testada por Martelotte durante a semana e que visava dar mais agilidade ao meio de campo rubro-negro. Outra tentativa do treinador foi inverter os lados de atuação de Juninho, que foi para a ponta esquerda explorar os espaços de Vitor, e Jorginho, que passou para a direita, nas costas de Lima. Com a missão de ser o grande articulador do time, no entanto, Fábio Lima falhava e não conseguia chamar a responsabilidade.

A resposta do Goiás era por meio de contragolpes em velocidade. De um deles nasceu um cruzamento no qual Artur colocou a mão na bola, e o árbitro Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO) anotou pênalti. Na cobrança, Márcio cresceu para cima de Araújo e defendeu chute rasteiro em seu canto esquerdo, mantendo o Dragão vivo na partida. Já sem Fábio Lima, substituído por Diogo Campos, a equipe atleticana chegou ao gol com Juninho.

No entanto, o assistente assinalou impedimento do atacante de forma equivocada. A partir daí, o confronto ficou aberto. Enquanto o Rubro-Negro tentava impor pressão, o Alviverde saía só quando tinha espaço, mas sempre levando perigo. A torcida do Goiás já gritava “é campeão!” quando Diogo Campos acertou o travessão. Mas quem comemorou mesmo foi a torcida do Atlético-GO. Aos 48 minutos, Lino subiu mais alto após cobrança de escanteio e impôs ao Goiás a primeira derrota no Campeonato Goiano. Derrota que foi fatal. O título é do Dragão!

 

GLOBO ESPORTE . COM

Flamengo campeão carioca de 2014

Flamengo empatou por 1 a 1 com o Vasco, hoje, no Maracanã, e faturou seu 33º título do Estadual do Rio. A última conquista havia sido em 2011. O gol do empate flamenguista foi marcado pelo volante Márcio Araújo, ex-Palmeiras, em posição de impedimento, aos 46 min dosegundo tempo.

Antes, de pênalti, Douglas, ex-Corinthians, havia colocado o time de São Januário em vantagem, aos 29 min da etapa final. O árbitro Marcelo de Lima Henrique assinalou a infração após o zagueiro Erazo derrubar Pedro Ken na área. Por ter feito melhor campanha na primeira fase, o Flamengo jogava pelo empate, já que as duas equipes haviam empatado por 1 a 1 no duelo de ida, no último domingo.

Hoje, Vasco e Flamengo terminaram o clássico com dez atletas. O zagueiro flamenguista Chicão e o lateral direito vascaíno André Rocha se desentenderam e foram expulsos aos 14 min do segundo tempo.

Eliminado da Libertadores na última quarta-feira, o clube rubro-negro volta a campo no próximo domingo, às 18h30, contra o Goiás, em Brasília, pela estreia do Campeonato Brasileiro.

Já o Vasco encara o Resende (RJ) em São Januário, às 22h, na quarta-feira, em jogo válido pela volta da primeira fase da Copa do Brasil

VASCO

Martin Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken, Fellipe Bastos (Bernardo) e Douglas e William Barbio (Reginaldo); Thalles (Aranda). Técnico: Adilson Batista

FLAMENGO

Felipe; Léo Moura, Wallace, Chicão e André Santos (Nixon); Amaral (Gabriel), Márcio Araújo, LuizAntonio e Everton (Erazo); Paulinho e Alecsandro. Técnico: Jayme de Almeida

Estádio: Maracanã, no Rio

ÁrbitroMarcelo de Lima Henrique

Público: 42.697

Renda: R$ 2.790.765,00

Gols: Douglas, aos 29, e Márcio Araújo, aos 46 do 2º tempo

Cartões amarelos: Luiz Antônio, Everton, André Santos, Erazo, Alecsandro (F), Diego Renan, Luan, Rodrigo e Guiñazu (V)

Cartões vermelhos: Chicão (F) e André Rocha (V)

Diário do Nordeste – Jogada – 13.04.2014