Paulo César Norões comenta a rivalidade entre Ceará e Fortaleza é maior que se imagina …

 

Torcedor nenhum gosta quando seu ídolo vira a casaca e vai jogar no maior rival. Mas, se essa transição é feita de forma respeitosa, o tempo se encarrega de apagar a mágoa. Pedro Basílio, por exemplo, cria da base do Fortaleza, passou seis anos no Ceará – onde conquistou cinco estaduais. Quando voltou ao Pici, foi recebido de braços abertos. Jogou ainda seis anos e ganhou mais quatro títulos. O mesmo ocorreu com Arthur, ídolo alvinegro com boa passagem no Leão e retorno festivo para Porangabuçu. Lulinha, Amilton Melo, Zé Eduardo, Osmar e Elói são outros exemplos. Até Tiquinho, herói alvinegro, passou pelo Pici sem problemas.

Respeito é bom

Mas, ganhar o respeito de torcidas arquirrivais não é para qualquer um. Que o digam Clodoaldo e Luiz Carlos. Ambos tinham status de ídolo – Clodô no Leão e LC no Vozão. As transferências polêmicas, no entanto, queimaram o filme deles com as duas torcidas.

Herói e vilão Clodoaldo vaiado impiedosamente, Rinaldo ovacionado pelos tricolores, no Pici. A diferença no tratamento aos ídolos recentes reflete o que ficou de cada um no coração do torcedor.Erros fatais

Erros fatais

Clodoaldo, mesmo com contrato assinado – e adiantamento no bolso – com o Fortaleza, aceitou proposta do Ceará e se mandou para Porangabuçu. Já Luiz Carlos, se queimou ao pisar numa bandeira alvinegra, na chegada ao Pici. Inaceitável!

Australian Broadcasting Corporation ahead in news race after time shift a turn-off for WIN

February 1, 2014

Megan Doherty

CITY REPORTER FOR THE CANBERRA TIMES

ABC is regularly winning the head-to-head battle with WIN in the Canberra television news stakes, with speculation viewers do not want to watch 90 minutes of news.

WIN News was pushed from 6.30pm to 7pm from October 17 last year when Channel Nine started an hour-long broadcast, initially to provide extended coverage of the Blue Mountains bushfires. It has since made the change permanent. It means WIN viewers have to commit from 6pm to 7.30pm to get their fill of local, national and international news. A Current Affair has been shifted over to Gem.

ABC’s half-hour 7pm bulletin in Canberra has been on an upward trend since last year, to the point where it is now regularly winning the timeslot. Ratings for the 7pm to 7.30pm timeslot undertaken by Regional TAM and obtained by Fairfax Media show the ABC news has gone from lows of audience shares of less than 10 per cent and under 10,000 viewers a year ago to audience shares as high as above 40 per cent, with close to 40,000 viewers.

ABC is regularly winning the head-to-head battle with WIN in the Canberra television news stakes.

ABC is regularly winning the head-to-head battle with WIN in the Canberra television news stakes. Photo: Supplied

WIN has lost viewers over the same time period and, since WIN News was switched to the 7pm timeslot in October, has fallen to audience shares under 30 per cent and fewer than 30,000 viewers. It used to dominate the slot with sometimes close to a 50 per cent share of the market.

Advertisement

Media expert and Coordinate director Warren Apps said WIN would not be happy about its Canberra news being pushed to 7pm since its hand had been forced by Nine.

”Expecting people to watch an hour and a half of news is too much, particularly at a time when we’re more conditioned to getting news bites,” he said.

Mr Apps said the content and tone of ABC and WIN news had previously been different enough to convince viewers to watch both but the audience was being split, with many opting for the ”tighter” ABC version because it also offered national and international news in its half hour.

Mr Apps said he did not ”buy into” speculation WIN’s decision to broadcast out of Wollongong rather than Canberra was a factor in the ratings.

ABC ACT news editor John Mulhall said the results were gratifying.

”ABC News is now the only television news bulletin produced and presented in Canberra and we remain committed to providing our viewers with a reliable and comprehensive news service covering local, national and international news and we’re very grateful for the ongoing loyalty and support,” he said.

WIN Television declined to comment on the figures.

The Canberra Times

Lucas e Alex vão bem, e PSG abre seis pontos

Lucas e Alex vão bem, e PSG abre seis pontos

© AFP

Na abertura da 23ª rodada do Campeonato Francês, o líder Paris Saint-Germain reencontrou a vitória ao bater o Bordeaux por 2 a 0. Com o resultado, o PSG abriu seis pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, Monaco, que entra em campo neste sábado, para enfrentar o Lorient, fora de casa.

O gol que abriu o caminho para o triunfo do time da capital foi marcado aos 13 minutos do segundo tempo. O brasileiro Lucas recebeu na ponta direita e cruzou para Zlatan Ibrahimovic, que apareceu livre dentro da pequena área e finalizou.

A partida também marcou a estreia do volante da seleção francesa Yohan Cabaye pelo PSG. Contratado nesta semana, o ex-jogador do Newcastle entrou no lugar de Javier Pastore aos 22 minutos da etapa complementar. Aos 42, o estreante quase marcou, ao acertar uma cabeçada na trave.

Na sequência do lance, Ezequiel Lavezzi chutou para o gol e a defesa do Bordeaux desviou a bola para escanteio. Lucas cobrou na meia altura e o zagueiro Alex, com a perna direita, completou para o fundo das redes.

 

FIFA.com

Definidos os Centros de Treinamento de Seleções da Copa 2014

Definidos os Centros de Treinamento de Seleções da Copa 2014

© AFP

O Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 divulgou nesta sexta-feira (31/01) a lista final dos Centros de Treinamentos de Seleções (CTSs) escolhidos pelas 32 seleções que irão disputar a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.

“Este é um momento fundamental, porque a partir de agora podemos trabalhar com um cenário real. Ao saber exatamente onde cada seleção irá se hospedar e treinar, podemos começar a detalhar o planejamento de toda a operação de segurança, transporte, logística e outras áreas”, diz Frederico Nantes, Gerente Geral de Competição e Serviços às Equipes do COL.

Durante o processo de avaliação das instalações, que teve início em dezembro de 2011 e se encerrou em maio de 2013, uma equipe técnica formada por 18 profissionais do COL percorreu 250.000 km em todo o país para inspecionar os locais de treinamento e hotéis oficiais. Ao todo, o COL avaliou 403 candidatos em 25 estados, além do Distrito Federal. A versão definitiva do catálogo de CTSs foi lançada em outubro de 2013, com 83 locais.

Entre os centros escolhidos, 24 estão situados na região Sudeste, cinco na região Nordeste e três na região Sul do país. Os municípios de Campinas, Itu, Rio de Janeiro e Vitória receberão duas seleções cada. Entre as cidades-sede, apenas Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo receberão seleções. O estado que mais receberá seleções é São Paulo, escolhido por 15 seleções.

“Esta é uma oportunidade concreta de ampliar a participação da população paulista no evento, promovendo seus atrativos turísticos, aproveitando a infraestrutura existente, as melhorias permanentes em decorrência do evento e toda a diversidade cultural do nosso estado”, diz Julio Semeghini, Secretário de Estado de Planejamento e Coordenador do Comitê Paulista da Copa 2014.

Segue abaixo a lista completa dos Centros de Treinamentos de Seleções, que também está disponível para download em PDF no FIFA.com:

Alemanha: Santa Cruz Cabrália (BA)
Argélia: Sorocaba (SP)
Argentina: Vespasiano (MG)
Austrália, Vitória (ES)
Bélgica: Mogi das Cruzes (SP)
Bósnia e Herzegovina: Guarujá (SP)
Brasil: Teresópolis (RJ)
Camarões: Vitória (ES)
Chile: Belo Horizonte (MG)
Coreia do Sul: Foz do Iguaçu (PR)
Costa do Marfim: Águas de Lindoia (SP)
Colômbia: Cotia (SP)
Costa Rica: Santos (SP)
Croácia: Mata de São João (BA)
Equador: Viamão (RS)
Espanha: Curitiba (PR)
Estados Unidos: São Paulo (SP)
França: Ribeirão Preto (SP)
Gana: Maceió (AL)
Grécia: Aracaju (SE)
Holanda: Rio de Janeiro (RJ)
Honduras: Porto Feliz (SP)
Inglaterra: Rio de Janeiro (RJ)
Itália: Mangaratiba (RJ)
Irã: Guarulhos (SP)
Japão: Itu (SP)
México: Santos (SP)
Nigéria: Campinas (SP)
Portugal: Campinas (SP)
Rússia: Itu (SP)
Suíça: Porto Seguro (BA)
Uruguai: Sete Lagoas (MG)

 

FIFA.com

Konstantinos Mitroglou e as pistas embaralhadas

Mitroglou e as pistas embaralhadas

© AFP

Pouquíssimos jogadores trocariam um lugar no topo da classificação e a oportunidade de disputar as oitavas de final da UEFA Champions League por uma posição na porção inferior da hierarquia, em um clube cujo único objetivo é a luta contra o rebaixamento. Mas Konstantinos Mitroglou não é como todo mundo, e sempre foi difícil prever os passos do atacante grego — principalmente para os zagueiros adversários.

Artilheiro da liga nacional com 14 gols pelo Olympiacos, que lidera a competição e está invicto há 21 partidas, Mitroglou acaba de assinar contrato com o Fulham, vice-lanterna do Campeonato Inglês. Uma decisão surpreendente quando se leva em conta que o goleador era cobiçado por equipes como Arsenal, Liverpool, Borussia Dortmund, Inter de Milão e Benfica.

Contudo, estar onde menos se espera é um pouco o resumo da vida de Mitroglou. Nascido há 25 anos na cidade de Kavala, no norte da Grécia, ele iniciou a sua trajetória esportiva na Alemanha. “A minha família se mudou para lá quando eu era bem pequeno”, contou o ex-jogador de Neukirchen, Duisbourg e Borussia Mönchengladbach em entrevista ao FIFA.com. “Cresci na Alemanha e foi lá que comecei a minha carreira. Guardo ótimas lembranças. A minha família e os meus amigos estão lá. É um país especial para mim, principalmente porque foi onde aprendi a jogar futebol.”

Bons hábitos
E o mínimo que se pode dizer é que Mitroglou aprendeu rápido. Aos 11 anos, ele marcou 24 gols em 16 jogos pelo Neukirchen. Mais tarde, no time sub-19 do Mönchengladbach, foram 14 em dez partidas pelo Campeonato Alemão da categoria. Acostumado desde cedo a confundir as estatísticas com mais gols marcados do que jogos disputados, ele manteve os bons hábitos com um início de temporada arrasador em 2013/14, com 14 bolas na rede em 12 compromissos.

Talvez porque, como na infância, Mitroglou se sente em casa no Pireu. “Sou muito feliz noOlympiacos, um clube que significa muito para mim”, garantiu ele poucas semanas antes de os gregos aceitarem os irrecusáveis 15 milhões de euros oferecidos pelo Fulham. “Depois de tantos anos, conheço o clube, as pessoas e o time. É como uma família para mim.”

No entanto, não foi exatamente como filho pródigo que ele chegou ao Olympiacos, em 2007. Embora finalista do Campeonato Europeu Sub-19 com a seleção grega, Mitroglou precisou se contentar em jogar nos últimos minutos das partidas e com gols esporádicos demais para o seu enorme apetite. “Aquela situação foi bastante difícil de viver, mas me fez trabalhar ainda mais”, recorda ele. “Ela me deu a vontade de fazer ainda mais esforços e de progredir a cada dia.” A prova são os números registrados nos seis meses que passou no Panionios, em 2010/11, e na temporada que disputou com o Atromitos em 2011/12, com oito e 16 gols respectivamente.

Com a máquina lançada, a força do atacante provocou grandes estragos nas zagas da Grécia e da Europa. Com 1,88 metro de altura e tatuado dos pés à cabeça, sobre a qual costuma esculpir excêntricos penteados, Mitroglou possui o físico de um guerreiro e uma aparência que quase ofusca a sua técnica perfeita. “Ele tem um visual meio pesado, um pouco descontraído, mas é uma impressão enganosa”, destaca o zagueiro argelino Carl Medjani, antigo companheiro do atacante grego no Olympiacos. “Ele é capaz de matar com um drible curto ou uma roleta.”

Quebra-cabeça grego
De fato, Mitroglou possui um arsenal completo que seduziu os últimos treinadores da seleção grega. O alemão Otto Rehhagel promoveu a estreia dele em 2009, mas não o levou ao Mundial disputado na África do Sul. Já o português Fernando Santos lhe deu uma nova chance fazendo dele a referência do ataque helênico durante as eliminatórias para o Brasil 2014.

E a aposta deu certo, pois Mitroglou marcou três dos quatro gols da Grécia nas duas partidas da repescagem contra a Romênia, saldadas com vitória por 3 a 1 e empate em 1 a 1. No entanto, ele não quer saber de ser promovido a herói. “Somos todos heróis”, dispara o tricampeão grego sobre a sua contribuição no torneio classificatório. “Toda a equipe, todo o país, todos os gregos! Somos um grande quebra-cabeça, e eu sou só uma peça.”

Modéstia à parte, Mitroglou precisa admitir que a vaga grega lhe deve muito, e que a sua presença no avião para o Brasil está quase assegurada. Contudo, mestre na arte do contrapé, o atacante volta a tentar embaralhar as pistas. “Ainda falta um tempo para a Copa do Mundo”, pondera. “Preciso continuar trabalhando, manter esse ritmo e a minha forma. Se tudo der certo, vou tentar atingir os objetivos que estabelecemos.”

 FIFA.com

As contratações que não aconteceram

As contratações que não aconteceram

© Getty Images

Goste-se dele ou não, o último dia do prazo do período de contratações no futebol é sempre fascinante. Isso porque as histórias de muitos times por todo o planeta já foram reescritas por acertos decisivos, às vezes até inacreditáveis – envolvessem eles muito dinheiro ou se revelassem verdadeiras pechinchas.

No entanto, embora a temporada de ir às compras de jogadores possa parecer gratificante para os fãs de alguns times, de tempos em tempos ela acaba com alguma torcida lamentando o que poderia ter acontecido. Afinal, como descobriu o FIFA.com, houve vários craques cujas carreiras poderiam ter dado uma guinada para caminhos completamente diferentes daqueles que eles de fato seguiram, e não são poucos os times que se lamentam por isso não ter sido assim.

Diferenças salariais e na balança
Um bom exemplo disto é o Sheffield United. Ainda hoje, 36 anos depois, a torcida se pergunta sobre um jogador que nunca chegou – e isto não surpreende em nada quando se sabe que esse atleta era ninguém menos do que Diego Maradona. O argentino tinha só 17 anos quando foi observado pelo técnico do clube inglês à época, Harry Haslam, que havia viajado à Argentina em busca de possíveis contratações. O treinador ficou tão impressionado que fez uma oferta imediata de 350 mil libras ao Argentinos Juniors, mas a diretoria do Sheffield voltou atrás e achou que pagar 160 mil libras por Alex Sabella era mais negócio. Resultado: Maradona não chegou e o time de Haslam acabou rebaixado para a segundona naquela mesma temporada.

Dieguito, aliás, acabou indo para o Boca Juniors logo em seguida, mas bem que poderia ter parado em seu arquirrival, o River Plate. Os “Milionários” estiveram prestes a assinar contrato com o craque argentino quando o então presidente do clube, Rafael Aragón Cabrera, se recusou a aceitar as exigências contratuais do jovem prodígio, que excediam as de estrelas consagradas do time como Daniel Passarella e Ubaldo Fillol. “Eu tinha o sonho de jogar pelo River, mas o Cabrera acabou com ele”, declarou Maradona à época.

Perder alguém como o herói do título mundial alviceleste de 1986 seria causa de arrependimento para qualquer time, mas os clubes de futebol da cidade de Sheffield parecem especializados em sentir remorso. Basta perguntar à torcida de outra equipe da cidade, o Wednesday, ao qual Éric Cantonaestava destinado depois de cumprir uma longa suspensão na França por arremessar a bola contra um árbitro. Trevor Francis, então técnico do clube, pediu que o atacante fizesse uma segunda semana de testes antes de se decidir em relação a contratá-lo, mas Cantona se recusou e acertou com o Leeds.

O futebol, aliás, está cheio de erros de avaliação como este. Zinedine Zidane, por exemplo, poderia ter ido jogar na Inglaterra no mesmo momento em que seu compatriota Cantona chegou à Grã-Bretanha. Mas, embora o técnico Kenny Dalglish, então treinador do Blackburn, tenha chegado a um acerto inicial para contar com a categoria de Zizou, o presidente do time, Jack Walker, se recusou a autorizar a contratação. “Porque iríamos querer assinar com o Zidane quando temos o Tim Sherwood?”, argumentou o dirigente a um jornal local, defendendo um meia cujo destaque na carreira foram três atuações pela seleção inglesa.

Curiosamente, parece ser o destino de todos os grandes craques franceses passar por um episódio desses na carreira. Michel Platini foi outro que não se livrou dessa situação. “Não capacitado para jogar futebol profissional” foi a avaliação que fizeram do ex-craque no Metz, quando ele tinha só 16 anos.

“Ele tem um traseiro enorme”. Foi isso que o presidente do Metz à época recorda ter ouvido dos treinadores da equipe em relação a Platini… Opinião semelhante, aliás, foi a que acabou com as esperanças do inglês Paul Gascoigne de ser contratado pelo Ipswich em 1983. A preocupação a respeito do peso do meia fizeram que o clube o recusasse – decisão ainda mais irritante para os torcedores porque veio apenas três anos depois de seu time rejeitar um jovem holandês chamadoRuud Gullit por falta de disciplina, segundo a comissão técnica.

Oportunidades desperdiçadas
Um jogador mal avaliado por diversos clubes foi Andriy Shevchenko. O ídolo ucraniano passou uma semana em testes no West Ham em 1994, foi oferecido ao Colônia no ano seguinte e, dois mais tarde, ao Werder Bremen. Todos deram as costas. “Ele não parecia ser nada de especial mesmo”, justificou o técnico do clube londrino à época, Harry Redknapp.

Ainda na mesma década, o Gaziantepspor cometeu um erro quase idêntico ao dispensar uma oferta de 1,5 milhão de libras do São Paulo por um jovem Kaká – três anos depois, o Milan pagaria seis vezes mais para tê-lo. E se o clube turco teve motivos para lamentar sua parcimônia, imagine o que não deve ter sentido o Flamengo, que deixou Ronaldo escapar por não querer pagar a condução para que o jovem atacante fosse treinar.

O Fulham é outro clube inglês que teve má sorte com um brasileiro campeão mundial. Em 1978, quando estava na segunda divisão, o time convenceu Paulo Cézar Caju a vestir sua camisa, mas o acordo foi desfeito por uma disputa em relação a quem deveria pagar as ligações do jogador para oBrasil. Do outro lado de Londres, o Arsenal também protagonizou diversos “quase-acertos” nos últimos anos. Yaya Touré passou uma semana em experiência nos Gunners em 2005, mas problemas com seu passaporte acabaram encerrando as possibilidades de uma contratação. Foi o segundo erro gritante em questão de poucos anos depois. “Tive o (Cristiano) Ronaldo no centro de treinamento”, revelaria Arsène Wenger mais tarde. “Mostrei as dependências para ele e lhe dei uma camiseta, mas no fim foi uma questão entre os dois times sobre o valor do contrato.”

No fim, o Arsenal se recusou a pagar ao Sporting de Lisboa um valor de cerca de 4 milhões de libras pelo português. O problema é que, a essa altura, deixar escapar futuros craques já estava se tornando um hábito para o clube. Afinal, no ano 2000 os Gunners tiveram Zlatan Ibrahimovic nas mãos, mas não conseguiram ficar com ele. “O Arsène me deu aquela famosa camisa alvirrubra, com o número 9 e ‘Ibrahimovic’ escrito nela. Então esperei que ele me dissesse por que eu deveria ir para o Arsenal. Mas ele nem tentou fazer isso. Disse outra coisa: ‘Quero ver o quanto você é bom, que tipo de jogador você é. Faça um teste’. Eu não acreditei. Pensei: ‘De jeito nenhum, o Zlatan não faz testes’. Disse ‘não’ e acertei com o Ajax”, conta o astro sueco.

Assim como um time com Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo e Touré teria sido inacreditável, imagine uma equipe do 1860 Munique em que os talentos de Franz Beckenbauer Gerd Müller se unissem. Isso poderia ter se tornado realidade, já que este último esteve muito perto de ser contratado. Foi então que o Bayern de Munique, ciente do interesse do rival local, atravessou as conversas e levou o atacante uma hora antes da reunião para assinar o contrato com o 1860. Por sua vez, Beckenbauer sonhava em vestir a camisa do rival do Bayern até que um dos jogadores do 1860 lhe deu um tapa no rosto quando ele ainda defendia o 1906 Munique. A violência do ato fez que o zagueiro se virasse contra o time de seus sonhos e o colocou a caminho do Bayern, onde entraria para a história.

Se essas duas contratações ajudaram a definir uma era, o mesmo conseguiu a chegada de Alfredo Di Stéfano ao Real Madrid. Apesar de o Barcelona, arquirrival do clube madrilenho, chegar a pensar que havia acertado com o ítalo-argentino, uma longa negociação acabou resultando em um acordo no qual o jogador seria compartilhado pelos dois times temporada a temporada por um período de quatro anos. Mais tarde, porém, a direção interina do Barça permitiria que Di Stéfano assinasse de vez com o Real por uma compensação de 5,5 milhões de pesetas, uma pequena recompensa pelos prejuízos que ele causaria ao clube catalão ao longo dos anos que viriam.

Algo similar aconteceu com o Mônaco, que chegou a um pré-contrato com Jean-Pierre Papin em 1986, mas viu como o Olympique de Marselha acabou atraindo o atacante com uma nova proposta. O Olympique chegou compensar seu rival financeiramente, mas o preço a pagar foi insignificante, já que o jogador acabaria se tornando um dos maiores da história do futebol francês e sendo o artilheiro nacional por cinco temporadas consecutivas entre 1988 e 1992.

Destinos improváveis
Apesar de hoje ser difícil visualizar Papin com a camisa do Mônaco, dadas as suas façanhas pelo time de Marselha, algumas contratações que quase aconteceram são positivamente impensáveis. Por exemplo, quem imaginaria Ronaldinho defendendo o modesto St Mirren escocês antes de sua chegada ao Paris Saint-Germain? Esta, porém, foi uma possibilidade bastante real, já que o pequeno clube britânico quase foi o lugar onde o meia-atacante ganharia experiência no futebol europeu, até que um problema com seu passaporte acabasse com o acordo.

A poucos quilômetros dali, o Dumbarton ficou muito perto de uma cartada ainda mais impressionante. O grande Johan Cruyff, então com apenas 33 anos, pareceria um desejo impossível para um time intermediário da segunda divisão escocesa. Mas o técnico Sean Fallon quase convenceu o ídolo holandês a trocar o Barcelona pelo vilarejo de Boghead. O que acabou pesando contra foi o clima local. “Se eu fiquei tentado? Sim, claro”, diria Cruyff na biografia de Fallon. “Jogar na Inglaterra ou na Grã-Bretanha era algo que eu sempre tinha querido fazer. Mas quando você fica velho, seus músculos endurecem, e me mudar para um país frio como a Escócia teria sido procurar problemas”.

Pode ser uma razão incomum para que uma contratação não tenha dado certo, mas outras foram tão peculiares quanto. Ex-jogador da seleção escocesa, Darren Jackson passou só oito dias em testes no Dalian Wanda chinês antes de voltar para casa. A justificativa foi sua incapacidade de tragar a comida local. Já Kenny Dalglish, outro escocês, poderia ter ido para o Liverpool quando tinha 15 anos, mas rejeitou uma semana extra de testes porque isso o impediria de assistir ao clássico entre Rangers e Celtic. O jogador viajou de volta a Glasgow para torcer pelo Rangers, do qual era torcedor roxo, mas poucos meses depois foi convencido pelo próprio Fallon a assinar contrato com o arquirrival de seu time de coração.

O Liverpool também perdeu a chance de contratar Frank Worthington, que chegou a ser jogador da seleção inglesa. O técnico Bill Shankly havia chegado a um acordo para pagar 150 mil libras ao Huddersfield pelo atacante, conhecido por suas travessuras extracampo, mas ele não passou no teste médico por ter pressão alta. A razão? “Excessiva atividade sexual”. Embora Shankly tenha dito a Worthington que tirasse umas férias relaxantes em Mallorca, na Espanha, e repetisse o teste na volta, a insistência no mesmo tipo de comportamento durante a estadia nas ensolaradas praias da ilha assegurou que o segundo teste fosse ainda pior. Assim, o acordo não foi para frente.

Como é possível ver, as contratações podem ser um assunto complicado. E, apesar de que muitos contratos serão assinados até o fim deste dia 31 de janeiro, fim do período de contratações de inverno na Europa, o último dia do prazo com certeza terminará com alguns clubes e outros tantos jogadores se amargurando por ter deixado escapar uma oportunidade de ouro.

FIFA.com